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sexta-feira, 22 de março de 2013

Mais um Show da Argentina

A Argentina, pra variar, nos presenteou com mais esta boa exibição. Trocas de passes, criação de oportunidades, poucas faltas e muita vontade. É impressionante como os argentinos, mesmo contra marcações cerradas ou retrancas dignas de um Chelsea não se intimida e luta por cada bola alçada na área.

Óbvio que o destaque foi "La Pulga", Lionel Messi, jogador que alia esforço com habilidade. Ele realmente reúne as melhores características do futebol argentino. Também gostei dos dois laterais (Zabaleta e Rojo), que marcaram e também criaram oportunidades. E olha que não é característica dos laterais fora do Brasil subirem tanto para o ataque. O nosso "brasileiro" Walter Montillo foi esforçado e mostrou-se um bom batedor de bolas paradas, mas apanhou muito dos venezuelanos. Aliás, a Vinotinto jogou (se é que jogou) um futebol horrível, mais preocupado em defender e fazendo muitas faltas. Acho que ficou barato apenas quatro cartões amarelos para Arango e companhia. A zaga, que era um problema há até pouco tempo atrás para a Albiceleste, vem evoluindo, com menos faltas e menos gols sofridos. Tava na hora, né? Ninguém mais aguentava ver Demichelis, Samuel, Burdisso e Zanetti na defesa argentina.

Apesar do esquema ter se mostrado eficiente, não apreciei muito a "troca de posições" entre Messi e Higuaín. Pra mim, Messi é quem deveria jogar aberto pelas pontas e "El Pipita" é quem deveria ser o centroavante, mas Messi é quem teria pedido ao técnico Sabella a mudança...

Espero muito que a Argentina continue jogando futebol nesse nível maravilhoso e conquistem o tri na próxima Copa do Mundo. Vou torcer muito para isso!

O Jogo da Paz

Faz quase dez anos que as guerras que decretaram a fragmentação da antiga Iugoslávia terminaram, mas as feridas deixadas pelo ditador Slobodan Milosevic ainda não haviam cicatrizado. E, por isso, a expectativa para o jogo entre as duas ex-nações da Iugoslávia era muito grande. As confederações de futebol dos dois países até fizeram acordos para que uma única torcida comparecesse aos estádios para que brigas motivadas pelas questões políticas não interferissem no espetáculo.

As equipes, no entanto, demonstraram respeito mútuo e, pelo menos para o campo, não permitiram que as questões políticas interferissem no jogo. Todos se cumprimentaram e respeitaram ao minuto de silêncio dedicado ao um dirigente croata.

No final, prevaleceu a diplomacia e a esportividade, mostrando que duas nações, outrora inimigas, podem se respeitar, ao menos dentro de campo, e que o passado sombrio envolvendo as duas nações está ficando para trás.

Independente do resultado, quero parabenizar as duas equipes pela partida e pela atitude exemplar para as próximas gerações, que poderão desfrutar de um futuro de paz e prosperidade após um passado marcado pelo sangue e pela intolerância.

O JOGO

A partida teve o resultado merecido, afinal a Croácia tinha um time muito mais ofensivo e criativo que o da Sérvia, que é mais conhecida pelos seus defensores do que pelos seus meias ou atacantes, como Vidic, Subotic e Ivanovic.

Lamento apenas que a Hrvatska não ter valorizado a posse de bola, apesar de contar com meias de habilidade razoável, como Rakitic, Modric, Kranjcar e Perisic (este último, não foi convocado para estas partidas). Garanto que se a Croácia tivesse trocado mais passes, certamente teríamos uma partida bem nais tranquila para os Vatreni. O jogo foi decidido muito mais na força física do que na habilidade.

Me impressionou também a participação dos trintões croatas -Srna, Pletikosa, Simunic e Olic- que mostraram que ainda têm muita lenha para queimar apesar de já terem 30 anos ou mais.

Espero que até 2014, os croatas melhorem seu time e consigam repetir (ou mesmo superar) o desempenho de 1998, com Boban, Bilic e Suker. Quanto à Sérvia, lembremo-nos que trata-se de um time predominantemente jovem. Esses garotos ainda vão crescer e amadurecer muito e, quem sabe, dar muitas alegrias a seu sofrido país.