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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Meu Primeiro Contato com o Futebol Americano

Imagem extraída de www.facebook.com/philadelphiaeagles



Eu estava organizando os próximos textos para o blog quando vi o anúncio do Super Bowl LIX (a grande final da National Football League ou NFL) e pensei: por que não conhecer melhor aquele "jogo estranho" e, de quebra, escrever um post a respeito das minhas primeiras impressões? Assim, adiantei os meus afazeres de ontem e assisti à partida que começou por volta das 21h (horário de Brasília).

A primeira impressão que tive do futebol americano não foi das melhores, visto que o jogo é interrompido quase que o tempo todo, seja porque a bola saiu, seja porque o jogador que detêm sua posse foi derrubado. Para piorar, eu estava morrendo de sono e comecei a reclamar da partida truncada que estendeu um quarto de 15 minutos para quase uma hora. Talvez tenha sido alguma estratégia cautelosa dos times visto que era a grande final e o menor erro poderia custar caro.

O sistema de pontuação do futebol americano é bastante semelhante ao de seu "primo", o rúgbi, o que justifica a confusão dos leigos entre as duas modalidades. Aliás, não considerei a partida violenta apesar dos muitos agarrões e empurrões em campo. Todo o contato físico ocorre sem excessos, os atletas utilizam proteções e a arbitragem está sempre em cima dos lances para evitar transgressões.

Confesso que não entendi o restante das regras, em especial a marcação das infrações. Também não compreendi as substituições de atletas -o kicker e o quarterback dos times não permanecem em campo o tempo todo. Por fim, eu viajei nos jargões utilizados pelo narrador como punt e receptor. Certamente, eu não conseguiria aprender todo o regulamento daquele "esporte estranho" com apenas um jogo visto. 



Imagem extraída de www.facebook.com/philadelphiaeagles



Houve, ainda, a apresentação do rapper Kendrick Lamar durante o intervalo após o segundo quarto da partida. Confesso que não dei lá muita atenção para o show mas considerei uma proposta interessante dos organizadores ao fazerem do Super Bowl um espetáculo além do esporte propriamente dito. Diversas celebridades como Sir Paul McCartney e Taylor Swift também marcaram presença na plateia.

O jogo foi marcado pelo amplo domínio do Philadelphia Eagles sobre o Kansas City Chiefs -a equipe do leste americano chegou a abrir trinta pontos de vantagem sobre o adversário do centro, que só conseguiu pontuar durante os dois últimos quartos. Fiquei surpreso ao saber que o time de vermelho era o atual bicampeão do Super Bowl enquanto o de verde vinha de um início de temporada ruim. Mais uma evidência de que no mata-mata tudo pode mudar em questão de segundos.

Não assisti à cerimônia de premiação e desliguei a transmissão assim que os Eagles foram declarados campeões. A vantagem do time de verde era tão grande que os jogadores do banco de reservas nem esperaram o término da partida para darem o tradicional banho de Gatorade no treinador Nick Sirianni. 

Confesso que não fiquei muito empolgado durante minha primeira experiência com o futebol americano, em especial com as constantes interrupções da partida. Diversos amigos meus, porém, celebravam cada ponto dos Eagles nas redes sociais e fizeram questão de festejar o título do Super Bowl LIX. Talvez eu consiga apreciar melhor a modalidade ao acompanhar mais jogos e ao compreender melhor suas regras. O autor, portanto, se compromete a dar novas oportunidades à NFL e assistir a mais confrontos durante a próxima temporada. Quero muito descobrir a magia deste esporte que vêm ganhando cada vez mais adeptos aqui no Brasil.



Imagem extraída de www.facebook.com/philadelphiaeagles




domingo, 1 de fevereiro de 2015

Design X Eficiência

Imagem extraída de https://www.facebook.com/ScuderiaFerrari



O temporada 2014 da Fórmula 1 foi marcada pela polêmica dos bicos, cujos formatos causaram muitos estranhamentos aos fãs da categoria. O visual dos carros nunca é por acaso: são conduzidos dezenas de estudos e testes para que o veículo tenha melhor aproveitamento de sua potência, mais estabilidade e diminuição do atrito com o ar. Tudo isto é levado em conta pelos engenheiros e projetistas na hora de se conceber um modelo.

Para a alegria dos fãs, foram adotados formatos mais conservadores para os carros na temporada 2015, como podemos ver nos carros da Ferrari. Compare a foto acima do modelo atual com as duas abaixo, que foram tiradas dos carros usados na temporada anterior.

As modificações feitas nos carros são feitas com apenas um objetivo: levar os pilotos da escuderia à vitória. As vantagens oferecidas pelas mudanças podem até ser mínimas, mas fazem toda a diferença em corridas onde o resultado é definido por milésimos de segundo. Mesmo alguns miligramas a menos ou a mais no veículo podem ser decisivos para o desempenho do carro e do piloto nas pistas.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/ScuderiaFerrari



Há, no entanto, outros fatores que movem o esporte além do desempenho das equipes e pilotos. E um destes fatores é justamente o fã.

O esporte, há anos, deixou de ser um mero entretenimento e se tornou um negócio extremamente lucrativo. Audiência, patrocinadores, venda de produtos licenciados, ... Tudo isto gera lucro à categoria. Mas para que os lucros venham, é necessário um consumidor. E o consumidor, no caso, é o fã.

A receptividade do fã, embora não pareça, faz toda a diferença para o esporte. Os patrocinadores, por exemplo, querem visibilidade para suas marcas. Se houver diminuição do interesse pela modalidade, isto significaria menos audiência e, consequentemente, menos visibilidade. E sem visibilidade, as empresas se desinteressam em anunciar nas escuderias, que, por sua vez, terão suas receitas comprometidas. Tal fator torna-se ainda mais decisivo em um cenário onde muito se falou em "crise na Fórmula 1".

Não sei até que ponto a receptividade ruim dos visual dos carros foi decisiva para que as montadoras adotassem modelos mais conservadores para 2015, mas faz todo o sentido visto que, até o momento, a maioria das escuderias abandonou os bicos mais extravagantes em favor dos designs mais conservadores.

O atual chefe de equipe da Ferrari fez menção à polêmica dos bicos da última temporada, alegando que a escuderia, no ano passado, possuía um carro "feio e não-vencedor". Tal frase, reforça a hipótese de que as críticas ao visual dos veículos tiveram influência nas mudanças para 2015.

Pelo jeito, o esporte não vive apenas de resultados.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/ScuderiaFerrari



Leia mais:

Globo Esporte- Ferrari apresenta SF15-T de bico longo para a temporada 2015 da Fórmula 1: http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2015/01/ferrari-apresenta-sf15-t-novo-carro-para-temporada-2015-da-formula-1.html

Globo Esporte- Com chegada de Felipe Nasr, Sauber adota pintura "brasileira" para 2015: http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2015/01/com-chegada-de-felipe-nasr-sauber-adota-pintura-brasileira-para-2015.html



Globo Esporte- Com preto e prata, Force India deixa carro mais elegante para ano de 2015: http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2015/01/force-india-apresenta-novo-carro-para-temporada-2015-da-formula-1.html


Globo Esporte- Com novo FW37, Williams pretende dar sequência ao crescimento de 2014: http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2015/01/com-novo-fw37-williams-pretende-dar-sequencia-ao-crescimento-de-2014.html



FALANDO EM PATROCÍNIO...

Ainda falando do texto de Mauro Betting, publicado no jornal Lance da última quinta-feira, percebi que as emissoras referem-se à escuderia Infiniti Red Bull Racing como "Red Bull" mesmo. No futebol, a maioria dos veículos de imprensa recusa-se a chamar o Red Bull Brasil pelo nome correto para evitar qualquer alusão à marca austríaca de bebidas, mas na Fórmula 1 pode. Alguém aí pode me explicar a razão disto?



PARABÉNS AO NOSSO FUTEBOL AMERICANO!

O Brasil conquistou um feito inédito no esporte. Pela primeira vez, nossa Seleção irá disputar o mundial da categoria após derrotar o Panamá por 24x14. O mundial será disputado em julho nos Estados Unidos. Tal feito também ajudará na divulgação da modalidade. Quem sabe alguma emissora não se interesse em exibir o mundial sabendo-se que teremos um representante na competição. Com isso, o nosso futebol americano ganha visibilidade e também adeptos, o que ajudará no seu crescimento. Parabéns aos nossos atletas e boa sorte no mundial!



O SPIDER VOLTOU!

Anderson Silva tratou de dar nos ringues a resposta aos torcedores modinhas que só o apoiavam enquanto sua fase era boa. Muitos deixaram de torcer para o lutador brasileiro após aquelas derrotas para Chris Weidman. Pior: houve quem insultasse o atleta pela derrota, como se ele tivesse a obrigação, e não o objetivo, de vencer. No dia em que aprendemos a torcer de verdade, nós compreenderemos a verdadeira essência do esporte.