Mostrando postagens com marcador Lúcio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lúcio. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Nem Tudo o que Acontece no Campo Fica no Campo

Imagem extraída de https://www.facebook.com/BotafogoOficial

Comentários sobre a oitava rodada do Brasileirão apenas amanhã, após o último jogo ser realizado. Mas uma partida da rodada já deixou uma grande polêmica no ar.

O atacante Emerson (foto) do Botafogo acusou o zagueiro Lúcio do Palmeiras de tê-lo chamado de homossexual de maneira pejorativa durante a vitória de 2x0 do Fogão sobre o Verdão em Presidente Prudente. O defensor alviverde negou a acusação e retrucou, relembrando uma suspeita do atacante de estar envolvido no crime de contrabando.

A provocação supostamente feita por Lúcio durante a partida seria referente ao beijo que Emerson deu em um amigo durante o ano passado.

Independente das acusações serem ou não verdadeiras, é discutível até que ponto as provocações em campo podem chegar. Ambas são acusações muito graves, podendo transcender a esfera desportiva e chegar à jurídica.

"Ah, mas é coisa do jogo"!

"Ah, o que acontece em campo fica no campo"!

Não é bem assim, e cada jogador está acusando o outro de cometer um crime. Ou será que preconceito e contrabando não são crimes?

Esse tipo de atitude é preocupante, pode prejudicar os próprios jogadores e, na pior das hipóteses, até os clubes.

Os dois jogadores envolvidos, por sinal, já são bem grandinhos, têm mais de trinta anos nas costas e sabem muito bem o que pode e o que não pode ser feito durante o jogo.

Que os treinadores conversem seriamente com seus atletas a respeito do episódio lamentável envolvendo Emerson e Lúcio. Provocação tem limite e o futebol não está acima das leis de um país.


Leia mais:

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Grandes Investimentos que Não Deram Frutos

Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo FC-
http://www.facebook.com/saopaulofc

Grandes contratações sempre são vistas com bons olhos. Os torcedores sempre ficam empolgados com nomes de peso em seu time de coração, os colegas de elenco vêem a chance de se valorizarem ao lado de atletas consagrados e os dirigentes têm a possibilidade de aumentarem as receitas explorando a imagem dos astros. Grandes nomes mesmo em fim de carreira são sempre bem-vindos nos clubes brasileiros.

Trazer estes atletas, no entanto, sempre tem desvantagens. O valor das transferências é quase sempre muito alto, os salários costumam ser muito elevados e a maioria destes jogadores é sempre muito propensa a lesões. E, em alguns casos, o desempenho dos jogadores nem sempre compensa o investimento, como foi o caso de alguns atletas.

O meu Tricolor trouxe o zagueiro Lúcio como grande contratação para a temporada. O experiente defensor manteve as características que o consagraram, com pouca técnica compensada com muita raça e liderança em campo. O ex-capitão da Seleção Brasileira, no entanto, acabou por se desentender com os treinadores Ney Franco (reclamou por ter sido substituído) e Paulo Autuori (que afastou o atleta do elenco). Não obstante, Lúcio foi considerado culpado pela eliminação do São Paulo ante o Atlético Mineiro na Libertadores deste ano -o jogador foi expulso no jogo de ida em partida válida pelas oitavas-de-final.

O Corinthians pagou fortunas para tirar Alexandre Pato do Milan e Renato Augusto do Bayer Leverkusen. Os dois atletas tiveram um desempenho empolgante no primeiro semestre, mas vem sendo muito contestados nesta segunda metade do ano. Pato é acusado por muitos por fazer marketing demais e gols de menos -o atacante paranaense vem sendo constantemente vaiado pelo próprio torcedor. E a situação piorou com o pênalti perdido contra o Grêmio. Já o meio-campista joga bem, mas vem passando mais tempo no departamento médico do que em campo e já foi chamado de "chinelinho" por alguns torcedores.

O Flamengo repatriou o ex-gremista Carlos Eduardo. O meia, no entanto, não vem sendo aproveitado e já há especulações de que o jogador será devolvido ao Rubin Kazan no final do ano, o que vem gerando grandes polêmicas acerca do destino do atleta.

Houve alguns casos, contudo, em que houve retorno ao clube a longo prazo, como Valdívia no Palmeiras (quem não se lembra quando o Mago foi contestado pelo torcedor por causa das seguidas lesões e das acusações de que o atleta estaria forçando uma saída?), Fred no Fluminense (o jogador perdeu muitos gols e se lesionou muito até merecer sua vaga na Seleção Brasileira) e Ganso no São Paulo (o ex-santista só começou a jogar efetivamente após a vinda de Muricy). Talvez fosse necessário ter um pouco mais de paciência com os atletas mencionados.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Um Líder Também Precisa Ter Humildade

Não podemos menosprezar a história que Lúcio tem no futebol. Projetado no Internacional de Porto Alegre, o brasiliense passou mais de dez anos na Europa. De lá pra cá, ele faturou três vezes a Bundesliga (pelo Bayern München), uma Serie A, uma Champions League e um Mundial Interclubes (pela Internazionale de Milano). O zagueiro também foi campeão pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002 e na Copa das Confederações em 2005 e 2009.

Lúcio, no entanto, passou por maus momentos no São Paulo, seu atual clube. Após ser expulso de maneira infantil contra o Palmeiras, o pentacampeão se desentendeu com o técnico Ney Franco durante a derrota por 2x1 diante do Arsenal de Sarandí. A certa altura, o zagueiro já era reserva e foi cogitado na lista de dispensa do clube.

Nas últimas duas partidas no Paulistão, no entanto, Lúcio viu a chance de limpar o seu nome com o clube. Fez boas exibições contra o Botafogo de Ribeirão Preto e contra o União Barbarense. Dois times fracos, devo ponderar, mas era tudo o que o zagueiro precisava para se reerguer. Ele recebeu a faixa de capitão "por acaso" diante do Botinha, após Fabrício ter sido substituído para não ser expulso. E não a tirou mais. No jogo contra o Pantera, o pentacampeão fez seu primeiro gol e exaltou a união do elenco, demonstrando que o desentendimento estava superado.

Lúcio nunca foi um jogador muito técnico, mas compensa com esforço e com o fato de ser um zagueiro de poucas faltas. E mesmo com o time desmoralizado, ele nunca negou fogo e sempre tentou fazer alguma coisa para reverter um placar desfavorável ou motivar a equipe como um líder. Foi assim contra o derradeiro jogo contra a Holanda na Copa de 2010. Aliás, Lúcio foi um dos poucos jogadores que saiu bem da dramática Copa de 2006, quando chegou contestado pelas exibições ruins, mas mostrou fibra e esforço, contrastando com uma equipe apática que tinha Ronaldo, Adriano, Kaká e Ronaldinho Gaúcho. E ele nunca se envolveu com noitadas ou badalações, e tem pouquíssimas lesões em seu histórico.

Lúcio errou? Sim, ele errou. Mas grandes jogadores também erram, inclusive os "bons moços", que é o perfil no qual o zagueiro se encaixa. Até mesmo Kaká errou ao ser expulso contra a Costa do Marfim, em 2010. Ou São Marcos, que foi expulso após se desentender com um atacante no Paulistão de 2008. Bons moços e líderes também erram. Por que com você seria diferente, Lúcio? Você é tão humano quanto qualquer um deles.

O fato de Lúcio ter reconquistado sua posição mostra que ele teve a humildade de reconhecer seus erros ante os companheiros e o treinador. E, com suas boas exibições, o zagueiro também parece ter conseguido o perdão da torcida.

Parabéns, Lúcio. Errar é humano, mas pedir perdão é demonstração de maturidade e humildade, características que nunca faltaram a você.

Seja sempre assim.