Eu estava conversando com minha turma da faculdade via Whatsapp durante a semana passada quando recordei do nosso professor de química inorgânica, um sujeito enorme (acho que ele possuía 1,90m de altura) e palestrino, como a maioria dos descendentes de italianos daqui de São Paulo. Imediatamente, um dos meus amigos revelou sua admiração por aquele docente, apesar de "não utilizar nada que aprendeu na disciplina"!
Meu amigo não era o único admirador daquele professor em nossa turma. Imediatamente, me lembrei de um outro episódio quando eu precisava fazer hora após terminar uma prova substitutiva -que eu cheguei uma hora atrasado e, apesar disto, tirei a maior nota do teste! Durante aquele dia, um outro colega também expressou sua admiração por aquele docente enquanto conversávamos.
Conheci o mencionado docente durante meu segundo semestre na faculdade. Não tivemos tanto contato com ele, afinal eram apenas quatro horas semanais (ou "créditos") de disciplina e havia revezamento com aulas práticas, onde ficávamos sob responsabilidade de outros professores. Mas, como diz aquela frase pronta da internet, "o valor das coisas não está no tempo que elas duram e sim na intensidade com que acontecem".
Lembro de nossa primeira aula quando o sujeito parecia ser bastante sério e rigoroso à primeira vista. Aos poucos, porém, ele foi se soltando ao ponto de lamentar a situação de seu Palmeiras, que vivia uma forte crise político-financeira durante aquela época. No mesmo dia, o professor chamou meu amigo a lousa e o colega passou uma grande vergonha com a zoeira por parte do restante da sala! Naquela mesma manhã, alguns veteranos vieram nos convidar para a "Festa Brega" e o docente tirou um sarro daqueles alunos!
A aula do professor era realmente muito boa e até hoje me lembro de seus ensinamentos. Ainda me recordo do "oxigênio triplete" e da "cis-platina", ambos utilizados como quimioterápicos durante a época. Também fui tirar dúvidas com o docente no intervalo e ainda não me esqueci do que ele me explicou na ocasião: a estrutura do cristal de alumen e o porquê do azul do sulfato de cobre penta-hidratado.
Não tive mais notícias do professor mas acredito que ele ainda esteja em atividade, visto que seu nome ainda consta no quadro de docentes do Instituto de Química (IQ). É bastante provável que hoje o seu humor esteja ainda melhor, visto que seu Palmeiras atravessa uma grande fase graças ao dinheiro da Crefisa e à boa administração da presidenta Leila Pereira!
Nossos dias no IQ foram bastante difíceis devido à dificuldade das matérias -eu mesmo tive de fazer duas provas substitutivas e uma recuperação por lá! Nós, porém, também tivemos muitos momentos felizes naquele instituto. E alguns professores contribuíram muito com estas lembranças agradáveis, graças às suas ótimas aulas e também por se mostrarem seres humanos fantásticos!
(E eu preciso ir ao IQ com urgência para visitar os professores que eu gostava e também para tirar fotos mais adequadas para este blog)!


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