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domingo, 3 de maio de 2015

A Renovação que Não Aconteceu

Imagem extraída de https://www.facebook.com/equipedefrance/



O desempenho da França na última Copa do Mundo nem de longe foi decepcionante. Os Bleus conseguiram chegar às quartas-de-final (caíram diante da campeã Alemanha), algo que era esperado para um time desfalcado e que penou para conquistar sua vaga no Mundial (precisou passar pela esforçada Ucrânia na repescagem). Mas não tenho dúvida de que a Seleção Francesa poderia ter sido um time muito melhor e com chances de brigar pelo troféu.

Os dirigentes franceses começaram um processo de renovação já em 2010 após o vexame na África do Sul, quando os Bleus foram eliminados ainda na primeira fase e lembrado muito mais pelas brigas no vestiário do que pelo futebol vistoso. Saiu o técnico Raymond Domenech e entrou o ex-zagueiro Laurent Blanc (atualmente no PSG). A maioria dos atletas mais velhos como Henry e Anelka deram lugar a aletas mais jovens. Blanc foi buscar alguns jovens promissores nas categorias de base da Seleção Francesa e montou um elenco mais leve para a disputa da Euro 2012.



France 4-2-3-1 football formation
França na Euro 2012: meio-de-campo criativo com
Nasri, Ménez e Ribéry valorizando a posse da bola e
facilitando o trabalho do centroavante Benzema
(imagem obtida via footballuser.com).



O que era para ser o início de uma nova geração, acabou não dando certo. Após dois bons jogos diante de Inglaterra e Ucrânia, a França sofreu novamente com confusões no vestiário. Vários atletas foram multados e suspensos pelos incidentes (Nasri, entre eles), o treinador Laurent Blanc deixou o comando dos Bleus e assumiu o ex-volante Didier Deschamps.

O ex-treinador do Marseille tirou vários dos meias criativos e colocou mais volantes. A França ganhou consistência defensiva mas perdeu criatividade no meio-de-campo. Um agravante se deu com a lesão de Ribéry às vésperas do Mundial de 2014.



A Seleção Francesa sob a batuda de Deschamps: mais volantes e menos meias criativos (obtido via footbaluser.com).



Muitos dos jogadores "encostados" após os incidentes de 2012 nasceram em 1987 e tem, portanto, lenha para queimar até 2018, ano da próxima Copa do Mundo. Se mesclássemos o meio-de-campo proposto por Blanc com a renovação na zaga proposta por Deschamps, teríamos uma equipe bem mais completa, com solidez defensiva, criatividade no meio-de-campo e um ataque fortíssimo. Penso que a equipe poderia até mesmo brigar pelos títulos ao invés de ser uma mera coadjuvante como foi nas últimas competições.



France 4-1-4-1 football formation
O meio-de-campo proposto por Blanc mesclado ao
sistema defensivo de Deschamps: teríamos uma equipe
que joga com a bola no chão, defende bem e ainda facilitaria
o trabalho para Benzema (obtido via footballuser.com).



VOA, ZANETTI!

Mais um ouro para Zanetti? Que novidade há nisto? Absolutamente nenhuma para este verdadeiro fenômeno na ginástica brasileira e verdadeira esperança de medalhas. Mas eu sempre gosto de exaltar o quanto o ginasta brasileiro sofre para obter recursos para treinar e competir. Zanetti remou contra a maré e continua remando. Este ouro não veio apenas do talento do ginasta. Veio de seu sangue, de seu suor de seu empenho. Ele superou adversários que tinham muito mais recursos e apoio de seus respectivos países. Zanetti é um gigante que lutou contra tudo isto e merece sempre ser exaltado pelos seus feitos, sobretudo os títulos.



GAME OVER

O que era esperado na Inglaterra, finalmente aconteceu. O Chelsea, mais Mourinho do que nunca, derrotou o Crystal Palace em cada e faturou seu quinto título na Premier League. Parabéns aos londrinos, mas este time pode ir ainda mais longe se ousar e usar melhor os recursos que possui.



FINITO

A Juventus também confirmou mais um título antecipado neste final de semana. Derrotou a Sampdoria mesmo jogando fora de casa e não pode mais ser alcançado por nenhum adversário. Com o troféu da Serie A garantido, a Juve pode se dedicar totalmente à Champions League e buscar o título que não consegue desde 1996. Parabéns, Juve!



domingo, 22 de março de 2015

Vermelhos no Alerta Vermelho

Imagem extraída do Facebook oficial do Liverpool- https://www.facebook.com/LiverpoolFC



Como não tenho acesso à Liga BBVA, não pude acompanhar El Classico entre Barcelona e Real Madrid neste domingo, mas compensei assistindo ao clássico entre Liverpool e Manchester United, os dois maiores vencedores da Premier League. O destino colocou os dois times de vermelho frente a frente em um momento que não condiz às tradições dos dois gigantes ingleses, afinal as duas equipes não estão brigando por títulos, vêm passando por algumas dificuldades e a vaga para a Champions League 2015-16 ficará de bom tamanho para ambos.

O Liverpool havia começado a temporada em alta com o vice-campeonato na Premier League anterior e o retorno à Champions League. Perdeu seu principal jogador, Luis Suárez, e compensou trazendo um verdadeiro pacotão de reforços (Balotelli, Emre Can, Moreno, Lallana, Marković, Manquillo, Lambert e Lovren). Os Reds, no entanto, deixaram a peteca cair, foram eliminados da Champions ainda na fase de grupo, caíram fora da Europa League diante do Beşiktaş e despencaram na tabela do Campeonato Inglês. A equipe voltou a reagir nos últimos meses e precisava vencer o grande rival para entrar no G4.

O Manchester United, por outro lado, veio de temporada fraca, ficando fora das competições continentais e o treinador David Moyes foi dispensado antes mesmo do encerramento de 2013-14. Os dirigentes trouxeram um pacotão de reforços para dar inveja a qualquer clube magnata. Vieram Marcos Rojo, Daley Blind, Ángel Di María e Luke Shaw, além do treinador Louis Van Gaal. Todos eles haviam sido destaques na última Copa do Mundo, mas os Red Devils continuaram apresentando desempenho irregular apesar de todo o investimento. Ganhar do grande rival Liverpool era fundamental para dar moral à equipe e continuar sonhando com a vaga na Champions, uma vez que as chances de título são pequenas.

Quando o jogo no Anfield Road, esperava ver o anfitrião Liverpool mandando no jogo, empurrado por sua torcida apaixonada. O que eu vi, no entanto, foram os Reds ansiosos e sentindo o peso da responsabilidade de se enfrentar o maior rival. A equipe comandada por Louis Van Gaal tirou proveito da situação, encurralou o anfitrião e achou um gol com Juan Mata (de branco à direita na foto acima) logo de cara.



O primeiro tempo pode ser descrito com esta figura: Liverpool
assustado tentando deter o Manchester com suas duas linhas de quatro
enquanto os Red Devils levam pressão com os volantes e laterais
adiantados (imagem obtida via this11.com).



O sofrimento dos donos da casa aumentou com a expulsão do capitão Gerrard (veja detalhes mais abaixo) logo no começo do segundo tempo e com o Manchester aumentando a vantagem novamente com Juan Mata. O visitante, no entanto, parece ter se cansado após tanto correr e permitiu que os donos da casa crescessem em campo mesmo estando com um homem a menos. Foi nesse cenário que o brasileiro Philippe Coutinho achou Sturridge na área e deu esperanças aos donos da casa.



Mesmo com um jogador a menos, Liverpool reagiu na partida
tirando proveito do cansaço e das aberturas deixadas pelo
rival mais ofensivo (imagem obtida via this11.com).



Houve, ainda o pênalti cometido por Can em Blind no finzinho do jogo, salvo por Mignolet. O feito não mudou o panorama do jogo e o Manchester comemora os três pontos ficando mais próximo da Champions enquanto o Liverpool continua com o alerta vermelho aceso, correndo o risco de ver seu investimento virar pó.



Imagem extraída do Facebook oficial do Liverpool- https://www.facebook.com/LiverpoolFC



JOGO DE NERVOS

Acompanhei ontem o primeiro duelo entre Funvic/Taubaté e Sesi, válido pelas semifinais da Superliga Masculina de Vôlei 2014-15. Os donos da casa estavam em melhor fase mas se mostraram bastante nervosos em quadra a ponto do ponteiro Lipe se desentender com o oposto Lorena. O Sesi tirou proveito da situação e bateu os rivais por 3x0 sets (parciais de 25/21, 27/25 e 30/28) levando boa vantagem para o segundo jogo a ser disputado na Vila Leopoldina. O Taubaté ainda tem plenas condições de reverter a desvantagem, mas fica como aprendizado: o esporte também se pratica com os nervos.



O VÔO DE ZANETTI

Sabemos que os investimentos no esporte brasileiro são quase que totalmente concentrados no futebol. Vôlei e basquete recebem, modestamente, alguns recursos financeiros e atenção da mídia. As demais modalidades no Brasil precisam se virar com as migalhas que lhes restam. Neste cenário adverso, é fantástico observar o desempenho do ginasta Arthur Zanetti, que faturou mais uma medalha de ouro nas argolas, desta vez em Cottbus, Alemanha. O brasileiro cada vez mais escreve o seu nome no esporte brasileiro (e também no mundial) e torna-se esperança de ouro nas olimpíadas. Após tudo isso que ele demonstrou, por que, então, a ginástica brasileira continua recebendo atenção tão tímida dos órgãos competentes? Por que não aproveitar o momento de idolatria a Zanetti, levar mais jovens para a ginástica, preparar mais atletas para o futuro e tentar colocar o nosso país entre os melhores da modalidade?



PORTA DOS FUNDOS

Terminou mal a história de Steven Gerrard nos clássicos contra o maior rival. O meio-campista cometeu uma falta violenta no volante espanhol Ander Herrera e foi expulso aos 40 segundos do segundo tempo. O capitão e eterno ídolo do Liverpool, sem dúvida, não deveria terminar seu último clássico diante do arquirrival Manchester desta forma. A atitude apresentada pelo atleta não condiz com sua fama de bom-moço.


sábado, 5 de outubro de 2013

Um Salto de Esperança

Imagem extraída de http://www.facebook.com/pages/Arthur-Zanetti/127106330727567

O ginasta Arthur Zanetti conquistou a medalha de ouro no Mundial de Ginástica Artística, realizado em Antuérpia, Bélgica.

Zanetti fez uma exibição considerada "próxima da perfeição" ao marcar 15.800 pontos e conquistou o direito de ficar no lugar mais alto do pódio. O brasileiro teria preparado um "novo elemento" para impressionar os juízes, mas optou por não usá-lo.

Tal feito seria inimaginável se lembrarmos da situação do ginasta há algum tempo atrás. O ginásio onde Zanetti treina não tinha infra-estrutura para acomodar mais alunos e os aparelhos estavam em péssimas condições. O brasileiro, inclusive, teria cogitado defender outro país tamanho o descaso das federações com a modalidade.

A vitória de Zanetti coincide com um momento em que atletas brasileiros se manifestaram contra os dirigentes que permanecem por anos no poder sem oferecer quase nada em troca ao esporte. Se o movimento de Ana Moser, Raí e Guga perseverar, quem sabe a ginástica artística brasileira não ganhe novos adeptos influenciados pelas conquistas de Zanetti e tornem-se novos atletas de sucesso treinando aqui mesmo no Brasil.

Parabéns pela conquista, Arthur! Você triunfou mesmo com todas as adversidades! Que suas conquistas sirvam de exemplo às futuras gerações e que a ginástica artística brasileira tenha uma vida muito longa!

Leia mais:

'Perto da perfeição', Zanetti bate rivais e é campeão mundial nas argolas: http://sportv.globo.com/site/eventos/mundial-de-ginastica/noticia/2013/10/perfeito-arthur-zanetti-desbanca-rivais-e-e-campeao-mundial-nas-argolas.html

Campeão olímpico Arthur Zanetti ameaça defender outro país: http://br.esporteinterativo.yahoo.com/noticias/campe%C3%A3o-ol%C3%ADmpico-arthur-zanetti-ame%C3%A7a-defender-outro-pa%C3%ADs-175545954--spt.html

Estrutura de São Caetano ainda não agrada técnico de Zanetti: http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=51568