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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pacote Anti-Crise

Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc/



O São Paulo tem reagido na tabela, mas a crise que tem ameaçado o clube desde o começo do ano ainda não foi debelada.

O Tricolor, bastante endividado, sofreu com os atrasos nos salários dos jogadores e isto, obviamente, interferiu no desempenho da equipe.

Os dirigentes já afirmaram que novas contratações dificilmente ocorrerão e que mais vendas de jogadores deverão ser efetuadas para que as contas sejam equilibradas.

Duas soluções, contudo, já estão presentes no próprio clube e poderiam muito bem ser aproveitadas justamente para que a entidade pudesse lucrar.

A primeira é a própria base tricolor, que revelou talentos como Hernanes, Oscar e Lucas Moura. O clube, recentemente, vendeu o meia Boschilia ao Monaco. E o zagueiro-volante Rodrigo Caio, presença constante nas seleções de base, é outra cria da base bastante valorizada.

O São Paulo atualmente conta com Lucão, Matheus Reis, Lyanco, Auro e Breno no elenco principal, todos revelados no próprio clube. Um planejamento bem feito (algo ainda utópico em nosso futebol) poderia promover mais garotos da base, colocá-los para atuar na equipe principal aos poucos e, por fim, negociá-los.

Vale lembrar que jogadores revelados na base custam mais barato do fazer contratações e o clube formador sempre lucra com cada transação envolvendo o atleta.

A outra solução é o auxiliar-técnico Milton Cruz. O assistente é um excelente olheiro e tem um grande talento para encontrar bons jogadores em clubes menores. Milton indicou alguns jogadores que fizeram parte da geração 2005-2008, todos adquiridos a baixo custo, valorizados pelo bom desempenho no time e, posteriormente, negociados.

As crises sempre prejudicam o andamento das entidades, mas nada como criatividade para driblá-las e buscar soluções para se reerguer. O Santos, por exemplo, trouxe Dorival Júnior, que tem utilizado a base como alternativa às contratações. O Palmeiras encontrou o marketing e o gerente Alexandre Mattos como soluções. E o Corinthians conta com o seu apelo midiático e com o retorno do treinador Tite.

Falta apenas o São Paulo apresentar suas armas para este período de turbulência.



Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc/



JADSON

O Campeonato Brasileiro ainda está longe de ser decidido, mas já vejo pelo menos um jogador candidato a melhor do ano. O meia Jadson está jogando muita bola no Corinthians. Os passes precisos, os gols, as bolas paradas e a boa movimentação em campo tem feito do camisa 10 o virtual melhor jogador deste Brasileirão 2014. Só é uma pena que ele já esteja com 31 anos (faz 32 no dia 5 de outubro). Se fosse mais jovem, seria um potencial candidato à uma vaga na Seleção para a disputa da Copa 2018.



SEIS BARBADAS E DUAS ZEBRAS

Imagem extraída de https://www.facebook.com/mundoespn/

Estes foram os resultados dos jogos válidos pela primeira rodada da Champions League. A maioria dos clubes favoritos venceu. Tivemos, contudo, duas surpresas: o poderoso Manchester United foi surpreendido pelo desmontado PSV e a Juventus, que estava em má fase na Serie A, derrotou o Manchester City, líder invicto na Premier League, em pleno Etihad Stadium. Hoje teremos o complemento desta rodada, a partir das 15:45h (horário de Brasília) nos canais Band e Esporte Interativo.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Primeiro e o Último Ano




Hoje peço licença ao querido leitor e leitora para escrever a respeito de algo fora do assunto esportivo no texto principal de hoje.

Estive presente em um baile de formatura há algumas semanas atrás. Uma semana depois, fui a uma reunião na faculdade onde me graduei, justamente no mesmo dia em que estava havendo a matrícula daqueles que haviam acabado de superar o dificílimo vestibular. O ano de 2015 era o começo da vida universitária para alguns e o fim para outros.

Foi impossível, nas duas ocasiões, não me recordar dos meus tempos de faculdade, desde o primeiro até o último dia como universitário. Lembrei-me dos trotes, da recepção, das provas e do dia em que colei grau. Não fui ao baile do meu ano por opção.

Fiz questão de ir na formatura deste ano por ter sido a primeira turma que eu supervisionei. Quando fazia pós-graduação, ingressei em um programa para assistir docentes em aula. O que era para ser apenas um meio para se conseguir créditos e auxílio financeiro, logo tornou-se uma experiência inesquecível para mim. Cultivei amizade com muitos dos alunos e cheguei a lamentar que dificilmente veria alguns novamente. Felizmente, as redes sociais existem para que o contato seja mantido. Não escondo meu orgulho de vê-los chegar ao fim de sua jornada.

No dia da recepção, permaneci apenas por algumas breves horas mas foi o suficiente para perceber como a vida na faculdade é cíclica. Enquanto muitos alunos estão indo embora da instituição, muitos outros estão ingressando. Confusos (muitos provavelmente ainda nem acreditavam que haviam superado o vestibular), curiosos, sedentos por novidades e tendo o diploma como objetivo, os ingressantes ainda nem tinham muita ideia do que viria pela frente nos próximos cinco ou seis anos. Felizmente, os alunos do segundo ano (chamados popularmente de "veteranos") foram extremamente atenciosos com os pais e os ingressantes, tirando as dúvidas dos confusos calouros. Caia por terra o mito de que a relação entre calouros e veteranos seria hostil. Lamentei apenas ter conversado pouco com os ingressantes, pessoas com quem provavelmente vou conviver nos próximos anos.

Eu já havia trilhado esse caminho há muito tempo, mas há coisas que você percebe em uma faculdade apenas depois de sair dela. Durante a vida universitária, cria-se a estranha sensação de que não há vida fora da faculdade. Amigos, festas e até mesmo o trabalho é quase que totalmente relacionado à universidade. Observando os acontecimentos pelo lado de fora, percebemos que há vida após a faculdade e o quanto o mundo universitário nos faz falta em alguns momentos. Você se sente como uma ave deixando o conforto do seu ninho.

Já escrevi em outro texto o quanto lamento de não ter aproveitado totalmente o que a universidade tem a oferecer. Mas o que é a vida universitária senão um intervalo entre o ingresso e a formatura? Em apenas uma semana, pude ver e contrastar esses dois extremos da universidade: o momento em que ingressamos neste estranho mundo, e o momento em que saímos do conforto oferecido por ele.

Parabéns aos ingressantes e formandos! Que a experiência proporcionada pela faculdade seja (ou tenha sido) inesquecível em todos os sentidos!






PERDENDO O RUMO DE CASA

O City foi totalmente apático no primeiro tempo e deu muito
espaço para Messi se movimentar. Os laterais ofensivos e o
volante Mascherano ajudaram a prensar o time azul
(obtido via this11.com).
Alguém me explica por que o City só entrou em campo no segundo tempo, quando a vaca já tinha ido para o brejo? O 4-4-2 do time azul deveria encaixar o 4-3-3 do Barça, mas os donos da casa nem viram a cor da bola durante boa parte do jogo. Nasri e David Silva deveriam aproveitar os espaços deixados pelos laterais adversários e cruzar bolas para o grandão Džeko, mas pouco incomodaram. Enquanto isso, o Tiki-Taka do Barça me divertia, Messi distribuía o jogo e a dupla Neymar-Suárez jogava nas costas dos laterais tranquilamente. E o uruguaio fez os dois gols para o Barcelona, abrindo boa vantagem para o jogo de volta.



VAI OU NÃO VAI?

Depois da notícia sobre a venda do meia Jadson, surgiu uma bomba afirmando que o camisa 10 pode permanecer no Corinthians. O atleta estaria com vontade de ficar e ajudar o time segundo algumas matérias. Dirigentes do Corinthians teriam afirmado na segunda que "estavam de mãos atadas" diante da situação. Dá a entender que é o clube quem deseja a saída do jogador para fazer caixa. Será?



FORZA PARMA!

Um dos clubes mais tradicionais da Itália acabou de ser rebaixado por não ter como honrar suas dívidas. Não obstante, o Parma pode sofrer a sua segunda falência -a primeira foi na década passada após problemas envolvendo a então patrocinadora Parmalat. Estou na torcida para que o clube se recupere, afinal são anos de tradição, de grandes jogadores e de dois títulos na Europa League.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Mais uma Semana de Champions

Imagem extraída do Facebook oficial do Barcelona- https://www.facebook.com/fcbarcelona



As equipes mais elegantes da Europa entrarão em campo nas próximas duas tardes. Trata-se do Barcelona, do Borussia Dortmund e do Arsenal, todas adeptas do toque de bola e do jogo coletivo. Nem preciso dizes que as três terão minha torcida para avançarem às quartas-de-final. Cabe, ainda, fazer alguns elogios ao Manchester City (que tem bons jogadores, como Yaya Touré e Samir Nasri), à Juventus (que perdeu um pouco da elegância após a saída de Antonio Conte, mas ainda tem bom meio-de-campo) e ao Atlético de Madrid (que não joga exatamente um futebol bonito, mas agrada com seus bons zagueiros e atacantes).

A temporada, infelizmente, não tem sido fácil para as equipes mencionadas. O Barça vem tendo muita dificuldade para alcançar o arquirrival Real Madrid na tabela e ainda sofreu turbulências no elenco. O Arsenal vai se contentar com uma vaga para a Champions da próxima temporada. E o Borussia ainda não está livre da ameaça de rebaixamento. A vaga para as quartas seria muito bem-vinda para todos.

A maioria dos jogadores lesionados, felizmente, já saiu do estaleiro e pode ajudar suas respectivas equipes. Teremos o prazer de ver craques como Özil, Gündoğan e Reus em campo novamente. Pena que outros como Hummels, Vermaelen e Sven Bender continuem ausentes.

Para quem não se lembra, palpitei que todos os times mandantes das partidas de volta, à exceção do Monaco, devem avançar às quartas, a julgar pelo momento vivido pelos clubes. A única dúvida fica em relação ao Borussia Dortmund, que está reagindo na tabela da Bundesliga, mas ainda não está totalmente a salvo da crise. A adversária Juventus, por outro lado, está em melhor fase e continua soberana na Itália. Mesmo assim, mantenho o meu palpite, levando em conta o retrospecto recente do time aurinegro nos jogos da Champions, mesmo com os desfalques.

As equipes tiveram poucas mudanças na temporada. As negociações da janela de inverno (lembrando que no Hemisfério Norte as estações do ano são invertidas em relação ao Brasil) foram mornas e houve pouca movimentação de jogadores. Ainda assim, alguns times desta semana terão novidades em seus elencos, como o Arsenal que contratou o zagueiro brasileiro Gabriel, o City que trouxe o atacante marfinense Bony e o Atlético que trocou com o Milan o italiano Cerci pelo espanhol Fernando Torres.

As partidas serão transmitidas às 16:45h (horário de Brasília -lembrando que o horário de verão acabou) de hoje e de amanhã nos canais Band, Esporte Interativo e ESPN.

Se você está cansado da brutalidade e burocracia dos estaduais, eis uma chance de ver futebol bonito e bem jogado!



Imagem extraída do Facebook oficial do Barcelona- https://www.facebook.com/fcbarcelona


O PATO PEDE PASSAGEM

O Campeonato Paulista, definitivamente, não é um parâmetro seguro para se avaliar o desempenho de um jogador devido à baixa qualidade técnica da competição. Mesmo assim, o atacante Alexandre Pato tem a brilhante marca de seis gols em seis jogos e vem mostrando empenho em campo. Ainda é cedo para ele voltar à Seleção ou à Europa, mas ficou bem claro que ele merece ser titular na Libertadores.



TCHAU, JADSON

Durou pouco o "ressurgimento" de Jadson no futebol brasileiro. O Timão tentou segurá-lo devido ao seu desempenho e importância para a equipe de Tite, mas os chineses do Jiangsu Sainty pagaram a multa rescisória e levarão o meio-campista em breve. Pesaram a situação financeira do Corinthians e o fato do atleta já ter 31 anos. Resta saber quem será o substituto do meia no Coringão, mas penso que Luciano, Petros (ambos abertos pela esquerda) ou Danilo (jogando centralizado) podem dar conta do recado.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Castelo de Cartas

Imagem extraída do Facebook oficial de Anderson Silva- https://www.facebook.com/spideranderson/



Um professor no colégio certa vez me contou a seguinte história: a reputação é como um castelo de cartas, muito difícil de se erguer porém muito fácil de se derrubar.

O lutador Anderson Silva levou anos para construir a sua carreira. Ele só recebeu o reconhecimento pleno aqui no Brasil aos 35 anos, após derrotar Vitor Belfort. Bastou, no entanto, uma acusação de doping -um exame de urina acusou o uso de hormônios androgênicos- para que sua reputação caísse por terra. A repercussão da acusação foi de um misto de surpresa e decepção.

Muitos outros atletas (prefiro não citar os seus nomes) viram suas carreiras acabarem para sempre devido a acusações semelhantes. Suas reputações foram manchadas de tal forma que eles nunca mais puderam viver sem o estigma de atletas drogados.

O caso do lutador brasileiro, por enquanto, é apenas uma acusação, cabendo recurso e uma contraprova. É triste, no entanto, como uma carreira que levou tanto tempo para ser construída corre o risco de terminar manchada por uma simples exame de laboratório. E era um momento especial para Anderson Silva, afinal o atleta estava há meses sem atuar devido aquela fratura sofrida na luta contra Chris Weidman e o brasileiro estava celebrando o seu retorno aos ringues com uma vitória.

O atleta sabe que ele terá muito trabalho para reconstruir sua carreira, ainda que consiga provar sua inocência. Foi uma acusação muito grave e que teve uma repercussão muito grande. Ele terá de limpar seu nome e reerguer novamente a sua reputação, o que não é nada fácil dado o impacto que a notícia teve. Ele terá de fazer com que as provas de sua inocência tenham uma repercussão tão grande quanto a acusação.

O castelo de cartas de Anderson Silva caiu com uma acusação de doping e será um processo longo até que ele consiga reerguê-lo novamente.



Imagem extraída do Facebook oficial de Anderson Silva-https://www.facebook.com/spideranderson/



VIVA O COMPANHEIRISMO

Até agora não entendi as vaias de alguns torcedores do São Paulo ao volante Maicon, afinal o time está em boa fase e venceu bem o fraco Capivariano. Se a equipe estivesse em crise ou se o atleta tivesse cometido uma sequencia de erros, o que não foi o caso, eu compreenderia. Mas se houve algo de bom nesta triste história, foi a maneira como os companheiros de time -Michel Bastos, Ganso, e o técnico Muricy Ramalho- saíram em defesa do volante. Isto mostra como o elenco está unido e, mais do que isso, prova o quanto aqueles torcedores foram injustos com o atleta.



TITE "DESCOBRE" JADSON

A temporada mal começou para o Corinthians e já estou gostando das mudanças propostas pelo técnico Tite. O treinador deu chances a Jadson e viu o camisa 10 organizar o meio-de-campo do Timão -Lodeiro também seria aproveitado, mas o uruguaio acertou com o Boca Juniors de última hora. Jadson não era aproveitado pelo antecessor Mano provavelmente porque marcava pouco e era considerado "muito lento" (ele era até chamado de "Jadsono" em seus tempos de São Paulo). Os "professores" de hoje valorizam tanto a marcação e a pegada que acabam tirando os artistas do campo em detrimento aos volantões brucutus. Com isso, jogadores que tem qualidade no passe e visão de jogo como o Jadson acabam ficando sem espaço nos times. Que o camisa 10 tenha sequência no Timão e possa demonstrar em campo seu talento.



PARABÉNS, GANA!

Os ganeses derrotaram a Seleção de Guiné Equatorial por 3x0 e vão enfrentar a Costa do Marfim na final. Mas quem deu um grande exemplo foram os torcedores ganeses, que foram alvejados por garrafas e, mesmo assim, não revidaram, não causaram nenhum tipo de tumulto e agiram com tranquilidade seguindo à risca as orientações da segurança do estádio. Bem ao contrário da torcida local, que prejudicou o espetáculo e ainda deve causar prejuízos à própria seleção.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Eu Pagaria

Imagem extraída de https://www.facebook.com/corinthians

Caros dirigentes do Corinthians. Se eu estivesse no lugar de vocês, eu pagaria a multa ao São Paulo para que Jadson entrasse em campo no clássico de domingo.

Rivalidades a parte, acho que o camisa 10 do Timão tem de jogar, mesmo que o preço seja de R$ 1 milhão (algumas fontes afirmam que o acordo prevê que o Coringão deve pagar R$ 5 mi ao Soberano caso o meia enfrente o seu ex-time).

Primeiro porque Jadson está em boa fase, fazendo muitos gols e organizando o burocrático meio-de-campo. Um cara assim precisa jogar, ter uma sequência e ter a oportunidade de enfrentar um adversário de nível.

Segundo porque o camisa 10 deve entrar motivado contra seu ex-time. Se as polêmicas criadas pelos sites esportivos forem verdadeiras, o atleta deve estar ansioso para enfrentar o São Paulo. Aliás, caros jornalistas, não precisam cutucar tanto a ferida. Já não basta a violência entre torcidas. Não precisamos criar animosidades desnecessárias entre clubes e jogadores só por causa da audiência.

E, por fim, acho que uma vaga nas quartas-de-final do Paulistão -e um possível título em decorrência disso- vale muito mais que o R$ 1 milhão pedido pelo São Paulo. Você perde dinheiro mas ganha um troféu em troca disto. Ou será que dinheiro vale mais que um troféu? Que eu saiba, o Corinthians precisa muito mais da vitória que o meu Tricolor e toda ajuda em campo é bem-vinda.

Pensem bem cartolas corinthianos. Leiam atentamente o penúltimo parágrafo desta resenha e reflitam profundamente. Para mim, um troféu vale muito mais do que ceder R$ 1 milhão a um rival.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Entre Patos e Jadsons

Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo-
http://www.facebook.com/saopaulofc

Os sites oficiais dos clubes não confirmam, mas já e dada como certa a troca entre o meia do São Paulo Jadson (foto) e o atacante do Corinthians Alexandre Pato. O Tricolor, inclusive, já ofereceu a camisa 10 (que pertencia a Jadson) a Ganso, indicando que o negócio deve sair.

Os comentaristas veem a negociação como vantajosa a ambos os times. Ao São Paulo, o Tricolor trocaria um meia que não vinha sendo aproveitado (hoje Jadson está atrás de Ganso, Maicon e Boschilia) por um centroavante motivado em recuperar sua vaga na Seleção para ocupar a vaga deixada por Aloísio, que se transferiu para a China. Ao Corinthians, o Timão cederia um atacante que não tinha mais clima no time (ele vinha sendo perseguido pela torcida e, segundo o ex-jogador e apresentador Neto, havia ciume no elenco contra seus altos salários) e receberia um meia com qualidade no passe e visão de jogo para solucionar os problemas na criação.

Os clubes teriam feito um acordo impedindo que Jadson e Pato enfrentem seus ex-times, exceto mediante pagamento de multa. Pato não poderia mais atuar pelo Paulistão 2014 por ter jogado por mais de três partidas pelo Timão, mas o clube do Parque São Jorge ainda pagaria parte do salário do atacante. Jadson, por outro lado, estaria livre para jogar pelo Campeonato Paulista e teria os salários bancados integralmente pelo Corinthians.

Em termos técnicos, o Corinthians levou vantagem na negociação. Jadson é um bom jogador, sabe jogar com a bola no chão e tem boa visão de jogo. Ele vem justamente para ocupar a vaga deixada pelo envelhecido Danilo e pelo irregular Douglas. Há ainda o Renato Augusto, mas ele vive machucado (ainda farei uma resenha sobre atletas que lesionam com facilidade). O corinthiano só não deve contar que Jadson vá atuar em velocidade ou voltar para marcar, uma vez que ele não é muito rápido e nem muito forte. O negócio dele é jogar na técnica e não na raça.

Em termos financeiros, o meu Tricolor é quem levou a vantagem, pois estará recebendo um atleta jovem (faz 25 anos em 2014), com muitas passagens pela Seleção e com potencial de ser valorizado. O São Paulo teria de trazer Pato para a "realidade", afinal ele sempre teve tratamento de estrela pela mídia desde o seu surgimento no Internacional em 2006. Ele precisa se conscientizar de que precisa se empenhar se quiser voltar aos seus dias de glória. As lesões também são um problema constante na carreira de Pato, mas o Soberano tem uma boa infra-estrutura para o tratamento de atletas machucados.

Que os atletas tenham sorte e sucesso em seus novos clubes.