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quarta-feira, 26 de maio de 2021

Mister Europa

Unai Emery faturou o primeiro título da Europa League pelo Villarreal e o
quarto de sua carreira (imagem extraída de www.facebook.com/EuropaLeague) 



Unai Emery fez história na Europa League mais uma vez. O treinador conduziu o Villarreal ao primeiro título na competição. E foi o quarto troféu erguido pelo basco -ele já havia vencido o campeonato outras três vezes pelo Sevilla. A taça, porém, foi conquistada a duras penas em uma partida dramática e que só foi definida nas cobranças alternadas de pênaltis.

O poderoso Manchester United estava do outro lado. Os Red Devils não tinham mais a mesma força do passado mas ainda contavam com um elenco individualmente muito superior ao do Villarreal. E os ingleses estavam com fome de títulos, pressionados por um jejum que dura desde 2017 quando conquistaram a própria Europa League.

O Villarreal repetiu a estratégia utilizada nas semifinais com o time se defendendo e tentando jogar nos contra-ataques em bloco. Surpreendentemente, Unai Emery optou por sacar seu centroavante de referência (Paco Alcácer) para colocar um atacante de mais mobilidade (Carlos Bacca). O Submarino Amarelo não conseguiu se impor fisicamente como fizera diante do Arsenal mas a tática funcionou bem. Os espanhóis ainda jogaram vários minutos com um homem a menos devido ao lateral Foyth, que estava sangrando muito após dividida.

O Manchester adiantou suas linhas e buscou o gol desde o início. Os ingleses pressionavam mas paravam nas duas linhas de quatro espanholas ou no goleiro Rulli. Os Red Devils corriam muitos riscos ao deixar espaços para contra-ataques. E poderiam ter forçado mais jogadas pelo lado esquerdo aproveitando o desfalque de Foyth, mas o Villarreal se defendeu bem.

Não se sabe se isto foi planejado, mas o Villarreal conseguiu cavar muitas faltas ou escanteios próximos à área de De Gea e foi assim que o Submarino Amarelo conseguiu suas melhores chances de gol. Foi em um destes lances de bola parada que o atacante Gerard abriu o placar.



Manchester em 4-2-3-1/4-3-3 adianta suas linhas mas para na
defesa espanhola. Villarreal se defende em 4-4-2 e contra-
ataca em bloco aproveitando os espaços às costas dos 
ingleses (imagem obtida via this11.com) 



O Manchester não desanimou com a desvantagem e retornou para o segundo tempo ainda mais agressivo. Os ingleses continuaram a adiantar suas linhas e, após uma confusão na área, conseguiram empatar com um gol chorado de Cavani.

Unai Emery errou ao substituir o atacante Bacca pelo volante Coquelin logo após sofrer o gol. Com isso, o Villarreal perdeu contundência e permitiu o crescimento do Manchester United. Pensei, por um instante, que os espanhóis estavam satisfeitos com o empate. Porém...


Villarreal, em 4-2-3-1, recua após sofrer o gol e mantém apenas
Gerard próximo à área de De Gea. Manchester aproveita o recuo
adversário e aumenta a pressão (imagem obtida via this11.com)



Unai Emery, após a metade da segunda etapa, corrige o erro que cometera e coloca mais um atacante (Alcácer) além de oferecer descanso para os laterais e para o meia Trigueros. Com isso, o Villarreal passa a adiantar suas linhas e buscar o gol de desempate.

O Manchester, sem nenhuma substituição, parece ter se cansado na metade do segundo tempo e permite a pressão do Villarreal. Apenas no início da prorrogação o treinador Ole Gunnar Solskjær faz sua primeira substituição tirando o atacante Greenwood para a entrada do volante Fred.

A pressão do Villarreal, porém duraria somente durante o primeiro tempo extra. Esgotados, os dois treinadores fazem suas últimas substituições pensando nos pênaltis e os dois times deixam o tempo passar até o apito final.



Villarreal, em 4-4-2, adianta suas linhas e aproveita o cansaço dos
ingleses para pressionar. Manchester, em 4-1-4-1 até ensaia uma
reação no tempo extra, mas falta pernas aos seus jogadores
(imagem obtida via this11.com)



O jogo vai para os pênaltis mas nenhum batedor erra as cobranças. A decisão vai para as alternadas e quase todos os onze titulares de cada time convertem. O drama persiste até que De Gea chuta a bola nas mãos de Rulli e o Villarreal conquista seu primeiro título na Europa League.

O Villarreal faz história com seu primeiro troféu na competição. O elenco, bastante modesto e condizente com o orçamento do clube, faz frente aos adversários mais abastados e mostra que dinheiro ou um time recheado de estelas não oferecem garantia de títulos. De quebra, o Submarino Amarelo termina a Europa League invicto.

Manchester United vê a pressão aumentar com o vice. Não será surpresa que o elenco seja renovado para a próxima temporada e que o treinador Ole Gunnar Solskjær deixe o clube -eu discordo de ambas as medidas, mas o jejum de títulos deve forçar os dirigentes a tomar tais atitudes.

Unai Emery, mais uma vez, mostrou que tem estrela na Europa League. O basco conquista seu quarto troféu na competição e merece ser chamado de "Mister Europa" pelo seus feitos. O treinador e a Liga Europa parecem ter sido feitos um para o outro...



Imagem extraída de www.facebook.com/EuropaLeague




quinta-feira, 6 de maio de 2021

A Revanche de Unai

Imagem extraída de www.facebook.com/EuropaLeague



Unai Emery era o treinador do Arsenal até novembro de 2019. O basco recebera a missão de suceder o longevo Arsène Wenger no comando dos Gunners mas não conquistou nenhum título, não conseguiu recolocar o time londrino na Champions League e acabou demitido no mencionado período. Por ironia do destino, o técnico reencontrou seu ex-clube na temporada seguinte em um jogo decisivo.

O Villarreal havia construído uma vantagem de 2x1 no Estadio de La Cerámica há uma semana. Poderia ter ampliado aproveitando a superioridade numérica e o baque do Arsenal, mas o treinador optou por "administrar".

O Arsenal, precisando reverter o placar, foi mais agressivo, adiantou linhas, pressionou e até conseguiu infiltrar no ferrolho amarelo. A presença de Aubameyang obrigou os visitantes a se desdobrarem na marcação. Faltou, porém, tranquilidade aos londrinos que perderam muitas chances claras de gol.

O Villarreal, sabendo da necessidade do rival, se limitou a defender e, esporadicamente, articulava contra-ataques. Os espanhóis conseguiam se impor fisicamente sobre os ingleses e tiravam os espaços adversários ora adiantando linhas, ora se fechando na área. Tiveram o azar de perder Chukwueze ainda no primeiro tempo mas conseguiram segurar o ímpeto londrino.



Arsenal, em 4-3-3, adianta suas linhas, usa Aubameyang para
"distrair" a zaga rival e consegue infiltrar pelas pontas, mas o
time peca nas finalizações. Villarreal defende em 4-4-2 com
Chukwueze (posteriormente substituído por Pino) recuando para
o meio-de-campo e contra-ataca em bloco com todos os
jogadores avançando (imagem obtida via this11.com)



O treinador Mikel Arteta, em princípio, manteve a formação no segundo tempo mas a urgência pelo resultado obrigou o treinador a encher o time de atacantes -Nketiah, Willian e Lacazette. Inexplicavelmente, o basco tirou Aubameyang. O Arsenal criava mais chances mas continuava a pecar nas finalizações, seja pelo nervosismo ou pela falta de sorte.

O Villarreal foi ainda menos contundente no segundo tempo e praticamente se limitou a marcar. Os espanhóis mantinham a estratégia de preencher o campo para dificultar a troca de passes adversária ou recuar em duas linhas de quatro.

O Submarino Amarelo faz uma partida correta, administrando o resultado e sem correr riscos. Estão na final com méritos e terão a chance de conseguir um título internacional pela primeira vez. Arsenal paga pelo conservadorismo de Mikel Arteta que, inexplicavelmente, decide poupar seus melhores jogadores em uma decisão. Os Gunners não tem mais chances de títulos na temporada e a vaga para a Champions League 2021-22 é praticamente impossível.

Unai Emery tem sua revanche sobre seu ex-clube. Mesmo contando com um elenco com menos recursos, conseguiu travar sua ex-equipe e seu time foi competente em aproveitar as chances obtidas. De quebra, o basco faz história pelo Villarreal e tem a chance de obter seu quarto troféu na Europa League.



Imagem extraída de www.facebook.com/EuropaLeague




quinta-feira, 29 de abril de 2021

A Culpa Foi dos "Professores"

Imagem extraída de www.facebook.com/EuropaLeague



Um tempo para cada lado graças a um erro de cada time. Assim podemos resumir a partida no Estadio de La Cerámica que terminou com vitória para os donos da casa pelo apertado placar de 2x1, mas que poderia ter sido ainda maior se o Villarreal aproveitasse as vantagens que possuía em todos os sentidos.

O Arsenal foi a campo com uma formação totalmente estranha, com Saka (que atua pela esquerda) e Pépé (que joga pela direita) em lados trocados. É fato que os Gunners estavam sem muitos jogadores importantes e que Aubameyang ainda inspirava cuidados após ser diagnosticado com malária. Mas nada justificava ao treinador Mikel Arteta inventar em um jogo decisivo.

O Villarreal tratou de fazer o mando de casa valer. O Submarino Amarelo não deu espaço para o Arsenal jogar, seja no campo de ataque ou no de defesa. Não tardou para o lateral Foyth armar um contra-ataque que culminou em gol de Trigueros logo aos quatro minutos do primeiro tempo.

O gol parece ter desnorteado o Arsenal que aceitou a marcação adversária e ofereceu muitos espaços para o Villarreal jogar. O segundo gol, dos espanhóis saiu naturalmente após cobrança de escanteio. Os Gunners ainda tiveram um pênalti corretamente anulado após mão na bola de Pépé. Fora esse lance, o Submarino Amarelo praticamente não foi ameaçado pelos ingleses durante a primeira etapa.



Villarreal adianta suas linhas e sufoca o Arsenal. Confusos, os ingleses
não encontram espaços e também não ameaçam os espanhóis. E a falta 
de um homem de referência na área é sentida pelos Gunners (imagem 
obtida via this11.com)



No segundo tempo, foi a vez do treinador do Villarreal, Unai Emery, errar ao trocar o atacante Paco Alcácer pelo volante Francis Coquelin. Inicialmente, parecia que a escolha havia sido acertada, visto que Ceballos, do Arsenal, foi expulso logo no reinício do jogo.

O recuo do Villarreal, no entanto, deu espaços para que o Arsenal, mesmo com um homem a menos, espremesse os donos da casa e conseguissem diminuir em gol de pênalti. Não obstante, o volante Étienne Capoué foi expulso e a vantagem numérica do Submarino Amarelo se foi.

Arteta, que havia errado na escalação inicial, se redimiu colocando Aubameyang e o gabonês, por pouco, não empata a partida logo em seu primeiro lance. E o africano não deu tranquilidade para o goleiro Rulli no restante do confronto.

O Arsenal sai derrotado do Estadio de La Cerámica, mas o gol de Pépé mantém os ingleses com esperanças na próxima semana, sobretudo com a regra do gol fora de casa. Que Arteta aprenda a lição que jogo decisivo não é o momento para se fazer experiências.

O Villarreal sai vitorioso mas perdeu a chance de "matar" a partida. Unai Emery deveria ter mantido a pressão por mais alguns minutos antes de mandar Coquelin a campo. O Submarino Amarelo desperdiçou uma vantagem gigantesca e isto pode pesar na partida de volta.

Os erros dos "professores" definiram os rumos desta semifinal na Europa League. Que os treinadores reflitam profundamente a respeito deles e possam colocar em prática seus respectivos aprendizados durante a próxima semana.



Imagem extraída de www.facebook.com/EuropaLeague




sábado, 29 de agosto de 2015

O Caminho Até Milão

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefachampionsleague/



Olá, queridos leitores e leitoras!

Andei ocupado nesta semana e mal tive tempo de postar aqui no blog.


Ocorreu nesta quinta-feira o sorteio para a fase de grupos da Champions League 2015-16. Desta vez, houveram algumas mudanças nos critérios para a escolha dos cabeças-de-chave, com os times campeões nas ligas de maior relevância (segundo o ranking da UEFA) mais o detentor do título (no caso, o Barcelona) sendo escolhidos para encabeçar os grupos.

Os grupos, de modo geral, estão bastante equilibrados e com poucas chances de haver zebras ou surpresas nas oitavas-de-final.

Será que o seu time favorito avança ao mata-mata? Fiz uma breve análise das equipes. Lembrando que a janela de transferências de jogadores ainda está aberta e há possibilidades de mudanças nas equipes.



GRUPO A- PSG (França), Real Madrid (Espanha), Shakhtar Donetsk (Ucrânia) e Malmö (Suécia):

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefachampionsleague/

Muitos comentaristas consideraram esta chave como "o grupo da morte", mas eu não o enxergo desta forma. O Shakhtar Donetsk perdeu muitos atletas importantes na última janela de transferências (Luiz Adriano, Fernando e Douglas Costa) e passa por alguns problemas devido aos confrontos na Crimeia, o que custou o título no Campeonato Ucraniano. Assim sendo, PSG e Real devem avançar sem grandes prolemas às oitavas, o Shakhtar deve ir à Europa League e o Malmö vem apenas a passeio.

Palpites: Real (1º), PSG (2º), Shakhtar (3º) e Malmö (4º)



GRUPO B- PSV (Holanda), Manchester United (Inglaterra), CSKA (Rússia) e Wolfsbrug (Alemanha):

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefachampionsleague/

Ser cabeça-de-chave nem sempre é uma vantagem. Que o diga o PSV, que é o time mais fraco da chave. Sorte para o Manchester United, que deve ficar com a liderança sem grandes dificuldades. Wolfsburg e CSKA devem brigar pela segunda posição, com vantagem para os Wolfë, que possuem um elenco tecnicamente melhor.

Palpites: Manchester United (1º), Wolfsburg (2º), CSKA (3º) e PSV (4º)



GRUPO C- Benfica (Portugal), Atlético de Madrid (Espanha), Galatasaray (Turquia) e Astana (Cazaquistão):

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefachampionsleague/

Grupo equilibrado, com três times (Benfica, Atlético e Galatasaray) tendo chances reais de terminar na liderança. O Atlético, a meu ver, possui um elenco melhor e um treinador (Simeone) capaz de fazer a diferença. Benfica e Galatasaray brigam pela segunda vaga. Acredito que os Encarnados têm mais elenco e futebol para avançarem, mas podem ter problemas com a mudança de treinador (saiu Jorge Jesus e chegou Rui Vitória). O Astana deve vir apenas a passeio.

Palpites: Atlético (1º), Benfica (2º), Galatasaray (3º) e Astana (4º)



GRUPO D- Juventus (Itália), Manchester City (Inglaterra), Sevilla (Espanha) e Borussia Mönchengladbach (Alemanha):

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefachampionsleague/

Teremos briga boa neste grupo, com os quatro times tendo possibilidades reais de avançarem. O City começou bem a temporada na Premier League (com direito a goleada sobre o Chelsea), fez grandes contratações (Sterling, Otamendi e, talvez, De Bruyne) e tem melhores chances de terminar na ponta. A Juve, por outro lado, perdeu muitos atletas importantes (Tévez, Pirlo e Vidal) e os reflexos disto já apareceram na temporada, com direito a tropeço em casa para a Udinese. O Sevilla também perdeu jogadores importantes (Aleix Vidal, Mbia, Bacca, ...), mas contratou bem e deu amostras na UEFA Super Cup de que pode surpreender, combinando técnica e raça. O Mönchengladbach, em princípio, é o time mais fraco da chave, mas também possui muitos jogadores bons à disposição.

Palpites: City (1º), Sevilla (2º), Juventus (3º) e Mönchengladbach (4º)



GRUPO E- Barcelona (Espanha), Bayer Leverkusen (Alemanha), Roma (Itália) e BATE Borisov (Belarus):

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefachampionsleague/

O atual campeão Barça caiu em um grupo sem rivais de peso e deve terminar na ponta sem problemas. Bayer e Roma estão mais ou menos no mesmo nível técnico, mas vejo os Giallorossi um pouco melhores que o Leverkusen, visto que os italianos contrataram mais e tiveram menos perdas que os alemães. O BATE entra como azarão.

Palpites: Barcelona (1º), Roma (2º), Bayer (3º) e BATE (4º)



GRUPO F- Bayern München (Alemanha), Arsenal (Inglaterra), Olympiacos (Grécia) e Dinamo Zagreb (Croácia):

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefachampionsleague/

O Bayern deve ficar com a ponta e o Arsenal com a vice-liderança. Devemos ter uma briga interessante pela vaga da Europa League, com a tradição do Olympiacos enfrentando o bom elenco do Dinamo Zagreb.

Palpites: Bayern (1º), Arsenal (2º), Olympiacos (3º) e Dinamo Zagreb (4º)



GRUPO G- Chelsea (Inglaterra), Porto (Portugal), Dinamo Kyiv (Ucrânia) e Maccabi Tel-Aviv (Israel):

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefachampionsleague/

Se o Chelsea começou a temporada com o pé esquerdo (derrota para o Arsenal na Community Shield e dois tropeços na Premier League), os Blues não têm do que reclamar em seu grupo na Champions. Porto e Dinamo Kyiv (ou "Kiev") brigam pela segunda vaga, com vantagem para os Dragões. O Maccabi é o azarão do grupo.

Palpites: Chelsea (1º), Porto (2º), Dinamo Kyiv (3º) e Maccabi (4º)



GRUPO H- Zenit (Rússia), Valencia (Espanha), Lyon (França) e Gent (Bélgica):

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefachampionsleague/

Será que o elenco milionário do Zenit (quase todos ex-atletas de times portugueses) é páreo para o toque de bola do Valencia e para a ousadia do Lyon (que ficou à frente do "novo rico" Monaco e deu trabalho ao PSG)? Acredito que os três times mencionados têm chance de avançarem, com vantagem para os Che e para os russos. O belga Gent vem a passeio.

Palpites: Valencia (1º), Zenit (2º), Lyon (3º) e Gent (4º)



EFEITO ROGÉRIO

Contrariando as expectativas, o São Paulo derrotou o Ceará no Castelão com autoridade. O Vozão, que podia até perder por 1x0, perdeu a cabeça diante do toque de bola Tricolor e teve um jogador expulso. O maior responsável pela reação paulista, contudo, foi o líder Rogério Ceni que tratou de injetar ânimo na outrora apática equipe. Com o goleiro em campo, o São Paulo pareceu um outro time.



MÁQUINA AURINEGRA

Tudo bem que o adversário era o fraquinho Odds da Dinamarca, mas o Borussia Dortmund deu um verdadeiro espetáculo na Europa League ao golear os rivais por 7x2. Pelo jeito, a mudança de comando fez muito bem aos Aurinegros e a equipe de Dortmund segue com 100% de aproveitamento na temporada. Será que o reinado do Bayern chega ao fim em 2015-16?



LIÇÃO AOS "PROFESSORES"

Assisti ao confronto entre Villarreal e Espanyol, válido pela 2ª rodada do Campeonato Espanhol. Os visitantes abriram o placar, mas se preocuparam apenas em segurar a vantagem ao invés de buscarem jogo. Acaboram levando um duro castigo e o mandante, que foi mais ofensivo e teve mais posse de bola, virou para 3x1. Os "professores" daqui deveriam assistir ao VT desta partida, afinal a grande maioria deles age de maneira semelhante ao treinador do Espanyol.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O Futebol Fica Mais Pobre Sem Riquelme

Imagem extraída de https://www.facebook.com/juanromanriquelme10/



Lamentei muito a aposentadoria do meia Juan Román Riquelme, anunciada no último domingo. O jogador de 36 anos estava atuando pelo Argentinos Juniors (clube por onde ele já havia tido uma passagem nas categorias de base) e decidiu se aposentar logo após ter ajudado o time a retornar à Primeira Divisão.

Riquelme teve passagens por muitos clubes, incluindo o Boca Juniors, o Barcelona, o Villarreal e o Argentinos Juniors. Pela Seleção Argentina, jogou de 1997 a 2008, mas disputou uma única Copa do Mundo, a de 2006 na Alemanha. Os títulos mais importantes de sua carreira foram três Libertadores (2000, 2001 e 2007 pelo Boca), um Mundial Interclubes (2000 pelo Boca), cinco títulos argentinos (1998, 1999, 2000, 2008 e 2011 pelo Boca) e uma medalha de outro olímpica (em 2008 pela Seleção Argentina).

O craque ficou conhecido pela qualidade ímpar de seus passes e pela sua exímia visão de jogo. Infelizmente, Riquelme também era conhecido pela personalidade forte e, frequentemente, se desentendia com os treinadores. Foi assim com Louis Van Gaal no Barcelona e com Diego Maradona na Seleção Argentina.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/juanromanriquelme10/



Riquelme é um tipo de jogador cada vez mais raro no futebol, como disse o compatriota Juampi Sorín. Faltam atletas da qualidade de Román, aqueles meias que organizam o jogo como poucos e podem ser chamados de maestros. O futebol está cada vez mais valorizando o aspecto físico em detrimento ao talento. Os meias capazes de pensar o jogo estão dando lugar aos brucutus que só correm ou dão trombada. E criação de oportunidades só em bola parada.

Nesse cenário, o futebol sempre lamenta toda vez que um artista do quilate de Riquelme, Alex Cabeção ou Zidane pendura as chuteiras. Isso significa menos um craque para alegrar o cada vez mais árido futebol moderno.

Eu ainda gostaria de ver Riquelme em campo por mais alguns meses, pelo menos até julho deste ano. Tinha esperanças de ver Román disputando a Libertadores mais uma vez -independente de qual clube ele estivesse defendendo- e, quem sabe, vê-lo em uma última Copa América, transmitindo um pouco de experiência aos garotos da Albiceleste e trocando alguns passes com o grande Messi. E olha que a Seleção Argentina ainda sente a ausência de um jogador como Riquelme.

Riquelme, meus profundos agradecimentos por tudo o que fez pelo futebol. O esporte sentirá muito a sua ausência. Faltam jogadores como você, que se destacam pela inteligência e talento ao invés dos músculos ou da estatura.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/juanromanriquelme10/



Leia mais:

ESPN- Riquelme anuncia aposentadoria: 'Decidi não jogar mais futebol': http://espn.uol.com.br/noticia/478733_riquelme-anuncia-aposentadoria-decidi-nao-jogar-mais-futebol




EU TENHO ORGULHO DO NOSSO HANDEBOL!


Imagem extraída de https://www.facebook.com/CbHbConfederacaoBrasileiraDeHandebol


Infelizmente, a Seleção Masculina de Handebol parou nas oitavas diante da fortíssima Croácia. A Seleção Masculina teve muita dificuldade para se classificar ao mata-mata (foram três derrotas e duas vitórias na fase de grupos) e acabou cruzando com a Hrvatska, que possui um título na competição e dois ouros olímpicos. O Brasil, no entanto, caiu de pé e deixa a competição de cabeça erguida. Nossa Seleção não vendeu barato suas partidas e, por muito pouco, não consegue passar pelos enxadrezados -perdeu por 26 x 25, apenas um gol de diferença. Parabéns ao treinador Jordi Ribera e aos jogadores pelo esforço e também por terem representado muito bem a nossa nação em Doha! Se o técnico e o elenco utilizarem bem a experiência adquirida no Catar, poderemos até sonhar com medalhas nos próximos anos.



A RAIZ DO PROBLEMA

Na edição de ontem do diário Lance, os dois articulistas -Eduardo Tironi e Flávio Garcia- demonstraram a mesma preocupação com a Copinha, bem como o aproveitamento das categorias de base pelos clubes. Coincidentemente, foi o mesmo assunto que abordei ontem aqui no blog. Fico feliz em saber que há mais pessoas que compartilham da mesma opinião e, principalmente, demonstram preocupação com o futuro de nossos meninos. E ainda acrescento: estamos perdendo talentos simplesmente porque não os aproveitamos e, ainda por cima, deixamos pessoas mal-intencionadas fazerem a cabeça de nossos garotos. Não a toa, várias promessas de nosso futebol nunca passam de promessas...