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terça-feira, 10 de março de 2020

Fofão 50 Anos

Imagem extraída de www.facebook.com/sescrjvoleifeminino/



Hoje é um dia muito especial para o vôlei, afinal nossa ex-levantadora Hélia Souza, mais conhecida como Fofão, completa 50 anos de vida muito bem vividos por sinal!

Fofão é mais do que uma das maiores jogadoras do vôlei mundial. Mais do que isso, é uma verdadeira lenda viva, afinal ela presenciou o nosso vôlei surgindo para o mundo, viu a modalidade crescer no cenário internacional até ser reconhecida e respeitada como é nos dias de hoje.

Fofão iniciou sua carreira nos anos 80 pelo Pão de Açúcar quando ainda não existia formalmente a função de levantadora, os sets terminavam em 15 pontos e havia a regra da "vantagem". Ela, portanto, também presenciou as transformações do vôlei para as regras atuais com o set de 25 pontos (15 no tie break), o fim da vantagem, a implantação do sistema "desafio" e a definição das posições na modalidade (levantadora, líbero, oposta, ponteiras e central).



Imagem extraída de www.facebook.com/FIVBVolleyballWorld/


Fofão defendeu muitos clubes ao longo de sua vitoriosa carreira, mas foi o Rio de Janeiro (na época Rexona-Ades/Unilever e hoje SESC-RJ) o clube com o qual mais se identificou. Foram duas passagens pelo clube carioca (2003-2004 e 2012-2015), três títulos (duas Superligas e um Sulamericano) e também onde ela decidiu se aposentar do vôlei.

Dentre os (muitos) títulos conquistados, como esquecer o ouro olímpico em Pequim-2008? Foi com a sua participação que nosso vôlei feminino conquistou a primeira medalha dourada em sua história. Fofão ainda conquistou 7 Grand Prixes e um Panamericano pela seleção.

Fofão encerrou sua carreira com 45 anos de idade em 2015, mas sua contribuição com o vôlei no Brasil e no mundo são eternas.

Feliz aniversário, Fofão! E muito obrigado por tudo o que fez pelo voleibol!



Imagem extraída de www.facebook.com/sescrjvoleifeminino/



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Algo Mais Importante do que o Troféu

Imagem extraída de https://www.facebook.com/rexonaades



Infelizmente, não deu para o Rexona Ades. A equipe carioca passou com relativa facilidade na fase de grupos do Mundial de Clubes em Zurique, mas cometeu muitos erros diante do Dinamo Krasnodar da Rússia durante a semifinal e acabou fora da final ao ser derrotado por 3x1 sets (parciais de 25/21, 25/27, 25/23 e 25/21). Ontem de manhã, o Rexona reencontrou o Volero Zürich da Suíça, adversário que já havia superado na fase de grupos, mas não resistiu ao jogo das suíças e as cariocas foram derrotadas por 3x0 sets (parciais de 25/21, 25/17 e 25/18) na disputa pelo terceiro lugar. O ouro ficou com o Eczacıbaşı da Turquia, que derrotou o Dinamo Krasnodar por 3x1 sets (parciais de 25/16, 25/21, 24/26 e 25/19).

O Rexona termina a temporada 2014-15 sem o inédito título mundial e ainda vê a carreira da levantadora Fofão (foto acima) terminar sem a esperado último troféu. A veterana atleta pretendia encerrar sua carreira profissional com chave de ouro, mas as russas e suíças foram superiores em quadra, e o time carioca, tristemente, encerra sua participação no Mundial de mãos vazias.

A carreira de Fofão pode ter se encerrado sem o desejado último troféu, mas isto, em hipótese alguma, mancha a brilhante carreira desta verdadeira lenda do voleibol. Até porque Fofão já havia conquistado esse título pelo Fenerbahçe da Turquia em 2010. Ela já conquistou praticamente tudo o que era possível em clubes ou pela nossa Seleção. A magnífica trajetória de nossa Hélia Souza no vôlei é muito maior do que qualquer troféu.

Se o torcedor brasileiro for justo, irá aplaudir os esforços do Rexona e da levantadora Fofão ao invés de vaiar a chegada das atletas quando regressarem ao Brasil. As jogadoras e a comissão técnica do time carioca desajavam esse troféu mais do que ninguém. A equipe brasileira lutou, se esforçou, se entregou de corpo e alma. Não é justo julgar o desempenho da equipe apenas pelo resultado final.

Ademais, insultar Fofão é o mesmo que ofender o vôlei nacional. Esta atleta praticamente nasceu junto com o nosso vôlei profissional e a sua contribuição com a modalidade nenhuma quantia em dinheiro seria capaz de cobrir. Arrisco dizer que sem Hélia Souza, nossa Seleção jamais conquistaria tantos troféus e medalhas.

As jogadoras do Rexona agora se preparam para servir à Seleção. Teremos o Grand Prix e o Brasil precisa estar forte para encarar tantas adversárias fortes. Como observamos no Mundial, russas e turcas estão cada vez mais fortes e podem ser pedras nos sapatos das brasileiras.

Fofão irá, agora, curtir seu merecido descanso e desfrutar de tudo que conquistou em sua carreira. Espero que ela, de alguma forma, continue no vôlei, pois alguém com sua experiência sempre tem muito a contribuir com a modalidade. Eu, no entanto, continuo duvidando que esta seja a última temporada da levantadora: basta ouvir o clamor da torcida e a nossa veterana pode muito bem voltar às quadras.

Valeu, Fofão! Vai curtir sua merecida aposentadoria! Você é muito maior do que qualquer troféu!



Imagem extraída de https://www.facebook.com/rexonaades



NADA MUDOU

Esta primeira rodada do Brasileirão foi um verdadeiro insulto aos fãs do futebol. Muitas faltas e pouquíssimos lances bonitos marcaram o início da competição. E ainda tem gente com coragem de afirmar que o futebol brasileiro é o melhor do mundo... No jogo do Palmeiras contra o Atlético Mineiro, por exemplo, o Verdão tinha tudo pra golear os reservas do Galo no Allianz Parque, mas o futebol apresentado foi tão burocrático que os palmeirenses tiveram muita sorte de não saírem derrotados em sua nova casa. O jogo dos reservas do Cruzeiro contra os reservas do Corinthians foi péssimo, com muitas faltas. E por que o Tite não colocou o Emerson e o Mendoza para jogar desde o início sabendo que os dois estão suspensos na Libertadores? Assisti também Avaí e Santos, outro jogo de baixíssimo nível técnico e muitos passes errados. Não é a toa que os técnicos da Seleção só convocam atletas que atuam no exterior.



BARÇA NA BOA

O tropeço do Real Madrid diante do Valencia (empatou por 2x2 em pleno Santiago Bernabéu) pode ter sido decisivo para o Campeonato Espanhol 2014-15. Com o resultado, o Barcelona abriu quatro pontos de vantagem sobre os madrilenhos e, dependendo da combinação de resultados, já pode comemorar o título na próxima rodada, lembrando que restam apenas dois jogos para o fim do campeonato. E tanto o Real quanto o Barça entraram em campo com as equipes titulares. Em um momento tão decisivo como este, nenhum jogador quis ser poupado para a Champions League, bem ao contrário do que acontece no Brasil.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Uma Última Medalha para Fofão?

Imagem extraída de https://www.facebook.com/rexonaades/



Começa hoje o Mundial de Clubes do Vôlei Feminino, a ser realizado em Zurique, Suíça. Nosso país terá um único representante que é o Rexona Ades, que venceu o Sul-Americano.

Esta, aliás, poderá ser a última competição disputada pela levantadora e capitã Fofão (foto acima). A veteraníssima atleta de 45 anos declarou que a temporada 2014-15 será a sua última no vôlei profissional e que irá se aposentar das quadras após o Mundial.

Eu, como já disse em outro post, duvido que a experiente jogadora deixe as quadras. Se a atleta estivesse sofrendo com lesões ou comprometendo o desempenho da equipe, diria que é realmente hora de parar, mas como Fofão ainda esbanja saúde e joga em um nível técnico excelente, acho que ela ainda tem lenha para queimar. Aliás, ela e o goleiro Rogério Ceni podem disputar o recorde de atleta com a carreira mais extensa no Brasil que será um páreo duro.

O Mundial se inicia hoje, mas o Rexona fará sua estreia apenas amanhã. Seis equipes participarão da competição, divididas em dois grupos de três times. Os dois melhores avanças às semifinais, a serem realizadas no sábado, dia 9 de maio.

Confira a divisão das chaves e como as equipes se classificaram:


GRUPO A:

Volero Zurich (Suíça): detentor do mando de quadra
Rexona Ades (Brasil): campeão da América do Sul
Mirador Santo Domingo (República Dominicana): convidado


GRUPO B:

Dinamo Krasnodar (Rússia): convidado
Eczacıbaşı VitrA Istanbul (Turquia): campeão da Europa
Hisamitsu Springs (Japão): campeão da Ásia


Os confrontos serão realizados nos seguintes dias e horários (horário de Brasília):


DIA 1 (06/05/2015):

12:30h: Eczacıbaşı X Hisamitsu
15:00h: Volero X Mirador


DIA 2 (07/05/2015):

12:30h: Eczacıbaşı X Dinamo
15:00h: Volero X Rexona


DIA 3 (08/05/2015):

12:30h: Rexona X Mirador
15:00h: Hisamitsu X Dinamo


DIA 4 (09/05/2015):

10h30h: 1ºB x 2ºA
13h00h: 1ºA x 2ºB


DIA 5 (10/05/2015):

9:30h: disputa do 3º lugar
12:00h: final


O canal pago Sportv irá exibir os confrontos do time carioca. Boa sorte ao Rexona, representante de nosso país!



Imagem extraída de https://www.facebook.com/rexonaades/



Leia mais:

FIVB- site oficial: http://clubworldchampionships.2015.women.fivb.com/

Saque VIagem- Confira a programação do Mundial de Clubes na TV: http://www.saqueviagem.com.br/noticia/confira-a-programacao-do-mundial-de-clubes-na-tv



GOL PRECIOSO

A Juventus fez valer o mando de casa ao bater um apático e desfalcado Real Madrid. Mas o gol de Ronaldo pelos Merengues diminuiu a zona de conforto da Juve e basta apenas uma vitória por 1x0 para os espanhóis irem à final. Os italianos vão ter de fazer muito mais do que um ferrolho se quiserem ficar com a vaga, pois não será fácil aguentar 90 minutos de pressão no Santiago Bernabéu, seja do ataque madrilenho, seja do torcedor.



TÁ EM CASA

O Cruzeiro visita o São Paulo, enquanto o Atlético-MG recebe o Internacional. Dois duelos brasileiros marcam a noite desta quarta-feira. Serão dois duelos truncados, com os times se respeitando muito. Penso que os dois mandantes conseguem vencer a despeito da força dos rivais, mas Raposa e Inter têm bons elencos à disposição para segurarem os rivais. Há ainda o Corinthians, que visita o Guaraní no Paraguai. O Timão tem um elenco bom o bastante para golear, mas Tite andou exagerando no conservadorismo nos últimos jogos disputados. Acho que o Coringão volta com um empate.



LISTA POLÊMICA

Dunga divulgou ontem a lista dos 23 atletas que irão defender nossa Seleção na Copa América. O treinador, como de praxe, manteve a base dos últimos amistosos com algumas modificações. A mais surpreendente foi o corte do meia Oscar, lesionado. Farei uma análise mais detalhada no post de amanhã.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Eu Duvido!

Imagem extraída de https://www.facebook.com/rexonaades



Antes de mais nada, gostaria de parabenizar o Rexona Ades pelo décimo título conquistado em Superligas. A equipe carioca havia feito a melhor campanha nos pontos corridos e, mesmo sendo torcedor do Osasco, admito que seria muito injusto que alguma outra equipe tirasse a taça do time capitaneado por Fofão no mata-mata. Vivo escrevendo e repito: em partidas eliminatórias, nem sempre vence a melhor equipe.

O arquirrival Molico fez uma boa partida, mas o Rexona foi superior em quadra. O time de Osasco, ainda assim, teve méritos ao se recuperar no mata-mata após uma primeira fase sofrível e mostrou muita garra em quadra. As parciais apertadas (25/21, 25/23 e 25/19) não deixam dúvidas do empenho das visitantes.

A grande questão, no entanto, fica por conta da levantadora Fofão (foto acima). A capitã, mais uma vez, anunciou que iria se aposentar. Aos 45 anos de idade e 22 de carreira, Hélia Souza prometeu que deixaria as quadras ao final da temporada 2014-15 e que esta seria sua última Superliga. Ela já havia deixado a Seleção Brasileira após o então inédito ouro olímpico em 2008. Há ainda o Mundial de Clubes da categoria e os fãs terão uma última chance de ver Fofão atuando profissionalmente.

Eu, no entanto, tenho lá minhas dúvidas que Fofão realmente deixará as quadras. Ela já havia prometido se aposentar ao final da temporada anterior, mas renovou seu contrato por mais um ano.

Todo esportista tem dificuldade em se aposentar. Primeiro porque o esportista tem o privilégio de trabalhar com o que mais gosta e é sempre muito difícil abrir mão deste prazer. Segundo porque o esportista se acostuma com uma rotina (treinos, convívio com os colegas, carinho da torcida, vitórias e títulos) e a ausência destes elementos sempre traz um vazio ao coração do atleta. Diante destes elementos, fica fácil compreender porque tantos "velhinhos" se recusam a parar de competir, como Rogério Ceni, Valentino Rossi e Gianluigi Buffon.

Fofão, não obstante, está em excelente forma física a despeito da idade. Há muito tempo não tenho notícias de lesões da atleta e ela continua competindo em excelente nível técnico. Sua experiência e liderança sempre ajudam muito em quadra.

Obviamente, há o outro lado da moeda. Esportistas têm pouco tempo para curtirem suas vidas pessoais. A rotina de treinos e de competições impedem que atletas tenham tempo para a família, amigos e amores. Ademais, qualquer atividade realizada à repetição cansa em algum momento e chega uma hora em que desejamos dar um novo rumo às nossas vidas. Há ainda o lado da renovação, em que as equipe precisam se desapegar de seus veteranos para que as novas gerações possam ter oportunidade, afinal nenhum atleta é eterno por mais diferenciado que seja.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/rexonaades



As premiações individuais, mais uma vez, foram marcadas pela polêmica. Os comentaristas do canal Sportv, Carlão e Marco Freitas, chamaram a atenção pelo fato das premiadas terem se destacado pelas estatísticas e pelos scouts, e não necessariamente pelo talento ou técnica. Na temporada passada, o comentarista Nalbert também discordou dos critérios, chamando-os de "números frios".

As atletas premiadas foram:


Melhor Sacadora: Mimi Sosa (Rio do Sul)
Melhor Atacante: Gabi (Unilever)
Melhor Bloqueadora: Carol (Unilever)
Melhor Recepção: Camila Brait (Molico)
Melhor Defesa: Suelen (Sesi)
Melhor Levantadora: Macris (Pinheiros)
Melhor Pontuadora: Gabi (Unilever)
MVP: Fofão (Unilever)
Craque da Galera: Thaísa (Molico)


Houve, ainda, uma justa e merecida homenagem à Fofão que, até segunda ordem, está se despedindo das quadras. Mas, com toda a honestidade, eu duvido que esta seja a última Superliga de Fofão. Acredito que um novo título ou o clamor da torcida poderiam fazer a experiente levantadora reconsiderar a sua decisão, afinal isto já aconteceu ao término da temporada anterior. Será?

Enquanto isso, obrigado por tudo que fez pelo nosso vôlei, Fofão! Vai desfrutar de seu merecido descanso... Pelo menos, até pintar aquela vontade de entrar em quadra novamente!



Imagem extraída de https://www.facebook.com/rexonaades



CADÊ A NOVIDADE?

O Wolfsburg bem que tentou adiar mais um título alemão do Bayern, mas o Borussia Mönchengladbach (e não Paderborn, como escrevi ontem) precisava da vitória para assegurar sua vaga na Champions League e a encontrou com um gol de Max Kruse, classificando os Potros para a competição européia e garantindo mais uma Salva de Prata aos bávaros. Parabéns ao Bayern por mais um título!



VEXAME VERMELHO

O Manchester United tinha tudo para superar o Everton hoje e ficar mais próximo da Champions League. A equipe de Liverpool, no entanto, goleou os Red Devils por 3x0 apesar do enorme abismo técnico e financeiro que há entre as duas equipes. Cada vez mais me convenço de que o Manchester não tem uma equipe, e sim um punhado de craques.



PORRADA!

Assisti ao clássico entre Benfica e Porto que terminou em empate. O futebol acabou ficando em segundo plano dado o grande número de faltas cometidas em campo. Como pode um jogo desta importância ser manchado pela violência? O empate acabou ficando de bom tamanho para os Encarnados, que mantêm a vantagem em relação aos Dragões.


sábado, 25 de abril de 2015

Quando o Troféu É Apenas um Mero Detalhe

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefaeuro



Quais as reclamações dos torcedores com relação aos seus times? Equipes que não vencem, atacantes que não fazem gols, meias que não correm, zagueiros sem raça, goleiros que falham, treinadores que não conseguem fazer os times reagirem, e por aí vai.

As exigências no futebol do Brasil são muito grandes. O brasileiro acostuma-se com os troféus e não quer deixar a peteca cair. Quer os resultados para que o time esteja sempre no topo. Qualquer coisa abaixo disto não interessa. Um vice-campeonato nunca é valorizado no Brasil, muito pelo contrário: é motivo de escárnio e de deboche.

Times de outros países também são sempre muito exigidos, mas seus torcedores sempre reconhecem o esforço dos atletas. O Porto, por exemplo, sofreu uma goleada de 6x1 do Bayern na semana passada e, mesmo assim, seus atletas foram recebidos como heróis. Os fãs reconheceram o esforço dos jogadores que há anos não conseguiam classificar os Dragões para as quartas-de-final.

Imaginem, então, uma seleção de pouquíssima tradição no futebol. Um time que, reconhecidamente, participa de um campeonato com pouquíssimas expectativas de vencer. E o pior: seriam os anfitriões do torneio e o risco de passar uma "vergonha" em casa era iminente, sobretudo em uma chave com três rivais com muita tradição no esporte.

A Seleção Ucraniana disputou a Euro 2012 como país-sede, junto com a Polônia. Suas expectativas de título eram praticamente nulas. Mesmo uma vitória era muito difícil diante da França, Inglaterra ou Suécia. A Ucrânia estava com uma equipe bastante envelhecida. Muitos jogadores já tinham 30 anos ou mais, incluindo seus principais astros, Anatoliy Tymoshchuk e Andriy Shevchenko.

Sheva, por sinal, já não era mais aquele jogador que ganhou tudo no Milan na década passada -incluindo uma Champions League em 2003 e a Bola de Ouro em 2004. Aos 35 anos (na época), já não poderia mais fazer a diferença como no auge de sua carreira. Ele já havia protagonizado dois atos heroicos no passado ao ajudar a Ucrânia a se classificar para a Copa do Mundo de 2006 e ainda fazer o milagre de levar sua equipe às quartas-de-final daquele mundial (foram eliminados pela campeã Itália). Títulos nunca faltaram a Shevchenko, mas conseguir um troféu pelo selecionado de seu país era praticamente impossível. A Euro 2012 seria apenas uma despedida da seleção para astro.

A Ucrânia venceu apenas um dos três jogos disputados e acabou eliminada ainda na fase de grupos. A única vitória ucraniana, porém, foi mais do que suficiente para consagrar o veteraníssimo Shevchenko e levar seu torcedor ao delírio. Sheva fez os dois gols (os únicos do time da casa na competição) que decretaram a virada sobre a Suécia e a vitória da Ucrânia. Foi uma grande loucura. Os fãs chegavam a parar o atacante na rua para cumprimentá-lo pelo feito. Pareciam estar comemorando um título, mas foi "apenas" uma vitória e uma grande despedida do maior jogador ucraniano de sua seleção.

Troféus nunca faltaram na carreira de Sheva, mas ele não precisou de nenhuma taça ou título para ser aclamado como herói em seu país. Tudo o que ele precisou foi fazer dois gols e conquistar uma única vitória na Euro 2012.

Nenhum torcedor se importou com o fato dos anfitriões terem sido eliminados em casa ainda na fase de grupos -o que, convenhamos, era esperado. O que eles queriam é ver seu grande ídolo vestindo a camisa da seleção de seu país uma última vez. Vencer ou fazer gols eram meros detalhes.

Sheva, porém, fez muito mais do que isso. Ele fez a diferença uma última vez nos gramados. O que seria considerado pouco em nossa cultura, significou muito para o povo ucraniano. Ele foi o grande herói de seu país mais uma vez.

Enquanto nós estávamos aqui reclamando dos vice-campeonatos de nossos times e nos deixando levar pelas provocações dos rivais, Shevchenko estava lá na Ucrânia sendo ovacionado como herói. E ele nem precisou de um troféu para isto. Até porque, ele já havia conquistado vários em sua carreira.



Imagem extraída do Facebook oficial de Andriy Shevchenko-
https://www.facebook.com/shevaofficial/



O QUE FAZER COM JÓBSON?

Quando a carreira do atacante Jóbson parecia estar entrando nos eixos, o atleta sofreu mais um duro golpe. O jogador foi suspenso por 4 anos pela FIFA após ter se recusado a fazer um exame anti-doping quando atuava pelo Al Ittihad, da Arábia Saudita. A punição dividiu opiniões dos comentaristas, lembrando que Jóbson já foi flagrado em 2009 pelo uso de crack e que quatro anos a menos na (curta) carreira de um jogador é muito tempo perdido. Admito que a punição foi exagerada (acredito que um ano estava de bom tamanho), mas eu questiono o porquê de Jóbson ter se recusado a fazer o exame na época.



SERÁ O FIM DESTA VEZ?

A levantadora Fofão, do Rexona Ades, garante que vai se despedir das quadras ao final desta temporada. Ela já havia cogitado se aposentar após a temporada anterior, mas acabou renovando seu contrato por mais uma temporada. Honestamente, tenho minhas dúvidas. É muito difícil para um esportista mudar de rotina após anos convivendo com treinos, competições, as vitórias, os colegas de time e o carinho da torcida. Que o digam os veteranos Rogério Ceni, Valentino Rossi, Gianluigi Buffon, Andrea Pirlo, ...



ROUPA NOVA


Imagem extraída de http://www.mantosdofutebol.com.br/


Já estão circulando nas lojas brasileiras alguns uniformes que as seleções usarão na Copa América 2015. O preço das camisas aumentou bastante devido à alta do dólar e à inflação -antes custavam por volta de R$ 189,90 e hoje são vendidas por aproximadamente R$ 239,90. Vi os uniformes da Argentina, Colômbia, México e Paraguai, todos assinados pela Adidas. Não fiquei muito impressionado com nenhuma das camisas à primeira vista, exceto a do Paraguai (foto acima) que está belíssima com detalhes nas listras. Quando todos os uniformes forem lançados, farei um post a respeito do assunto, pois sou fã de camisas de times.


domingo, 27 de abril de 2014

Obrigado, Fofão!

Imagem extraída de https://www.facebook.com/Fofao7Oficial

Chegou ao fim a Superliga Feminina 2013-14, com o Unilever fazendo valer o mando de casa e o melhor retrospecto no torneio em relação ao rival SESI. O eneacampeonato foi muito festejado e marcado também pelo final da carreira de uma das maiores lendas do voleibol feminino, Fofão (foto).

São 44 anos, 29 dedicados ao vôlei, muitos títulos, alegrias e emoções. Fofão deixa tudo isso como legado aos seus fãs que a reverenciam por sua imensa e inestimável importância à modalidade. Mesmo sendo torcedor do arquirrival Molico Nestlé, eu me curvo ante esta verdadeira lenda das quadras e que fará muita falta ao nosso vôlei, afinal como imaginar a modalidade sem uma das atletas que atua desde os tempos em que nosso voleibol profissional ainda engatinhava no Brasil? O tempo passa para todos.

A partida teve altos e baixos, mas o Unilever brecou a reação do SESI (que já havia surpreendido o Molico nas semifinais) ao anotar 3x1 (parciais de 21/11, 21/12, 13/21 e 21/16). A regularidade e a consistência das cariocas prevaleceu, somada à força de sua torcida que compareceu em peso para apoias as meninas de Bernardinho.

Não posso deixar também de parabenizar as "súditas" de Fofão. A líbero Fabizinha (que eu já disse e repito que é a melhor líbero do Brasil), a oposta Sarah Pavan (um verdadeiro cérebro em quadra), a ponteira Gabi (excelente sacadora e atacante), a central Juciely (sofreu com as lesões, mas foi uma guerreira em quadra ao resistir à dor e atuar em alto nível), a levantadora Roberta (boa sacadora, levantadora e herdeira da vaga de Fofão) e a ponteira Régis (que também conviveu com lesões, mas demonstra muita precisão e força no ataque).

Ao mesmo tempo, digo que a campanha do SESI de maneira alguma fica manchada pela perda do título. Foi uma reação fantástica, de uma equipe que perdeu várias atletas importantes por lesão e que buscou a reação na metade do campeonato. Pesou muito o talento das atletas (da quais destaco Fabizona, Ivna, Suelle e Dani Lins) e a liderança do novato Talmo de Freitas. Brilhante, professor! Você soube tirar proveito de sua experiência em quadra para transmitir tranquilidade às suas comandadas. Vocês também estão de parabéns!

E, claro, não podemos deixar de aplaudir o meu Molico Nestlé, terceiro colocado e dono de uma campanha impecável nos pontos corridos, mas que apresentou muita ansiedade em quadra no mata-mata. Mas por que deveríamos tirar os méritos de uma equipe tão talentosa e que é um dos alicerces da Seleção Brasileira? Vocês foram magníficas, honraram a camisa que vestem e merecem todos os aplausos do torcedor. Parabéns também ao time (destaque para Thaísa, Sheilla, Fabíola, Brait, Sanja e Adenízia) e ao treinador Luizomar de Moura!

As premiações individuais foram marcadas por surpresas, afinal apenas três das semifinalistas foram premiadas. As demais vieram de equipes que eram consideradas "coadjuvantes" na Superliga, mas que demonstraram muito esforço e garra a despeito de suas equipes não terem como competir financeiramente e tecnicamente com os times que ocuparam as quatro primeiras posições nos pontos corridos.

As premiadas foram:

Melhor saque: Tandara (Vôlei Amil)
Melhor ataque: Andréia (Pinheiros)
Melhor bloqueio: Thaísa (Molico Osasco)
Melhor recepção: Verê (Brasília Vôlei)
Melhor defesa: Monique (Banana Boat/Praia Clube)
Melhor levantadora: Macris (Pinheiros) 
MVP: Fofão (Unilever)


À Fofão, faço um último pedido: sinta-se livre para escolher o caminho que bem entender, mas se possível, continue no vôlei, por favor! Alguém com sua longa experiência em quadra tem muito o que transmitir às futuras gerações, mesmo estando fora das quadras. Torne-se treinadora, dirigente, comentarista, enfim, continue contribuindo com a modalidade. Ex-atletas podem e devem revindicar por mais espaço nos esportes porque vocês sabem como ninguém como ensinar os fundamentos às novatas, dizer quem é craque e quem não é e analisar as minúcias do esporte. Dois exemplos são justamente os dois treinadores finalistas desta temporada, Talmo e Bernardinho, foram atletas de alto nível, medalhistas olímpicos e sabem utilizar suas vivências em quadra para tirarem o melhor de suas jogadoras.

Assim encerra-se a Superliga 2013-14, mas não a temporada. SESI e Molico ainda têm o Mundial de Clubes pela frente. Nada de se deixar abater pela perda do título do campeonato nacional! É hora de levantar a cabeça, concentrar e lutar por este título! Vocês serão o Brasil lá na Suíça! Boa sorte e muito sucesso!


Imagem extraída de https://www.facebook.com/confederacaobrasileiradevoleibol

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A Bela e A Fera

Montagem realizada com imagens extraídas de
https://www.facebook.com/FabianaVolei e https://www.facebook.com/Fofao7Oficial

Unilever e SESI surpreenderam o Amil e o Molico respectivamente ao vencerem seus dois jogos nas semifinais e realizarão a grande final no próximo domingo, dia 27 de abril, no Maracanãzinho.

O duelo marcará o encontro entre as duas capitãs das seleções femininas de vôlei que trouxeram o ouro nas duas últimas olimpíadas, Fabizona (foto à esquerda) capitã da Seleção medalhista em Londres 2012, e Fofão (foto à direita) capitã da Seleção campeã em Pequim 2008.

A Bela Fabiana Claudino é a central do SESI-SP. Aos 29 anos, Fabizona chama a atenção pelo seu sorriso extrovertido, pelos seus 1,94m de altura e por sua silhueta. Fabiana é a dona da rede, com seus bloqueios e suas cortadas precisas no fundo de quadra. Mais do que isso, Fabizona é o tipo de pessoa que consegue se manter calma mesmo nos momentos críticos com o time muito atrás no placar, sempre preservando aquele belo sorriso e a alegria de jogar vôlei. Não à toa, o treinador Zé Roberto a elegeu para a posto de capitã também na Seleção Feminina. Sua liderança e atitude em quadra são a força motivacional da equipe.

A Fera Hélia Souza é a levantadora e o cérebro do Unilever/Rio de Janeiro. Aos 44 anos, sendo 29 deles dedicados ao vôlei, Fofão viu e viveu o nascimento, a profissionalização e a consagração da modalidade no Brasil. Experiente, a levantadora se destaca pela qualidade do passe, pela organização de jogadas e pela visão de jogo. E ela sabe usar toda a sua vivência nas quadras em favor de seu time, dando verdadeiros banhos até mesmo em jovens consideradas talentosas. A jogadora nascida em São Paulo anunciou que irá deixar as quadras ao término desta temporada. Uma pena, afinal uma jogadora com tamanha importância para o vôlei e também para o esporte mundial sempre faz muita falta nas quadras.

Além das "protagonistas", SESI e Unilever fazem um duelo de grandes elencos.

O time carioca conta ainda com Fabizinha (considerada por muitos, inclusive por este blogueiro, como a melhor líbero do Brasil), a central Juciely (figurinha carimbada na Seleção), a oposta Sarah Pavan (versátil, cerebral e ofensiva, capaz de jogar na rede e no fundo de quadra) e a ponteira Gabi (dona de uma potente cortada e uma das apostas do time e também da Seleção Brasileira).

As paulistas têm a seu favor as levantadoras Dani Lins e Carol Albuquerque (ambas medalhistas olímpicas), a oposta Ivna (jovem com 24 anos, talentosa, atua no ataque e também no levantamento) e a ponteira Suelle (destaca-se pela potência e precisão no ataque).

Os treinadores também são um show à parte: o grande Bernardinho pelo Unilever (dispensa apresentações e cometários) e o promissor Talmo de Oliveira no SESI (discípulo de Zé Roberto e atleta medalhista em Barcelona 1992).

Quem vence a partida? Bem, o SESI está com um elenco melhor e não tem a responsabilidade de vencer por nunca ter sido campeão na Superliga, mas o Unilever tem uma campanha mais regular, um time mais consistente, um treinador mais experiente e ainda conta com o fator casa a seu favor. Acho que a equipe carioca ganha mais um troféu para a coleção. O Rio, inclusive, levou a melhor sobre o SESI no confronto direto.

A partida será exibida no domingo, às 10:00h (horário de Brasília) na Globo e na Sportv. Boa sorte às nossas duas capitãs: a Bela e a Fera!


Imagem extraída de https://www.facebook.com/unilevervolei