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| Erik ten Hag foi demitido do Leverkusen com apenas três jogos oficiais disputados (imagem extraída de www.facebook.com/bayer04leverkusen). |
O Bayer Leverkusen surpreendeu o mundo do futebol ao demitir o treinador Erik ten Hag após apenas três jogos oficiais disputados. Foram uma vitória (4x0 diante do Grossaspach pela DFB Pokal/Copa da Alemanha), um empate (3x3 contra o Werder Bremen pela Bundesliga) e uma derrota (1x2 ante o Hoffenhein também pela Bundesliga). O motivo do desligamento não ficou muito evidente, mas o portal ESPN afirma que "o clube desejava realizar a mudança o quanto antes".
Ten Hag recebeu uma chance no Leverkusen após um trabalho conturbado no Manchester United, de onde fora demitido durante a metade da temporada anterior. A passagem do holandês pela Inglaterra fora marcada por atritos com diversas estrelas do elenco (incluindo Cristiano Ronaldo), contratações pouco efetivas e pela instabilidade nos resultados. E não foi na Alemanha que o treinador conseguiu sua desejada volta por cima.
Diversos portais esportivos ponderaram que as mudanças bruscas no elenco contribuíram com a instabilidade inicial da equipe. Diversos jogadores importantes (Hradecky, Frimpong, Tah, Hincapié, Xhaka, Wirtz e Boniface) deixaram os Werkself durante a última janela de transferências, obrigando o time alemão a buscar peças de reposição às pressas.
Os mesmos portais, contudo, também mencionaram as diferenças de mentalidade entre o treinador holandês e seu antecessor. Em outras palavras: Ten Hag não era Xabi Alonso. O técnico basco, que deixou o Leverkusen para assinar com o Real Madrid, ficou eternizado nos Werkself não apenas pelos títulos conquistados, mas também pelo futebol vistoso que combinava troca de passes com imposição física.
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| Imagem extraída de www.facebook.com/bayer04leverkusen |
O cenário do Leverkusen é bastante comum no Brasil. Os Werkself passaram anos sem comemorar um título quando Alonso e a geração anterior de atletas tiraram a equipe da fila. O Bayer, no entanto, pouco pôde fazer para segurar o treinador e seus principais jogadores diante de rivais com maior poder aquisitivo, a despeito do clube pertencer à gigante farmacêutica. Torcedores e dirigentes, carentes pelas saídas, tornam-se menos tolerantes com a instabilidade inicial, levando a um princípio de crise.
Não será fácil repetir o trabalho e, tampouco, o desempenho de Xabi Alonso no Bayer, sobretudo com tantas saídas de jogadores importantes. Será necessário formar uma nova geração de atletas e torcer para que haja liga entre futebolistas e treinador, algo que só ocorre com tempo ou com sorte. O clube ainda terá de se atentar à concorrência, visto que o Leverkusen tornou-se mais visado pelos rivais após o sucesso na temporada 2023-24.
O autor gostaria de sugerir o "quase xará" de Alonso, o ex-meia Xavi Hernández, para assumir o Leverkusen visto que o ex-treinador do Barcelona possui a mentalidade semelhante ao do basco: ambos escalam seus times com três zagueiros e ambos gostam de jogar com a bola no chão. O catalão, no entanto, já foi procurado duas vezes pelos Werkself e ambas as propostas foram recusadas.
Resta ao Leverkusen recomeçar do zero visto que Alonso e seus ex-comandados já deixaram a Alemanha em busca de voos mais altos. O clube terá de contar com a paciência de seus dirigentes e torcedores visto que dificilmente será possível montar um time tão espetacular quanto o de 2023-24. Pelo menos não a curto prazo.
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| Imagem extraída de www.facebook.com/bayer04leverkusen |



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