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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Tacada Final

Mesmo sem clube, Jaqueline estará nas Olimpíadas de Paris
em 2024 (imagem extraída de www.facebook.com/jaque8).



"Agora eu posso revelar… A CONVOCAÇÃO VEIO BRASILLLLLLLLL! Paris 2024 que me aguarde pq estarei lá COM CERTEZAAA! Obrigada Zezão eu não vou te decepcionar"!

Este foi o anúncio emocionado da ponteira Jaqueline em suas redes sociais. A pernambucana foi confirmada ontem pelo treinador José Roberto Guimarães para os Jogos Olímpicos de Paris em 2024. Isso a despeito da jogadora estar sem clube no momento -seu último time foi o Osasco durante a temporada 2020-21.

Jaqueline estará com 40 anos durante as Olimpíadas de Paris -completará 41 em dezembro daquele ano. A ideia, provavelmente, é que a pernambucana transmita experiência (ela já venceu a competição duas vezes) e também lidere o elenco predominantemente jovem. Zé Roberto vem tentando renovar o time durante os últimos anos e o desempenho ainda tem sido bom (o time feminino foi vice no último mundial), mas a seca de títulos (o Brasil não conquista um troféu desde 2017) possivelmente vem pesando para o treinador.

A convocação de Jaqueline ocorre em um cenário muito semelhante ao do líbero Serginho para as Olimpíadas de 2016: durante a ocasião, o então renovado time masculino não vinha apresentando um bom desempenho nas quadras e o treinador Bernardinho optou pelo retorno do experiente jogador que estava com quarenta anos na época. O paranaense fez toda a diferença em quadra a despeito da idade e a medalha de ouro foi conquistada.

A pernambucana, cabe mencionar, também jogou as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 quando o time feminino decepcionou e não conseguiu sequer a medalha de bronze. Provavelmente a ponteira também deseja a sua revanche pelo fracasso em casa.



Imagem extraída de www.facebook.com/jaque8



O retorno de Jaqueline à Seleção pode ser bem-vindo se levarmos em conta o histórico vencedor da ponteira e a possibilidade da pernambucana ajudar as novatas a lidar com tamanha responsabilidade em quadra. Ademais, a jogadora traz a mística daquela geração bicampeã olímpica, algo em que Zé Roberto se apega muito.

O regresso da ponteira, porém, demonstra o quanto nos apegamos em demasia a gerações vencedoras. Muitos de nós ignoramos o fato de que jogadores envelhecem e que os times uma hora se tornam manjados por melhores que sejam. Temos de respeitar os atletas, sobretudo os que nos trouxeram tantas alegrias no passado. Mas também temos de aceitar que a renovação é um mal necessário e que todo esportista algum dia precisa parar.

Cabe, por fim, a comparação com Daniel Alves no futebol: o jogador estava sem clube há pouco tempo atrás -recentemente acertou com o Pumas do México- mas o seu time foi eliminado das competições locais e o lateral está novamente sem entrar em campo. Tite, porém, ainda conta com o atleta acreditando que sua experiência e seu currículo ainda podem acrescentar à Seleção.

Resta agora torcer para que Jaqueline encontre logo um time, de preferência em uma liga competitiva, para que possa se manter em forma e testar as suas habilidades para chegar afiada em 2024. E, claro, para que ela não se lesione com gravidade até os Jogos Olímpicos.

Jaque foi a tacada final de Zé Roberto: ambos buscam se redimir do vexame do Rio de Janeiro. Se a aposta foi certeira? Teremos de esperar até 2024 para descobrirmos se a pernambucana "não irá decepcionar", como ela mesmo anunciou em suas redes sociais.



Imagem extraída de www.facebook.com/jaque8




terça-feira, 11 de outubro de 2022

Chega, Zé!

José Roberto Guimarães assumiu a Seleção Feminina de Vôlei em 2003... E permanece
 até hoje (imagem extraída de web.facebook.com/confederacaobrasileiradevoleibol)!



Fiquei um bom tempo sem acompanhar vôlei -não vejo uma partida desde 2016 quando foram realizados os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Durante estes dias, contudo, me deparei com notícias de que a Seleção Feminina está disputando o Mundial realizado na Holanda e na Polônia. E o que mais me chamou a atenção foi o fato de que o treinador ainda é o mesmo daquela época, o ex-levantador José Roberto Guimarães!

Zé Roberto assumiu a Seleção Feminina em 2003 após uma passagem bem sucedida pelo masculino -venceu os Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992 e a Liga Mundial em 1993.

O paulista, que já havia demonstrado as suas qualidades à frente do time masculino, explodiu de vez no feminino. Foram nada menos do que treze conquistas junto com nossas meninas, sendo as mais relevantes a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e de Londres (2012).

Zé Roberto, portanto, está prestes completar 20 anos no comando da Seleção Feminina, uma marca impressionante em qualquer modalidade esportiva. Todo esse tempo à frente da Seleção Brasileira, contudo, nos leva ao questionamento: não está na hora do treinador considerar sua aposentadoria?



Imagem extraída de web.facebook.com/confederacaobrasileiradevoleibol



Eu sempre defendo que os treinadores tenham respaldo e continuidade em seus cargos. Tanto que considero as constantes trocas de técnicos em nome do imediatismo um dos males em nosso esporte. Comandantes necessitam de tempo para implantarem seus métodos e corrigirem seus erros para colherem resultados adiante. 

O excesso de tempo, contudo, causa acomodação (tanto do elenco quanto do treinador), as jogadas tornam-se previsíveis para os rivais e o técnico ainda corre o risco de manchar seu nome caso deixe de conquistar títulos. Basta lembrar-nos de Arsène Wenger que entrou para a história do futebol ao vencer a Premier League de forma invicta em 2004 mas saiu bastante desgastado com seu torcedor em 2017 pela evidente decadência de seus métodos.

As equipes de Zé Roberto ainda vem apresentando bons desempenhos, afinal a Seleção ainda se mantêm competitiva e consegue ficar entre os três primeiros colocados em campeonatos, argumentos suficientes para a CBV manter o treinador no cargo. O Brasil, porém, não conquista um título desde 2017, quando faturou o seu último Grand Prix.

O treinador provavelmente reluta em se aposentar porque deseja conquistar os títulos que lhe faltam em sua coleção e o Mundial é justamente o mais relevante destes. Outro motivo possivelmente foram as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, quando o Brasil não conseguiu sequer a medalha de bronze enquanto o masculino ficou com ouro -Zé provavelmente busca se "redimir" do vexame antes de pendurar a prancheta. Isso sem mencionar o orgulho pessoal para provar a todos que não está "ultrapassado" apesar do tempo.

A Seleção, por sua vez, também precisa de novas ideias. O vôlei evolui como qualquer outra modalidade esportiva e acomodar-se é fatal em um meio competitivo. Uma eventual mudança nesse cenário não seria fácil. Basta ver a instabilidade apresentada  pelo time masculino comandado por Renan Dal Zotto após anos com Bernardinho. Algum dia, porém, Zé Roberto também vai parar e o Brasil precisa estar preparado para isto.

Zé Roberto é um dos maiores treinadores de todos os tempos e ele não precisa provar isto para ninguém. Todos os títulos que conquistou em ambas as Seleções Brasileiras falam pelo técnico. O comandante, porém, deveria realmente considerar a aposentadoria visto que uma queda acentuada de rendimento poderia manchar o seu vitorioso currículo e até "queimá-lo" com a torcida, assim como aconteceu com Arsène Wenger.



Imagem extraída de web.facebook.com/confederacaobrasileiradevoleibol




domingo, 6 de setembro de 2020

O Vôlei do Semestre




Meu segundo semestre na faculdade era de aparente tranquilidade, com muitas tardes livres. Apenas as segundas-feiras à tarde estavam ocupadas, mas havia um intervalo de três horas entre a aula da manhã e a aula da tarde. E aproveitávamos esse período vago para jogar vôlei.

Acabava a aula de genética no Instituto de Biociências e rumávamos para o CEPEUSP (Centro de Práticas Esportivas da USP, uma espécie de clube destinado a alunos, funcionários e docentes da universidade). Quase sempre havia uma quadra vazia no local e matávamos o tempo jogando vôlei até o horário do almoço.

Eu até conhecia algumas regras do esporte, mas aprendi outras da pior maneira -não sabia, por exemplo, que não era permitido tocar duas vezes na bola. Jogava muito mal, mas nem me importava uma vez que era apenas por diversão. E acabei aprendendo bastante sobre a modalidade.





O vôlei acabou sendo uma maneira de fazer novas amizades e também de cultivar o gosto pelo esporte. Coincidência ou não, comecei a me interessar mais pela modalidade naquela época. Lembro de ter assistido a algumas partidas no Sportv com alguma regularidade.

A prática do vôlei, infelizmente, não duraria muito. As disciplinas estavam se tornando cada vez mais complicadas, os colegas passaram a se dedicar mais aos seus projetos pessoais e havia cada vez menos tempo livre.

Ficaram, porém, algumas boas lembranças da modalidade e também de uma época quando não tínhamos tantas responsabilidades para lidar.







terça-feira, 10 de março de 2020

Fofão 50 Anos

Imagem extraída de www.facebook.com/sescrjvoleifeminino/



Hoje é um dia muito especial para o vôlei, afinal nossa ex-levantadora Hélia Souza, mais conhecida como Fofão, completa 50 anos de vida muito bem vividos por sinal!

Fofão é mais do que uma das maiores jogadoras do vôlei mundial. Mais do que isso, é uma verdadeira lenda viva, afinal ela presenciou o nosso vôlei surgindo para o mundo, viu a modalidade crescer no cenário internacional até ser reconhecida e respeitada como é nos dias de hoje.

Fofão iniciou sua carreira nos anos 80 pelo Pão de Açúcar quando ainda não existia formalmente a função de levantadora, os sets terminavam em 15 pontos e havia a regra da "vantagem". Ela, portanto, também presenciou as transformações do vôlei para as regras atuais com o set de 25 pontos (15 no tie break), o fim da vantagem, a implantação do sistema "desafio" e a definição das posições na modalidade (levantadora, líbero, oposta, ponteiras e central).



Imagem extraída de www.facebook.com/FIVBVolleyballWorld/


Fofão defendeu muitos clubes ao longo de sua vitoriosa carreira, mas foi o Rio de Janeiro (na época Rexona-Ades/Unilever e hoje SESC-RJ) o clube com o qual mais se identificou. Foram duas passagens pelo clube carioca (2003-2004 e 2012-2015), três títulos (duas Superligas e um Sulamericano) e também onde ela decidiu se aposentar do vôlei.

Dentre os (muitos) títulos conquistados, como esquecer o ouro olímpico em Pequim-2008? Foi com a sua participação que nosso vôlei feminino conquistou a primeira medalha dourada em sua história. Fofão ainda conquistou 7 Grand Prixes e um Panamericano pela seleção.

Fofão encerrou sua carreira com 45 anos de idade em 2015, mas sua contribuição com o vôlei no Brasil e no mundo são eternas.

Feliz aniversário, Fofão! E muito obrigado por tudo o que fez pelo voleibol!



Imagem extraída de www.facebook.com/sescrjvoleifeminino/



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Vivendo do Passado

Imagem extraída do Facebook oficial de Diego Lugano- www.facebook.com/diegolugano.org



O São Paulo, após muitos pedidos do torcedor, repatriou o zagueiro Diego Lugano. O Santos tentou mas não conseguiu trazer o atacante Robinho de volta à Vila Belmiro e agora mira o meia Diego. E há dirigentes e torcedores do Corinthians sonhando com a vinda de Carlos Tévez.

Todos estes jogadores foram ídolos em grande clubes paulistas. Cada um deles fez muito sucesso na década passada, seja pela identificação com seus respectivos times, pelo talento, pela dedicação ou pelos títulos. Cada um a sua maneira cativou o torcedor.

O Brasil, obviamente, ficaria pequeno para os mencionados atletas e todos eles rumaram à Europa em busca de novas oportunidades. Todos queriam novos desafios, mais títulos, mais conquistas e mais prestígio. Ao torcedor, restou a saudade De seus ídolos e a esperança de que um dia voltariam a vestir a camisa de seus respectivos clubes.

Quando se trata de ídolos, o coração muitas vezes fala mais alto que a razão. Há sempre uma grande comoção quando o clube diz que trará (ou tentará trazer) de volta aquele jogador que fez muito sucesso no passado. A euforia é sempre muito grande nesses momentos.



Imagem extraída do Facebook oficial de Diego Ribas da
 Cunha- www.facebook.com/DiegoRibas.Kor



É preciso, porém, manter um certo ceticismo com os jogadores que retornam aos seus clubes do passado, mesmo que tenham sido grandes ídolos.

Todos os jogadores mencionados neste texto já estão com 30 anos ou mais. Alguns deles já não têm mais a mesma agilidade ou o vigor do passado. Muitos atletas em tal situação retornam ao Brasil justamente porque já não têm mais condições físicas ou técnicas para competir em campeonatos daquele nível. Essa foi uma das razões que lavaram Xavi a deixar o Barcelona para atuar no Qatar. Gerrard também trocou o Liverpool pelos Estados Unidos por motivos similares.

Não podemos esperar, portanto, que os ídolos consigam repetir as atuações de dez anos atrás. Talvez eles até consigam, mas não podemos exigir que executem aqueles dribles geniais de outrora ou que dividam bolas como na década passada. O tempo, infelizmente, passa para todos.

Será difícil principalmente para o torcedor reconhecer tais fatos. Como escrevi neste texto, nós estamos falando de ídolos, jogadores que cativaram seus fãs e tiveram grande identificação com seus respectivos clubes. O emocional sempre pesa muito no julgamento desse tipo de atleta. Lembre-se que estamos falando de atletas adorados por seu público.

O clube faz bem ao abrir as portas aos seus ex-jogadores. É uma forma de reconhecer os feitos passados do atleta e também permite que o esportista volte a sentir o carinho do torcedor que o adorou há alguns anos atrás.

Devemos, contudo, nos conscientizar: eles não são mais os mesmos jogadores do passado. O tempo costuma ser cruel com o corpo.



Imagem extraída do Facebook oficial de Carlos Tévez- www.facebook.com/TevezOficial



NINGUÉM SEGURA?

O trio ofensivo do Barcelona -Messi, Suárez e Neymar- continua fazendo a alegria de seu torcedor. O Barça visitou ontem o modesto Las Palmas e levou um grande sufoco do adversário. Mas a boa fase dos atacantes prevaleceu e o time catalão conquistou mais um triunfo na temporada.



PAREDÃO ZANGADO

O Santos criou as melhores chances de gol contra o Palmeiras no Allianz Parque, mas o arqueiro Fernando Prass foi seguro quando exigido e evitou uma derrota em casa do Verdão.



CADÊ O VÔLEI?

Gostaria de saber por que nenhuma outra emissora além do Esporte Interativo está cobrindo o Sul-Americano de vôlei. Para quem não sabe, dois times brasileiros -Sada/Cruzeiro e Funvic/Taubaté- farão a final masculina hoje às 19:30h (horário de Brasília) e apenas o canal pago vai transmitir a partida. Decepcionante sabe que o vôlei é uma das nossas maiores esperanças de medalha nas olimpíadas e, mesmo assim, ainda sofre com o descaso da mídia.


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Recompensa aos Medíocres

Imagem extraída do Facebook oficial do Santos- https://www.facebook.com/santosfc/



Chegar à seleção de seu país é o sonho de qualquer jogador. É a recompensa ao atleta pela dedicação em campo e também um trampolim para vôos mais altos, afinal os grandes clubes sabem que atletas medíocres raramente são eleitos para representar uma nação.

Clubes e empresários também ganham com isso, afinal os jogadores que vestem a camisa de uma seleção são sempre valorizados no mercado e isto significa oportunidades de lucrar com uma possível transação no futuro.

Mas o que deveria ser uma recompensa a muitos, acaba se tornando um castigo aqui no Brasil. Tudo porque os campeonatos daqui não param nas chamadas "datas FIFA" e os times são obrigados a atuar desfalcados. Tudo devido ao calendário imposto pela CBF que consegue prejudicar os times que possuem bons jogadores.

Jefferson (Botafogo), Alisson (Internacional), Marcelo Grohe (Grêmio), Douglas Santos (Atlético Mineiro), Elias (Corinthians) e Lucas Lima (Santos) desfalcarão suas respectivas equipes entre os dias 3 e 9 de setembro. Três rodadas do Brasileirão ocorrerão neste período.

Os clubes, obviamente, tentam pedir a dispensa de seus atletas para não serem prejudicados, mas pouco podem fazer. Os próprios jogadores têm o desejo de atuar pela Seleção, sob do risco de nunca mais serem chamados caso recusem a convocação.

Quem acaba se beneficiando disso tudo são os times em pior situação, que não precisam ceder jogadores à Seleção e, com isso, vêem a chance de se recuperar às custas das perdas de rivais desfalcados. É uma recompensa a times medíocres.

O nosso futebol já está ruim e ainda vemos os melhores times dos campeonatos serem prejudicados justamente por terem bons jogadores. Acaba sendo muito mais benéfico às equipes jogarem um futebol medíocre e contratar menos craques. Desta forma, os riscos de se perder um atleta importante para a Seleção são menores e o clube não precisaria abrir mão de um titular em momentos mais decisivos, como agora. E o nosso esporte fica ainda mais nivelado por baixo.

Tudo isto poderia ser perfeitamente evitado com ajustes no calendário, algo que ocorre na Europa. Os campeonatos do Velho Continente são suspensos nas "datas FIFA" justamente para que os clubes não sejam prejudicados com as convocações.

Enquanto isso não ocorre, nosso futebol vai sofrendo com a inversão de valores, com os melhores times sendo prejudicados e os piores beneficiados.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/CBF/



QUENTE OU FRIA?

A transferência do meia belga Kevin De Bruyne foi, enfim, formalizada. O Manchester City pagou 70 milhões de Euros ao Wolfsburg para ficar com o meio-campista. A questão é: agora que o City tem o jogador, ele terá chances reais de atuar, ou ficará no banco novamente? Vale lembrar que De Bruyne estava no milionário Chelsea antes de vir ao Wolfsburg e o belga ficou boa parte do tempo na geladeira enquanto esteve a serviço dos Blues. Como esses times milionários sempre têm dezenas de opções no elenco, até mesmo craques acabam encostados nessas equipes.



BÊNÇÃO!

Gabriel Jesus mostrou suas credenciais. Ele fez um dos gols diante do Cruzeiro na Copa do Brasil e deixou seu cartão de visita novamente diante do Joinville, com dois gols e uma assistência. Ele é realmente um bom jogador, mas é preciso calma com o garoto para que ele não se perca com todo esse assédio recebido por fãs e imprensa. Ele precisa ser muito bem assessorado e protegido para que continue evoluindo.



PARABÉNS, FARMÁCIA!

Imagem extraída de https://www.facebook.com/voleifarmausp

Gostaria de parabenizar o time de vôlei feminino de minha faculdade, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Nossas meninas venceram o Grand Prix de Vôlei da USP sem perderem um set sequer! Foram duas vitórias no sábado, sobre a Odontologia e a Veterinária, e mais duas no domingo, sobre o IME e a FFLCH. O destaque foi a meio de rede Malu (a quarta jogadora em pé, da esquerda para a direita), eleita a melhor central da competição. Parabéns às meninas pelo desempenho brilhante em quadra e à comissão técnica pelo excelente trabalho realizado! Que venham mais conquistas como esta!


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Deu Tudo Errado

Imagem extraída de http://worldgrandprix.2015.fivb.com/



Olá, queridos leitores e leitoras!

Gostaria, em primeiro lugar, de pedir desculpas pelo tempo em que seu blog ficou sem receber atualizações. O autor, neste exato momento, está resolvendo algumas questões pessoais -não se tratam de problemas, que fique claro- e, portanto, não tem tido muito tempo para acompanhar os jogos.


Neste final de semana, o vôlei brasileiro encarou três decisões: tivemos as duas finais dos Jogos Panamericanos de Toronto (vou falar do evento com mais detalhes em outro post) e também a fase final do Grand Prix Feminino.

A equipe masculina deu prioridade à Liga Mundial e optou por levar uma equipe reserva aos jogos no Canadá. Mas o time feminino enviou a maioria de suas titulares aos jogos em Toronto, à exceção da levantadora Dani Lins, e as reservas foram aos Estados Unidos para a disputa da fase final do Grand Prix. Para este post, vamos nos ater apenas ao desempenho das meninas.

Não podemos deixar de aplaudir a boa campanha das meninas na etapa classificatória, mas também não podemos deixar de criticar as exibições fracas da Seleção nesta fase final. Nas partidas contra a Rússia e contra os Estados Unidos, o Brasil atuou com uma apatia inexplicável apesar da qualidade comprovada de suas atletas. A ponta Natália foi muito mal nas partidas errando quase todos os fundamentos. As jogadas da levantadora Dani Lins foram muito previsíveis. A outra ponteira, Gabi, foi muito marcada e pouco pôde fazer para ajudar o time. E a central Carol, que foi pouquíssimo acionada? Ela poderia ser muito bem utilizada como alternativa para o ataque. Salvou-se a central Juciely, que está em excelente fase e foi a melhor jogadora do Brasil no campeonato.

O grande responsável, porém, foi o auxiliar Paulo Coco, que substituiu o treinador Zé Roberto (que estava no Pan). Paulo foi muito mal em todos os jogos desta fase: insistiu com jogadoras que estavam mal na partida, não parou o jogo nos momentos oportunos e só tomou alguma atitude quando a vaca já havia ido para o brejo. Se quer fazer testes ou dar moral para alguma jogadora, que o fizesse na fase classificatória. Uma decisão não é o momento ideal para inventar e, muito menos, passar a mão na cabeça de atletas. O bronze acabou sendo lucro para o time.

Discordei, aliás, da opção de priorizar o Pan. O Grand Prix é um torneio de maior relevância em relação aos Jogos Panamericanos e conta pontos no ranking da FIVB, ao contrário do torneio que foi realizado em Toronto. A meu ver, o Pan é que deveria ser utilizado para a realização de testes ou para dar quilometragem às jogadoras mais jovens.

Por falar no Pan, a Seleção foi bem, mas os problemas da equipe titular ficaram evidentes na derrota por 3x0 sets diante dos Estados Unidos. O Brasil é muito forte no bloqueio, mas o ataque foi mal na disputa pelo ouro. Sem Thaísa (lesionada) e Fabiana (poupada), nossa Seleção perdeu os alicerces de seu melhor fundamento. Jaque, lesionada, teve de atuar no sacrifício para ajudar Fernanda Garay no ataque, mas a dupla de ponteiras não conseguiu melhorar os números do Brasil neste fundamento. Não acho que tenha sido "imaturidade" o problema do Brasil na final, como disse Jaque.



Imagem extraída de http://worldgrandprix.2015.fivb.com/



O Brasil, ainda assim, conseguiu emplacar duas atletas na Seleção do Grand Prix 2015. As jogadoras eleitas para o o time foram:

Levantadora: Kreklow (Estados Unidos) 

Ponteiras: Natália (Brasil) e Robinsion (Estados Unidos)

Centrais: Juciely (Brasil) e Dietzen (Estados Unidos)

Oposta: Goncharova (Rússia)

Líbero: Malova (Rússia)

MVP:  Lowe (Estados Unidos)


Nossa Seleção também teve jogadoras eleitas para a seleção do Pan:

Levantadora: Carli Lloyd (Estados Unidos)

Ponteiras: Krista Vansant (Estados Unidos) e Melissa Vargas (Cuba)

Centrais: Adenízia da Silva (Brasil) e Rachael Adams (Estados Unidos)

Oposta: Nicole Fawcett (Estados Unidos)

Líbero: Camila Brait (Brasil)

Maior Pontuadora: Karina Ocasio (Porto Rico)

Melhor Saque: Gina Mambru (República Dominicana)

Melhor Defesa: Camila Brait (Brasil)

Melhor Recepção: Camila Brait (Brasil)

MVP: Carli Lloyd (Estados Unidos)


O Brasil fica de parabéns pelas medalhas conquistadas, mas acho que o planejamento deveria ter sido repensado em função da relevância dos campeonatos e as falhas dos times precisam ser corrigidas. No próximo ano teremos as olimpíadas em casa e a pressão pelo ouro será imensa.

Não é obrigação das equipes vencer, mas as falhas cometidas, principalmente as da fase final do Grand Prix, foram comparáveis às do futebol diante da Alemanha na Copa de 2014.



Imagem extraída de http://worldgrandprix.2015.fivb.com/



Leia mais:


Lance- E deu EUA também no Pan: http://blogs.lancenet.com.br/volei/2015/07/25/e-deu-eua-tambem-no-pan/



ADEUS, BIANCHI

Foram quase nove meses de luta, mas o piloto francês Julio Bianchi não resistiu e morreu no dia 17 de julho, em sua casa em Nice. Ele havia sofrido um acidente no dia 5 de outubro do ano passado e passou todos esses meses em coma até a data de seu falecimento. A morte de Bianchi é a primeira na Fórmula 1 desde a tragédia que custou a vida de nosso Ayrton Senna em 1994 e reabre novamente a discussão sobre a segurança na modalidade.



VERMELHO DE VERGONHA

A eliminação do Inter diante do Tigres teve muita culpa do time gaúcho. A equipe colorada havia feito dois gols no primeiro tempo e estava com o jogo na mão, mas relaxou e quase cedeu o empate. No jogo de volta, a equipe vermelha quis jogar com o resultado, preocupou-se só em se defender e levou um castigo. 3x1 ficou até barato para os gaúchos.


terça-feira, 21 de julho de 2015

De Ziadne a N'Gapeth

Imagem extraída de http://worldleague.2015.fivb.com/



1998. Ano em que a Seleção Brasileira, franca favorita ao pentacampeonato mundial, foi surpreendida pela França, dona da casa pelo inapelável placar de 3x0 na final. Aquele rapaz chamado Zinédine Zidane, filho de africanos (descende de argelinos) acabou com a partida ao anotar dois dos três gols naquela fatídica final no Saint-Denis.

2015. Ano em que o Brasil sediou a final da Liga Mundial de Vôlei. Seis times haviam se classificado para a fase final: Brasil (garantido nesta fase como país-sede), Sérvia, Itália, Polônia, Estados Unidos e França. Todos, com exceção dos franceses, eram considerados favoritos ao título. Os Bleus haviam acabado de subir de uma divisão inferior da Liga, mas haviam feito uma campanha magnífica, sem nenhuma derrota e apenas quatro sets concedidos.

Por coincidência, outro descendente de africanos, o ponteiro Earvin N'Gapeth (foto acima), havia feito toda a diferença em quadra e foi eleito o MVP da competição com méritos. Filho do ex-central camaronês Éric N'Gapeth, Earvin foi o grande responsável pela magnífica campanha que a "zebra" francesa realizou neste ano de 2015.

Foi impossível para este blogueiro não se lembrar da final de 1998 na Copa do Mundo, quando a França, que nunca havia vencido um mundial até então, goleou o Brasil naquela fatídica final. A Seleção Masculina de Vôlei também perdeu para a França por um placar semelhante -3x1 sets- e a derrota custou a nossa vaga para as semifinais. E me lembrei do carrasco Zidane quando vi N'Gapeth se destacando em quadra.



Imagem extraída de http://worldleague.2015.fivb.com/



Mas o que a França havia feito de tão especial para merecer o título? Tudo bem que N'Gapeth foi o destaque, mas no vôlei há pouco espaço para as individualidades. Havia algo "mágico" naquele grupo.

O comentarista e ex-jogador Carlão explicou tudo durante a transmissão da final da Liga Mundial no Sportv: com jogadores de estatura inferior a sérvios, poloneses ou norte-americanos, os franceses não poderiam competir em força ou no bloqueio contra os rivais de físico privilegiado. A França, então, investiu em técnica e na execução dos fundamentos.

Poucos atletas desta brilhante Seleção Francesa atuam em ligas de renome. Apenas o próprio N'Gapeth joga na Rússia. A grande maioria joga na própria França, país onde o vôlei ainda não é tradição.

O vôlei francês, com o título, deu um grande passo rumo ao crescimento da modalidade. Mais do que isso, mostrou que o vôlei não vive apenas de atletas altos e com cortadas poderosas para se consagrar. Isto, aliás, foi mais ou menos o que defendi em outro post, quando valorizei a importância dos atletas "baixinhos".

A vitória da técnica francesa sobre os grandões mostrou que o vôlei não precisa apenas da rede para fazer um time ser campeão. A leveza e a técnica dos Bleus derrubou os rivais grandalhões e, com certeza, fará com que as equipes encarem o vôlei sob novas perspectivas.



Imagem extraída de http://worldleague.2015.fivb.com/



"MARACANAZINHO"

Não bastou o Brasil ter ficado fora das finais em casa. Nenhum atleta brasileiro foi eleito para a seleção da Liga Mundia 2015. Os escolhidos foram:


MVP: Earvin N'Gapeth (França)

Melhor Levantados: Benjamin Toniutti (França)

Melhores Ponteiros: Earvin N'Gapeth (França) e Michał Kubiak (Polônia)

Melhores Centrais: Maxwell Holt (Estados Unidos) e Srećko Lisinac (Sérvia)

Melhor Oposto: Aleksandar Atanasijević (Sérvia)

Melhor Líbero: Paweł Zatorski (Polônia)


Ainda é cedo para se falar em uma "crise" no vôlei masculino, mas a eliminação precoce em casa deixa o sinal amarelo aceso na Seleção, afinal termos as olimpíadas no ano que vem e algo precisa ser feito, ou uma nova derrota em casa será inevitável.



ENQUANTO ISSO, NO FEMININO...

Imagem extraída de http://worldgrandprix.2015.fivb.com/

Se no time masculino o clima é de preocupação, no feminino é só festa. A Seleção venceu suas três partidas válidas pela terceira rodada do Grand Prix. Detalhe: das titulares, apenas a levantadora Dani Lins está atuou, uma vez que o treinador Zé Roberto e boa parte do elenco foi disputar os Jogos Panamericanos em Toronto. O Brasil fez a melhor campanha da fase de grupos com nove vitórias, nenhuma derrota e apenas dois sets concedidos. Os desfalques não foram sentidos e a equipe segue embalada para a fase final a ser disputada nos Estados Unidos. Pelo jeito, teremos muitas opções para cobrir eventuais desfalques nos próximos anos.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Histórias Sem Fim

Imagem extraída do Facebook oficial do Liverpool-
https://www.facebook.com/LiverpoolFC/



Olá, queridos leitores e leitoras!

Foi feriado aqui em São Paulo e aproveitei para tirar alguns dias de folga! Em decorrência disto, não tivemos postagens nos últimos quatro dias.


A janela de transferências da Europa está a pleno vapor com muitos jogadores mudando de ares.

Não esperava, entretanto, ver tantos jogadores que devotaram suas carreiras inteiras a um único clube deixando seus respectivos times após tantos anos de serviços prestados.

Steven Gerrard, Xavi, Iker Casillas e Bastian Schweinsteiger sempre jogaram por um único time durante suas respectivas carreiras profissionais. Cada um deles dedicou mais de dez anos aos seus respectivos clubes. E agora estão trocando de clube pelos mais variados motivos.



Imagem extraída do Facebook oficial do Barcelona- https://www.facebook.com/fcbarcelona/



Não recrimino nenhum jogador que troca de clube, mesmo que seja um rival histórico, e, muito menos os motivos que levam o atleta a tomar tal atitude, mesmo que seja meramente dinheiro. Ou, por acaso, você, como trabalhador e profissional, recusaria uma proposta que fosse financeiramente mais vantajosa oriunda de uma outra empresa?

O tempo passa para todos nós. Para os atletas ainda mais, uma vez que suas carreiras são efêmeras e um jogador com 30 anos já é considerado "velho".

Xavi e Gerrard, por exemplo, já estavam convivendo com muitas lesões e com as limitações da idade. Não mais conseguiam atuar no mesmo nível de outrora e optaram por dar seus últimos toques de bola em ligas emergentes.



Imagem extraída do Facebook oficial do Real Madrid- https://www.facebook.com/RealMadrid/



Fica, no entanto, aquele sentimento de coração partido. Cada um dos jogadores mencionados estava em seus respectivos clubes desde as categorias de base. Foram anos de devoção e amor que tiveram um final bem diferente do esperado. Todos gostariam que Gerrard, Xavi, Casillas e Schweinsteiger encerrassem suas respectivas carreiras nos clubes que os revelaram.

O amor à camisa é algo cada vez mais raro, sobretudo em uma era em que o dinheiro tem cada vez mais interferência no futebol. Como escrevi antes, não considero errado mudar de clube por razões financeiras, mas a devoção do jogador a uma entidade é algo que deve ser valorizado.

Quando vejo todos esses jogadores trocando de clube, é o mesmo que ver Rogério Ceni ou Marcos vestindo outra camisa senão a do São Paulo ou do Palmeiras, respectivamente.

Será muito estranho, por exemplo, sintonizar a Premier League e ver o Liverpool sem Gerrard. Compreensível, mas difícil de se acostumar.

Resta a este blogueiro desejar boa sorte a todos os jogadores mencionados em seus novos times e que consigam repetir o sucesso que tiveram em seus respectivos clubes de coração.

O tempo passa, os amores ficam e as histórias terminam sem ter um final.



Imagem extraída do Facebook oficial de Bastian Schweinsteiger- https://www.facebook.com/BastianSchweinsteiger/



PRIORIDADES?

Acompanhei a Seleção Feminina de Vôlei na segunda etapa do Grand Prix 2015. A maioria das titulares ainda não entrou em quadra. Ainda assim, não justifica o Brasil tomar tantos sustos diante de adversárias consideradas "coadjuvantes", como a Bélgica e a Tailândia. Quando o adversário é considerado "fraco", o negócio é pressionar sem piedade e fazer muitos pontos enquanto o rival está grogue. Deixar o rival respirar e se recuperar pode ser fatal. Vivo escrevendo isso no futebol e no vôlei não pode ser diferente.



FÓRMULA MÁGICA

Os dirigentes do meu São Paulo descobriram uma maneira para o time reagir no campeonato. Bastou o clube quitar os vencimentos que estavam atrasados e o time voltou a render em campo. Genial! Por que não pensaram nisto antes? Afinal, o São Paulo é um time grande e sempre paga em dia, não é mesmo?


terça-feira, 7 de julho de 2015

Um Outro Mérito Acadêmico




Olá, queridos leitores e leitoras!

Estive na faculdade em que me graduei durante a última sexta-feira para um motivo muito especial: a Atlética da instituição, a Associação Atlética Acadêmica Farmácia e Bioquímica (AAAFB), homenageou os alunos que, de alguma maneira, fizeram a diferença pelo esporte universitário. Os atletas (por que não chamá-los assim?) receberam um certificado atestando tais feitos.

Quem acompanha meus posts sabe que sou um defensor ferrenho do esporte universitário e faço questão de exaltar a importância de sua prática, tanto para a própria formação do aluno, quanto para o engrandecimento do nome da faculdade.

O esporte é tão importante para a universidade quanto os trabalhos científicos e o prestígio profissional do aluno. Nada mais justo, portanto, que homenagear aqueles que contribuíram com o esporte universitário de alguma forma. São pessoas que acrescentam algo à instituição.

Talvez seja por ignorância minha, mas jamais tive conhecimento de qualquer homenagem formal ao esporte acadêmico desta maneira, pelo menos aqui no Brasil.

O esporte universitário, infelizmente, ainda tem sua importância subestimada, mesmo pelas grandes universidades do país. A prioridade é sempre a publicação de trabalhos científicos ou a preparação do aluno para atuar na "indústria" -como generalizamos as empresas nas quais os acadêmicos buscam emprego.

Quando um aluno disputa uma competição, seja qual for, ele está representando a sua faculdade. Uma medalha, troféu ou título é uma honra para o acadêmico e também para a própria instituição. É um sentimento muito semelhante ao de atletas olímpicos representando seus respectivos países.

O esporte universitário pode, ainda, ser interessante sob outros aspectos. Em 2005, por exemplo, o time de vôlei masculino de minha faculdade era tão bom que chamou a atenção de uma grande empresa farmacêutica que estampou sua logomarca nos uniformes da equipe. De maneira similar, vi restaurantes estampando seus logotipos nas mangas dos uniformes do time de handebol masculino de minha faculdade.

O esporte universitário, portanto, pode engrandecer a faculdade e a universidade sob muitos aspectos, inclusive aproximando ainda mais a indústria da universidade. Sua prática deve ser incentivada e valorizada. Da mesma forma, deve-se oferecer infra-estrutura adequada para que sua prática seja possível, incluindo bons treinadores, aparelhos e espaço. E, claro, o praticante deve ser sempre valorizado, principalmente aqueles que contribuíram, de alguma forma, para o engrandecimento da modalidade.

Parabéns à AAAFB pela iniciativa de homenagear os atletas que mais contribuíram com o engrandecimento do esporte universitário e também o nome da própria faculdade! E parabéns aos alunos-atletas homenageados!

Que o exemplo seja seguido por outras instituições!






O VÔLEI BRASILEIRO É GIGANTE

Pois é! Eu estava tão entretido com a Copa América 2015 que até me esqueci do nosso vôlei. Neste final de semana, começou o Grand Prix de Vôlei Feminino e o Brasil estreou bem, derrotando Japão, Sérvia e Tailândia. O masculino, já classificado e com time misto, teve apoio de sua torcida em Cuiabá, mas só conseguiu vencer um dos dois jogos diante da poderosa Itália. O melhor, no entanto, ficou para as areias: faturamos cinco medalhas no vôlei de praia neste final de semana, sendo ouro e bronze no masculino, e as três no feminino! Parabéns ao nosso vôlei! Farei uma resenha maior para homenagear nossos atletas mais adiante!



QUE DUREZA...

Depois de um mês me deliciando com o futebol praticado pelo Chile e pela Argentina, está uma dureza voltar ao nosso pavoroso Campeonato Brasileiro. Quase todos os times estão naquela monotonia de sempre, preocupados muito mais em não perderem do que buscarem a derrota. Jogos como Goiás X Corinthians e São Paulo X Fluminense foram de doer. Será que os "professores" daqui não estariam interessados em pegar umas aulinhas com o Jorge Sampaoli?



ESTADOS UNIDOS PÕE O JAPÃO NO BOLSO

As japonesas levaram uma bela goleada de 5x2 das norte-americanas na final da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Culpa do treinador, que resolveu encher o time de volantes ao invés de usar o que havia de melhor no elenco. As gigantes norte-americanas, que não tinham nada a ver com isso, pegaram as amedrontadas japonesas, enrolaram e botaram no bolso, como disse o grande Juca Kfouri. Eu me deliciei com espetáculo protagonizado pelos Estados Unidos, fazendo 4x0 com apenas 15 minutos de jogo!


terça-feira, 23 de junho de 2015

O Último que Sair, Apague a Luz

Imagem extraída de https://www.facebook.com/corinthians



Guerrero e Emerson já foram embora do Corinthians. Muito antes deles, Jorge Henrique, Paulinho, Chicão, Alessandro e Paulo André já haviam deixado o time. Fábio Santos deve ser o próximo. E há, ainda, a possibilidade de Ralf e Danilo não terem seus contratos renovados.

Pouco a pouco, a geração que trouxe o bicampeonato mundial ao Parque São Jorge vai deixando o Timão. Cada um por um motivo diferente, mas todos tinham plena consciência de que esse dia iria chegar.

Sempre defendi que o clube e também o torcedor sempre têm de mostrar gratidão aos jogadores, sobretudo àqueles que obtiveram grandes feitos pelo time. São os atletas que fazem o espetáculo acontecer, que dão o sangue pelas conquistas e que colocam a saúde em risco pela vitória. Todos tiveram altos e baixos, mas cada um deles contribuiu de alguma maneira com a conquista de 2012.

O clube, no entanto, também é uma empresa e, como tal, os seus dirigentes precisam tomar decisões duras muitas vezes para que as finanças e o ambiente de trabalho permaneçam saudáveis. É preciso, muitas vezes, romper com o passado, por mais doloroso que seja.

Os jogadores, quando conquistam títulos, ficam valorizados, o que significa que tornam-se mais visados por clubes de maior poder aquisitivo, mas também demandam maiores custos -maiores salários, luvas e gratificações. Muitas vezes, compensa mais vender os atletas do que mantê-los no elenco.

O caso do Corinthians foi que muitos daqueles jogadores já estão com 30 anos ou mais. A grande maioria vem se lesionando com muita frequência e já não consegue atuar com o mesmo vigor de três anos atrás em decorrência da idade. Alguns, inclusive, já se encontram em decadência física e/ou técnica. Em termos financeiros, não compensa mais mantê-los na equipe.

O Timão, inclusive, perdeu o timing correto se queria lucrar com alguns deles. Ralf, por exemplo, tinha 28 para 29 anos em 2013 e havia propostas de clubes europeus pelo volante. Hoje, aos 30 pra 31 anos, apenas clubes emergentes poderiam pagar bons valores pelo meio-campista.

Um agravante para o futebol brasileiro foi a forte crise econômica de 2015 e praticamente todos os clubes do Brasil apresentaram problemas para honrar salários, luvas e direitos de transmissão com os atletas. O Corinthians também esteve nesta situação e chegou a ser acionado na justiça por alguns de seus jogadores. Há, inclusive, a hipótese de que os atrasos nos pagamentos tenham feito o rendimento da equipe cair.

Sim, é muito triste ver aquela geração campeã ir embora. Como são-paulino, também digo que foi triste ver Lugano, Josué, Mineiro, Danilo, Júnior e outros campeões mundiais deixarem o Morumbi. Hoje, vendo a situação do Corinthians e tendo mais conhecimentos a repeito da área administrativa, compreendo que deixar os atletas vencedores irem embora é, muitas vezes, algo necessário.

Grandes dirigentes, muitas vezes, resolvem os problemas de suas empresas justamente por pensarem com o cérebro ao invés do coração. A gratidão e o amor por aqueles que levaram o time à glória, muitas vezes, tornam-se um empecilho para que a entidade possa caminhar e isto pode comprometer gravemente a saúde financeira do clube. Como dizem alguns empresários, "não é nada pessoal, apenas negócios".

Há quem defenda que os dirigentes não podem ser torcedores, apenas administradores. Ter a frieza de ignorar sentimentos e agir com racionalidade em momentos tão difíceis como este que o Timão está passando.

Não posso afirmar que o Corinthians voltará a brigar pelos troféus a curto prazo, mas posso afirmar que muitas das mudanças que estão sendo feitas são um mal necessário.



TOMA LÁ, DÁ CÁ

Imagem extraída de http://worldleague.2015.fivb.com/

O Brasil lutou, mas não conseguiu vencer a Itália, em jogo realizado em Roma durante a sexta-feira e que terminou em 3x2 sets para os donos da casa (parciais de 26/24, 21/25, 25/18 17/25 e 16/14). O melhor, no entanto, estava por vir e nossos meninos deram o troco em grande estilo no domingo. O Brasil derrotou os rivais em Florença  (3x0 sets e parciais de 23/25, 22/25 e 16/25) com grande atuação do oposto Evandro Guerra, que deixou sua marca 20 vezes na quadra dos rivais. Nossa Seleção mantem a liderança do Grupo A e enfrentará a Austrália no próximo final de semana.



CHOQUE DE REALIDADE

Terminou a Copa América para Neymar. O craque, além de ter se desentendido com os rivais colombianos, insultou o árbitro da partida e isto foi determinante para que o atleta recebesse uma suspensão de quatro jogos, ficando impedido de disputar as próximas partidas. Luiz Prósperi, Cosme Rímoli, Juca Kfouri, ... Cada articulista teve uma opinião diferente sobre o que levou o jogador a tomar tais atitudes e o que o fez deixar a delegação no Chile. Mas todos os textos deixaram claro: Neymar ainda precisa amadurecer em campo, entender que suas atitudes têm consequências e que ele foi muito mimado aqui no Brasil.



MAGIA VERDE E MAGIA VERMELHA

Estou impressionado com as exibições de Valdívia na Copa América. O meia dribla, cria jogadas, demonstra visão de jogo e tem feito a diferença pela Roja. Ele já está com 31 anos e apresenta um grande histórico de lesões, mas isto parece não fazer diferença. A pergunta que eu faço: será que o Mago está realmente feliz no Palmeiras? Pela seleção de seu país, com certeza está e isto tem influenciado o seu estilo de jogo de forma positiva. Já pelo Verdão...


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Seleção Nova, Velhos Problemas

Imagem extraída de https://www.facebook.com/CBF



O Brasil, enfim, estreou em uma competição oficial. Eu não considero aquele tal "Superclássico das Américas" um campeonato em hipótese alguma. Pudemos acompanhar a Seleção nos amistosos e o time de Dunga apresentou um bom desempenho ao obter 100% de aproveitamento nos jogos, mas a equipe ainda estava devendo futebol.

O adversário da estreia seria perfeito, afinal o Peru foi uma decepção no ciclo para a Copa do Mundo anterior ao não se classificar para o Mundial apesar de ter jogadores de nível técnico razoável. Eu não esperava exatamente um futebol bonito, algo que Dunga jamais prezou, mas eu não esperava ver um Brasil apresentando o velho problema de jogar a responsabilidade nas costas de Neymar.

Nossa Seleção melhorou quando comparada aos tempos de Felipão. Agora, o meio-de-campo se comunica mais com o ataque ao invés de ficar só marcando. A zaga também ajudou ao se aproximar do ataque, tornando o Brasil mais compacto, o que permitiu que os brasileiros encurralassem o Peru e trocassem mais passes no campo de ataque. Faltou apenas um jogador para ser referência de área.

Os peruanos, porém, não se intimidaram a despeito de enfrentarem um rival com muito mais tradição no futebol. A marcação peruana era fraquíssima e oferecia muitos espaços para o Brasil jogar -mesmo adotando uma defesa compacta, o Peru permitiu que nossa Seleção trocasse muitos passes no campo de ataque. Porém, os Incas compensaram com muita ofensividade, criaram muitas chances de gol e até trocaram alguns passes. Eles não foram brilhantes, mas conseguiram abrir o placar em uma saída de bola errada de Jefferson e nos deram alguns sustos na primeira etapa.



Brasil no 4-4-2 (com o volante Fred fazendo a ponta esquerda e
Willian, a direita) encurrala o Peru, que joga no 4-2-3-1.  Os
Incas, mesmo com a defesa compacta, deram espaços para o
Brasil atacar e, eventualmente, contra-atacavam com Guerrero
pela esquerda e Advincula pela direita (obtido via this11.com).



O empate por 1x1, em teoria, já seria um bom resultado para o Peru, afinal os Incas já teriam arrancado um ponto precioso do Brasil e estariam na briga com Venezuela e Colômbia pela segunda vaga do mata-mata. Mas o time andino não se contentava com a igualdade. Os peruanos queriam jogo e os três pontos.

O Brasil não conseguia atacar e ainda tomou sufoco dos peruanos durante todo o segundo tempo. Nossa Seleção não conseguia a recomposição de bola e só conseguia criar chances em contra-ataques ou chutões.

Dunga mexeu mal ao trocar o atacante Diego Tardelli pelo meia Douglas Costa. Neymar não se mostrou nem um pouco à vontade ao ficar isolado no ataque. O Peru aumentava a pressão com um lateral-esquerdo mais ofensivo (Yotún) e mais dois atacantes (Reyna e Carrillo).

A sorte do Brasil é que tínhamos um jogador diferenciado, Neymar. Em contra-ataque rápido pela esquerda, o atacante aproveitou o espaço deixado pelo ofensivo Advincula e achou Douglas Costa na área para assegurar a vitória brasileira nos acréscimos. 2x1 de virada e no sufoco.



O improvável acontece: Brasil, no 4-2-3-1, é encurralado pelo
4-3-3 peruano e não consegue  jogar devido à marcação na
saída de bola. Felizmente, as subidas de Advincula deram a
Neymar o espaço que ele precisava para fazer a jogada do
gol da vitória brasileira (obtido via this11.com). 



O Brasil tem sorte duas vezes: encontra uma falha na defesa peruana para virar o jogo e ainda conta com o tropeço da Colômbia (veja mais abaixo), que seria o grande rival pela liderança do grupo.

O resultado, porém, não exime o Brasil de seus problemas: ainda falta criatividade no meio-de-campo e a equipe precisa depender menos de Neymar para jogar. O atacante do Barcelona salvou o Brasil ao participar dos dois gols, mas e se ele nos desfalcar novamente?

Como sugestão, aconselho Dunga colocar Robinho para ajudar Neymar na frente: eles se dão bem juntos e o capitão santista alivia um pouco aquele excesso de responsabilidade sobre o Camisa 10.



O BRASIL DERROTOU A SÉRVIA! SACOU?

Imagem extraída de http://worldleague.2015.fivb.com/

Emocionante! Não há outra palavra para descrever o embate entre Brasil e Sérvia, realizado na capital Belgrado. Os brasileiros, com dificuldades em superar o bloqueio sérvio, se valeram do saque para pontuar, estratégia que já havia funcionado contra a Rússia no ano passado. Nossos atletas conseguiram abrir 2x1 sets desta maneira, mas os donos da casa reagiram e também souberam tirar proveito das pausas (desafios, tempo técnico, ...) para desconcentrar o Brasil no 4º set, levando o jogo para um inevitável tie-break. Os sérvios chegaram a abrir vantagem no set desempate, mas os saques brasileiros continuaram apurados e nossos meninos conquistaram mais uma vitória. Parciais de 25/23, 20/25, 25/21, 23/25 e 15/13.



ZEBRA VINOTINTO

Colômbia no 4-4-2 (esquerda) e no 3-4-3 (direita) contra o 4-5-1 da Venezuela: apesar de terem mais elenco, os
Cafeteros não conseguiram furar a marcação da Vinotinto e nem incomodaram o goleiro Baroja (obtido via this11.com)

Paralelo ao jogaço de vôlei, acompanhei alguns lance entre Colômbia e Venezuela, válido pelo Grupo C (o mesmo do Brasil). E neste jogo apareceu a primeira zebra da competição, com os Cafeteros sendo derrotados por 1x0 apesar de terem muito mais elenco e qualidade técnica que a Vinotinto. Na base da raça e da determinação, os venezuelanos seguraram os rivais e conquistaram três pontos importantíssimos na busca por uma vaga no mata-mata. A Colômbia, por sua vez, se complicou na briga pela liderança do grupo e terá de vencer os próximos dois jogos para não correr riscos. E o próximo rival será justamente o Brasil, concorrente direto pela ponta.


sábado, 13 de junho de 2015

De Virada É Mais Doloroso

Imagem extraída de http://worldleague.2015.fivb.com/



Tudo levava a crer que o Brasil teria uma tarde tranquila em Novi Sad, afinal a nossa Seleção estava tirando vantagem do bloqueio adversário e anotando vários pontos em ataques desviados nos grandões sérvios.

Enquanto assistia aos dois primeiros sets, ambos vencidos pelo Brasil, já imaginava um título para esta resenha como "Tamanho Não É Documento".

Não venceu as duas primeiros parciais com facilidade, afinal os sérvios têm muita qualidade como haviam demonstrado na estreia contra o Brasil em Belo Horizonte. Os atletas da Península Balcânica se valiam de sua força no ataque e de sua estatura no bloqueio para impedir que os brasileiros se distanciassem no placar.

Os dois primeiros sets terminaram com duas vitórias apertadas do Brasil por 25/23.

O Brasil havia começado bem o terceiro set, mas a Sérvia melhorou na recepção, cometeu menos erros no bloqueio e calibrou a pontaria no ataque.

Os donos da casa, aos poucos, tiravam a vantagem brasileira, equilibravam a partida e mostravam porque estavam na briga pelo troféu. A medida que os balcânicos iam crescendo, o Brasil era contaminado pelo nervosismo, passando a errar e a reclamar mais em quadra. A Sérvia venceu as duas parciais seguintes por 25/23, 25/21 e levou a partida para o tie-break.

O set desempate foi tão equilibrado quanto as parciais anteriores. Os donos da casa, porém, conseguiram abrir os dois tentos de vantagem e só precisaram administrar o placar até o 15º ponto. Vitória sérvia por 15/13 no quinto set.

O Brasil sofre sua primeira derrota na Liga Mundial 2015. E de virada. Os rivais devolveram o placar de 3x2 sets sofridos na estreia em Minas Gerais.

Como consolo, o Brasil recebe um ponto na tabela por ter levado o jogo ao set desempate, além do fato de já estar classificado para a fase final por ser o país-sede da grande decisão, a ser realizada em julho.

Um belo consolo, afinal perder de virada é realmente mais doloroso, sobretudo quando a vitória estava quase encaminhada com a vantagem de 2x0 sets.



Imagem extraída de http://worldleague.2015.fivb.com/



JOGO DURO... DE ASSISTIR!

México no 3-5-2 contra Bolívia no 4-4-2: mexicanos tiveram mais
posse de bola e criaram mais chances de gol, enquanto bolivianos
estavam com dificuldades em fazer a bola chegar até Marcelo
Moreno (obtido via this11.com).

Eu não esperava muita coisa do jogo México X Bolívia. E a partida acabou correspondendo às minhas expectativas. O jogo foi muito travado e tecnicamente fraco. O México ainda teve alguns lampejos por ser mais organizado em campo, jogar sem rifar a bola e criar mais chances de gol. Mas nada que realmente empolgasse. Pior para a Bolívia, que deixa escapar dois pontos importantes diante de um adversário que não tem a Copa América como prioridade.



TEVE DE TUDO E MAIS UM POUCO

Imagem extraída de https://www.facebook.com/cff.hns


Enquanto assistia ao jogo do Brasil pela Band, alternava com o canal Sportv para acompanhar o jogo entre Croácia e Itália, válido pelas Eliminatórias da Euro 2016. E o jogo foi recheado de polêmicas, a começar com o estádio. A Hrvatska foi obrigada a mandar o jogo em Split com portões fechados após o incidente com sinalizadores na partida em Milão. Alguns torcedores revoltados com a punição teriam pichado uma suástica no gramado. Com a bola rolando, o juiz anulou um gol legítimo da Itália. Melhor para a Croácia, que conseguiu um contra-ataque na sequencia e abriu o placar com Mandžukić. O grandão do Atlético de Madrid poderia ter aumentado a vantagem com um pênalti marcado, mas Buffon salvou a cobrança. Candreva, também de pênalti, empatou para os visitantes. Os donos da casa, que tentavam segurar a vantagem, tiveram de ir de novo ao ataque, mas estavam visivelmente nervosos em campo, bateram muito, reclamaram demais e viram o capitão Srna ser expulso. A Azzurra ainda foi obrigada a trocar Buffon por Sirigu depois que o arqueiro da Juventus deixou o campo lesionado. Não foi um grande jogo, mas deu muito pano pra manga.