Não canso de escrever que uma das atividades que mais gostei de fazer durante a pós-graduação foi ajudar professores em aula! Foi muito divertido vivenciar "o outro lado" das apresentações e também fiz muitas amizades com os alunos! Isso sem falar que conviver com os estudantes preencheu muitos vazios que eu sentia durante a minha graduação.
Estava em uma reunião com o coordenador do curso quando ele propôs a nós para que elaborássemos uma aula para ser apresentada durante o dia seguinte, assim como ocorre nos concursos para a admissão de docentes. Peguei o livro que o professor adotava (o tema era mecânica ventilatória no sistema respiratório) e comecei a preparar a apresentação assim que eu cheguei em casa. Lembro que terminei quase uma da manhã!
Combinamos de encontrar o coordenador pouco depois da hora do almoço. Eu nem ensaiei a apresentação, apenas fiz uma rápida revisão pouco antes do encontro -isto acabou prejudicando o meu desempenho durante a aula, como veremos adiante. Como seria apenas um "teste", eu não estava nervoso e fui para sala de reunião tranquilamente.
Coloquei os slides para a explanação e comecei a aula. Senti a falta do ensaio naquele momento e o nervosismo bateu! Sem mencionar que sou péssimo para falar em público! Eu gaguejei bastante durante a explanação em decorrência disto. A despeito dos entraves, a aula fluiu e consegui realizar a apresentação.
O coordenador, então, realizou a avaliação da minha apresentação. Ele apontou alguns conceitos errados que coloquei nos slides e avisou que fui rápido demais -eu dispunha de uma hora para lecionar mas acabei terminando tudo após cerca de vinte minutos. Mais uma vez, a falta de um ensaio acabou prejudicando o meu desempenho.
Os elogios, contudo, me surpreenderam ainda mais do que as críticas. O coordenador apreciou a minha criatividade nos slides e gostou da minha abordagem utilizando conceitos de física (obrigado ao curso Anglo Osasco por me preparar tão bem nessa área)! O professor também afirmou que minhas dificuldades com a fala poderiam ser indícios de inteligência visto que alguns colegas do instituto também apresentavam tais características, segundo o docente.
Eu só voltaria a dar aula durante o ano seguinte para a minha qualificação de mestrado. Na ocasião, eu já estava mais maduro e recebi um tema que eu dominava um pouco mais, a diferenciação sexual. Isso sem mencionar que eu tive bem mais tempo para ensaiar e para me preparar!
Ajudar os professores em sala foi algo que surpreendeu em diversos sentidos. Eu nunca imaginei que possuísse algum talento para ensinar, sobretudo para alguém que se comunica tão mal em púbico! Eu gostaria muito de agradecer ao meu supervisor pelo feedback. Confesso que eu jamais havia enxergado em mim tudo aquilo que ele me disse após a aula!
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