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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Lugano 40 Anos

Imagem extraída de www.facebook.com/diegolugano.org



Completou 40 anos o ex-zagueiro Diego Alfredo Lugano Moreno, ídolo do São Paulo, Fenerbahçe e da Seleção Uruguaia. O ex-defensor teve uma trajetória de muito sucesso e conquistas ao longo dos seus dezoito anos de carreira profissional, mas tudo poderia ter sido diferente.

Lugano teve uma chegada bastante polêmica ao São Paulo. Revelado pelo Nacional do Uruguai, o uruguaio foi contratado pelo então presidente Marcelo Portugal Gouveia sem consentimento do treinador Oswaldo de Oliveira, o que rendeu ao atleta o apelido pejorativo de "jogador do presidente".

O zagueiro foi ganhando espaço com as mudanças de treinador. Lugano não era exatamente um jogador habilidoso, era bastante faltoso e até violento mas compensava com dedicação e raça, características que o fizeram ganhar a simpatia do torcedor. Tais qualidades ficaram evidentes em 2006 quando o jogador quis permanecer em campo mesmo com o nariz sangrando após uma dividida em partida contra o Guarani. A imagem até virou camisa quando o uruguaio retornou ao São Paulo em 2016.

A dedicação de Lugano seria recompensada com títulos, sendo os principais a Liberadores de o Mundial de Clubes, ambos conquistados em 2005. O jogador, àquela altura, já havia se tornado um dos líderes do elenco, atuando como o capitão da equipe na ausência de Rogério Ceni.



Lugano faturou a Libertadores e o Mundial de Clubes pelo São Paulo
(imagem extraída de www.facebook.com/CopaLibertadores)



Os títulos e as boas atuações de Lugano fariam o jogador chegar à Seleção Uruguaia e também à Europa, mais precisamente na Turquia onde assinou com o Fenerbahçe em 2006. Em solo turco, o zagueiro viveria o auge de sua carreira sob o comando de Zico, conquistando quatro títulos nacionais e chegando às quartas-de-final da Champions League em 2008, sendo eliminado pelo vice-campeão Chelsea.

Lugano também faria história pela seleção de seu país. Após uma jornada decepcionante no ciclo 2006, quando a Celeste Olímpica não conseguiu se classificar para o mundial da Alemanha, o jogador seria o capitão do Uruguai durante os dois ciclos seguintes. O zagueiro liderou aquela geração memorável (Godín, Suárez, Cavani, Forlán, Muslera, ...) que tirou o Uruguai da fila de títulos (venceu a Copa América 2011) e que chegou ao quarto lugar na Copa 2010.

O uruguaio ainda teve passagens sem muito brilho por PSG, Cerro Porteño, Málaga, West Bromwich Albion e Häcken antes de voltar ao São Paulo em 2016. Já em fim de carreira e sem a explosão muscular de outrora, Lugano atuou pouco pelo Tricolor. Ele ainda teve o gostinho de faturar um título de pré-temporada (a Florida Cup de 2017) mas sua aposentadoria dos gramados não teve o mesmo brilho do passado. O zagueiro sequer fez questão de um jogo de despedida.

Hoje Lugano continua no São Paulo atuando como superintendente de relações institucionais. O ex-jogador é um dos representantes do clube fora do país. Demonstração de que permanece o amor e o respeito do uruguaio pela instituição embora o ex-defensor tenha enfrentado uma série de problemas no Tricolor, incluindo os desmandos de seus superiores, o jejum de títulos, as oscilações do time e a demissão de seu mentor Diego Aguirre sem o seu conscientimento.

Feliz aniversário, Diego Lugano! Parabéns por todas as suas conquistas e que sua dedicação seja exemplo para todos os jogadores independente do clube que defendem!



Lugano venceu a Copa América pelo Uruguai e ajudou sua seleção a chegar a um
quarto lugar na Copa 2010 (imagem extraída de www.facebook.com/aufoficial)




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A Ausência na Copa das Confederações Fará Bem ao Brasil

Imagem extraída de www.facebook.com/CBF



A Seleção Brasileira teve um ano para ser esquecido em 2015. Mais uma vez fomos bem nos amistosos, mas quando havia algo em disputa, o Brasil sempre se acovardava em campo. Não obstante, fomos eliminados na Copa América e perdemos o direito de disputarmos a Copa das Confederações, competição da qual somos recordistas em títulos.

A extensão dos prejuízos é muito maior do que aparenta. O Brasil não apenas deixa de disputar um título. Sem a vaga na Copa das Confederações (a ser realizada em 2017 na Rússia), o time perde visibilidade e, consequentemente, patrocinadores e jogadores, que poderiam aparecer para emissoras de todo o mundo, lucrando milhões com isto. E a Seleção, obviamente, perde uma oportunidade de se preparar para a Copa do Mundo, a ser realizada no ano seguinte.

Há, por outro lado, algo bom para ser tirado da ausência do Brasil na Copa das Confederações, por mais absurdo que pareça.

O Brasil venceu as três últimas edições da competição, 2005 (Alemanha), 2009 (África do Sul) e 2013 (Brasil). O que deveria ser bom, acabou prejudicando a equipe, pois nas três ocasiões a nossa Seleção disputou a Copa do Mundo nos anos seguintes com excesso de confiança, sempre se apoiando no título do ano anterior. O resultado nem precisamos recordar.

A ausência, portanto, deverá aumentar as cobranças com relação à equipe e incentivá-los a se superarem em campo. Sem um título no ano anterior, os atletas serão obrigados a saírem de sua zona de conforto e se empenharem mais dentro das quatro linhas.

Podemos até utilizar o ciclo de 2002 como exemplo. Na ocasião, o Brasil estava em um verdadeiro caos, chegando a trocar de treinador três vezes. Não obstante, demos vexame na Copa das Confederações de 2001, ficando com um mero quarto lugar.

A Seleção Brasileira, porém, parece ter se motivado com a seca de títulos e deu a resposta em campo no ano seguinte. Não obstante, criou-se uma expectativa menor sobre a possibilidade de ganharmos o Mundial e os atletas tiveram um pouco mais de tranquilidade para jogarem, apesar de toda a badalação que sempre ocorre em torno de nossos jogadores.

Não há garantia de que a Seleção Brasileira fará um bom Mundial em 2018, mas o ambiente criado pela ausência na Copa das Confederações é, sem dúvida, muito mais propício do que se o Brasil tivesse participado e ganhado o título. Os três últimos ciclos estão aí como prova cabal disto.



Imagem extraída de www.facebook.com/CBF



LUGANO

O São Paulo, enfim, anunciou o retorno do zagueiro Diego Lugano. O Cerro Porteño não queria liberar o defensor sem uma compensação financeira, mas os dois clubes chegaram a um acordo. A vinda do Díos seria uma maneira de preencher o vazio deixado pela aposentadoria de Rogério Ceni, afinal o elenco ficaria órfão de um líder e de alguém que tivesse tamanha identificação com o clube para motivar os colegas de dentro de campo. O torcedor tem o direito de comemorar, mas não pode criar uma expectativa muito grande com relação ao zagueiro, afinal ele está com 35 anos e já não tem o mesmo vigor físico de dez anos atrás. Mas que ele tem muito a contribuir com a equipe, com certeza tem.



DIEGO

O Santos sonha com o retorno de Robinho para a Vila Belmiro. Há até uma grande estratégia de marketing planejada para pagar parte dos vencimentos do atacante e lucrar em cima da imagem do jogador. Eu, porém, acho que outro velho conhecido teria muito mais a contribuir com o Peixe neste momento: o meia Diego, atualmente oscilando no Fenerbahçe. Diego tem muita identificação com o clube e poderia suprir uma eventual saída de Lucas Lima. Além disso, ele ainda tem 30 anos e um eventual retorno ao Santos poderia reerguer sua carreira.



WENDELL LIRA

Emocionante a escolha do outrora desconhecido atacante Wendell Lira para o Prêmio Puskás, dedicado ao autor do gol mais bonito do ano. Em uma demonstração de simplicidade e humildade, o jogador desabafou nos microfones e expressou toda a emoção de ter superado ninguém menos que o grande Lionel Messi. Parabéns, Wendell! Dedicaremos um texto a você em breve! Enquanto isso, desfrute de toda a sua fama recém-adquirida que você merece!


domingo, 18 de maio de 2014

Kaká e Lugano Não Vão Salvar a Pátria

Imagem extraída de https://www.facebook.com/SeleccionUruguayadeFutbol

Diego Alfredo Lugano (foto acima) e Ricardo "Kaká" Izecson Leite (foto abaixo) são grandes ídolos do São Paulo, deixaram seus nomes na história do Tricolor e o torcedor são-paulino aguarda ansiosamente o retorno da dupla, sobretudo após os rumores de que o Soberano estaria interessado em repatriar os dois atletas.

Também estou animado com a possibilidade de ver os ídolos vestindo a camisa tricolor mais uma vez, mas um possível retorno da dupla deve ser festejado com prudência e não com euforia.

Kaká fez uma boa temporada em seu retorno ao Milan, mas já está com 32 anos e tem um extenso histórico de lesões no currículo. Lugano, por sua vez, tem imenso prestígio em seu país (é o atual capitão da Celeste), mas já está com 33 anos (faz 34 em novembro), não emplacou em nenhuma outra equipe depois que deixou o Fenerbahçe e é mais raça do que técnica.

A dupla tem nome e é capaz de intimidar alguns rivais graças aos triunfos em suas carreiras, mas é bom lembrar que o auge de suas formas físicas já foi e eles regressariam ao Tricolor muito mais pensando em encerrar suas carreiras do que fazer a diferença em campo.

É claro que muitos atletas experientes fizeram e ainda fazem a diferença em campo aqui no Brasil, como Seedorf, Alex Cabeção, Dida e Ronaldinho Gaúcho, mas não podemos criar uma expectativa exagerada com relação a nenhum jogador por mais vitorioso que tenha sido. Não podemos esperar demais da dupla por mais vitoriosos que tenham sido no passado.

Lugano foi campeão da Libertadores em 2005 -há nove anos atrás- enquanto Kaká faturou a Champions League em 2007 -há sete anos atrás. Eles foram importantes para estas conquistas, mas o tempo infelizmente passa para todos.

A história que Lugano e Kaká escreveram, seja no São Paulo ou em outros times, não se apaga, mas não podemos exagerar na expectativa e acreditar piamente que eles irão repetir aquele passado glorioso. O tempo não costuma ter piedade com os esportistas.


Imagem extraída do Facebook oficial de Kaká- https://www.facebook.com/Kaka