Mostrando postagens com marcador Romário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Romário. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Eu Tenho Orgulho do Handebol Brasileiro!

Imagem extraída de https://www.facebook.com/CbHbConfederacaoBrasileiraDeHandebol



Eu publiquei uma nota a respeito do desempenho de nossa Seleção Masculina de Handebol na última terça-feira. No entanto, pensei comigo mesmo: a modalidade precisa crescer no Brasil para que mais jogadores e patrocinadores se interessem pela categoria. Em decorrência disto, resolvi fazer um post maior para homenagear o empenho de nossos meninos e do treinador Jordi Ribera. E, sejamos francos, eles merecem!

Mais emissoras se interessaram em transmitir as partidas de nossas seleções após o desempenho surpreendente das meninas em dezembro de 2013, quando a Seleção Feminina conquistou o título na Sérvia. De olho na audiência dos torcedores modinhas empolgados com aquele ouro inesperado, tivemos a transmissão do mundial realizado no Catar em mais canais.

A Seleção Masculina, a exemplo da feminina, é composta quase que totalmente por atletas que competem fora do Brasil. Com relação à equipe feminina, há um número maior de jogadores que defendem clubes brasileiros mas a base de nossa Seleção veio da Espanha. Mesmo o treinador é estrangeiro, o espanhol Jordi Ribera (foto abaixo), ao passo que os espanhóis, os atuais campeões, possuem grande tradição na modalidade com dois títulos mundiais.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/CbHbConfederacaoBrasileiraDeHandebol



A equipe convocada por Ribera era boa e o Brasil fez boas exibições no Catar. No entanto, nós ainda não somos páreo para as potências da modalidade. Fomos derrotados três vezes na fase de grupos. Logo na estreia, perdemos por 28x23 para os donos da casa, depois levamos 29x27 da Espanha e fomos derrotados para a Eslovênia na quarta partida por 35x32. O Brasil conseguiu evitar a eliminação prematura com vitórias sobre a Bielorrússia (34x29 na terceira partida) e sobre o Chile (30x22 na quinta partida), terminando na quarta colocação em seu grupo.

O Brasil encontrou a Croácia nas oitavas-de-final. Saiu na frente no primeiro quarto e chegou a abrir 15x13 no placar. A Hrvatska, no entanto, fez valer sua tradição na modalidade e não tardou a virar o placar a seu favor. Nossa Seleção se empenhou e conseguiu manter a desvantagem por apena um gol, mas a equipe dos Balcãs levou a melhor eliminando o Brasil por 26x25. Era o fim do sonho de uma medalha inédita e também a chance de superar o nosso melhor desempenho -o Brasil também havia chegado às oitavas na última edição, em 2013.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/CbHbConfederacaoBrasileiraDeHandebol



A frustração pela derrota foi grande, sobretudo aos que esperavam que a Seleção Masculina fosse repetir o desempenho da Feminina em 2013. Uma análise mais criteriosa, no entanto, mostra que o empenho dos jogadores e de Ribera não foi em vão. O Brasil, exceto na estreia contra os donos da casa, perdeu por diferenças muito pequenas. Contra a atual campeã Espanha, perdemos por apenas dois gols. E também não vendemos barato o jogo contra a Croácia, tendo perdido por apenas um gol.

Os placares demonstram claramente que o Brasil ainda não estava preparado para superar as grandes potências do handebol mundial, mas também ficou bastante evidente que a preparação do time foi bastante adequada e que estamos chegando perto. Nossa Seleção lutou de igual para igual contra as grandes seleções e demonstrou potencial para surpreender nos próximos anos.

O treinador e os jogadores precisam utilizar toda a experiência adquirida no Catar para que a equipe ganhe maturidade, continue evoluindo e possa, finalmente, brigar por títulos. Não será um processo fácil e, tampouco, a curto prazo. Serão necessários muita persistência e dedicação para que a equipe possa dar um passo adiante.

Parabéns aos jogadores e ao treinador Jordi Ribera pelo desempenho no Catar! Vocês representaram muito bem o nosso país no Mundial! Não desanimem com a eliminação! Vocês deram seu melhor em quadra e mostraram que podem nos trazer muitas alegrias no futuro!

Boa sorte nas próximas competições!



Imagem extraída de https://www.facebook.com/CbHbConfederacaoBrasileiraDeHandebol



ELE MERECE, PORÉM...

A novela da renovação do atacante Paolo Guerrero já encheu. Acho que o Corinthians deveria ceder e dar os valores pedidos ao atacante, afinal ele é um jogador importante para o time (o desempenho do Timão foi fraco quase todos os jogos em que o peruano se ausentou em 2014) e foi graças ao centroavante que o Coringão faturou seu segundo título mundial em 2012. Segundo o atacante, o clube do Parque São Jorge pode arcar com os vencimentos, visto que o Corinthians pagava milhões a jogadores que não deram certo. É bom considerar, no entanto, que Guerrero já está com 30 anos. A renovação deve levar em conta que sua forma física talvez não seja mais a mesma com o passar do tempo.



FUTEBOL NÃO É SÓ DINHEIRO

Estou gostando bastante do Campeonato Francês 2014-15. Tudo porque o Lyon e o Marseille estão dando uma verdadeira canseira no milionário Paris Saint-Germain. Sem contar com os mesmo recursos financeiros que o clube parisiense, os dois Olympiques estão lançando mão do que possuem ao alcance: o Lyon aposta nas pratas de sua casa enquanto o Marseille aposta no futebol bonito do treinador Marcelo El Loco Bielsa. Isto também mostra que os clubes não precisam ser adquiridos por magnatas para montarem elencos competitivos. Nada contra os clubes milionários, mas eles estão tirando um pouco da graça do futebol.



PARABÉNS, ROMÁRIO!

Imagem extraída do Facebook oficial do Barcelona- https://www.facebook.com/fcbarcelona

O craque Romário completou 49 anos ontem. E o seu ex-clube, o Barcelona, fez uma grande homenagem ao Baixinho para este momento tão especial. Já se vão vinte anos desde que Romário jogou pelo Barça, mas seus lances geniais e os títulos conquistados ainda estão na memória do clube e também do torcedor catalão. Uma justa homenagem ao Baixinho que fez história com a camisa blaugrana. Parabéns, Romário!


sábado, 15 de fevereiro de 2014

A Mesa Redonda dos Sonhos

Imagem extraída de http://www.facebook.com/JohanCruyff14

Antigamente havia o mito de que todos os jogadores de futebol eram "burros". Era muito comum afirmar que não era necessário estudar para ter sucesso no futebol.

Tal afirmação cai por terra quando observamos jogadores e ex-jogadores apresentando um grande nível de esclarecimento e de consciência política. E o mais importante: os atletas que eu menciono foram capazes de contestar políticos e dirigentes valendo-se de bons argumentos. Todos foram craques com a bola nos pés (o verbo vai para o presente no caso do Alex) e também com as palavras.

Começo mencionando o meu ídolo, o Mestre Johan Cruyff. Um craque como atleta, um gênio como treinador e um questionador com as palavras. O Mestre foi presidente de honra do Barcelona pelos seus feitos como jogador e como treinador, mas deixou o cargo após desentendimento com o ex-presidente Sandro Rosell. E o Mestre não hesitou em fazer críticas aos dirigentes por não concordar com os rumos administrativos que estavam tomando. Faltam pessoas capazes de contestar os cartolas, como fez o Mestre Cruyff.

Contestar é o que também sempre fez e o que faz o grande Paulo César Caju, um dos grandes inspiradores para este blog. Caju peitou dirigentes quando jovem e continua questionando-os em seus textos e entrevistas. O tricampeão também lutou muito contra o racismo e também para que os atletas tivessem mais reconhecimento. E continua lutando, como podemos ver nos textos que você pode acessar nos links à direita do meu blog.

Outro gênio com a bola e com as palavras é o grande Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, cujos textos você também pode acessar nos links laterais deste blog. Médico e futebolista, Tostão derruba o mito de que jogadores de futebol não precisam de estudos para serem alguém na vida. Ele teve êxito em ambas as carreiras. Sua genialidade também está presente em seus textos elegantes, críticos e cheios de figuras de linguagem. Jogadores, treinadores, dirigentes e até políticos são alvo de sua magnífica coluna.

O finado Sócrates era outro que se mostrou bem sucedido na medicina e com a bola. E que esclarecimento político aquele homem possuía, ao ponto de exigir democracia em um Brasil ainda vivendo sob a sombra da horrenda ditadura militar. Sócrates era um esquerdista convicto e grande admirador dos socialistas Fidel Castro e Che Gevara.

Maradona, assim como Sócrates, também é um grande admirador dos dois guerrilheiros, está sempre apoiando regimes políticos de esquerda e criticando os de direita. E o Pibe também nunca deixou de criticar os dirigentes de seu país pelas administrações ruins no futebol. Poucos aqui no Brasil tem a ousadia do Pibe.

A política, aliás, é o território do agora Deputado Federal Romário, que lutou por melhorias pelo país, inclusive pela ciência. Críticas muito bem fundamentadas a dirigentes de futebol e políticos são frequentes por parte do Baixinho.

E, claro, não posso deixar de fora o grande Alexandro de Souza, o Alex Cabeção, que mencionou em entrevista ao jornal Lance tudo aquilo que eu sempre quis ouvir de um atleta: esclarecimento político e críticas ao nosso futebol horrível. E sem falar que Alex deu o pontapé inicial para que o movimento Bom Senso FC nascesse e representasse a luta dos atletas por um futebol mais justo.

Imagino como seria uma mesa redonda com esses sete craques. Seria um debate recheado de cultura, política, filosofia e, claro, muito futebol. Um futebol muito bem jogado como todos eles executavam nos gramados.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os Três Maiores Craques que eu Vi Jogar

A palavra "craque" tornou-se um tanto vulgarizada nos dias de hoje. Basta um ou outro lance genial para o atleta ser considerado "diferenciado". Isso sem falar nos brucutus que são considerados craques. Dá um tempo. Correr e dar trombada até eu, que nunca chutei uma laranja na vida, consigo fazer.

A meu ver, um craque é um jogador fora de série em todos os sentidos, é aquele que se destaca mesmo jogando em um grupo de alto nível, que faz a diferença em campo em todos os sentidos e que sabe tratar bem da bola. Um craque, obviamente, é sempre um jogador inteligente, com visão de jogo, técnica e habilidade.

No meu conceito de craque, estão atletas como Riquelme, Alex Cabeção, Rivaldo, Neymar, Ribéry, Bernard e Marco Reus. Cabem muitos outros nomes aqui, mas se eu fizer isso, vou precisar de uns três posts só para colocar atletas diferenciados, isso sem falar que a certo ponto, vou colocar nomes que não deveriam estar aqui pelo simples fato de gostar do atleta como fã.

Três jogadores, no entanto, estão acima da média para mim e digo com muito prazer que pude vê-los atuar no auge de suas formas, quando faziam (ou fazem no caso de dois deles) grandes exibições em campo.

O primeiro que eu gostaria de destacar é o Romário. O eterno camisa 11, praticamente, carregou a nossa Seleção nas costas em 1994 -acho que tirando o Baixinho, só o Raí e o Zinho mereciam destaque naquele grupo tão conservador. Mas não foi só na Seleção que Romário se destacou: o Baixinho, quando jogava pelo Barcelona, dividia os gramados com caras como Stoichkov, Laudrup e Guardiola, e, mesmo assim, brilhava em campo com seus dribles, velocidade, pontaria certeira e oportunismo. Não à toa, Romário foi eleito o melhor jogador de 1994 pela FIFA. O Mestre Johan Cruyff também tem méritos na carreira do Baixinho: o Mestre sabia como usar da fanfarronice do jogador para fazê-lo render em campo. E ainda sempre compara o talento do camisa 11 com o de Messi. Palavras do inventor do "Tiki-Taka".

O segundo é Ronaldinho Gaúcho. O atleta revelado pelo Grêmio jogou no Barcelona de Frank Rijkaard na década passada. Mesmo em um time de tantos craques e de um jogo coletivo estritamente valorizado, havia espaço para o Gaúcho driblar e fazer belas jogadas individuais. Parecia até um malabarista fazendo truques! Messi e Iniesta ainda estavam buscando espaço no time naquela época, mas conviveram com o atleta e, até hoje, demonstram reverência ao meia-atacante. Ronaldinho foi eleito duas vezes como melhor do mundo. Pena que não conseguiu demonstrar o mesmo futebol na Copa de 2006.

O último é Lionel Messi. Desse nem preciso me alongar muito. Messi é inteligente e ao mesmo tempo habilidoso. Ele sabe o momento certo de passar a bola a um companheiro e o momento de sair em velocidade ou no drible. E a Pulga tem uma visão de jogo ímpar -ele consegue achar companheiros bem posicionados das maneiras mais improváveis possíveis. Messi é excepcional porque é talentoso e sabe usar seu dom em prol do jogo coletivo. O argentino foi eleito melhor do mundo quatro vezes.

Vocês repararam algumas coisas em comum entre os três craques que apontei? O três tinham muitos companheiros bons de bola e, mesmo assim, conseguiam se destacar em grupos tão fortes. Nenhum dos três é muito forte e Romário e Messi são baixinhos e, mesmo assim, eles fazem (faziam, no caso de Romário) muitos grandões dançarem. E os três sabem driblar e tratar a bola com carinho (no chão e no ar).

Eu gostaria muito que Ronaldinho, Messi e Romário fossem os ídolos em quem os aspirantes pudessem se espelhar, mas, do jeito que nosso futebol está cada vez mais truculento, os garotos vão acabar se espelhando naqueles volantes que só correm e dão chutão. E ainda vão ser dispensados por serem considerados muito pequenos. Azar o nosso.

PS. Não constam aqui os nomes de Pelé, Didi, Garrincha, Maradona, Beckenbauer e do Mestre Cruyff simplesmente porque só os vi jogar através de imagens da internet.