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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

SP(U)FC

Imagem extraída do blog de Juca Kfouri- http://blogdojuca.uol.com.br/



Foi com um misto de espanto e risadas que recebi a notícia de que o presidente e o ex-vice do São Paulo Futebol Clube teriam trocado agressões na manhã de segunda-feira.

Os sites esportivos afirmam que o presidente Carlos Miguel Aidar (à esquerda na ilustração acima) teria sido agredido pelo seu ex-vice Ataíde Gil Guerreiro (direita). Guerreiro deixou o cargo após o ocorrido.

O fato, que pode ser descrito como um misto de tragédia e comédia, resume bem a atual situação do São Paulo.

O clube sempre foi considerado um modelo de administração por suas estratégias de marketing, investimentos em infra-estrutura, por instituir a democracia e a rotatividade no poder em uma época quando os dirigentes absolutistas comandavam o futebol com seus mandatos intermináveis.

A instituição sempre primou por ser um clube elegante e elitista, contrapondo-se aos demais times que tinham mais apelo popular.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/spfc.net/



Nos últimos anos, porém, o Tricolor acomodou-se em suas glórias do passado e tornou-se um clube ultrapassado enquanto os rivais trataram de se modernizar em todos os sentidos.

Não obstante, muitos de seus dirigentes visivelmente passaram a colocar os interesses pessoais acima dos da instituição, justamente como seus colegas do passado faziam nos outros clubes.

O barraco promovido por Aidar e Ataíde deixou evidente como o outrora clube-modelo tornou-se uma instituição como todas as outras. Um clube comum.

O caos político do clube passou a respingar no desempenho da equipe nos últimos anos. O time deixou de brigar por títulos, quase foi rebaixado em 2013 e ainda sofreu com atrasos nos vencimentos neste ano.

Um clube que é considerado grande porta-se como se fosse um time pequeno.

E tornou-se motivo de escárnio, como mostram as ilustrações.



Imagem extraída do blog de Juca Kfouri- http://blogdojuca.uol.com.br/



TCHAU, OSORIO!

Durou quatro meses a passagem de Juan Carlos Osorio pelo Tricolor. O treinador confirmou ontem seu acerto como a Seleção Mexicana e já embarcou para o México. Três nomes são ventilados para substituir o colombiano: o uruguaio Diego Aguirre (ex-comandante do Internacional e ex-jogador do São Paulo), Doriva (atualmente na Ponte Preta, também é ex-jogador do Tricolor e tem identificação com o clube pelos títulos alcançados) e Cuca (atualmente na China, ajudou a montar o elenco que seria campeão da Libertadores em 2005). Os três nomes me agradam, mas eu escolheria Aguirre por estar desempregado atualmente, pelo bom trabalho desempenhado pelo Colorado no primeiro semestre e por ter dado chances à garotada de lá (Valdívia, Rodrigo Dourado, Geferson e outros). O fato dele ser uruguaio também ajuda pois o São Paulo tem muita identificação com tal país. Basta perguntar a Pablo Forlán, Darío Pereyra, Diego Lugano e Álvaro Pereira.



KAKÁ

Com a lesão de Philippe Coutinho, Dunga resolveu convocar Kaká para a disputa dos jogos válidos pelas Eliminatórias da Copa 2018. Ele é bom de bola, mas, com toda a honestidade, Kaká não é o que a Seleção precisa neste momento. O treinador deveria apostar em atletas mais jovens já visando montar um time para a disputa da Copa. Mas como a permanência de Dunga no cargo depende do desempenho da equipe, ele prefere chamar um medalhão visando o resultado a curto prazo para salvar a própria pele.


sábado, 8 de novembro de 2014

Quem Vai Substituir Kaká?

Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc/



Além de conseguir uma vaga para a Libertadores do próximo ano, o São Paulo tem outra grande preocupação para 2015: quem irá substituir Kaká na próxima temporada?

O meio-campista foi cedido por empréstimo pelo Orlando City (clube dos Estados Unidos) até o final de 2014 e, aparentemente, não há como prorrogar o vínculo. Especula-se de que Kaká possa permanecer ao menos durante o primeiro semestre do próximo ano caso o Tricolor se classifique à Libertadores, mas não há garantias de que isto possa acontecer. O São Paulo, portanto, precisa providenciar um substituto para seu grande ídolo.



Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc/



A primeira e mais óbvia opção seria colocar Michel Bastos (foto acima) na vaga de Kaká. O polivalente lateral-esquerdo já mostrou que dá conta do recado todas as vezes em que o camisa 8 esteve ausente. Ele pode atuar nas duas alas e ainda ajuda a marcar. Isso sem falar que a mudança não teria custos aos cofres do Tricolor. Contra Michel, pesa o fato dele ser um tanto faltoso.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/juanromanriquelme10/



Caso o São Paulo realmente queira contratar um substituto, Riquelme (foto acima) seria um excelente nome. Román é experiente, possui qualidade no passe, tem visão de jogo e já ganhou três vezes a Libertadores. Ademais, Riquelme está jogando no Argentinos Juniors, que está disputando a segunda divisão argentina atualmente e a sua contratação, portanto, seria financeiramente viável. Contra o argentino, pesam sua idade (36 anos), suas frequentes lesões e o temperamento forte do atleta.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/MeuGremio/



Valeria, ainda, ficar de olho em clubes que, eventualmente, ficarem fora da Libertadores. Zé Roberto (Grêmio -foto acima), Conca (Fluminense), Dátolo (Atlético-MG) e Aránguiz (Inter) são alguns meio-campistas que estão em boa fase, sabem jogar bola e poderiam vir ao São Paulo atraídos pela possibilidade de se disputar a competição sul-americana caso seus times terminem a competição fora do G4. Os problemas, no entanto, são óbvios: os clubes cobrariam muito caro para liberarem seus ídolos, alguns deles já possuem mais de 30 anos e seus salários não são fáceis de pagar, ainda mais levando-se em conta que o Tricolor sofreu neste ano para manter seu elenco cheio de estrelas. E, obviamente, o São Paulo teria de se classificar a Libertadores antes de fazer uma proposta.

Pode-se, ainda, tentar repatriar algum atleta conhecido, ainda que fosse por empréstimo. Talvez Montillo, Bernard, ou qualquer outro que esteja "sumido" no exterior. Esse tipo de negociação não é fácil e os salários costumam ser elevados, mas os atletas poderiam aceitar em busca de mais visibilidade e, eventualmente, retornarem às suas respectivas seleções. A Copa América é logo aí em 2015. Quem sabe?

Tudo dependerá de como o São Paulo encerrará a temporada 2014. Se o Tricolor cravar seu retorno à Libertadores, o torcedor poderá sonhar alto com boas contratações ou até mesmo com a renovação de Kaká. Do contrário, é melhor recolocar os pés no chão.



Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc/

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A Seleção Precisa de Sangue Novo

Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc/



Dunga voltou a convocar Robinho, que estava esquecido desde a segunda metade da "Era Mano Menezes", e agora Kaká (foto) após lesão de Ricardo Goulart. Os dois são bons de bola -o Robinho é habilidoso e o Kaká sabe pensar uma boa jogada- mas já estão com 30 e 32 anos respectivamente.

O treinador da Seleção Brasileira, aliás, convocou um monte de jogadores cujas idades estão na casa dos 30 anos.

Eu não tenho nada contra os veteranos, muito pelo contrário: tenho muito apreço a eles. Alex Cabeção (Coritiba), Alex Raphael (Inter), Paulo Baier (Criciúma) e os próprios Robinho e Kaká ainda fazem a diferença nos gramados brasileiros apesar de terem 30 anos ou mais.

O problema, no entanto, é que daqui a quatro anos Robinho estará com 34 anos e Kaká terá 36. Isso quer dizer que eles dificilmente terão como jogar a próxima Copa do Mundo. Isto até seria possível -Klose e Buffon disputaram o último mundial com 36 anos e jogaram muito bem- mas é pouco provável que tenham condições físicas para isto. Klose e Buffon, portanto, foram duas exceções, e não regras.

A manutenção destes jogadores nos amistosos significa que farão parte da base da Seleção. Não é errado, mas não é o que o Escrete Canarinho precisa para o momento.

A Seleção precisa se renovar, se reinventar. Tudo o que tentamos nos últimos três mundiais foi em vão. Demonstramos apatia em 2006, jogamos muito mal em 2010 e levamos 7x1 da Alemanha em 2014. Mesmo assim, os cartolas sempre apostaram no mesmo tipo de treinador, que se valem muito mais da "eficiência" do que o ataque ou o jogo coletivo. À exceção da Itália em 2006, os mundiais que o Brasil perdeu foram vencidos por seleções com as características que nos faltaram em campo.

O Brasil, para começar, deveria mudar todo o time e dar uma chacoalhada geral na equipe. Um resultado tão elástico como um 7x1 não se dá por um único erro e sim por uma somação de equívocos que vão desde o goleiro até o presidente da federação. Como não dá para mudar tudo da noite para o dia, o mínimo deveria haver é uma mudança drástica no elenco.

Dunga, na contramão disso tudo, manteve muitos dos atletas que jogaram o mundial e convocou jogadores que dificilmente terão idade para jogar a próxima copa.

Se o objetivo é fazer com que Kaká e Robinho transmitam experiência, então que seja convocado um elenco predominantemente jovem com atletas de 25 anos ou menos e sem os jogadores que disputaram a última copa -esses, a meu ver, já tiveram sua chance de aprendizado e amadurecimento. Poderiam ser testados Renato Augusto, Ganso, Marcos Rocha, Rhodolfo, Manoel, Walter (que não é titular, mas é bom de bola) e outros na mesma faixa de idade.

Ou então, admite que nosso futebol faliu e que não somos mais capazes de formar novos talentos, ficando para sempre presos aos nossos ídolos do passado.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A Volta dos que Já Foram

Imagem extraída do Facebook oficial de Robinho- https://www.facebook.com/robinho/


Robinho, segundo a imprensa, está voltando à Vila Belmiro. Passou por Real Madrid, Manchester City e Milan sem jamais repetir o sucesso com a camisa do Peixe.

Kaká, que surgiu na mesma época, está de volta ao Morumbi. Deixou o Tricolor pela porta dos fundos em 2003, fez muito sucesso no Milan, teve uma passagem sem brilho no Real Madrid, voltou ao Rossonero apresentando alguns lampejos de bom futebol e agora retorna ao clube que o revelou causando boa impressão em sua reestreia.

Elias, sucesso no Timão ao final da década passada, fracassou no Atlético de Madrid e Sporting. Recuperou seu bom futebol no Flamengo em 2013 e agora, de volta ao Parque São Jorge, vem fazendo o sucesso que não teve no Velho Continente.

Os clubes paulistas vêm investindo forte ao repatriar seus antigos ídolos agora na casa dos 30 anos. Robinho está com 30 anos, Kaká tem 32 e Elias possui 29.

Todos estes jogadores enfrentaram altos e baixos na Europa. Agora, retornam ao Brasil em uma missão dupla de reerguerem seus irregulares times e também encerrarem suas carreiras de forma digna.

Nenhum deles fala em aposentadoria, mas sabemos que no futebol o tempo de carreira é curto, efêmero. Muitos já atuam em equipes profissionais com apenas 17 anos e já são considerados "velhos" quando chegam na casa dos 30. Não é uma regra, tanto que muitos grandes atletas continuam fazendo a diferença com bem mais do que 30 anos, como Pirlo, Xavi e Alex Cabeção.

O retorno dos ídolos também é sempre uma grande estratégia de marketing dos clubes. Torcedores sempre se empolgam e lotam os estádios para reencontrarem seus antigos ídolos. Rivais jogam com mais respeito e cautela diante de adversários consagrados. O caso de Alex no Coritiba é um exemplo disto.

Nem sempre os retornos são bem-sucedidos. O São Paulo teve o retorno de Luís Fabiano, o centroavante chegou a ser contestado pelos torcedores durante a crise do ano passado e o Tricolor cogitou negociar o atleta. Ricardinho, em sua segunda passagem pelo Timão em 2006, também foi alvo de vaias do próprio torcedor.

Como será o retorno dos antigos ídolos aos clubes que os projetaram? Só o tempo vai dizer. Sempre escrevo isto no blog, mas o futuro nem sempre corresponde às previsões, mesmo que feitas em bases científicas. Kaká e Elias já deram amostras de que ainda podem fazer a diferença.

domingo, 27 de julho de 2014

Jogando com o Nome

Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc


O São Paulo deve promover hoje a reestreia de Kaká (foto) contra o Goiás, em partida válida pela décima-segunda rodada do Brasileirão 2014. É o retorno do meia após 11 anos longe do Tricolor -o jogador fora negociado com o Milan em 2003.

Pergunta-se: por que o São Paulo traria um jogador caro, com 32 anos de idade, várias lesões no histórico e muitos altos e baixos ao longo da carreira? Kaká é um craque, é verdade, mas decepcionou nos mundiais de 2006 e 2010, além de ter feito exibições apagadas no Real Madrid. De que forma ele poderia contribuir no Soberano?

O primeiro motivo é óbvio: Kaká é bom de bola, mas sua maior contribuição em campo é jogar com o nome. Faz sete anos que ele foi eleito melhor do mundo, mas sua fama ainda impõe respeito em campo por mais tempo que tenha se passado. Os rivais respeitam muito um jogador com a reputação de Kaká e tendem a jogar com muito mais cautela diante de um atleta como ele.

O segundo motivo é o baixo nível do futebol Brasileiro. Kaká já não é mais o mesmo que brilhou em 2007, mas talento não envelhece. Acho que ele ainda pode fazer muita diferença em campo, ainda mais em um campeonato onde o futebol-arte está sendo substituído pelo de resultados. Lembram quando Seedorf jogou no Botafogo entre 2012 e 2013? Ele estava com mais de trinta anos e já era considerado "ultrapassado" em muitos clubes europeus, mas o seu "pouco" em campo foi "muito" nos gramados brasileiros. O volante trouxe valores para o Brasil que estavam esquecidos pelo pragmatismo dos "professores". Penso que Kaká pode fazer o mesmo pelo São Paulo.

Há também o marketing envolvido na contratação. Sabe-se que a presença de jogadores de renome atrai lucro para is clubes e a renda obtida acaba compensando os altos salários destas estrelas. Por que o próprio São Paulo trouxe Adriano em 2008 e Luís Fabiano em 2011? Por que o Corinthians trouxe Ronaldo em 2009 e Pato em 2013? Por que o Santos repatriou Robinho em 2010 e pretende repetir a dose nesta temporada? Porque estes atletas geram receita para as instituições, atraindo patrocinadores interessados em ver as estrelas vestindo suas marcas, vendem muitos produtos relacionados aos atletas e também atraem torcedores para os estádios interessados em ficar próximos aos astros.

Se Kaká vai ou não fazer a diferença nos gramados brasileiros, só o tempo dirá, mas ele deve trazer muitos lucros ao Soberano independente de seu desempenho.


magem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Oi?

Imagem extraída de https://www.facebook.com/fifaconfederationscupbrazil2013/


Era só o que faltava. Depois de defenderem o discurso de "renovação" na Seleção Brasileira para o ciclo da Copa 2014, alguns disseram que foi um "erro" de Felipão não ter levado Robinho, Adriano, Kaká e Ronaldinho Gaúcho para o último mundial.

Dos mencionados, eu levaria apenas Ronaldinho que havia feito uma grande temporada em 2013 e ainda mostra-se em boa forma. Kaká, talvez: ele até fez boa temporada no Milan em 2013-14, mas o clube Rossonero não fez muita força para segurá-lo na negociação com o Orlando e o meio-campista tem um histórico muito grande de lesões. Robinho e Adriano eu não levaria: o Rei das Pedaladas nunca mais foi o mesmo desde que deixou o Santos e o Imperador dificilmente volta aos gramados.

Muitos críticos, aliás, afirmaram que o "excesso de estrelas" em 2006 teria prejudicado a Seleção no mundial da Alemanha. Quando o Brasil caiu diante da França naquele ano, torcedores e comentaristas pediram a saída dos astros, e agora a ausência deles teria prejudicado o desempenho da Canarinho na Copa 2014.

O Brasil jogou mal na última copa e isso é fato. Mas também é fato que Alemanha e Holanda eram equipes muito superiores, tanto pelos talentos individuais, quanto pelo estilo de jogo. Não dá para jogar a culpa apenas em nossa seleção. É preciso reconhecer também os méritos dos adversários.


Imagem extraída de https://www.facebook.com/fifaconfederationscupbrazil2013/

domingo, 18 de maio de 2014

Kaká e Lugano Não Vão Salvar a Pátria

Imagem extraída de https://www.facebook.com/SeleccionUruguayadeFutbol

Diego Alfredo Lugano (foto acima) e Ricardo "Kaká" Izecson Leite (foto abaixo) são grandes ídolos do São Paulo, deixaram seus nomes na história do Tricolor e o torcedor são-paulino aguarda ansiosamente o retorno da dupla, sobretudo após os rumores de que o Soberano estaria interessado em repatriar os dois atletas.

Também estou animado com a possibilidade de ver os ídolos vestindo a camisa tricolor mais uma vez, mas um possível retorno da dupla deve ser festejado com prudência e não com euforia.

Kaká fez uma boa temporada em seu retorno ao Milan, mas já está com 32 anos e tem um extenso histórico de lesões no currículo. Lugano, por sua vez, tem imenso prestígio em seu país (é o atual capitão da Celeste), mas já está com 33 anos (faz 34 em novembro), não emplacou em nenhuma outra equipe depois que deixou o Fenerbahçe e é mais raça do que técnica.

A dupla tem nome e é capaz de intimidar alguns rivais graças aos triunfos em suas carreiras, mas é bom lembrar que o auge de suas formas físicas já foi e eles regressariam ao Tricolor muito mais pensando em encerrar suas carreiras do que fazer a diferença em campo.

É claro que muitos atletas experientes fizeram e ainda fazem a diferença em campo aqui no Brasil, como Seedorf, Alex Cabeção, Dida e Ronaldinho Gaúcho, mas não podemos criar uma expectativa exagerada com relação a nenhum jogador por mais vitorioso que tenha sido. Não podemos esperar demais da dupla por mais vitoriosos que tenham sido no passado.

Lugano foi campeão da Libertadores em 2005 -há nove anos atrás- enquanto Kaká faturou a Champions League em 2007 -há sete anos atrás. Eles foram importantes para estas conquistas, mas o tempo infelizmente passa para todos.

A história que Lugano e Kaká escreveram, seja no São Paulo ou em outros times, não se apaga, mas não podemos exagerar na expectativa e acreditar piamente que eles irão repetir aquele passado glorioso. O tempo não costuma ter piedade com os esportistas.


Imagem extraída do Facebook oficial de Kaká- https://www.facebook.com/Kaka

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Será que a Seleção Ainda Tem Espaço para Eles?

Imagem extraída do Facebook oficial de Kaká- https://www.facebook.com/Kaka

A única grande polêmica para a lista de convocados de Felipão foi o zagueiro Henrique. E só. Dos demais atletas chamados, praticamente nenhum outro foi contestado.

Muitos veículos de imprensa, no entanto, pediram os retornos de Kaká (foto), Ronaldinho Gaúcho e Robinho para a disputa da Copa do Mundo de 2014.

Kaká esteve presente nos mundiais de 2002 (era reserva e ainda jogava pelo São Paulo), 2006 (quando demonstrou muito esforço mas pouco brilho) e 2010 (jogou lesionado e apresentou futebol bem abaixo do esperado).

Ronaldinho foi convocado por Felipão em 2002 (foi um dos principais nomes do time, junto de Rivaldo e Ronaldo) e por Parreira em 2006 (teve desempenho apagado).

Robinho, por fim, esteve presente na Alemanha em 2006 (era reserva de Ronaldo) e na África do Sul em 2010 (era o principal jogador do time, fez seus gols, mas esteve longe de ser unanimidade).

Os três atletas já se encontram na casa dos trinta anos, não foram bem nos últimos mundiais (como pudemos ver), já não têm o mesmo desempenho de outrora (dos três, Kaká é o que está jogando um pouco melhor e apresentou melhor desempenho recente) e já faz algum tempo que o trio não é chamado para algum amistoso.

Por que, então, os três ainda gozam de algum prestígio com a mídia?

Os três jogadores têm muita experiência, seus nomes ainda têm peso (rivais ficariam intimidados ao enfrentarem Kaká e Ronaldinho, que já venceram Champions League e foram eleitos como melhores do mundo) e talento não envelhece. A idade e as lesões limitam o desempenho dos jogadores, mas quem sabe tratar a bola com carinho jamais esquece como fazê-lo.

Admito que eles realmente poderiam acrescentar algo de bom ao grupo, mas o auge de suas carreiras já foi. Eles dificilmente teriam como jogar em uma competição de alto nível como a Copa do Mundo. Suas experiências seriam muito interessantes em amistosos: eles teriam muito a transmitir a Neymar, Lucas ou Philippe Coutinho ao trocar passes com os meninos, mas um mundial não é um evento adequando para troca de experiências.

Dos três, eu convocaria apenas Ronaldinho Gaúcho, que não está mais jogando tão bem no Galo como em 2013, mas ainda é o malabarista da bola que fez até Diego Maradona se curvar. A falta de maestros no grupo de Felipão abriria espaço ao conterrâneo do treinador, que levou apenas o craque Oscar e o winger Willian para a posição.

Muitos que criticaram Kaká, Robinho e Ronaldinho pelos seus desempenhos nos dois últimos mundiais agora clamam por seus regressos. Os atletas têm seus méritos, mas o momento é de colhermos os frutos do processo de renovação da Seleção que se iniciou em 2010.


Imagem extraída do Facebook oficial de Ronaldinho Gaúcho- https://www.facebook.com/RonaldinhoOficial

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A Última Chance de Kaká

Imagem extraída do Facebook oficial do Milan- http://www.facebook.com/ACMilan

Alguém aí pode me explicar por que torcedores e imprensa fazem tanto lobby para que Kaká volte à Seleção Brasileira e jogue a Copa de 2014 aqui no Brasil?

Vou resgatar uma frase do grande Paulo César Caju em sua coluna no extinto Jornal da Tarde: Kaká negou fogo em 2006 e 2010. Alguém acha que em 2014, mais velho e com um monte de lesões na bagagem, ele vai arrebentar?

Reconheço suas qualidades: ele é esforçado e foi eleito o melhor jogador do mundo em 2007, é verdade. Mas agora os tempos são outros. O corpo já não responde como há seis anos atrás quando ele estava no auge, e as seguidas lesões que o atleta sofreu comprometeram o desempenho do esportista.

Muita gente na imprensa culpou o treinador José Mourinho pelo fato de Kaká estar sempre esquentando banco no Real Madrid. Pode até ser verdade, mas o atual treinador, Carlo Ancelotti, manteve o brasileiro no banco. E o técnico italiano gosta do atleta brasiliense, tanto que comandou-o no Milan (quando ambos foram campeões da Champions League em 2007) e também declarou que "poderia dar chances ao seu antigo comandado". Tal fato "inocenta" o português da acusação de estar perseguindo Kaká e deixa claro que o meia já não atua mais no nível técnico esperado e/ou está abaixo dos outros concorrentes pela posição.

Kaká acertou o seu retorno ao Milan na esperança de recuperar a titularidade e a visibilidade, já mirando um retorno à Seleção Brasileira. Fez juras de amor ao clube rossonero e espera corresponder ao carinho do torcedor milanês. E eu também espero que ele realmente consiga, mas, sinceramente, não tenho muitas expectativas sobre o desempenho do meia brasiliense.

Quanto à possibilidade de seu retorno à Seleção Brasileira: o desempenho do atleta nos dois últimos amistosos que ele atuou (contra Itália e contra Rússia) foi muito ruim. Muita gente acredita que falta um camisa 10 para a Seleção e vê em Kaká esse jogador, mas a realidade é outra. O Brasil cria pouco porque o senhor Luis Felipe Scolari, em sua obsessão por defender, coloca pouca gente para armar uma jogada e o pobre Oscar fica sozinho e sobrecarregado na função de armador. Como o atleta do Chelsea é o único capaz de pensar uma jogada, os outros times conseguem matar o Brasil marcando o único armador brasileiro. Foi o que o México fez em 2012 quando nos tirou a medalha de ouro durante as Olimpíadas em Londres. Trocar o Oscar pelo Kaká, portanto, não vai resolver a falta de criatividade de nossa Seleção. A solução correta seria tirar um volante e colocar mais um meia para ajudar o atleta do Chelsea, mas o Felipão jamais fará isso.

Desejo boa sorte ao Kaká em sua volta ao Milan e que ele seja feliz novamente, mas recebo o seu retorno com cautela.

domingo, 5 de maio de 2013

Kaká Já Deu o que Tinha que Dar

Estou aqui copiando o título de um artigo escrito pelo meu "mentor" Paulo Cézar Caju, no finado Jornal da Tarde. O assunto abordado pelo artigo do tricampeão é o mesmo que estou levantando aqui: a insistência de se convocar Kaká para a Seleção Brasileira apesar dele não estar jogando nada no Real Madrid.

Não faço a menor ideia o porquê de alguns jornalistas e torcedores insistirem tanto para que Felipão dê mais chances ao meio-campista. Como bem observou o próprio Caju, Kaká é reserva de Modric que, por sua vez, é reserva de Mesut Özil. Isto foi escrito há uns seis meses atrás e a situação do brasiliense não parece ter mudado muita coisa de lá pra cá...

Kaká jogou na Copa de 2006 e foi o melhorzinho daquele "quadrado mágico" -Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano- inventado pelo então treinador, Carlos Alberto Parreira. O meia foi o mais esforçado dos quatro, mas não foi brilhante e sua atuação foi bem abaixo do esperado. Na Copa de 2010, o desempenho do ex-são paulino foi ainda pior e ele chegou a ser expulso após cair na catimba dos marfinenses, durante um jogo válido pela fase de grupos. Não obstante, Kaká revelou dias após a eliminação do Brasil pela Holanda que estava lesionado e jogou no sacrifício. Será que não era melhor dizer isso logo no começo? Pelo menos, poderíamos trocá-lo por um jogador em melhores condições físicas para agir no setor de criação, que foi o ponto fraco do time de Dunga. Ademais, Kaká colocou em risco a sua própria saúde ao jogar lesionado e sua carreira de jogador poderia ter acabado junto com o sonho do hexa.

O auge de Kaká foi em 2007, quando ganhou a Champions League pelo Milan e foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. De lá pra cá, o atleta parece ter sucumbido às constantes lesões e aparenta já estar em decadência. Talvez sejam verdadeiras as constantes especulações de ele teria se desentendido com o treinador do Real Madrid, José Mourinho, para que o meia tenha poucas chances para jogar, mas é fato que o nível do futebol apresentado pelo brasileiro está abaixo do apresentado por Özil e Modric.

No jogo contra a Rússia, Kaká foi o pior em campo e já demonstra não ter mais fôlego para encarar uma seleção emergente -os russos estão jogando um futebol redondinho e isto se reflete em seu desempenho nas eliminatórias. Ademais, nós temos Oscar, Jadson, Renato Augusto, Willian, Ganso, entre outros para trabalhar na armação de jogadas pelo meio.

Kaká já foi um bom jogador. Não é necessário encerrar a carreira imediatamente, bastaria buscar um campeonato menos exigente ou retornar ao Brasil, mas, do jeito que estão enchendo a bola dele, não duvido que ele encontre outro clube de alto nível interessado em seu futebol. E é bem capaz dele ser convocado para a Copa das Confederações no lugar do ainda funcional Ronaldinho Gaúcho. Azar o nosso.