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sábado, 19 de julho de 2014

A Casa Caiu?

Imagem extraída do site oficial da FIVB- http://www.fivb.org/


O Brasil, já classificado para as semifinais (e não "quadrangular final", como erradamente escrevi na sexta) foi derrotado ontem  pelo Irã e deu de cara contra a Itália de Zaytsev. Os italianos haviam derrotado o Brasil duas vezes durante a primeira fase e estava fazendo uma campanha arrasadora a despeito de já estar classificada para a segunda fase.

Para a minha surpresa, a Itália foi derrotada pelo Brasil sem oferecer muita resistência. Vitória brasileira por 3x0 sets com parciais de 25-11, 25-23 e 25-20. Pesou a juventude da equipe? O time italiano sofreu um apagão?

O fato é que o Brasil se classificou para a segunda fase a duras penas, cresceu na competição com uma vitória incontestável contra a carrasca Rússia e agora um atropelo sobre os donos da casa.


Imagem extraída do site oficial da FIVB- http://www.fivb.org/


O adversário do Brasil serão os Estados Unidos, que também tiveram muita dificuldade para alcançarem a segunda fase devido a dificuldade do grupo, composto pelas fortíssimas Sérvia, Bulgária e Rússia. Os norte-americanos derrotaram o Irã também por 3x0 sets com parciais de 25-18, 25-22 e 25-16.

Será que o Brasil conquista seu décimo título na competição? Descobriremos amanhã, às 15:30h (horário de Brasília) com transmissão no canal pago Sportv.


Imagem extraída do site oficial da FIVB- http://www.fivb.org/

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Olha o que te Espera, Brasil!

Imagem extraída do site oficial da FIVB- http://www.fivb.org/


Dois jogaços abriram a fase semifinal da Liga Mundial de Vôlei 2014.

De cara, tivemos um duelo parelho entre Irã e Rússia. Os atuais campeões olímpicos tiveram muito trabalho para superar a emergente equipe do Oriente Médio em partida que só foi decidida no tie-break. Para se ter uma ideia de como o jogo foi disputado, o 4º set terminou 37-35 para os iranianos. O jogo terminou em 3x2 sets para os russos, com parciais de 18-25, 25-18, 25-21, 35-37 e 15-8.

Outro partidaço aconteceu entre Itália e Estados Unidos. E é impressionante o que essa jovem geração italiana está jogando de bola. O ponteiro Ivan Zaytsev acabou com o jogo e fez um grande estrago principalmente no 3º set, empilhando vários pontos de saque seguidos. A partida terminou em 3x0 sets para os donos da casa, com parciais de 25-22, 25-21 e 26-24.

O Brasil encara hoje a Rússia às 12:30h (horário de Brasília) com transmissão no canal pago Sportv.

Pode ter certeza que, pelo nível apresentado pelos adversários, não será nada fácil ganhar essa taça...


Imagem extraída do site oficial da FIVB- http://www.fivb.org/

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A Bósnia É uma Mãe

Imagem extraída de https://www.facebook.com/AFASeleccionArgentina

Não dá para negar que a Nigéria se empenhou, afinal as Super Águias precisavam apenas de um empate para não terem de depender do Irã. Mas a Argentina tem ele, Lionel Messi, um dos melhores jogadores do mundo. Mais maduro e mais decisivo do que em 2006 e 2010, Leo, que completou 27 anos ontem, fez um gol relâmpago logo aos três minutos. A Albiceleste sofreu o empate logo em seguida com uma jogada rápida completada por Musa, aos 4 minutos do primeiro tempo.

O aniversariante, de fato, foi o protagonista da partida, fez as principais jogadas, criou os lances de maior perigo e deixou mais um gol. E sua ausência foi muito sentida quando a Pulga foi substituída por Ricky Álvarez.

A Nigéria, por outro lado, soube tirar proveito das falhas defensivas dos argentinos. A defesa albiceleste, pelo jeito, ainda não se firmou após as saídas de Zanetti, Burdisso, Samuel e Cambiasso. Fui um dos que mais exaltou a renovação defensiva da Argentina e não mudo de opinião: todos os citados já tinham 30 anos ou mais em 2010 e era necessário sangue novo.


A interpretação é livre: 4-4-2, 4-2-3-1 ou 4-3-3. Dependendo de
como você posiciona Messi, Di María e Lavezzi (que entrou no
lugar do lesionado Agüero), você obtêm diferentes visões do
ataque argentino. Lá atrás, contudo, as subidas dos laterais e
a fraca zaga ofereceram "fortes emoções" ao torcedor argentino,
em sua maioria protagonizadas por Musa (obtido via this11.com). 


Se a Nigéria não conseguiu chagar às oitavas por seus próprios meios, os africanos podem agradecer profundamente à eliminada Bósnia-Herzegovina, que derrotou o Irã por 3x1 e eliminou o time do Oriente Médio. Os Zmajevi se despediram de seu primeiro mundial com uma boa vitória, justamente em cima de uma das melhores defesas da Copa 2014. E, de quebra, ajudaram as Super Águias a alcançarem vôos mais altos.

Deste Grupo F, lamentei a eliminação da Bósnia, não por jogarem um bom futebol (embora haja jogadores que sabem tratar bem uma bola), mas pelo respeito e admiração que tenho pela história do país, e também pelo esforço e talento de seus valorosos atletas. O Irã enfrentou a Nigéria e a Argentina só na retranca e protagonizou duas das partidas mais monótonas do mundial. E a Nigéria é mais força do que talento. Basta ver quantos cartões os africanos levaram hoje e quantas vezes os argentinos entraram na caderneta do árbitro.

Torcerei para que a Albiceleste faça um grande mundial. Tudo em nome do futebol-arte, representado na Argentina por Agüero, Lavezzi, Higuaín, Di María, Maxi Rodríguez e, claro, Lionel Messi.


Imagem extraída de https://www.facebook.com/AFASeleccionArgentina

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Irã: Crescendo no Cenário Esportivo

Imagem extraída de https://www.facebook.com/rezaghoochannejhad

Esta será a quarta participação do Irã em copas do mundo. Os iranianos jamais passaram da fase de grupos, mas tudo pode mudar em breve. Isso porque o esporte do país está em plena ascensão e as seleções de lá estão começando a incomodar as potências do continente asiático nas várias modalidades. O vôlei masculino, por exemplo, tem feito bonito na Ásia e já começou a surpreender até mesmo potências de outros continentes (Brasil e Estados Unidos). O futebol vem seguindo pelo mesmo rumo e os iranianos já deram trabalho à tradicional Coréia do Sul nos últimos confrontos.

A convocação para a copa teve uma pequena polêmica: o atacante Sardar Azmoun, de 19 anos e jogador do Rubin Kazan (Rússia), estava na lista de pré-convocados mas foi preterido. O corte do atleta, que é comparado a Messi pelos seus fãs, gerou alguns descontentamentos segundo jornais.

A maior parte dos jogadores atua no próprio país de origem, mas há seis deles atuando na Europa e um no Canadá. O mais conhecido do grupo é, provavelmente, o meia-atacante Ashkan Dejagah, do Fulham. Também merece destaque o atacante Reza Ghoochannejhad (com passagem pela Bélgica e atualmente no Charlton Athletic) e o capitão Javad Nekounam (com passagem pelo Osasuna e atualmente no Kuwait).

O próprio treinador Carlos Queiroz reconhece que será difícil chegar às oitavas, mas a classificação do Irã para este mundial já foi um grande passo para a ascensão do esporte do país. Talvez, no próximo ciclo, eles estejam mais fortes, assim como está o voleibol iraniano.


COMO SE CLASSIFICOU: segundo colocado no Grupo A das eliminatórias asiáticas

GRUPO- F: composto por Argentina (cabeça-de-chave), Bósnia-Herzegovina, Irã e Nigéria

ASSOCIAÇÃO: F.F.I.R.I. (Football Federation Islamic Republic of Iran)/فدراسیون فوتبال ایران

FEDERAÇÃO: AFC (Ásia)


DESTAQUE DO TIME- Ashkan Dejagah: meio-campista e winger, fez sua carreira na Alemanha (foi revelado pelo Hertha Berlin) e defende o Fulham desde 2012. Ele chegou a atuar pelas categorias de base da Mannschaft, mas optou por defender seu país natal. Foi campeão alemão pelo Wolfsburg em 2008-09, junto com Josué, Grafite e Džeko. Seu ponto forte é a velocidade.

FIQUE DE OLHO- Alireza Jahanbakhsh: tem apenas 20 anos (faz 21 em agosto) e joga no futebol holandês. A Copa do Mundo será seu primeiro campeonato pela seleção de seu país.

CAPITÃO- Javad Nekounam: remanescente do mundial de 2006, Nekounam está com 33 anos e tem ampla experiência em torneios internacionais por sua seleção. É capitão da equipe desde 2009.

TÉCNICO- Carlos Queiroz: português, comandou as seleções de Portugal, da África do Sul e dos Emirados Árabes. Está à frente do Irã desde 2011.


CONVOCADOS:

Goleiros:
Rahman Ahmadi (Sepahan, Irã)
Alireza Haghighi (Sporting Covilhã, Portugal)
Daniel Davari (Grasshopper, Suíça)

Defensores:
Jalal Hosseini (Persepolis, Irã)
Amir Hossein Sadeghi (Esteghlal, Irã)
Hossein Mahini (Persepolis, Irã)
Pejman Montazeri (Umm-Salal, Catar)
Ahmad Alenemeh (Naft Tehran, Irã)
Steven Beitashour (Vancouver Whitecaps, Canadá)
Hashem Beikzadeh (Esteghlal, Irã)
Khosro Heydari (Esteghlal, Irã)

Meio-Campistas:
Mehrdad Pooladi (Persepolis, Irã)
Ehsan Hajsafi (Sepahan, Irã)
Javad Nekounam (Al-Kuwait, Kuwait)
Reza Haghighi (Persepolis, Irã)
Ghasem Haddadifar (Zob Ahan, Irã)
Andranik Teymourian (Esteghlal, Irã)
Bakhtiar Rahmani (Foolad, Irã)
Masoud Shojaei (Las Palmas, Espanha)

Atacantes:
Alireza Jahanbakhsh (NEC, Holanda)
Karim Ansarifard (Persepolis, Irã)
Reza Ghoochannejhad (Charlton Athletic, Inglaterra)
Ashkan Dejagah (Fulham, Inglaterra)


PROVÁVEL FORMAÇÃO- 4-4-2:


Iran 4-4-2 football formation
Imagem obtida via footballuser.com


EXPECTATIVA: deve ficar na fase de grupos

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ásia: Empenho e Dedicação

Imagem extraída de https://www.facebook.com/samuraiblue

Três nações asiáticas estarão representadas na Copa do Mundo além da Austrália, que também é filiada à Confederação Asiática de Futebol (AFC- Asian Football Confederation) apesar de estar situada na Oceania. É fato que as seleções asiáticas não têm tradição no futebol e a simples participação no mundial já seria uma grande recompensa ao esforço dessas seleções. Mas os tempos mudaram.

Lembro-me do futebol japonês há alguns anos atrás. Durante os anos 90, os japoneses instituíram sua liga de futebol, conhecida como J-League. Na transição entre o amadorismo e o profissionalismo, os clubes japoneses contrataram vários atletas brasileiros para atuarem em seu país e ensinar os garotos da Terra do Sol Nascente como jogar bola. César Sampaio, Alcindo, Leonardo, Zinho e, principalmente, Zico foram alguns dos nossos jogadores incumbidos em ajudar o futebol japonês a ganhar profissionalismo e também a ensinar os atletas nipônicos como jogar bola. Os japoneses não tinham intimidade com a bola, mas Zico declarou em entrevista como os atletas e aspirantes se empenhavam em melhorar nos fundamentos (passe, drible, cabeceio, ...). O resultado está aí: atletas como Shiji Kagawa e Keisuke Honda estão valorizados e fazendo sucesso na Europa.

A Coréia do Sul talvez muita gente não saiba, mas os Tigres têm oito participações em mundiais e conquistaram um quarto lugar em 2002 (foram derrotados pela Alemanha nas semifinais e pela Turquia na disputa pelo terceiro lugar). O futebol coreano profissionalizou-se muito antes do japonês e seus atletas, da mesma forma, demonstram muito empenho em campo. Um dos principais nomes do futebol sul-coreano é o meia Park Ji-Sung, quatro vezes campeão da Premier League e campeão da Champions League 2007-08 pelo Manchester United. Ele, infelizmente, não deve disputar a Copa aqui no Brasil.

O Irã disputa seu quarto mundial e seu futebol é uma incógnita para mim. No entanto, são notórios o esforço e o investimento do país no esporte. A excelente campanha do vôlei masculino no ano passado é uma demonstração de como os iranianos estão crescendo e se esforçando para formar equipes competitivas. Poderia acrescentar mais comentários, mas prefiro ser honesto e dizer que pouco sei sobre o futebol iraniano ao invés de fingir que entendo muito, como fazem muitos comentaristas.

Os esforçados asiáticos não devem conquistar o título e a mera classificação para as oitavas-de-final já terá sido uma grande vitória às três delegações asiáticas, mas eles certamente não venderão barato a vitória a seus adversários e prometem muita entrega em campo.