O departamento onde eu fazia pós-graduação era dividido em dois andares e não tive muito contato com as pessoas do piso superior ao longo dos sete anos que trabalhei no Instituto de Ciências Biomédicas. Ainda assim, conheci alguns dos alunos e docentes oriundos da parte de cima durante os almoços na copinha, incluindo uma professora com quem conversava com frequência.
A professora costumava trazer seu cachorro (não me recordo se era macho ou fêmea) para o Instituto de vez em quando. Eu encontrei o animalzinho algumas poucas vezes geralmente pela manhã quando eu chegava para o trabalho mas eu jamais interagi com ele, apenas cumprimentava a professora e seguia o meu caminho.
O cachorro, porém, fez muito sucesso no Instituto. Mais do que isso, ele se tornou uma "terapia" contra a estressante rotina enfrentada pelos colegas do departamento! Eu soube que alguns conhecidos pediam o animalzinho "emprestado" para a professora e brincavam com ele para "relaxarem"! E a docente raramente negava as "cessões"!
Uma pena que os contatos com a docente diminuíram a medida em que o autor foi terminando o seu mestrado. Nunca tive a oportunidade de conversar com ela a respeito do cachorro durante as oportunidades que eu a encontrei na copinha. Eu sequer soube dos "empréstimos" do animalzinho aos colegas do Instituto durante nossos almoços.
Não encontrei mais o cachorro no Instituto durante os meus últimos anos no prédio mas outro animalzinho preencheu o vazio deixado. A simpática Lassie, uma vira latinha, apareceu nas dependências do ICB e foi prontamente adotada pelos seguranças do edifício. Ela até ganhou uma casinha dos guardas para resistir às noites frias de inverno"!
Não sei se os colegas também brincavam com a Lassie assim como faziam com o cachorro da docente, mas a nova "mascote" do Instituto era muito querida pelos funcionários do prédio. Tanto que eram raras as pessoas que deixavam de interagir com o animalzinho antes do trabalho!
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