Eu assisti ao jogo da Espanha contra a Nigéria. Em virtude disso, não vi o jogo do Uruguai contra o Taiti, apenas acompanhei alguns lances via internet.
Os campeões da Oceania vieram para a edição 2013 da Copa das Confederações como grande azarões, afinal a equipe não dispunha de um time profissional. Seu único atleta profissional é Marama Vahirua, que estava atuando no futebol grego. A participação dos taitianos na competição já poderia ser considerada um grande prêmio.
Como esperado, os taitianos levaram três goleadas: 6x1 da Nigéria, 10x0 da Espanha e 8x0 do Uruguai. Mesmo com o esforço demonstrado, os comandados do treinador Eddy Etaeta não conseguiram fazer frente aos seus adversários.
Não sei de onde vem essa cultura do torcedor brasileiro de apoiar a equipe mais fraca, mas o fato é que o Taiti caiu nas graças do povo brasileiro e mesmo de alguns adversários.
Ao término da despedida da partida de ontem para o Uruguai, os atletas do Taiti estenderam uma faixa com os dizeres "Obrigado Brasil" em retribuição ao carinho recebido. Não obstante, o treinador Eddy Etaeta cumprimentou cada um dos repórteres após conceder sua última entrevista coletiva no Brasil.
Aos taitianos, posso sugerir para que continuem em sua busca pela profissionalização de seu futebol. Não é um caminho fácil e, provavelmente, levará alguns anos até que a equipe da Oceania consiga fazer frente aos adversários de outros continentes. Já postei isto uma vez, mas repito: vejam como os times do Japão, Estados Unidos, Índia, China e Oriente Médio têm feito, levando grandes jogadores em final de carreira para atuarem em suas terras e, com isso, aumentar o interesse no futebol nesses países. É apenas um modelo, mas que pode vir a funcionar. A própria participação do Taiti nesta Copa das Confederações, provavelmente, irá aumentar o interesse de todos no futebol daquele país.
Obrigado, Taiti. E voltem sempre!
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
Voa, Alba!
Jordi Alba foi a grande revelação da Euro 2012. Tal feito o credenciou a grande contratação do meu Barcelona para a temporada 2012-13, mas o lateral-esquerdo deixou um pouco a desejar durante seu retorno ao clube que o revelou. Normal, afinal, Jordi Alba ainda é jovem, vai ganhar experiência, maturidade e, provavelmente, vai dar muitas alegrias ao torcedor catalão.
Alegrias, aliás, como as que o garoto nos proporcionou hoje ao anotar dois gols e tomar conta do lado esquerdo. Com muita velocidade, bom posicionamento e pontaria certeira, o atleta do Barcelona foi o nome do jogo com muita justiça. Fernando Torres deixou o seu também e chegou à marca de 5 gols na competição.
A Espanha, apesar da posição confortável na tabela, ainda poderia ser eliminada da Copa das Confederações 2013. Era uma probabilidade bem pequena, é verdade, mas existia. Era importante, portanto, vencer a Nigéria.
Hoje os espanhóis utilizaram-se do tradicional toque de bola, mas com mais velocidade e verticalidade. Jogadas velozes e individuais, além dos cruzamentos, foram feitas com mais frequência. A marcação espanhola fez o padrão, adiantando os defensores e mais preocupada em fechar espaços e atrapalhar o posicionamento dos atacantes nigerianos do que realizar desarmes. Não à toa, a Espanha comete pouquíssimas faltas.
A Nigéria, apesar de ser superior fisicamente, não conseguiu ameaçar a Roja. Com marcação confusa e apostando em contra-golpes velozes, os africanos vez ou outra chegaram a dar alguns sustos em Valdés, mas ficou só no "quase". Os nigerianos foram esforçados, mas não tiveram futebol para superar a técnica e o jogo coletivo da Furia.
Com a primeira posição assegurada no Grupo B, a Espanha vai reencontrar a Itália e reeditar a final da Euro 2012.
ALGUÉM ANOTOU A PLACA DO CAMINHÃO?
No outro jogo, o Uruguai não teve piedade do Taiti e anotou oito tentos em cima do campeão da Oceania. Destaque para Abel Hernández que marcou quatro gols. "Luisito" Suárez, que entrou na metade do segundo tempo, teve tempo de deixar duas vezes o seu cartão de visita. O jogo foi muito faltoso, com direito a dois atletas expulsos (Scotti para a Celeste e Ludivion para o Taiti). Com o resultado, o Uruguai confirma o favoritismo e vai encarar o Brasil nas semifinais.
Alegrias, aliás, como as que o garoto nos proporcionou hoje ao anotar dois gols e tomar conta do lado esquerdo. Com muita velocidade, bom posicionamento e pontaria certeira, o atleta do Barcelona foi o nome do jogo com muita justiça. Fernando Torres deixou o seu também e chegou à marca de 5 gols na competição.
A Espanha, apesar da posição confortável na tabela, ainda poderia ser eliminada da Copa das Confederações 2013. Era uma probabilidade bem pequena, é verdade, mas existia. Era importante, portanto, vencer a Nigéria.
Hoje os espanhóis utilizaram-se do tradicional toque de bola, mas com mais velocidade e verticalidade. Jogadas velozes e individuais, além dos cruzamentos, foram feitas com mais frequência. A marcação espanhola fez o padrão, adiantando os defensores e mais preocupada em fechar espaços e atrapalhar o posicionamento dos atacantes nigerianos do que realizar desarmes. Não à toa, a Espanha comete pouquíssimas faltas.
A Nigéria, apesar de ser superior fisicamente, não conseguiu ameaçar a Roja. Com marcação confusa e apostando em contra-golpes velozes, os africanos vez ou outra chegaram a dar alguns sustos em Valdés, mas ficou só no "quase". Os nigerianos foram esforçados, mas não tiveram futebol para superar a técnica e o jogo coletivo da Furia.
Com a primeira posição assegurada no Grupo B, a Espanha vai reencontrar a Itália e reeditar a final da Euro 2012.
ALGUÉM ANOTOU A PLACA DO CAMINHÃO?
No outro jogo, o Uruguai não teve piedade do Taiti e anotou oito tentos em cima do campeão da Oceania. Destaque para Abel Hernández que marcou quatro gols. "Luisito" Suárez, que entrou na metade do segundo tempo, teve tempo de deixar duas vezes o seu cartão de visita. O jogo foi muito faltoso, com direito a dois atletas expulsos (Scotti para a Celeste e Ludivion para o Taiti). Com o resultado, o Uruguai confirma o favoritismo e vai encarar o Brasil nas semifinais.
sábado, 22 de junho de 2013
A Espanha Fez o que Tinha de Fazer
Muitos prefeitos e governadores recuaram o aumento das passagens de ônibus, mas a onda de protestos continua forte aqui no Brasil. Confesso que fica difícil falar de esporte e de entretenimento enquanto meu país está ameaçando pegar fogo. Talvez eu faça mais um post para comentar o momento que o Brasil está atravessando, mas eu particularmente não aprecio falar sobre política, apenas abri três exceções nestas duas semanas para declarar meu apoio às causas do Movimento Passe Livre (algumas das causas que eu mencionei, atribui erradamente ao movimento, fica aqui, portanto, meu pedido de desculpas) e às manifestações que contaram com a presença de meus amigos.
Bem, hoje a Copa das Confederações estava "em recesso" e li algumas notícias sobre as seleções participantes. Muitas notícias mostrando o bom clima nas delegações apesar da onda de protestos.
Lendo as notícias sobre a Espanha, a seleção que mais me agrada pelo seu futebol de toque de bola, vi muitos comentários de internautas indignados com a goleada que a Furia aplicou ontem no Taiti. Muitos leitores diziam que a Roja deveria ter "mais humildade" com os jogadores da Oceania e "humilhar menos" os taitianos.
Respeito a opinião de quem se expressou dessa maneira, mas acho que Vicente del Bosque e seus comandados agiram de maneira correta. A meu ver, facilitar o jogo para um adversário, por mais fraco que ele seja, é uma grande falta de espírito esportivo e o pior: é subestimar um adversário, portanto, uma falta de respeito.
Eu sempre escrevo que a obrigação profissional de cada time é ganhar o jogo. Tanto, que sou contra equipes que "entregam" as partidas ao adversário apenas para prejudicar um rival direto. Isso é uma falta de fair play e também uma falta de respeito com o adversário e com o torcedor que pagou o ingresso.
Del Bosque escalou um time considerado reserva para enfrentar o Taiti -se bem que atletas como Torres, Azpilicueta, Juan Mata, Villa e Silva são bons demais para serem considerados reservas. Os atletas espanhóis, convenhamos, nem precisaram dar muito de si para superar os taitianos, que sequer têm um time profissional. Com todo o respeito, perder por 10X0 da melhor seleção da atualidade foi pouco para o Taiti.
Eu, dessa forma, apoio a maneira como a Espanha agiu. A Furia jogou um futebol limpo e respeitou o adversário de verdade, sem subestimá-lo.
Ao Taiti, peço para que o treinador Eddy Etaeta e seus comandados não desanimem. A profissionalização de um esporte é difícil e vocês ainda terão um longo caminho a percorrerem. Querem um exemplo para se inspirarem? Vejam o Japão, que profissionalizou seu futebol há pouco tempo. Há 20 anos atrás, os japoneses eram uma equipe repleta de jogadores tecnicamente fracos e, hoje, vários atletas estão brilhando na Europa. Sugestão? Aproveitem sua passagem pelo Brasil e convidem alguns atletas mais experientes em atividade por aqui para jogarem na Oceania e ajudarem o futebol taitiano a ganhar adeptos. O próprio Japão fez isso no começo dos anos 90 quando levou Zico para jogar no Kashima Antlers. Este investimento está dando frutos na geração atual. Mas, se vocês forem fazer isso, convidem CRAQUES para jogar -nada de convidar aqueles zagueiros e volantes botinudos que estão acabando com nosso futebol!
Bem, hoje a Copa das Confederações estava "em recesso" e li algumas notícias sobre as seleções participantes. Muitas notícias mostrando o bom clima nas delegações apesar da onda de protestos.
Lendo as notícias sobre a Espanha, a seleção que mais me agrada pelo seu futebol de toque de bola, vi muitos comentários de internautas indignados com a goleada que a Furia aplicou ontem no Taiti. Muitos leitores diziam que a Roja deveria ter "mais humildade" com os jogadores da Oceania e "humilhar menos" os taitianos.
Respeito a opinião de quem se expressou dessa maneira, mas acho que Vicente del Bosque e seus comandados agiram de maneira correta. A meu ver, facilitar o jogo para um adversário, por mais fraco que ele seja, é uma grande falta de espírito esportivo e o pior: é subestimar um adversário, portanto, uma falta de respeito.
Eu sempre escrevo que a obrigação profissional de cada time é ganhar o jogo. Tanto, que sou contra equipes que "entregam" as partidas ao adversário apenas para prejudicar um rival direto. Isso é uma falta de fair play e também uma falta de respeito com o adversário e com o torcedor que pagou o ingresso.
Del Bosque escalou um time considerado reserva para enfrentar o Taiti -se bem que atletas como Torres, Azpilicueta, Juan Mata, Villa e Silva são bons demais para serem considerados reservas. Os atletas espanhóis, convenhamos, nem precisaram dar muito de si para superar os taitianos, que sequer têm um time profissional. Com todo o respeito, perder por 10X0 da melhor seleção da atualidade foi pouco para o Taiti.
Eu, dessa forma, apoio a maneira como a Espanha agiu. A Furia jogou um futebol limpo e respeitou o adversário de verdade, sem subestimá-lo.
Ao Taiti, peço para que o treinador Eddy Etaeta e seus comandados não desanimem. A profissionalização de um esporte é difícil e vocês ainda terão um longo caminho a percorrerem. Querem um exemplo para se inspirarem? Vejam o Japão, que profissionalizou seu futebol há pouco tempo. Há 20 anos atrás, os japoneses eram uma equipe repleta de jogadores tecnicamente fracos e, hoje, vários atletas estão brilhando na Europa. Sugestão? Aproveitem sua passagem pelo Brasil e convidem alguns atletas mais experientes em atividade por aqui para jogarem na Oceania e ajudarem o futebol taitiano a ganhar adeptos. O próprio Japão fez isso no começo dos anos 90 quando levou Zico para jogar no Kashima Antlers. Este investimento está dando frutos na geração atual. Mas, se vocês forem fazer isso, convidem CRAQUES para jogar -nada de convidar aqueles zagueiros e volantes botinudos que estão acabando com nosso futebol!
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Aplausos para o Taiti
Confesso que pouco vi hoje a respeito da partida que marcou o fim desta primeira rodada na Copa das Confederações 2013 -eu estava mais preocupado, na ocasião, com os protestos contra o aumento das tarifas de ônibus aqui em São Paulo. O pouco que eu vi do jogo, no entanto, foi suficiente para comover o torcedor.
O Taiti entrou na Copa das Confederações como grande surpresa -foi campeã da Copa da Oceania de 2012. Sem contar com atletas profissionais (apenas o atacante Marama Vahirua atua profissionalmente pelo Panthrakikos da Grécia) e buscando promover o futebol de seu país, os atletas do Taiti sabiam que suas chances eram minúsculas. Tanto é verdade que os taitianos levaram uma goleada de 6x1 da Nigéria, que entrou em campo com muitos desfalques.
O jogo, no entanto, ficou em segundo plano para os esforçados taitianos. Os atletas, logo após a execução dos hinos, presentearam os adversários nigerianos com colares. E comemoraram seu único gol na partida como se tivessem ganhado um título.
Se há uma seleção que vai levar boas recordações desta edição da Copa das Confederações, esta seleção, sem dúvida, é a do Taiti que pode comemorar a sua participação como um grande prêmio. E, também, levará em sua bagagem a esperança de que o futebol taitiano receba a atenção e a profissionalização em seu país.
O Taiti entrou na Copa das Confederações como grande surpresa -foi campeã da Copa da Oceania de 2012. Sem contar com atletas profissionais (apenas o atacante Marama Vahirua atua profissionalmente pelo Panthrakikos da Grécia) e buscando promover o futebol de seu país, os atletas do Taiti sabiam que suas chances eram minúsculas. Tanto é verdade que os taitianos levaram uma goleada de 6x1 da Nigéria, que entrou em campo com muitos desfalques.
O jogo, no entanto, ficou em segundo plano para os esforçados taitianos. Os atletas, logo após a execução dos hinos, presentearam os adversários nigerianos com colares. E comemoraram seu único gol na partida como se tivessem ganhado um título.
Se há uma seleção que vai levar boas recordações desta edição da Copa das Confederações, esta seleção, sem dúvida, é a do Taiti que pode comemorar a sua participação como um grande prêmio. E, também, levará em sua bagagem a esperança de que o futebol taitiano receba a atenção e a profissionalização em seu país.
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