sexta-feira, 18 de julho de 2014

Danke Lahm!

Imagem extraída do Facebook oficial do Bayern München- https://www.facebook.com/FCBayern


Anunciou hoje sua aposentadoria da Seleção da Alemanha o lateral e capitão Philipp Lahm. Justamente agora que ele conseguiu o seu primeiro e único título pela seleção de seu país.

Lahm começou a jogar pela seleção principal de seu país há dez anos atrás e já foi chamado para disputar a Euro 2004, sua primeira competição oficial pela Mannschaft. De lá pra cá, foram diversas batidas na trave -3º lugar na Copa das Confederações 2005, 3º lugar na Copa do Mundo 2006, vice-campeão da Euro 2008, 3º lugar na Copa do Mundo 2010 e semifinalista da Euro 2012. Apenas neste ano, ele teve o privilégio de erguer um troféu pela Seleção Alemã.

Lahm tornou-se capitão da Mannschaft em 2010 às vésperas da Copa do Mundo na África do Sul, após o corte de Michael Ballack por lesão. E manteve a braçadeira até hoje após o anúncio da aposentadoria do camisa 13. Destacou-se pela liderança e também pela versatilidade em campo, capaz de atuar nas duas laterais e também de desempenhar funções ofensivas e defensivas entre as quatro linhas.

Obviamente, a saída de Lahm não é o fim do mundo para a Mannschaft, afinal a Alemanha tem muitos jogadores preparados para substituir o camisa 16 no futuro, mas é inegável que sentiremos falta de sua liderança em campo. O mais cotado para ser o novo capitão é o volante Bastian Schweinsteiger.

Vale lembrar que Lahm se aposentou apenas da Seleção Alemã. No Bayern, clube que defende desde as categorias de base, ele continua firme e forte.

Danke Philipp! Danke Weltmeister-Kapitän!


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Quebrou o Tabu

Imagem extraída do site oficial da FIVB- http://www.fivb.org/


Desta vez não deu para o grandão Muserkiy (à esquerda na foto). O gigante central russo foi superado pelo Brasil em uma tarde fantástica do oposto Wallace (com o número 4 na foto) que marcou 23 pontos na partida e foi o maior pontuador do jogo.

Após quase dois anos de freguesia, o Brasil finalmente superou sua carrasca nas Olimpíadas 2012 e na Liga Mundial 2013. Vitória por 3x1 sets e parciais de 26-24, 22-25, 25-23 e 25-22. De quebra, nossa seleção garantiu vaga no quadrangular final.

Hoje o Brasil encara o Irã às 12:30h (horário de Brasília) com transmissão no canal pago Sportv. A equipe do Oriente Médio precisa derrotar o Brasil para ir às finais enquanto a Rússia torce para o time de Wallace, uma vez que a equipe do Leste Europeu fica com a segunda vaga em caso de derrota dos iranianos.

Vale lembrar que Brasil e Irã já se enfrentaram na fase de grupos e empatam no número de vitórias -duas para cada lado.

Boa sorte, Brasil!


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quinta-feira, 17 de julho de 2014

A Revolução que o Brasileirão Precisa?

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Comentários sobre a décima rodada do Campeonato Brasileiro apenas amanhã. Hoje, quero falar a respeito do Palmeiras, mais especificamente sobre o treinador argentino Ricardo Gareca (foto).

Que o futebol brasileiro precisa de mudanças todo mundo sabe. A paulada que nossa seleção levou da Alemanha na semana passada deixou isso bastante evidente.

No ano passado, o Cruzeiro foi campeão com sobras praticando o futebol que o Brasil já jogou um dia mas que foi descartado em nome da "eficiência" e dos resultados a curto prazo. Times como o São Paulo de Muricy entre 2006 e 2009 (ele melhorou com relação àquela época, temos de reconhecer) e o Corinthians de Tite (2011 a 2013) são equipes típicas do atual futebol brasileiro, com pragmatismo demais e criatividade de menos.

Agora o Palmeiras também terá a grande chance de mudar o futebol brasileiro ao abrir suas portas a um treinador estrangeiro. Como escrevi ontem, não devemos copiar ao pé da letra o estilo de outras escolas, mas devemos, ao menos, ter a humildade de admitir que nosso futebol se perdeu e que precisamos de novos ares, principalmente no comando dos times.

Não digo que Gareca vai mudar o futebol no Brasil, isto só o tempo vai dizer, mas o possível sucesso do argentino pode ser o empurrão que falta para que os dirigentes da CBF compreendam que nossos treinadores já deram o que tinham de dar e que precisamos aprender com outras escolas de futebol o que negligenciamos em nome da soberba de afirmarmos que "somos o País do Futebol".

O Cruzeiro já deu mostras no ano passado de que o futebol brasileiro está ultrapassado jogando um futebol bonito e ofensivo. E continua liderando com relativa folga, mostrando que os demais clubes nada aprenderam com o sucesso da Raposa.

O Verdão agora traz alguém com novas ideias para tirar o clube do buraco e trazer o desejado presente ao torcedor neste centenário. E, quem sabe, renovar o já saturado futebol brasileiro.

Olha o que te Espera, Brasil!

Imagem extraída do site oficial da FIVB- http://www.fivb.org/


Dois jogaços abriram a fase semifinal da Liga Mundial de Vôlei 2014.

De cara, tivemos um duelo parelho entre Irã e Rússia. Os atuais campeões olímpicos tiveram muito trabalho para superar a emergente equipe do Oriente Médio em partida que só foi decidida no tie-break. Para se ter uma ideia de como o jogo foi disputado, o 4º set terminou 37-35 para os iranianos. O jogo terminou em 3x2 sets para os russos, com parciais de 18-25, 25-18, 25-21, 35-37 e 15-8.

Outro partidaço aconteceu entre Itália e Estados Unidos. E é impressionante o que essa jovem geração italiana está jogando de bola. O ponteiro Ivan Zaytsev acabou com o jogo e fez um grande estrago principalmente no 3º set, empilhando vários pontos de saque seguidos. A partida terminou em 3x0 sets para os donos da casa, com parciais de 25-22, 25-21 e 26-24.

O Brasil encara hoje a Rússia às 12:30h (horário de Brasília) com transmissão no canal pago Sportv.

Pode ter certeza que, pelo nível apresentado pelos adversários, não será nada fácil ganhar essa taça...


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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Demora pra Começar a Champions?

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Com o fim da Copa do Mundo, a saída para os amantes do futebol-arte é assistir aos campeonatos europeus, em especial à Champions League. A qualificação dos times considerados "menores" já está em progresso, mas apenas por volta de setembro a competição começa de verdade, junto com a maioria dos campeonatos nacionais.

Depois de ver os espetáculos protagonizados pela campeã Alemanha, fica difícil assistir ao nosso Brasileirão. Dei uma rápida espiada em Ponte Preta x Portuguesa ontem e não aguentei nem dez minutos. Era apenas a Série B, mas a Primeira Divisão não está muito melhor.

Vendo os campeonatos daqui, fica fácil compreender porque o Brasil jogou tão mal na copa: as equipes estão todas niveladas por baixo, os atletas são escalados muito mais pelo tamanho dos músculos do que pelo talento e os treinadores armam suas equipes para evitar uma derrota ao invés de buscarem uma vitória. Felipão, por acaso, herdou muitos vícios do Brasileirão e acabou levando uma grande surra da Mannschaft.

O glamour da Champions e as belas exibições de algumas seleções em nossos gramados deveriam servir de influência para o futebol brasileiro. Não precisamos -e nem devemos- copiar o futebol do Velho Continente ao pé da letra, mas deveríamos admitir que nosso futebol parou no tempo com relação ao deles. Deveríamos dar o braço a torcer e reconhecer os méritos dos "rivais".

Eu já reconheço. Sempre que eu posso, eu assisto aos jogos da Champions. Faço questão de acompanhar os grandes times, principalmente os que praticam um futebol bonito, como o Barcelona, o Bayern, o Borussia Dortmund e o Arsenal. E sempre faço questão de comparar o futebol de lá com o daqui para que mais pessoas se conscientizem do nosso atraso com relação ao dos europeus, pelo menos no esporte.

E estou aguardando ansiosamente por setembro, quando a competição terá seu início pleno.

Faltou Você, Michael

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Três dias após o fim da Copa do Mundo 2014, ainda não me parece ter caído a ficha de que finalmente a tão injustiçada geração de Lahm, Podolski, Mertesacker e Schweinsteiger teve o merecido reconhecimento por toda a bola que jogam. Fazia tempo que a Alemanha merecia mais uma estrela sobre seu brasão, mas a Mannschaft bateu na trave durante as três últimas copas.

Não mencionei Miroslav Klose por um simples motivo: ele pertence a uma geração anterior à de Lahm, a de 2002. E junto com Miro, surgiu um atleta apenas dois anos mais velho, mas dono de um talento e versatilidade extraordinários no meio-de-campo, sendo capaz de desempenhar qualquer função naquele setor.

Sim, queridos leitores e leitoras. Falo aqui do grande Michael Ballack (foto), revelado pelo pequeno Chemnitzer na metade dos anos 90 mas que não tardou a chamar a atenção das potências alemãs, Bayer Leverkusen e, mais tarde, o Bayern München.

Ballack estreou pela Mannschaft em 1999 e, aos 25 anos, já estava disputando sua primeira copa do mundo junto com Klose, na época com 23. Foi capitão da Alemanha no mundial de 2006 e seria o líder mais uma vez em 2010, mas aquela lesão sofrida na final da FA Cup pelo Chelsea o tirou do mundial. Era o fim da trajetória de Ballack pela Mannschaft. Ele ainda jogou profissionalmente por mais duas temporadas pelo Bayer Leverkusen e pendurou as chuteiras em 2012 após conviver com as frequentes lesões.

O eterno camisa 13 da Mannschaft é mais um daqueles jogadores brilhantes que jamais tiveram a honra de erguer um troféu pela sua seleção. Nada de mundiais ou títulos continentais. Ele nem, ao menos, conseguiu um título internacional pelos clubes que defendeu.

Hoje aos 37 anos (completa 38 em setembro), Ballack trabalha como comentarista de futebol e andou estudando com alguns treinadores para se tornar técnico.

É realmente uma pena que Ballack tenha sido vencido pelas lesões em 2012. Talvez se tivesse persistido, tivesse vindo para o Brasil com toda esta maravilhosa geração e estaria comemorando o tetra pela Alemanha, erguendo a taça como o grande capitão que ele sempre foi.

Arrisco dizer que ele certamente seria convocado se ainda estivesse jogando a despeito da idade e das lesões. Klose, mesmo com 36 anos e convivendo com muitas lesões, mereceu uma oportunidade de Joachim Löw para encerrar sua carreira na Mannschaft com chave de ouro. Com muito mais prestígio que seu colega, Ballack provavelmente também teria direito a esta honra.

Faltou você nesta festa, Michael!


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terça-feira, 15 de julho de 2014

O Desempenho das 32 Seleções na Copa 2014 -Parte 2

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A segunda parte da avaliação das 32 seleções abrange os times que ficaram pela fase de grupos.

Muitos grandes times como Espanha e Itália ficaram por aqui, seja pela dificuldade dos grupos, seja pelo fator surpresa oferecido pelos rivais.

Escrevendo novamente a avaliação nos moldes do jornalista Leonardo Bertozzi, discutiremos o desempenho das 16 equipes restantes, as perspectivas para o futuro, os destaques e as decepções dos times.


EQUADOR- nota 5,0: não apresentou um futebol brilhante, mas não faltou esforço dos atletas. O grande problema, contudo, é que a Tricolor corria como se estivesse na altitude e esquecia-se de que os rivais ainda tinham fôlego ao fim do jogo. Chegou a arrancar um empate heroico contra a França com um jogador a menos, mas isto não foi suficiente para classificar os equatorianos às oitavas.

Destaque- Enner Valencia: artilheiro da equipe com três gols. Seu desempenho chamou a atenção do West Ham United.

Ficou Devendo- Antonio Valencia: foi expulso em jogo decisivo e comprometeu a classificação da equipe. Atitude indigna de um líder e principal jogador da equipe.

Perspectivas para 2018: os principais jogadores da equipe já terão mais de 30 anos. Será necessário iniciar um novo ciclo. Isto pode até mesmo dificultar uma nova classificação para a próxima copa.



PORTUGAL- 4,5: a equipe das Quinas caiu em um grupo que tinha apenas a Alemanha como rival de peso. Contudo, alguns de seus principais jogadores -Ronaldo, Pepe e Coentrão- pagaram o preço pela temporada espetacular em 2013-14 e não renderam o esperado em campo. Levou uma sacolada da Mannschaft, tropeçou nos Estados Unidos e ainda teve dificuldades para superar Gana.

Destaque- Nani: questionado no Manchester United, mostrou que ainda tem bola para jogar, com um gol e boa movimentação pela direita.

Ficou Devendo- Pepe: a goleada sofrida diante da Alemanha não foi culpa dele, mas o zagueiro deu um mau exemplo ao desferir uma cabeçada em Müller e ser expulso. Não fez jus à grande temporada feita em 2013-14.

Perspectivas para 2018: a maioria dos titulares, incluindo Ronaldo, terão mais de 32 anos em 2018. Alguns como Pepe, Coentrão e Postiga dificilmente continuam pela idade. A Seleção Portuguesa passará por um período de transição.



CROÁCIA- 5,5: seleção que injustamente não se classificou, afinal apresentou um bom futebol e não faltou ousadia ao treinador Niko Kovač, que armou equipes ofensivas. A defesa fraca, os erros de arbitragem no jogo contra o Brasil e a retranca mexicana, contudo, tiraram a vaga da Hrvatska. Uma pena mesmo.

Destaque- Ivan Perišić: demonstrou leveza, versatilidade (jogou centralizado e aberto nas duas pontas), qualidade no passe e fez dois gols. Se as lesões não o atrapalharem novamente, pode ir muito longe.

Ficou Devendo- Stipe Pletikosa: poderia ter mais sorte nos gols sofridos.

Perspectivas para 2018: a geração de jogadores é boa e o primeiro desafio de Niko Kovač é não deixar a peteca cair novamente. Pletikosa, Pranjić, Olić, Modrić e o capitão Srna não devem ficar até 2018 pela idade. Mandžukić e Rakitić, contudo, ainda deverão ter lenha para queimar até lá.



BÓSNIA-HERZEGOVINA- 4,5: se fui apenas elogios à Croácia, o mesmo não se aplica à vizinha Bósnia-Herzegovina. O treinador Safet Sušić errou ao tirar Ibišević do time visando tornar a equipe mais defensiva e deixou Džeko isolado na frente. Houve o erro do impedimento mal-marcado contra a Nigéria, é verdade, mas a Bósnia poderia ter ido longe se fosse mais ousada.

Destaque- Vedad Ibišević: deu dinamismo e ofensividade à equipe. Deveria ter sido titular desde o começo.

Ficou Devendo- Edin Džeko: com o time todo recuado, ficou isolado na frente e pouco tocou na bola.

Perspectivas para 2018: à exceção de Pjanić, os titulares terão mais de 30 anos em 2018. Uma nova base terá de ser formada e isto pode dificultar as pretensões dos Zmajevi para o próximo ciclo.



COSTA DO MARFIM- 4,0: a derrota diante da Colômbia era até esperada, mas tinha todas as chances do mundo para avançar às oitavas. Teve dificuldades para bater o assustado Japão e conseguiu perder para uma Grécia desfalcada. A equipe apresentou apenas lampejos de bom futebol e o treinador Sabri Lamouchi errou ao jogar sem meias e deixar Drogba no banco.

Destaque- Gervinho: um dos poucos no time que apresentou futebol bonito. Dribles, molejo e dois gols.

Ficou Devendo- Yaya Touré: volante improvisado na armação, não se deu bem na função.

Perspectivas para 2018: tristemente, a geração de Drogba, Zokora e dos irmãos Touré despede-se dos mundiais com mais uma campanha pífia. Apenas Gervinho e, talvez, Kalou permaneçam para o próximo ciclo.



ITÁLIA- 4,5: jogou um bom futebol baseado em toque de bola, mas o treinador Cesare Prandelli cometeu um erro fatal ao recuar todo o seu time no jogo decisivo contra o Uruguai faltando 45 minutos para o fim do jogo e levou um doloroso castigo. O time era bom, mas não conseguiu apagar o vexame de 2010. Uma pena.

Destaque- Andrea Pirlo: é verdade que ele está com 35 anos? Nem parece e continuou demonstrando a tradicional qualidade nos passes.

Ficou Devendo- Claudio Marchisio: acho que o juiz foi rigoroso em expulsá-lo contra o Uruguai, mas o meio-campista poderia ter sido mais prudente na dividida com Arévalo.

Perspectivas para 2018: a Itália mal renovou sua equipe para este ciclo e terá de fazê-lo novamente em virtude da idade de seus titulares. O próprio treinador Cesare Prandelli chegou a pontuar as dificuldades na formação de atletas pelos clubes do país. Será que a Azzurra vai seguir o modelo alemão de investimento no futebol?



ESPANHA- 4,0: até merecia uma nota maior, mas o fraco desempenho em campo e a eliminação precoce me obrigam a dar esta nota baixa. A Furia mudou pouco o seu time e seu estilo de jogo com relação a 2010. Como resultado, os rivais sabiam exatamente como anular a Espanha e, infelizmente, foi o que aconteceu. Para piorar, o treinador Vicente Del Bosque tinha excelentes opções no banco mas não lançou mão delas e o time apresentou pouca variedade de jogo.

Destaque- Juan Mata: quando Xavi e Iniesta se aposentarem, eis o sucessor. Deveria ter entrado antes.

Ficou Devendo- Iker Casillas: já havia falhado na final da Champions contra o Atlético. Seria um aviso de que o pior estava por vir?

Perspectivas para 2018: Iniesta, Xavi, Villa, Torres e Alonso devem dar adeus para o próximo ciclo. Contudo, há excelentes opções para o futuro, como Isco, Muniain, Illarramendi, Iñigo e Carvajal. Como disse Simeone, "a Espanha voltará a ser a de sempre".



RÚSSIA- 3,5 (10,0 para os uniformes): decepcionante. Depois do desempenho fantástico nas eliminatórias e daquela boa exibição no amistoso contra o Brasil em 2013, acreditei que a Rússia faria um bom mundial. Mas o futebol apresentado foi pesado e burocrático. Não foi por falta de jogadores que o time foi mal e, muito menos, pela dificuldade do grupo. A única coisa realmente boa que o time apresentou foram os uniformes lindíssimos para a competição.

Destaque- Aleksandr Kerzhakov: alguém pode me explicar por que ele ficou no banco e só entrou nos minutos finais dos dois primeiros jogos? Merecia mais chances.

Ficou Devendo- Igor Akinfeev: cometeu uma falha bizarra contra a Coréia do Sul.

Perspectivas para 2018: a equipe precisará de mudanças profundas para não fazer feio em casa daqui a quatro anos. Pelo menos no futebol jogado.



GANA- 5,0: não ficou com nota vermelha porque os Estrelas Negras tinham poucas chances de avançar pela dificuldade do grupo. Até conseguiu fazer frente aos rivais, mas não teve como segurar os resultados. Para completar, Boateng e Muntari se desentenderam com o estafe ganês e ficaram fora da decisão contra Portugal.

Destaque- Asamoah Gyan: três gols em três jogos. Nada mal. Nada mal, mesmo.

Ficou Devendo- Kevin-Prince Boateng: deveria ser um dos protagonistas do time, mas pouco apareceu em campo.

Perspectivas para 2018: a base da equipe é jovem e deve amadurecer bastante nos próximos quatro anos. Resta saber se o time vai assimilar bem as saídas de Muntari, Boateng, Essien e, talvez, Gyan.



INGLATERRA- 4,5: não me decepcionou por completo, afinal o time, apesar de não ter ido às oitavas, mostrou um futebol razoável e deu esperanças para o futuro ao apresentar um futebol mais leve, mais coletivo e menos brutal. Foi uma boa experiência para os garotos. Pena que Gerrard e Lampard não puderam ter uma despedida à altura de suas famas.

Destaque- Daniel Sturridge: repetiu o bom desempenho mostrado no Liverpool e deve melhorar o ataque inglês no próximo ciclo. Fez um gole deu uma assistência.

Ficou Devendo- Wayne Rooney: fez um gol, mas teve atuação apagada no restante do tempo.

Perspectivas para 2018: mesmo com a campanha fraca, vejo como positiva a experiência oferecida aos garotos neste mundial. Também foi importante para eles atuarem ao lado de Rooney, Gerrard e Lampard (que estão de saída) para que houvesse troca de experiências. Penso que este time vai brilhar no próximo ciclo assim que ganhar maturidade.



CORÉIA DO SUL- 5,0: não leva nota vermelha pelo fato da expectativa do time não ser das melhores e também pelo fato da equipe ainda ser muito jovem -foi adotada a seleção que faturou o bronze em Londres como base. Não faltou esforço nem futebol aos Tigres Asiáticos, mas faltou poder de decisão à equipe. A defesa também pouco pôde fazer.

Destaque- Koo Ja-Cheol: portou-se como um legítimo capitão e foi a alma do time.

Ficou devendo- Kim Young-Gwon: Vertonghen e Slimani fizeram a festa pelo seu setor.

Perspectivas para 2018: não podemos crucificar os garotos nem o treinador Hong Myung-Bo pela eliminação na fase de grupos. Uma copa do mundo é bem diferente de uma olimpíada, e este time ainda vai amadurecer muito.



IRÃ- 4,0: levaria 5,0 se fosse mais ousado, mas o time mais se preocupou em amarrar o jogo do que buscar um resultado. Pior: na última partida, dependia apenas de suas próprias forças para se classificar, uma vez que a Bósnia, sua adversária, já estava eliminada e a Nigéria dificilmente venceria a Argentina. Acabou perdendo o jogo e a vaga para as oitavas.

Destaque- Reza Ghoochannejhad: fez o único gol iraniano da copa.

Ficou Devendo- Jalal Hosseini: cometeu erros cruciais na partida contra a Bósnia nos dois primeiros gols.

Perspectivas para 2018: o Irã já deu um grande avanço ao se classificar para a copa em primeiro lugar em seu grupo nas eliminatórias. O próximo passo é fazer o time jogar mais no ataque.



JAPÃO- 3,5 (10,0 para o torcedor): tinha plenas condições de vencer a Costa do Marfim e a Grécia para se classificar. Infelizmente, a equipe foi muito burocrática em campo, não aproveitou todo o potencial de seus atletas e ainda quis segurar resultados com duas linhas de quatro. O torcedor japonês, no entanto, deu um exemplo de educação e cidadania com a atitude de limpar os estádios após as partidas.

Destaque- Keisuke Honda: cansou de criar chances de gol desperdiçadas pelos companheiros.

Ficou Devendo- Shinji Kagawa: mal no Manchester United, apagado na seleção de seu país. Deve ter esquecido seu futebol em Dortmund.

Perspectivas para 2018: o time não é ruim, mas precisa jogar de maneira apropriada com as características de seus atletas. Que tal seguir os modelos da Alemanha, Espanha ou Colômbia?



AUSTRÁLIA- 5,0: era a seleção mais fraca de seu grupo e dificilmente teria condições de superar Espanha, Holanda ou Chile. Até apresentou alguns lampejos em campo e deu um susto na Oranje, mas não conseguiu avançar às oitavas. Nada além do esperado.

Destaque- Tim Cahill: despede-se da seleção com dois gols na competição, incluindo uma pintura contra a Holanda.

Ficou Devendo- Mile Jedinak: como novo capitão da equipe, poderia ter sido mais participativo.

Perspectivas para 2018: com a aposentadoria de Tim Cahill, a garotada terá a missão de seguir em frente sem seu capitão de facto. Se a evolução da Liga Australiana, noticiada pela ESPN, se confirmar, talvez tenhamos alguma surpresa no próximo ciclo.



HONDURAS- 3,0: era disparado o time mais fraco da competição. Foi presa fácil dos rivais, mesmo estando em um grupo não muito forte, e ainda bateu muito nos jogadores adversários.

Destaque- Carlo Costly: anotou o único tento hondurenho na competição.

Ficou Devendo- Wilson Palacios: sua expulsão após entrada dura em Pogba afundou o time contra a França.

Perspectivas para 2018: deve se classificar novamente para a copa em 2018 e ser eliminado mais uma vez na primeira fase.



CAMARÕES- 4,0: problemas não faltaram ao Leões Indomáveis em 2014. Ameaças de greve, lesão de Eto'o, brigas no elenco, ... A expectativa para os africanos não era muito boa, mas eles tinham elenco para brigar pelo segundo posto. A sucessão de problemas, contudo, fez o time deixar a competição sem marcar um ponto sequer.

Destaque- Joël Matip: autor do único gol camaronês na competição.

Ficou Devendo- Alex Song: desferiu uma cotovelada em Mandžukić, foi expulso e prejudicou a classificação de seu time.

Perspectivas para 2018: o capitão Eto'o provavelmente não fica para o próximo ciclo. Gostei, contudo, do molejo dos atacantes Aboubakar, Choupo-Moting e Moukandjo. Quem sabe este jovem trio não recupere a alegria do futebol camaronês.