Mostrando postagens com marcador Vahid Halilhodžić. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vahid Halilhodžić. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de março de 2015

Não É o Fim de Mano Menezes

Imagem extraída do Facebook oficial do Corinthians- https://www.facebook.com/corinthians



Bom dia, leitores e leitoras!

Passei alguns dias viajando e, em decorrência disso, o blog não foi atualizado nos últimos dias. Vamos aos poucos retomando ao ritmo normal das postagens e cobrir os principais acontecimentos do esporte.


Desde que trocou o Corinthians pela Seleção Brasileira em 20110, o treinador Mano Menezes acumulou uma sequência de passagens ruins pelos times que treinou: foi mal na Seleção, no Flamengo e depois no Timão em seu retorno no ano de 2014. As críticas ao seu trabalho eram sempre as mesmas: futebol burocrático e excesso de cautela.

Com três fracassos consecutivos, podemos afirmar que é o fim para Mano Menezes, certo? O treinador, a exemplo do conterrâneo Tite, deveria tirar um "ano sabático" para se atualizar para depois voltar com força total, certo?

Errado.

Duas oportunidades para o "ressurgimento" Mano podem estar esperando ainda em 2015, justamente no Grêmio e no próprio Corinthians. Tudo depende de certas possibilidades.

No Tricolor, o treinador Luis Felipe Scolari já não é mais unanimidade. A perda da vaga para a Libertadores, o mau início de temporada no Campeonato Gaúcho e as reclamações de Felipão podem pesar contra o treinador. Mano, que tem títulos e identificação com o Grêmio, poderia retornar o clube que o projetou e salvar o Imortal novamente.

Para o Timão, um retorno de Mano seria improvável mas não impossível. Não, Tite não está mal no cargo e atravessa excelente fase no Coringão, mas vejo possibilidades razoáveis do comandante corinthiano ir à Seleção Brasileira. Explicando: o Brasil dificilmente ganha a Copa América de 2015 devido à força dos rivais -Chile, Colômbia, Argentina e Uruguai. Se Dunga não conquistar o troféu, Tite poderia ocupar a vaga do conterrâneo, ainda mais caso conquiste o bi da Libertadores pelo Corinthians. Com isso, Mano poderia voltar ao seu ex-clube e com a bênção de Andrés Sanchez, que permanece influente no Timão. Como escrevi, tal possibilidade é remota, mas não absurda.

Isso sem falar que há vários clubes grandes com treinadores sendo questionados. Com Mano livre por aí, não será surpresa se ele pintar no seu time.



UM BÓSNIO NA TERRA DO SOL NASCENTE

O Japão está de treinador novo. Trata-se do bósnio Vahid Halilhodžić, que estava sem emprego desde que deixou o Trabzonspor em novembro. Vahid chega com o objetivo de levar os Samurais Azuis para o Mundial da Rússia em 2018. Seu trabalho mais marcante foi com a Argélia na última Copa, quando seu time deu trabalho à campeã Alemanha nas oitavas. Desejo sorte a Halilhodžić e também espero que ele faça o Japão jogar na técnica e no ataque, e não na retranca como fizeram os últimos dois treinadores.



TCHAU, ENDERSON

O Santos demorou para demitir o treinador Enderson Moreira. Ele foi demitido, supostamente, por se desentender com os meninos da base santista. Nunca fui fã de seu trabalho, com muita retranca e pouca ofensividade, algo que definitivamente não combina com o Peixe. Ademais, o perfil de Enderson é muito mais para time que quer fugir do rebaixamento, e não lutar por troféus. O substituto não está definido, mas eu sugiro os nomes de Dorival Júnior e Narciso, dois caras que têm identificação com o Peixe e sabem trabalhar com os meninos da base. Pepinho, filho do lendário José "Pepe" Macia, também seria uma boa.



O PEIXE MERECEU A VITÓRIA

O Palmeiras abriu o placar no clássico de ontem à noite, mas era óbvio que o Santos era merecedor do triunfo. Criando mais chances de gol e jogando um futebol melhor, o Peixe virou sobre o Verdão e fez valer o mando de casa.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Uma Chance para Vahid?

Imagem extraída do Facebook oficial do Trabzonspor- https://www.facebook.com/Trabzonspor/



Uma das seleções que mais me desapontou na última copa foi a da Bósnia-Herzegovina. O time nem de longe era ruim, com atletas que estavam bem na Europa como Džeko (Manchester City), Pjanić (Roma), Ibišević (Stuttgart) e Lulić (Lazio). O grupo também era acessível, tendo apenas a Argentina como adversário realmente forte. Os outros dois rivais, a Nigéria e o Irã, não eram adversários intransponíveis para os Zmajevi e havia chances reais para que a Bósnia, ao menos, chegasse às oitavas.

O grande problema, a meu ver, foi que o treinador Safet Sušić mudou o esquema de 4-4-2 para 4-2-3-1, com o objetivo de aumentar a solidez defensiva. O atacante Vedad Ibišević acabou pagando o pato na história e a Bósnia perdeu poder de fogo, além de deixar o centroavante Edin Džeko isolado na frente. Tanto é verdade que todas as vezes em que Ibišević entrou no decorrer das partidas, a Bósnia só melhorou, inclusive na estreia contra a Argentina quando Vedo diminuiu para o time balcânico.

É claro que a Seleção Bósnia tem muita gratidão a Sušić, afinal ele conseguiu uma classificação inédita para uma Copa do Mundo. O fato foi motivo de festa e euforia na Bósnia-Herzegovina, um país arrasado por guerras e que encontrou no futebol um motivo para comemorar após anos de sofrimento.

A Bósnia ainda não engrenou neste ciclo. Os Zmajevi ocupam a vice-lanterna do Grupo B da Eliminatórias da Euro 2016 (que possui apenas a Bélgica como rival de respeito), e o time tropeçou duas vezes seguidas em casa, perdendo para o modesto Chipre e empatando com a Bélgica.

Estou torcendo para que a Bósnia se recupere, mas não escondo meu desejo em ver Vahid Halilhodžić (foto -atualmente no Trabzonspor da Turquia) à frente dos Zmajevi. Motivos? Primeiro: ele é bósnio e seria uma grande honra se ele dirigisse a seleção de seu pais. Segundo: ele tem muita experiência, dirigindo várias equipes na França onde foi condecorado pelos anos de serviços prestados ao futebol local, além de passagens em clubes do Marrocos, Croácia e Turquia. E ainda classificou duas seleções africanas (Costa do Marfim em 2010 e Argélia em 2014) para a Copa do Mundo. Terceiro: sua Argélia jogou um bom futebol, aliando solidez defensiva e meio-campo ofensivo, embora tenha sido pragmático contra Rússia e Bélgica.

Contra Halilhodžić, pesam as polêmicas envolvendo o treinador e a imprensa da Argélia. O técnico bósnio é conhecido pela personalidade forte.

Mesmo torcendo para a Alemanha, lamentei quando a Argélia foi eliminada naquela partida válida pelas oitavas-de-final da última Copa. Mesmo o durão Halilhodžić não segurou as lágrimas naquele momento após ver a vaga inédita para as quartas-de-final tão perto. Ele, no entanto, sabe que seu trabalho não foi em vão, visto que o treinador bósnio saiu do estádio aplaudido pelo público presente e abraçado pelos seus comandados.

Espero que Sušić recupere a Bósnia e faça a sua seleção reagir na tabela, mas ainda gostaria, e muito, de ver Vahid Halilhodžić dirigindo a seleção de seu país algum dia.



Imagem extraída do Facebook oficial do Trabzonspor- https://www.facebook.com/Trabzonspor/



Leia mais:

ESPN- Sobrevivente de guerra, ídolo no Nantes e cavaleiro francês: conheça Vahid Halilhodzic, técnico da Argélia: http://espn.uol.com.br/noticia/421804_sobrevivente-de-guerra-idolo-no-nantes-e-cavaleiro-frances-conheca-vahid-halilhodzic-tecnico-da-argelia