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terça-feira, 25 de maio de 2021

Saúde

O Atlético de Madrid foi campeão espanhol na temporada 2020-21
(imagem extraída de www.facebook.com/AtleticodeMadrid)



Recebi com extrema satisfação as notícias de que Atlético de Madrid, Lille e Sporting Lisboa venceram suas respectivas ligas nacionais. Nada contra as equipes de maior poder aquisitivo mas é muito saudável para as competições que haja alternância entre os vencedores. Vale também citar o título da Internazionale que pertence a um magnata chinês mas conseguiu quebrar a hegemonia da poderosa Juventus.

O Sporting garantiu seu troféu com dois jogos de antecedência. O Atlético e o Lille, por sua vez, foram perseguidos pelos rivais milionários até a última rodada, chegaram a cometer alguns tropeços na reta final mas conquistaram suas respectivas taças na partida derradeira.

Os triunfos das mencionadas equipes foram ótimos para o futebol sob diversos pontos de vista: a competitividade das ligas é mantida, os clubes milionários são obrigados a sair da zona de conforto, as equipes com menor poder aquisitivo ganham fôlego e o interesse do público pelos campeonatos é renovado visto que os torneios tornam-se menos previsíveis.



O Lille sagrou-se campeão francês na temporada
2020-21 (imagem extraída de www.facebook.com/Losc)



O dinheiro é muito importante para o futebol, afinal é desta forma que os clubes conseguem adquirir e manter os grandes atletas que fazem a diferença no gramado. Os clubes milionários, porém, desequilibraram muitas ligas, afinal possuem verdadeiros esquadrões estrelados que seus concorrentes jamais poderão ter.

É admirável quando um clube considerado coadjuvante consegue triunfar, sobretudo no cenário apresentado. Mesmo sem contar com um Messi ou um Ronaldo, estes times conseguiram montar elencos competitivos, jogaram com os recursos que tinham em mãos e conseguiram fazer frente aos rivais mais abastados.

Alguns deste elencos, infelizmente, não durarão até a próxima temporada. Os jogadores estão valorizados com os títulos e certamente sofrerão o assédio de clubes com maior poder aquisitivo. Os treinadores também devem receber boas propostas para sair. Triste mas o futebol também é fundamentado no lucro e na competição. Ademais, isto é um reconhecimento pelo bom trabalho dos atletas e técnicos.

Os clubes, por enquanto, têm todo o direito de comemorar e saborear suas respectivas conquistas. Foi muito difícil duelar com adversários de maior poder aquisitivo mas o Atlético, o Lille e o Sporting provaram que não é apenas o dinheiro que vence os campeonatos e que é possível, sim, montar equipes competitivas apesar das discrepâncias financeiras e valendo-se dos recursos disponíveis, além da raça e da união de seus elencos.



O Sporting faturou o Campeonato Português na temporada 2020-21
(imagem extraída de www.facebook.com/SportingClubePortugal)




terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Uma Chance para Elias?

Imagem extraída de http://www.facebook.com/FlamengoOficial

Segundo os sites esportivos, Elias não deve permanecer no Flamengo. A pedida do Sporting foi muito alta e os dirigentes do Mengão declararam que não mais farão propostas pelo meio-campista.

É uma pena que Elias tenha de ir embora mais uma vez de nossos gramados, afinal ele havia recuperado no Flamengo o futebol que não exibia há anos. Para ser mais exato, desde 2010 (quando ainda atuava pelo Corinthians) não vejo o meia, que também pode atuar como volante, jogar com tanta alegria e desenvoltura.

Aprecio o futebol de Elias desde 2008, quando apareceu fazendo boas exibições pela Ponte Preta no Paulistão daquele ano, quando atuava como meia da Macaca. Ainda naquele ano, seria negociado com o Corinthians onde viveria, talvez, a melhor fase de sua carreira, sendo recuado como volante, conquistando muitos títulos e obtendo suas primeiras convocações para a Seleção em 2010.

Ele deixou o Timão ao final de 2010, negociado com o Atlético de Madrid. Na Espanha, Elias teve atuações apagadas, desentendimentos e foi negociado ainda em 2011 Sporting de Portugal, onde teve muitos altos e baixos. Vieram o empréstimo para o Flamengo e a recuperação de sua alegria de jogar.

Até vejo com bons olhos um possível retorno de Elias à Seleção Brasileira, afinal ele joga muito mais bola que o Luiz Gustavo (que é praticamente um terceiro zagueiro e já foi expulso duas vezes na temporada), o Ramires (que se tornou faltoso e violento desde que se transferiu para o Chelsea) e o esforçado Paulinho (que deu uma senhora voadora no Suárez recentemente). Mas eu fico me lembrando de suas passagens entre 2010 e 2012, quando fora convocado por Mano Menezes, que foi seu treinador no Corinthians e que, mais tarde, seria seu técnico no Flamengo. Com a amarelinha, o meio-campista apresentou atuações apagadas e apáticas. Em alguns jogos, ele não saiu do banco nem para fazer aquecimento.

Elias nunca mais foi convocado desde que Felipão reassumiu a Seleção. Acredito que as chances sejam remotas, uma vez que o treinador gaúcho raramente promove alterações em seu grupo. Talvez, o meia merecesse ser testado em um ou outro amistoso, mas receberia sua convocação com um misto de alegria e desconfiança, dados os seus desempenhos recentes no Flamengo e na Seleção Brasileira.