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domingo, 29 de março de 2015

Grandes, Médios e Pequenos

Imagem extraída de https://www.facebook.com/cff.hns



As maiores seleções do mundo são aquelas que possuem muitos títulos, contam com grandes craques em seus elencos e jogam um bom futebol. Coloco nesse grupo o Brasil, a Argentina, a Espanha, a Itália e a Alemanha.

Um pouco abaixo estão seleções consideradas medianas, aquelas que possuem pelo menos um dos itens mencionados, mas que não apresentam poder de decisão ou que enfrentam grandes jejuns de títulos. Coloco nesta categoria seleções como Uruguai, Chile, Colômbia, México, Bélgica, Holanda e Inglaterra, todas sempre consideradas candidatas a surpresas nas competições.

A Croácia também pode ser incluída entre as seleções de nível médio, afinal conta com grandes atletas (Perišić, Modrić, Rakitić e Mandžukić), joga um futebol agradável graças ao seu bom meio-de-campo e sempre empolga apesar de nunca ser considerada favorita aos títulos. A escola de futebol croata, aliás, está em alta novamente devido ao grande número de atletas nascidos no país que se transferiram para as grandes ligas europeias. Tivemos contratações mais grandiosas como Rakitić (que se transferiu do Sevilla para o Barcelona) e Mandžukić (trocou o Bayern München pelo Atlético de Madrid), e outras mais modestas como Badelj, Vrsaljko, Čop, Brozović (que se transferiram para a Itália na temporada) Lovren e Kramarić (que foram para a Inglaterra).

Outro fator que ajuda a Hrvatska é o fato de muitos dos atletas mencionados serem titulares em seus respectivos clubes. Jogadores, obviamente, precisam de ritmo de jogo para chegarem em bom nível técnico em suas seleções. Se estiverem atuando em grandes ligas, melhor pois encontram companheiros e adversários de nível para que suas habilidades sejam testadas e aprimoradas. Modrić, por exemplo, está cada vez melhor e mais decisivo graças a sua boa fase no Real Madrid.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/cff.hns



A Croácia era totalmente superior à Noruega, seleção com pouca, senão nenhuma, tradição no futebol. A Hrvatska não jogou bem, aceitou a marcação rival em muitos momentos e deu espaço para contra-golpes. Um deles, gerou um pênalti cometido por Ćorluka, que viria a ser expulso mais tarde após parar outro contra-ataque.

Mesmo assim, pesou tudo o que eu escrevi a respeito da Croácia sobre a apenas esforçada Noruega: qualidade dos jogadores, força no meio-de-campo e o estilo de jogo. A Hrvatska ganhou por 5x1 sobre os noruegueses e ainda ficou barato se os croatas não perdessem tantos gols. O Modrić é ótimo e ajuda muito os homens da frente criando chances de gols incríveis. Perišić continua jogando no mesmo nível da última Copa do Mundo, marcando e atacando com a mesma eficiência. Pena que ele seja muito propenso às lesões. O volante Brozović foi uma agradável surpresa ao aparecer de surpresa e acertar dois chutes de fora da área -recurso que será muito usado pelos times para furar as duas linhas de quatro- sendo que um estufou as redes.

O bom desempenho inicial da Hrvatska neste ciclo é animador, com quatro vitórias e um empate diante da poderosa Itália nas eliminatórias. Espera-se que esta geração faça uma grande campanha na Eurocopa 2016. Os troféus ainda são um sonho, mas vejo estes atletas cada vez mais atingirem um nível de maturidade e de qualidade técnica impressionante.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/cff.hns



A EMOÇÃO VOLTOU À F1?

Quando li que a Mercedes de Hamilton conquistou a pole position, esperava que o inglês ficasse novamente com o troféu da Malásia e que a escuderia alemã começasse a construir sua hegemonia novamente em 2015. Eis que meu ídolo, Sebastian Vettel, arrancou a ponta de Hamilton e recolocou a Ferrari na briga pelos título. Gosto de Hamilton, mas quanto mais pilotos e equipes disputando o campeonato, melhor será a temporada.



PRÉVIA DA COPA AMÉRICA

Como esperado, o Chile deu muito trabalho aos reservas do Brasil. O jogo de hoje não valia nada, mas os chilenos não deram moleza, tanto no ataque quanto na defesa. Quando estiver valendo taça, podemos esperar ainda mais dureza vinda da Roja. E é bom que Dunga se prepare, pois Colômbia, Argentina e Uruguai estão jogando no mesmo nível técnico dos chilenos.



AULA DE PILOTAGEM

Descolei um jogo de videogame chamado Tourist Trophy. É um jogo de corrida de motocicleta e andei tendo muitas dificuldades com ele. Desta forma, decidi ver a Moto GP por duas razões: aprender um pouco mais sobre pilotagem de motos e também para ver o grande Valentino Rossi nas pistas. E o veterano italiano de 36 anos deu mais uma verdadeira aula de pilotagem no Catar ao conquistar mais uma vitória sobre tantos jovens talentosos.


domingo, 15 de março de 2015

O PSG Pede Passagem

Imagem extraída do Facebook oficial do Paris Saint-Germain- https://www.facebook.com/PSG/



O Paris Saint-Germain era apenas um clube de desempenho mediano até a década passada. O time da capital francesa até apresentava alguns bons momentos, como a conquista da Europa League (antiga Copa UEFA) em 1996 e o vice em 1997, mas nada que fizesse o clube ser considerado uma potência europeia.

Tudo mudou na temporada 2011-12, quanto o grupo catari Qatar Sports Investments, presidido pelo empresário Nasser Al-Khelaifi, adquiriu o clube francês e investiu grandes quantias de dinheiro na instituição. Isso possibilitou a vinda de muitas estrelas para a equipe parisiense, incluindo Zlatan Ibrahimović, Thiago Silva, Javier Pastore, Edinson Cavani, Lucas Moura, Ezequiel Lavezzi e, mais recentemente, David Luiz.

O Paris Saint-Germain seguiu o mesmo modelo do Chelsea, o adversário que eliminou durante a semana passada em duelo válido pela Champions League. O PSG não tardou a apresentar desempenho semelhante ao dos Blues, ganhando muitos títulos em seu país ajudado pelas estrelas de seu elenco. Ainda assim, ainda falta uma coisa para que o clube parisiense seja colocado definitivamente no rol dos grandes da Europa: um inédito título da Champions.



Imagem extraída do Facebook oficial do Paris Saint-Germain- https://www.facebook.com/PSG/



Ano após ano, o Paris Saint-Germain apresentou os mesmos problemas do Chelsea. O elenco milionário não apresenta poder de decisão quando encontra um rival de peso. A equipe francesa caiu diante do Barcelona nas quartas-de-final em 2013 e do próprio Chelsea também nas quartas em 2014. Tal feito, gerou uma anedota afirmando que "time milionário não é time grande".

O feito histórico animou até mesmo o presidente Nasser Al-Khelaifi, que deu um caloroso abraço no zagueiro David Luiz após o jogo. Foi um jogo bastante dramático, com o PSG chegando a perder na prorrogação após Thiago Silva cometer um pênalti e com Ibrahimović expulso logo no primeiro tempo. O zagueiro carioca se redimiu minutos depois ao fazer o gol da classificação.

Eliminar um rival como o Chelsa não significa que o Paris Saint-Germain irá repetir o feito do adversário e conquistar a Champions em 2015, assim como os Blues haviam feito em 2012. Há adversários muito mais fortes e tradicionais à espera dos parisienses, como o Real Madrid e o Bayern München, ambos já classificados às quartas. O feito histórico, no entanto, faz os rivais olharem o PSG com mais respeito, mostrando que a equipe parisiense pode fazer frente aos gigantes do continente.

Em termos de futebol, o Paris Saint-Germain ainda não agrada. Apesar de contar com muitos craques (Ibrahimović, Cavani e Thiago Silva), a equipe ainda é um tanto pragmática e depende muito dos contra-ataques ao invés de tomar a iniciativa no jogo. Onde está aquele treinador Laurent Blanc que introduziu o toque de bola na Seleção Francesa? Os atletas do PSG também batem demais nos adversários. Eden Hazard que o diga.

Ainda assim, vejo um potencial razoável para a equipe francesa fazer uma boa campanha na Champions desta temporada. Por ora, palpito que os parisienses chegam à semifinal. Mas o dramático triunfo sobre o Chelsea deixa muito evidente que o PSG pede passagem em 2015.



Imagem extraída do Facebook oficial do Paris Saint-Germain- https://www.facebook.com/PSG/



UM COMEÇO PROMISSOR

A temporada começou bem para os pilotos brasileiros Felipe Massa e Felipe Nasr. O piloto da Williams terminou em quarto lugar enquanto o garoto Nasr surpreendeu e terminou sua prova logo atrás, na quinta posição após ter largado em 11º. É bom, no entanto, que a euforia seja contida: ainda estamos no começo da temporada, os pilotos foram beneficiados pelos acidentes na pista (vários pilotos abandonaram a prova após a largada) e os brasileiros terão o desafio de manter uma sequencia neste ano. Se perseverarem, talvez o Brasil possa voltar a sonhar com troféus -os títulos ainda vão demorar um pouco.



AINDA ESTOU COM VETTEL

O alemão Sebastian Vettel terminou na terceira colocação, atrás das Mercedes de Hamilton e Rosberg. Eu, no entanto, tenho razões pessoais para torcer por Vettel: o alemão demonstrou muita atitude em temporadas anteriores ao peitar as ordens de sua antiga escuderia, a Red Bull Racing, e buscar a vitória, que é o objetivo de cada piloto, ao invés de aceitar a interferência de seus chefes. Bati palmas para Vettel pelo feito e gostaria que mais esportistas tivessem o perfil contestador do alemão.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A Consagração da Lenda

Imagem extraída de http://www.facebook.com/Official.SebastianVettel

Como eu esperei por este momento! O dia em que o alemão Sebastian Vettel conquistaria o quarto título mundial e provaria aos seus chefes na Red Bull que ele estava com a razão ao lutar pelos pontos e pelas vitórias!

Até agora eu me lembro o quanto o piloto foi criticado por desobedecer às ordens de sua equipe e não tentasse ultrapassar seu companheiro Mark Webber. O chamaram de moleque, de arrogante, de insubordinado, ...

Já escrevi isto no meu blog e faço questão de repetir: a obrigação profissional de um esportista é de vencer suas disputas. Na pista, todos os pilotos são rivais e adversários, porém não inimigos. Todos eles têm por objetivo a vitória em cada prova. E cada triunfo nada mais é do que um degrau na subida para a conquista do título mundial, que é o grande objetivo de cada competidor.

Talentoso e arrojado, Vettel torna-se o piloto mais jovem (26 anos) a conquistar quatro títulos mundias. Ele já se equipara a lendas do automobilismo mundial como Alain Prost, que também é tetracampeão mundial. E o fez pilotando por uma equipe que ainda não tem muita tradição na Fórmula 1 -a Red Bull ainda não tem o mesmo glamour de uma Ferrari ou uma McLaren. O piloto até declarou que a ficha não havia caído enquanto comentava que seu grande ídolo é o compatriota Michael Schumacher (que tem sete mundiais).

O que, no entanto, fez Vettel ganhar a minha admiração foi sua atitude. Ele demonstrou muita personalidade ao não permitir que a sua equipe interferisse no desempenho de sua prova. A grande maioria dos pilotos teria abaixado a cabeça e engolido a ordem. O que os críticos chamaram de "insubordinação", eu considerei como coragem, honestidade, atitude e espírito esportivo.


Imagem extraída de http://www.facebook.com/Official.SebastianVettel

Não digo que ele tinha toda a razão simplesmente porque faturou seus quatro títulos seguidos, mas imagino o que teria acontecido se ele tivesse seguido as ordens de sua equipe: perderia pontos que fariam falta para este momento e o tetracampeonato por antecipação ainda não estaria garantido.

Parabéns pelo título, Sebastian! Mas, acima de tudo, parabéns por sua atitude nas pistas! Você nos deu uma grande lição de atitude e de conduta esportiva! Que outros sigam seu exemplo daqui para frente!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Feliz Aniversário, Vettel!

Imagem extraída de http://www.facebook.com/Official.SebastianVettel

Completa hoje 25 primaveras, o piloto de Fórmula 1, Sebastian Vettel.

Correndo pela Red Bull Racing desde 2009, o alemão surpreendeu o mundo quando, pilotando por uma equipe com pouca tradição da F1, conseguiu ser campeão três vezes seguidas, deixando para trás pilotos como Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Jenson Button, bem como escuderias de renome, como Ferrari, McLaren e Williams.

Vettel já tinha minha admiração quando faturou seu primeiro título como o mais jovem piloto da categoria a ser campeão. E guiando um carro que, teoricamente, não poderia competir com a potência de uma Ferrari ou de uma McLaren.

O fato, porém, que me fez respeitá-lo definitivamente aconteceu neste ano, quando, durante o GP da Malásia, Vettel desobedeceu uma ordem da equipe para diminuir o ritmo e ultrapassou o companheiro Mark Webber. O alemão foi muito criticado pelo gesto, mas este blogueiro que vos escreve parabenizou o piloto pela atitude de buscar a vitória -objetivo que cada esportista tem a obrigação profissional de conseguir- e de ignorar a ordem de seus chefes. Por que as escuderias querem tanto interferir no espetáculo que é a F1? Será que alguém apreciou quando Rubens Barrichello foi obrigado a ceder a primeira posição a Michael Schumacher? Ou quando Felipe Massa foi obrigado a ceder passagem a Fernando Alonso?

Parabéns, Sebastian! A F1 e o desporto precisam de mais pessoas como você! Pessoas com atitude e que façam jus ao "espírito esportivo"! A cada dia, tenho mais orgulho de torcer por você!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Estou com Vettel

Peço a sua licença mais uma vez, fã do futebol, para nos desvirarmos um pouco do assunto.

Passada uma semana após o incidente envolvendo os pilotos da escuderia Red Bull, a polêmica gerada pelo desentendimento entre Sebastian Vettel e Mark Webber continua repercutindo na mídia. E fico ainda mais pasmado em saber que a maior parte das pessoas do mundo automobilístico (pilotos, chefes de escuderias e jornalistas especializados) ficou do lado do australiano e da escuderia. A maioria destes entrevistados considerou o piloto alemão "insubordinado" e "egoísta", "pensando mais em si mesmo do que na equipe".

Eu também escolhi um lado: o lado de Sebastian Vettel. Já expliquei em outro post que esses "jogos de equipe" estão arruinando a competitividade e a esportividade da Fórmula 1. As montadoras sempre favorecem algum piloto ou então interferem no desenrolar das competições, esquecendo-se de que o objetivo profissional e pessoal de cada piloto é ganhar a prova.

A meu ver, Vettel teve a atitude mais do que correta em não aceitar a intromissão de sua escuderia em sua luta pelo título. O que muitos "especialistas" consideraram "insubordinação", "imaturidade" e "desrespeito a quem paga o salário do piloto", eu considerei"espírito esportivo".

Podem ter certeza que, caso Vettel seja demitido pela Red Bull, aparecerão dezenas de escuderias interessadas em seu talento que, aliás, fará muita falta à sua equipe atual, que possui um carro modesto se comparado à McLaren e à Ferrari.

Vettel venceu suas provas pelo talento. Não contou com um motor potente, nem com uma escuderia de renome e muito menos com engenheiros ou pneus que compensassem a falta de recursos -como foi caso de Jenson Button em 2009 e Alonso em 2005.

Cara Red Bull, se vocês quiserem punir ou até mesmo demitir Vettel, estejam à vontade. Mas o alemão fará muito mais falta para vocês do que vocês para ele.