Mostrando postagens com marcador Arsène Wenger. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arsène Wenger. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Libertando os Monstros

Imagem extraída de https://www.facebook.com/aufoficial/



Foi noticiado ontem que o lateral uruguaio Martín Cáceres sofreu um acidente de carro na última segunda-feira. O atleta guiava um automóvel de marca Ferrari quando bateu em um ponto de ônibus. Suspeita-se de que o jogador estava sob efeito de álcool no momento do acidente.

O caso de "El Pelado" não foi o primeiro desse tipo. Antes do uruguaio, muitos outros atletas também se envolveram em acidentes com seus carros de luxo.

Pergunta-se: por que tantos atletas se envolvem em acidentes com seus carros de luxo? Por que pessoas que têm acesso a tudo na vida se vêem nesse tipo de situação?

A resposta, muitas vezes, está justamente nesta última frase: ter acesso a tudo na vida.

Já expliquei em outros textos que muitos dos jogadores têm origem humilde. Eles, porém, acabam enriquecendo muito jovens no futebol. O passe de alguns garotos de 15 anos pode chegar facilmente aos milhões de dólares.

O dinheiro abre as portas de todo um universo ao qual os atletas não tinham acesso enquanto eram pobres. Eles vêem a possibilidade de adquirir carros esportivos de luxo, relógios de ouro, celulares de última geração, roupas de grife, ... Você tem a sensação de pode fazer tudo e de que nada pode detê-lo. O dinheiro é poder.

O poder, porém, é capaz de corromper até mesmo a mais nobre das almas. A sensação de invencibilidade faz com que a pessoa passe a tomar atitudes erradas acreditando que têm o direito de fazê-lo e que seguirão impunes por isso. É o mesmo tipo de sentimento que leva algumas autoridades a abusarem de suas posições.

Posso dizer por experiência própria como o dinheiro (e o poder) liberta os monstros que vivem dentro de nós. Quando ganhei minha primeira bolsa, tornei-me arrogante e preocupado apenas em satisfazer meu próprio ego.

Se Martín Cáceres errou, que pague pelos seus erros. O atleta já foi punido pela Juventus, seu clube atual. Mas o caso do atleta cabe a reflexão: será que estamos preparando nossos jogadores, quase todos jovens, para uma vida adulta de responsabilidades? Será que toda a fama e privilégios que eles possuem não está transformando seres humanos em monstros?



Imagem extraída do Facebook oficial da Juventus- https://www.facebook.com/Juventus/



BARCELONA

Comemorei até não mais poder a virada do desfalcado Barcelona sobre os brucutus do Bayer Leverkusen. Esse time alemão já havia abusado da deslealdade na temporada passada contra o Atlético de Madrid. E contra o Barça não foi diferente, com os alemães levando três cartões amarelos e se defendendo até não poderem mais. O Leverkusen abriu o placar, mas o time catalão foi valente e ofensivo até o final, encurralando o Bayer e virando o jogo para 2x1.



ARSÈNE WENGER

Gosto muito de Arsène Wenger, mas ele teve muita culpa na derrota em casa diante do Olympiacos. O treinador modificou demais a equipe em relação àquela que goleou o Leicester City fora de casa no sábado. Mertesacker, Čech, Ramsey e Monreal foram todos para o banco. O rodízio se justificaria caso a equipe estivesse muito desgastada ou disputando as Copas da Inglaterra. O Arsenal agora vai ter que suar a camisa se quiser recuperar os pontos perdidos. E o próximo rival é o poderoso Bayern München.



CHAMPIONS

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefachampionsleague/

Estes foram os placares dos jogos de ontem, todos válidos pela segunda rodada da fase de grupos da Champions. Além da derrota do Arsenal, val destacar as outras "zebras", como o BATE Borisov que derrotou a Roma, o Porto que superou o Chelsea e o Valencia que venceu o Lyon e pleno Stade de Gerland. O Bayern München vai confirmando seu favoritismo, aplicou uma senhora goleada no Dinamo Zagreb e segue com 100% de desempenho na competição.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Wenger, o Imortal

Imagem extraída do Facebook oficial do Arsenal- https://www.facebook.com/Arsenal



Boa tarde, queridos leitores e leitoras!

Aproveitei o feriado de Páscoa e tirei uns dias de folga do blog! É sempre um prazer imenso escrever aqui, mas é importante aproveitarmos esses momentos para sairmos um pouco da rotina.


Motivos para os diretores do Arsenal demitirem o treinador Arsène Wenger (foto) nunca faltaram. Há anos, os Gunners têm sido coadjuvantes na Champions League, a equipe londrina viveu um grande jejum de títulos (de 2005 a 2014) e o time quase sempre encontra dificuldades para superar rivais de peso. Isso sem falar que ele já está com 65 anos. Então, por que Wenger continua à frente do Arsenal a despeito de todos os argumentos que existem contra o técnico francês?

A confiança que o Arsenal tem com Wenger é comparável àquela que o Manchester United tinha com o aposentado Sir Alex Ferguson. É uma relação que ultrapassa o profissionalismo.

Wenger comete erros, mas seu acertos são muito mais valorizados. Bem diferente da cultura brasileira, que demite treinador com 77% de aproveitamento. Se o francês trabalhasse no Brasil, sua cabeça já teria rolado após aquela eliminação diante do Monaco.

Wenger viveu uma das fases mais vitoriosas da história do Arsenal, no começo dos anos 2000, com aquele timaço que contava com Thierry Henry, Gilberto Silva e tantos outros. O auge se deu em 2006 quando a equipe foi vice-campeã da Champions League.

O estilo de futebol do Arsenal permanece moderno, com muito toque de bola, jogo coletivo e lances bonitos. Dá gosto ver jogadores como Ramsey e Özil desfilando seus talentos no gramado. É um contraste ver que um treinador de 65 anos permanece atualizado mesmo com tantas mudanças no futebol ao longo dos anos.

A prova cabal do acerto dos dirigentes do Arsenal se deu neste final de semana com os Gunners goleando o Liverpool por 5x1. O Arsenal sempre foi tido como "azarão" nos clássicos e tratou de dar a resposta na bola. Antes disso, já havia derrotado o City (na Premier League)  e o United (na FA Cup) neste ano. Uma vitória poderia ser mera obra do acaso, mas três triunfos em clássicos não.

Falta aos dirigentes brasileiros justamente compreender por que Wenger está há anos à frente do Arsenal apesar dos altos e baixos. Treinador precisa de estabilidade e tranquilidade para montar uma equipe. Esse negócio de trocar de treinador o tempo todo e ficar fazendo pressão por resultados a curto prazo são claras demonstrações de incompetência. Ou será que algum time já se salvou do rebaixamento após trocar de treinador sete vezes na temporada?

Wenger erra, às vezes demora para acertar o time, mas ele sempre recoloca a equipe nos eixos. Os títulos já voltaram na temporada anterior. E nesta temporada a equipe está ainda melhor, ocupando a segunda colocação e classificada para a final da FA Cup.

Tudo porque os dirigentes do Arsenal confiam em Wenger e oferecem-lhe a tranquilidade que os clubes daqui são incapazes de fornecer.



Imagem extraída do Facebook oficial do Arsenal-
https://www.facebook.com/Arsenal



PERDENDO O RUMO DA CASA

Unilever e Molico jogaram fora de casa e, mesmo assim, venceram e conseguiram boa vantagem para a segunda parida, a ser realizada no próximo final de semana. O Camponesa sentiu a superioridade técnica do Rio de Janeiro, enquanto o Sesi foi muito apático em quadra e aceitou o bloqueio do Osasco. Claro que há chances para recuperação, mas a próxima partida será na casa das rivais. Vai ter pressão da torcida para dificultar a reação.



SILÊNCIO DE OURO

O protesto de Vanderlei Luxemburgo contra as punições que sofreu não passou desapercebido. Luxa foi suspenso por ter feito críticas à federação de futebol do Rio de Janeiro e ganhou o apoio dos jogadores de Flamengo e Fluminense, que colocaram as mãos à boca em referência à "mordaça" do treinador. Foi uma atitude muito nobre dos atletas, mas é preciso mais. Os estaduais continuam muito ruins e os dirigentes insistem nesses campeonatos inchados, falidos e de baixíssimo nível técnico.



ARMADURA FRÁGIL

São cada vez mais fortes os rumores de que o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, está com a saúde debilitada. O jornalista Cosme Rímoli (que eu acompanho desde os tempos de Jornal da Tarde) vem afirmando por meio de seu blog que o treinador está doente e que isto vem atrapalhando seu desempenho no banco de reservas. Sempre defendi que Muricy permanecesse à frente do São Paulo porque sou contra essa bobagem de ficar trocando de técnico, mas se ele realmente estiver doente, é melhor dar um tempo mesmo na carreira. O clube na atual situação não merece o sacrifício do treinador.



sábado, 22 de fevereiro de 2014

Será que Eles Não Cansam?

Imagem extraída de http://www.facebook.com/confederacaobrasileiradevoleibol

Quem vê os 17 anos de Arsène Wenger à frente do Arsenal, não fica nem um pouco surpreso com o tempo de comando de Zé Roberto (quatro anos na Seleção Masculina de vôlei e onze na Feminina) e de Bernardinho (seis anos na Seleção Feminina e treze na Masculina). Sob o comando dos dois, ambas as seleções já conquistaram praticamente tudo o que era possível. E devem faturar ainda mais troféus, uma vez que nossos times continuam estão muito bem.

Ambos os treinadores comandam nossas seleções desde os anos noventa. Mas eu sempre me questiono: será que eles não cansam? Será que uma hora não entram em decadência?

Pergunta muito difícil de se responder. Podemos, novamente, invocar os exemplos do já aposentado Alex Ferguson (que continuou conquistando títulos mesmo às vésperas da aposentadoria) e de Arsène Wenger (que ainda consegue manter o Arsenal na luta, apesar do jejum de títulos). Ou seja, treinadores que ficam uma eternidade em seus cargos não necessariamente ficam ultrapassados ou desgastados.

O estilo de jogo dos treinadores também não apresenta sinais de estar ultrapassado. Ambas as seleções vêm apresentando eficiência e continuam fazendo grandes campanhas. A Seleção Feminina venceu todos os títulos que disputou no ano passado, enquanto o Masculino venceu Sulamericano, Copa dos Campeões e foi vice na Liga Mundial. Ademais, a renovação nos elencos vem sendo constante, com substituição gradual dos atletas mais experientes por jogadores (ou jogadoras) mais jovens.

Os dois treinadores estão na casa dos 50 anos (Zé Roberto fará 60 em 2014 e Bernardinho terá 55), idade considerada mediana para treinadores -só para comparação, Alex Feguson se aposentou com 72 anos e Jupp Heynckes deixou o banco de reservas com 68. Se utilizarmos os vitoriosos treinadores de futebol como parâmetro, Zé Roberto e Bernardinho deverão prestar mais oito ou dez anos de serviço às nossas seleções (Wenger está com 64).

Como pudemos ver, Zé Roberto e Bernardinho ainda terão muito a contribuir com o vôlei brasileiro. E eu acredito que mesmo após a aposentadoria dos vitoriosos treinadores, eles continuarão a ajudar a categoria. Quem sabe eles não se tornem, por exemplo, dirigentes e ajudem a modalidade a manter a hegemonia no esporte?


Imagem extraída de http://www.facebook.com/confederacaobrasileiradevoleibol

domingo, 29 de dezembro de 2013

Happy New Year, Mr. Wenger!

Imagem extraída do Facebook oficial do Arsenal -http://www.facebook.com/Arsenal

O Arsenal vai ter uma virada de ano inesquecível neste 2013. Tudo porque a equipe bateu o Newcastle United por 1x0 (gol de Olivier Giroud), reassumiu a liderança da Premier League 2013-14 e não poderá ser alcançado por nenhum rival ao final da rodada. E a equipe londrina estava com dois desfalques importantes -Özil e Ramsey, os dois grandes destaques do time, não atuaram hoje. Desta forma, os Gunners faturam o título simbólico de campeões do primeiro turno.

O Arsenal é um dos clubes mais tradicionais da Inglaterra e também da Europa, com direito a vários títulos ingleses consecutivos com aquele timaço capitaneado pelo grande Thierry Henry. Infelizmente, nos últimos anos o clube ficou mais preocupado em lucrar com a venda de suas estrelas do que brigar por títulos e isso dificultou a manutenção do elenco, que precisava readquirir entrosamento e padrão de jogo a cada temporada.

O treinador Arsène Wenger (foto) teve muitos méritos nesse jejum de títulos do clube londrino, afinal ele conseguiu manter a regularidade da equipe e garantiu o time na Champions League temporada após temporada. E, mesmo assim, o treinador francês não abriu mão do futebol de qualidade, com jogo coletivo, toque de bola, meio-de-campo criativo e boas contratações.

A temporada 2013-14 tem se mostrado animadora ao torcedor do Arsenal, afinal fazia tempo que o elenco não empolgava com bons desempenhos iniciais. A equipe vem disputando rodada a rodada a liderança da Premier League com o Liverpool -outro time que estou torcendo muito para que se recupere após tantas campanhas ruins. E na Champions, por muito pouco, a equipe londrina não termina na liderança -tropeçaram diante do inconstante Napoli.

Estou torcendo muito para que o Arsenal, junto com o Liverpool, voltem a trazer alegrias aos seus torcedores, afinal são duas equipes simpáticas, tradicionais e veneradas por torcedores apaixonados. O torcedor inglês merece sentir o gostinho de ver estes dois clubes, que ainda não dependem dos investimentos de magnatas do Leste Europeu ou do Oriente Médio, renascerem e serem campeões nesta temporada.

Parabéns a Arsène Wenger e ao time pelo título simbólico do primeiro turno. E Feliz Ano Novo! Que 2014 seja um ano brilhante a todos vocês!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

17 Anos Bem Vividos

Imagem extraída do Facebook oficial do Arsenal- http://www.facebook.com/Arsenal

O treinador Arsène Wenger está prestes a completar 17 anos no comando do Arsenal, cargo que o francês ocupa desde o dia 30 de setembro de 1996. Como bem observou o jornalista Leonardo Bertozzi (do canal ESPN) em seu blog, Wenger passa a ser o técnico com mais tempo de casa na Premier League após a aposentadoria do Sir Alex Ferguson, que esteve no comando do Manchester United durante 27 anos. Treinadores com tamanho tempo de permanência em seus cargos são raridades até mesmo no futebol internacional.


Imagem extraída do Facebook oficial do
Arsenal- http://www.facebook.com/Arsenal
Não escondo minha admiração pelo trabalho de Wenger: de um treinador conhecido pelos seus times violentos, o francês tornou-se um dos poucos a adotar um futebol horizontal e de toque de bola no Campeonato Inglês, conhecido pelos jogos mais baseados em força do que em habilidade. O seu Arsenal é um oásis de técnica na Inglaterra.

Wenger ficou conhecido por colocar um pedacinho da França na Inglaterra: dezenas de atletas franceses brilharam sob a batuta de seu conterrâneo. Thierry Henry, Robert Pires, Patrick Vieira, Emmanuel Petit e Samir Nasri foram alguns dos jogadores franceses (todos eles com passagem pelos Bleus) que Wenger comandou. Outra filosofia do treinador é apostar em jovens promessas, algumas, inclusive, garimpadas nas categorias de base de outros clubes. Não é raro os Gunners se apresentarem com times com médias de idade relativamente baixas em decorrência disso.



Em termos de desempenho, o Arsenal de Wenger notabilizou-se pela regularidade nos últimos anos por sempre se classificar à Champions League (de 1999 até hoje, os Gunners estiveram presentes em todas as edições) mas conquistar poucos títulos. A última vez que o francês levantou um troféu foi em 2005, quando faturou a FA Cup daquela temporada. A própria filosofia do clube de contratar jovens atletas e depois revendê-los assim que se destacam dificulta o trabalho do treinador, que precisa entrosar e dar padrão de jogo ao time novamente a cada temporada. O trabalho, sem dúvida, seria mais fácil se o clube não perdesse suas estrelas a cada final de temporada. O clube londrino jamais conquistou a Champions League: o melhor que conseguiu até hoje foi um vice-campeonato em 2006, quando esbarrou no Barcelona de Deco, Eto'o e Ronaldinho Gaúcho.


Imagem extraída do Facebook oficial do
Arsenal- http://www.facebook.com/Arsenal

Para a temporada 2013-14, o Arsenal conseguiu manter a base titular e não perdeu nenhum atleta importante até o momento. Ademais, são especulados atletas bem mais experientes no elenco do time londrino, indicando que o clube está disposto a avançar um nível acima e conseguir algo mais do que dinheiro em caixa. Nomes como Benzema, Gündogan, Cabaye , Fàbregas, Özil e Di María foram ventilados nos Gunners. As ações do clube em temporadas anteriores já denotavam que o Arsenal estava disposto a sair de sua zona de conforto e se arriscar um pouco mais quando o clube buscou Cazorla, Podolski e Mertesacker, todos atletas com quilometragem e que são figurinhas carimbadas em suas respectivas seleções.

Espero realmente que a temporada 2013-14 seja muito melhor para Arsène Wenger. Ele é um treinador competente, experiente e respeitado. O francês, inclusive, já foi condecorado na Inglaterra pelos anos de serviços prestados. A conquista de um título na Champions League é o que falta para consagrar em definitivo o nome do técnico.

terça-feira, 19 de março de 2013

Já que os Dirigentes Querem Resultados a Curto Prazo...

Quando você resolve montar seu próprio negócio, você acredita que você terá retorno logo no primeiro mês? Dificilmente. Você terá que amargar muitos meses de prejuízo até conseguir conquistar a confiança do seu cliente e o seu espaço no mercado. Você precisa ter muita sorte de principiante e/ou uma visão apuradíssima de mercado para que seu negócio dê retorno logo de cara.

Quando você contrata um treinador, é a mesma coisa. Como eu acabei de dizer no post anterior, leva tempo para um treinador conhecer o elenco, montar um time e entrosar todo mundo. E isso pode levar meses e muitas batalhas são perdidas no processo.

Os dirigentes e os torcedores não têm paciência para bancar um treinador. Querem resultados "pra ontem". E os cartolas mostram muito amadorismo quando cedem às pressões da torcida e da mídia quando dizem que "o treinador está mal no cargo". Será mesmo que o treinador está mal no cargo, ou ele simplesmente ainda não conseguiu montar um time?

Eu acredito que não existe treinador milagroso, aquele que vai chegar, vai montar um time logo de cara e vai ganhar tudo. Telê Santana levou pelo menos um ano para transformar o razoável São Paulo naquela máquina que ganhou duas Libertadores e dois Mundias Interclubes seguidos. E Felipão só levou o Palmeiras à sua primeira Libertadores depois de dois anos no cargo.

Mas se os dirigentes querem mesmo uma solução a curto prazo, seja para seus clubes ou para a Seleção, aí vão minhas sugestões:

1- Josep Guardiola: assumiu o Barcelona após a saída de Frank Rijkaard e de várias estrelas do elenco. Guardiola remontou o time praticamente só com jogadores da base e, logo em sua primeira temporada, já faturou um Campeonato Espanhol e uma Champions League.

2- Arsène Wenger: todo fim de temporada, o Arsenal perde dois ou três jogadores importantes para os clubes mais ricos e, mesmo assim, os Gunners sempre conseguem fazer temporadas razoáveis na Premier League e na Champions League. Isso se deve muito à competência de Wenger, que precisa remontar o elenco toda temporada. E ele ainda consegue tirar leite de pedra desses elencos remontados às pressas.

3- Jurgen Klopp: treinador do Borussia Dortmund. Ganhou duas Bundesligas consecutivas com um elenco cheio de garotos e usando um futebol leve com trocas de passes. Perdeu peças importantes nos finais de temporadas e, mesmo assim, Klopp conseguiu repor as perdas com jogadores a altura e manteve o desempenho da equipe.

São todos caros? Sim, são. Mas a CBF e os clubes têm dinheiro de sobra para pagar milhões de reais anuais a vários jogadores. Pagar milhões para um técnico especialista em montar elencos a curto prazo traria grandes retornos e ainda curaria a impaciência dos torcedores e dirigentes.