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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Onde Estão os Sucessores?

Imagem extraída de https://www.facebook.com/SadaCruzeiro/



Difícil imaginar a Seleção Masculina de Vôlei sem Bernardinho ou a Feminina sem José Roberto. O carioca dirige nossos meninos desde 2001 enquanto o paulista comanda nossas garotas desde 2003. E eles não demonstram qualquer sinal de cansaço ou desgaste em seus estilos de jogo. Continuamos jogando um bom voleibol e conquistando muitos títulos mesmo com a manutenção dos treinadores durante todos estes anos. Nem sempre são necessárias mudanças no comando para se obter e manter grandes desempenhos no esporte. Alex Feguson e Arsène Wenger que o digam.

Idade também não é problema para a nossa dupla de treinadores vitoriosos. Bernardino está com 55 anos e José Roberto tem 60. A maioria dos nossos treinadores de futebol está nesta faixa de idade, como Muricy, Cuca, Luxemburgo e Felipão. Nossos técnicos, portanto, ainda podem trabalhar por mais um bom tempo no banco de reservas antes de se aposentarem.

Penso, contudo, no que aconteceria caso algum deles resolvesse pendurar a prancheta. Aparentemente, nenhum dos dois faz planos para se aposentar. Eu acreditava, em princípio, que a dupla deixaria a Seleção após os Jogos Olímpicos de 2016 (a serem realizados no Rio de Janeiro), mas isto é improvável levando-se em conta a idade dos treinadores e o fato deles ainda estarem conquistando títulos.

Ainda assim, pensei em eventuais substitutos para a nossa dupla de treinadores multicampeões. Não é fácil substituir técnicos da estirpe de Zé ou Bernardo, sobretudo com o extenso currículo de títulos que a dupla possui. Mas temos boas opções aqui no Brasil caso algum deles resolva pendurar a prancheta.

Para a Seleção Masculina, não há nome melhor que Marcelo Mendez (foto acima). O atual treinador do Sada/Cruzeiro já trabalha com muitos atletas de nossa Seleção (Wallace, Éder, William e Isac) e conhece muito bem a nossa escola de vôlei. O argentino já ganhou todos os títulos possíveis pelo Sada e ele poderia perfeitamente suceder Bernardinho.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/sesisp.volei



Para o feminino, o nome que mais me agrada é o do tranquilo e ponderado Talmo de Oliveira (foto acima). Ele tem experiência em quadra -foi levantador reserva da Seleção Olímpia de 1992, que conquistou o ouro inédito. Mais do que isso, foi atleta de José Roberto em nossa Seleção e, portanto, poderia manter o estilo de seu ex-treinador. Talmo fez uma surpreendente temporada em 2013-14 quando tirou o Sesi da crise e fez o time reagir, conquistando o Sul-Americano e o vice da Superliga.

Poderíamos, ainda, apostar em Luizomar de Moura (foto abaixo), que já trabalha no Molico Nestlé com muitas das atletas de nossa Seleção -Thaísa, Dani Lins, Adenízia e Camila Brait, além de Sheilla, Fabíola, Fê Garay e Tandara que já atuaram no Osasco com Luizomar. O atual treinador do Molico sucedeu José Roberto no próprio clube, conquistou todos os títulos possíveis e já trabalha nas categorias de base de nossa Seleção.

Repetindo: Bernardinho e Zé Roberto jamais apresentaram sinais de que poderiam deixar a Seleção. E nem há motivo para mudanças no comando uma vez que o desempenho das equipes continua bom e produtivo. Mas sempre é bom avaliar alternativas.



Imagem extraída do Facebook oficial do Molico Nestlé- https://www.facebook.com/moliconestle/



SALVEM O MARINGÁ!

O Ziober Maringá (que se chamava Moda Maringá na temporada anterior) pede socorro. A rede de academias, Ziober Brasil, anunciou o fim da parceria com o clube, causando a comoção e mobilização de seus torcedores em busca de um novo patrocinador. Nossos times de vôlei ainda são muito dependentes de seus patrocinadores e o time de Maringá dificilmente terá como disputar as próximas temporadas caso um novo anunciante não seja encontrado. Vamos torcer para que o Maringá consiga um novo parceiro e consiga se manter vivo. Pelo jeito, o levantador e cartola Ricardinho terá muito trabalho assim que voltar de sua temporada na Itália...



ENFIM, JUNTOS!

Imagem extraída de https://www.facebook.com/sesisp.volei

O casal Jaqueline (foto acima) e Murilo, finalmente, poderão voltar a viver juntos na mesma cidade com o pequeno Artur. O Sesi anunciou ontem a contratação da ponteira. Com isso, o maridão também acertou sua renovação com o clube paulista e vai disputar mais uma temporada pelo time da Vila Leopoldina. Isto ficou bom para todas as partes envolvidas... Exceto para o Camponesa Minas (ex-time de Jaque), que perde sua principal atleta.



quarta-feira, 25 de março de 2015

A Espanha Voltará a Ser a de Sempre

Imagem extraída de https://www.facebook.com/SeFutbol



Quando uma geração de atletas é campeã, é muito difícil abrir mão dos jogadores que fizeram parte dela, sobretudo quando o grupo conquista mais do que um título. A geração de Casillas, Xavi, Iniesta, Torres e Villa faturou a Euro 2008, a Copa do Mundo de 2010 e voltou a vencer a Euro em 2012. Foi uma geração que marcou época com seu futebol que combinava beleza e eficiência.

Os mencionados jogadores, contudo, estavam envelhecendo e o Tiki-Taka estava se tornando previsível. Os adversários, com o passar dos anos, encontraram e exploraram as fraquezas do esquema adotado por Luis Aragonés e Vicente Del Bosque. Era necessário renovar o elenco e também modernizar o esquema de jogo para cobrir suas fraquezas.

A Espanha, felizmente, não abandonou totalmente a fórmula que a consagrou entre 2008 a 2012 e continuou investindo nas categorias de base. Muitos garotos talentosos continuaram a serem revelados nas categorias de base dos maiores clubes do país, como Koke, Daniel Carvajal, Munir El Haddadi, Paco Alcácer, entre outros. Tudo que o treinador Vicente Del Bosque precisava fazer é a transição entre o velho e o novo, permitindo que veteranos e novatos trocassem alguns passes e experiências em campo.

A atual Furia ainda conta com muitos atletas daquela geração que faturou o único troféu da Espanha em Copas do Mundo. Muitos jogadores daquele grupo ainda têm lenha para queimar e, provavelmente, estarão em condições de disputar a próxima Copa. São os casos de Sergio Ramos, Piqué, Busquets, Fàbregas e Juan Mata.

Penso que Vicente Del Bosque pode fazer a transição da atual geração para a próxima das seguintes maneiras:



Espanha no 4-2-3-1/4-1-4-1 dependendo da posição de Fàbregas (à esquerda) e no 4-4-2 (direita):
em ambos os casos, a base campeã ficaria mantida, mas já introduzindo alguns jogadores mais
 jovens que se destacaram nas últimas temporadas (obtido via footballuser.com).



A Espanha terá muito menos tempo e oportunidades para introduzir e testar mudanças em suas equipes quando comparado aos times sul-americanos. As seleções europeias têm de disputar as eliminatórias para a Euro 2016 (a ser disputada na França) e depois terá de passar por uma outra bateria de jogos em busca de uma vaga para a Copa de 2018 (a ser realizada na Rússia). Os testes, portanto, terão de ser feitos nos poucos amistosos disponíveis ou nos jogos considerados "mais fáceis".

Há jogadores muito bons para suceder Xavi, Torres, Villa e os outros. A transição e posterior renovação serão tarefas árduas. Basta ver como a Alemanha vem tendo dificuldades para repor as aposentadorias de Klose, Lahm e Mertesacker. É sempre difícil desapegar de uma geração que venceu tudo e que marcou época pelo belo futebol praticado.

O próximo "teste" será na sexta-feira contra a modesta Ucrânia, em partida válida pelas Eliminatórias da Euro 2016. Quem sabe o treinador Vicente Del Bosque não tenha preparado uma boa surpresa para os fãs do futebol-arte.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/SeFutbol



RALA MADRID

Não é só no Brasil que torcedor metido a valentão tem a estúpida ideia de ameaçar jogador. Um grupo de torcedores do Real Madrid -se é que podemos chamá-los assim- resolveu intimar o winger Gareth Bale e o atacante Jesé Rodríguez. Os jogadores foram insultados e tiveram seus carros danificados pelos valentões. Tudo porque o Real perdeu para o maior rival, Barcelona, no último domingo. O zagueiro Sergio Ramos interveio em favor dos companheiros e deu uma dura nos torcedores. Mais: um dos valentões, que era sócio do clube, foi suspenso por sua atitude lamentável. Como dizia aquela antiga propaganda: "Futebol é arte e violência é crime". Torcedor não tem o direito de intimidar jogador, quanto mais agredir ou danificar o patrimônio alheio.



ACORDA, LUIZOMAR!

A vitória ontem do Molico Nestlé sobre o Pinheiros por 3x2 sets valeu a classificação do time de Osasco para mais uma semifinal na Superliga. O desempenho da equipe, contudo não foi bom, com o time estando com o set na mão várias vezes e deixando o Pinheiros encostar. Dessa forma, o Molico perdeu o terceiro set de virada e quase perdeu o tie-break também. O treinador Luizomar de Moura teve grande parcela de responsabilidade novamente, uma vez que não mexeu na equipe quando precisou (a ponteira Gabi, por exemplo, estava errando muito em quadra e, mesmo assim, o técnico insistiu com ela). Ou o treinador aprende com os seus erros, ou então procura outro clube para comandar.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Intenso

Imagem extraída do Facebook oficial do Manchester City- https://www.facebook.com/mcfcofficial/ 



Esperei a semana toda para acompanhar esta verdadeira final dos sonhos da Copa Africana de Nações. As duas melhores seleções africanas -com a licença do Camarões (que tem bons dribladores), da Argélia (que está em boa fase) e do Senegal (que possui grandes jogadores)- enfim teriam um tira-teima para definir quem é o melhor do continente.

Não escondi minha torcida por Gana, mas não fiquei decepcionado com o resultado. Fazia tempo que a geração de Kalou, Gervinho e dos irmãos Touré merecia um troféu para consagrar esta grande equipe. Pena que Drogba, Eboué e Romaric ficaram de fora desta festa.

A Costa do Marfim tem jogadores talentosos. Gervinho e Yaya Touré são jogadores de bola e encantam o torcedor com seus lances. Também gostei das exibições do centroavante Wilfired Bony, considerado o sucessor de Drogba na seleção. Os Elefantes apenas pecam no excesso de força. Os marfinenses cometeram muito mais faltas que os ganeses na final, além de terem levado quatro cartões amarelos contra nenhum dos Estrelas Negras.

Os ganeses, por outro lado, jogam um futebol mais leve, trocam passes e tocam mais a bola ao invés de usarem da correria. Os Estrelas Negras só não jogaram melhor porque os marfinenses tiraram os espaços no meio-de-campo e abusaram dos contra-ataques velozes. Todos os prêmios individuais foram para jogadores ganeses, demonstrando que, embora a Costa do Marfim tenha se sagrado vitoriosa, Gana jogou um futebol melhor.



A estratégia da Costa do Marfim era óbvia: congestionar o
meio-de-campo para dificultar a troca de passes ganesa e articular
contra-golpes pelos lados. Mesmo assim, Gana criou mais chances
de gol e finalizou mais que os Elefantes (obtido via this11.com).



O jogo foi ficando truncado e, inevitavelmente, foi para prorrogação e pênaltis. O cenário de 23 anos atrás -quando Gana e Costa do Marfim se enfrentaram na final da CAN- se repetiu e todos os 11 jogadores de cada time foram obrigados a bater pênalti.

A Costa do Marfim errou as duas primeiras cobranças com Bony e Tallo dando a entender que a taça ficaria com os ganeses pela quinta vez. No entanto,  Acquah e Acheampong desperdiçaram para Gana e os pênaltis foram para as cobranças alternadas.

Nenhum dos lados errava, até que chegou a vez dos goleiros baterem. Barry segurou a cobrança de Razak e o arqueiro marfinense, por sua vez, não desperdiçou. Uma explosão de sentimentos tomou conta dos jogadores de ambas as equipes. Lágrimas de tristeza dos ganeses de um lado, lágrimas de alegria dos marfinenses de outro. O vice-capitão ganês André Ayew chorava copiosamente em sua frustração, comovendo até mesmo os jogadores adversários.

O treinador Hervé Renard libertou-se de sua aparente sisudez, tirou a camisa e fez questão de comemorar com seus atletas. Até arriscou alguns passos com seus comandados. Barry era o mais festejado pela defesa e pela cobrança decisivas.

A geração capitaneada por Yaya Touré, enfim, tem seu merecido troféu e também o reconhecimento que faltava. Muitos deles já têm mais de trinta anos e estão se preparando para se despedir dos gramados, mas mostraram em campo que ainda têm lenha para queimar. Os ganeses ainda são predominantemente jovens: a equipe acabou de ser renovada e seu belo futebol ainda tem muito a evoluir. Esses garotos ainda têm uma longa estrada a percorrer.

A final dos sonhos pode não ter exibido um futebol agradável devido ao jogo truncado, mas não faltaram emoções para recompensar o torcedor que acompanhou a CAN nestas três semanas.

Foi um jogo intenso em todos os sentidos.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/AfricaCupOfNationsOfficial



QUANTIDADE NÃO É QUALIDADE

O Palmeiras trouxe dezoito atletas para a temporada 2015 e trouxe esperanças ao torcedor pelos títulos. O organizado Corinthians, no entanto, precisou de um único lance para resolver o clássico de ontem, quando Victor Hugo errou na saída de bola e permitiu que Danilo fizesse o único gol da partida. O Verdão ainda teve a vantagem numérica em campo com a expulsão de Cássio, mas não conseguiu furar a defesa do Timão e ainda levou mais alguns sustos dos visitantes. Ainda estamos no começo da temporada, mas ficou muito claro que trazer um monte de jogadores não se traduz em resultados.



MUDA, LUIZOMAR!

O Molico deve muito ao treinador Luizomar de Moura pelos feitos do passado, mas o técnico precisa rever alguns conceitos com urgência. Na derrota de ontem para o arquirrival Unilever, o time estava cometendo muitos erros mas o treinador demorou a mexer na equipe. Além disso, as jogadoras do Osasco estão aparentando muita tensão em quadra, e isso não é de hoje. As jogadoras são praticamente as mesmas da Seleção Brasileira (Dani Lins, Thaísa, Adenízia e Camila Brait) e, no time de Zé Roberto, todas jogam com gosto e alegria. Mas no Molico, as meninas demonstram muita apreensão em seus rostos. A oposta Ivna chegou a chorar em uma das partidas da Superliga. Para completar, vi o treinador subindo o tom de voz com suas atletas em um momento em que o time estava bem no jogo. Não precisa disso, professor.



DE NOVO...

Torcedores do Palmeiras e do Corinthians protagonizaram cenas lamentáveis novamente às vésperas do clássico. Eu fui totalmente contra a decisão da Federação Paulista de Futebol de vetar a torcida do Timão no jogo de ontem, mas fica muito difícil não dar razão aos cartolas da FPF quando se vê cenas como essas. Será que um simples jogo de futebol é motivo para tanta violência?