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quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Acesso Negado

Darwin Núñez brilhou com um gol e uma assistência
(imagem extraída de www.facebook.com/aufoficial).



O Brasil sofreu a sua primeira derrota nas Eliminatórias da Copa 2026 diante de um aguerrido e organizado Uruguai. A Celeste tirou os espaços dos Canarinhos e foi mais letal nas oportunidades criadas em um jogo de poucas finalizações de ambos os lados.

Marcelo Bielsa escalou o Uruguai em 4-3-3/4-2-3-1 variando para 4-4-2/4-2-4 com Nicolás de la Cruz espetado entre os atacantes. Fernando Diniz manteve o 4-3-3 com Yan Couto, Carlos Augusto e Gabriel Jesus nos lugares de Danilo, Arana e Richarlison respectivamente.

O Uruguai surpreendeu o Brasil com linhas altas e valorizando a posse da bola quando todos esperavam que os Charrúas mantivessem a sua tradição defensiva. O Brasil ficou sem ação e tentava responder sem muito sucesso utilizando seu lado esquerdo.

Os visitantes conseguiram equilibrar o jogo atacando um pouco mais pela direita -Rodrygo chegou a dar um susto nos mandantes em uma jogada individual- mas a Celeste esfriou a reação brasileira com um contra-ataque de Maxi Araújo pela esquerda que terminou em um cruzamento na medida para Darwin Núñes fuzilar Ederson. Para piorar, o Brasil perdeu Neymar por lesão no final da primeira etapa e Richarlison substituiu o camisa 10.



Uruguai, em 4-4-2/4-2-4, surpreende com linhas altas e impede
os brasileiros de jogar. Brasil, encolhido em 4-3-3, responde
pelos lados sem muito sucesso (imagem obtida via this11.com).



O Uruguai retorna fechando os corredores e adiantando seus laterais, impedindo o Brasil de atacar pelos lados. Os Canarinhos só conseguem criar chances de gol em lances de bola parada próximos à meta de Rochet. Melhor para a Celeste que ampliou o placar com De la Cruz após uma jogada de pura raça de Darwin Núñez -o camisa 9 protegeu a bola marcado por dois brasileiros e serviu o meio-campista.

Bielsa, então, realiza apenas substituições "protocolares" visando oferecer descanso aos mais desgastados ou tirando os amarelados para evitar uma expulsão. Diniz vai para o tudo ou nada trocando Yan Couto e Carlos Augusto por David Neres e Guilherme Arana, mudando o esquema para 3-4-3 (com Casemiro mais recuado) e adiantando as linhas.

Os Charrúas, porém, conseguem controlar o jogo com linhas baixas e mantendo a estratégia de negar os espaços nas laterais. Diniz tenta uma última cartada com Raphael Veiga para tentar mais jogadas pelo meio mas o palmeirense não consegue mudar o cenário da partida. Bielsa responde colocando mais zagueiros e volantes para segurar o resultado.



Uruguai adianta os ponteiros e os laterais para impedir o Brasil
de jogar pelos lados. Diniz, então, muda o esquema para 3-4-3
mas, mesmo assim, não consegue encontrar espaços
na defesa Charrúa (imagem obtida via this11.com).



Uruguai conquista a vitória merecidamente por aproveitar melhor as oportunidades criadas e também ao neutralizar os pontos fortes de seus adversários. Brasil não consegue encontrar alternativas para superar a forte defesa Celeste e mostrou-se pouco resiliente para tentar outras estratégias.

Méritos para o treinador Marcelo Bielsa que vem conseguindo renovar o Uruguai ao trocar os já cansados Suárez e Cavani por atletas mais jovens, além de mudar o estilo de jogo. As apostas do Loco vêm se mostrando acertadas com uma Celeste mais ofensiva e intensa sem perder a raça e a solidez defensiva que consagraram a equipe.

Diniz terá muito a explicar pela queda de rendimento da Seleção nos dois últimos jogos. O Brasil não encontrou ideias para superar as defesas adversárias e ainda desmoronou quando os rivais subiram o tom em campo. E terá de vencer oponentes duríssimos nas próximas rodadas (Colômbia e Argentina) talvez sem Neymar, que sofreu uma "grave lesão" segundo o que alguns repórteres teriam ouvido em campo.



Imagem extraída de www.facebook.com/aufoficial




quinta-feira, 18 de maio de 2023

Loucura no Uruguai

Imagem extraída de www.facebook.com/LeedsUnited



Asociación Uruguaya de Fútbol (AUF) anunciou o argentino Marcelo El Loco Bielsa como o novo treinador de sua seleção. A federação, após meses de namoro com o técnico, oficializou a sua contratação na última segunda-feira (dia 15 de maio) através das redes sociais. O vínculo irá até 2025, quando acabam as eliminatórias para a Copa 2026, com possibilidade de renovação caso a Celeste se classifique ao Mundial.

Bielsa estava sem time desde fevereiro de 2022 quando deixou o Leeds United da Inglaterra. Será o terceiro trabalho do Loco em equipes nacionais. O argentino já dirigiu o selecionado de seu país natal (entre 1998 e 2004) e também o Chile (de 2007 até 2011), tendo deixado um grande legado em ambas apesar de não ter conquistado troféus -ele foi campeão olímpico pela Albiceleste em 2004, mas a medalha não conta como um título para a FIFA.

A escolha de Bielsa pela AUF não poderia ser mais acertada para o momento visto que o Uruguai necessita urgentemente de uma renovação em seu elenco. Pudera, afinal a geração de Suárez, Cavani e Godín já chegou ao seu limite e não conseguiu ir além da fase de grupos no último Mundial. O Loco, por sua vez, é um treinador que sempre prezou pelo uso das categorias de base nas equipes que dirigiu e seu trabalho não deverá diferente pelos Charrúas.

O argentino terá um ótimo material humano para iniciar o seu trabalho na Celeste, incluindo o zagueiro Ronald Araújo (Barcelona), o lateral Mathías Oliveira (Napoli), o meia Fede Valverde (Real Madrid) e o atacante Darwin Núñez (Liverpool). A maior dificuldade, porém, será fazer o time a aprender a jogar sem Suárez ou Cavani.



Imagem extraída de www.facebook.com/LeedsUnited



Não consigo esconder a empolgação com a indicação de Bielsa pela AUF. As equipes do argentino são conhecidas por jogar um futebol vistoso com trocas de passes, intensidade e ofensividade. Tudo isso sem deixar a raça de lado. O Loco costuma armar suas equipes com três zagueiros enquanto o Uruguai costuma adotar variações do 4-3-3, mas é possível chegar em um "consenso" utilizando um cabeça-de-área centralizado entre os dois defensores, algo que Arévalo Ríos realizava em outros ciclos.

Confesso que a escolha do argentino foi bastante surpreendente. A Celeste sempre foi conhecida por ser uma equipe mais defensiva e mais pesada em campo. Ademais, os dirigentes da AUF deixaram a rivalidade e o orgulho de lado ao escolherem o Loco para comandar a sua seleção -sim, afinal Argentina e Uruguai são rivais ferrenhos no futebol.

Bielsa terá seus primeiros testes em junho em amistosos contra Nicarágua e Cuba. O argentino terá muito trabalho, afinal é muito difícil abrir mão de uma geração de craques como Suárez e Cavani. O Loco, porém, sabe como renovar elencos e, mesmo sem títulos, sempre deixou um ótimo legado para seus sucessores nas equipes que dirigiu.



Imagem extraída de www.facebook.com/aufoficial




sexta-feira, 12 de março de 2021

O Novo Velho Uruguai

Imagem extraída de www.facebook.com/aufoficial



Quando o Uruguai disputou a Copa 2018, eu não tinha muitas expectativas com relação à Celeste, afinal a equipe estava envelhecendo, seu jogo estava mais do que manjado pelos adversários, o desempenho havia caído e, mesmo assim, o treinador Óscar Tabárez insistia em manter a base que foi quarta colocada em 2010.

Os Charrúas, para a minha surpresa, foram à Rússia com um meio-de-campo totalmente renovado. Saíram Arévalo, Tota González, Egúren e Lodeiro. Entraram Stuani, Torreira, Nández e De Arrascaeta. A ênfase na marcação permanecia, mas os meias e volantes participavam muito mais do ataque. Pudemos ver um Uruguai bem mais fluido, ofensivo e agradável de se assistir.

O resultado da renovação apareceu em campo. O Uruguai fez uma primeira fase perfeita, com três vitórias em três jogos e muitos gols anotados. Os adversários não eram muito fortes, verdade seja dita, mas a Celeste teve méritos e convenceu nas partidas disputadas.



Imagem extraída de www.facebook.com/aufoficial



A prova de fogo se deu já nas oitavas-de-final diante de uma seleção portuguesa motivada pela conquista da Eurocopa em 2016. Os uruguaios, porém, se impuseram diante das Quinas e demonstraram um futebol que aliava segurança defensiva com ofensividade. 2x1 sobre a equipe de Pepe e Cristiano Ronaldo.

A alegria dos uruguaios, contudo, não duraria muito. A França, que venceria aquele mundial, eliminou a Celeste pelo convincente placar de 2x0. A equipe de Didier Deschamps contava com uma equipe com melhores opções e recursos, além de correr menos riscos em campo. Os Bleus foram muita areia para o caminhão do Uruguai. Ainda assim, o saldo para os Charrúas foi muito positivo com um desempenho muito acima do esperado e boas atuações individuais, em especial dos volantes Nahitan Nández e Lucas Torreira.

O treinador Óscar Tabárez, que eu via como ultrapassado e desgastado, me fez morder a língua após aquele Mundial. O Maestro surpreendeu ao renovar o meio-de-campo e mudar o estilo de jogo. E o treinador o fez coincidentemente após ser criticado pelo pragmatismo adotado na Copa América 2015. O técnico, na ocasião, até saiu em defesa de seu grupo e da postura adotada dizendo que "este sempre foi o estilo do Uruguai."



Maestro Tabárez (ao centro) surpreendeu ao renovar o meio-de-campo e adotar uma
postura mais ofensiva de jogo (imagem extraída de www.facebook.com/aufoficial)



O desafio para este ciclo, contudo, será ainda maior. Os remanescentes da geração 2010 (Suárez, Cavani, Godín e Muslera) são presenças constantes na Celeste mas já estão com mais de 34 anos e devemos questionar se ainda estarão em forma em 2022. Os mencionados jogadores são os grandes diferenciais do atual Uruguai, mas a parte física é essencial no futebol moderno onde movimentação, intensidade e recomposição são vitais para a obtenção dos resultados.

Isto não significa que Tabárez deve abrir mão de seus astros. Suárez, por exemplo, está voando no Atlético de Madrid e brilhando ainda mais sem a sombra de Lionel Messi. O treinador, contudo, precisa ter consciência de que suas estrelas estão envelhecendo e que em algum momento será necessário mudar o ataque, assim como ele fez com o meio-de-campo.

Será que Tabárez, caso consiga ir ao Catar, irá abraçar as suas convicções? Ou irá nos surpreender novamente com mais renovações na equipe, assim como fez na Rússia em 2018? Aguardem as cenas dos próximos capítulos...



Imagem extraída de www.facebook.com/aufoficial




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Vermelho de Raiva

Imagem extraída de https://www.facebook.com/SeleccionChilena/



O Brasil começou sua jornada em busca da Copa 2018 com o pé esquerdo. Nossa Seleção até se esforçou, mas teve pouca ousadia para enfrentar o Chile e pagou o preço por isso.

Dunga foi à campo com uma formação conservadora, o 4-2-3-1 utilizando Douglas Costa na vaga de Neymar (suspenso) e Hulk como "falso nove". Deu azar de perder David Luiz ainda no primeiro tempo e colocou Marquinhos em seu lugar.

O Chile também foi tímido no primeiro tempo. Os donos da casa atuaram recuados e buscaram chances em contra-golpes. Não à toa o jogo havia sido muito sonolento na primeira etapa, com as duas equipes bastante recuadas e com posse de bola parelha. A partida estava tão ruim que o treinador Jorge Sampaoli queimou uma alteração ainda na primeira etapa, trocando o volante Francisco Silva pelo winger Mark González.

O panorama do jogo não mudaria muito até o final do primeiro tempo, mas o melhor (ou pior) estava por vir.



Brasil no 4-2-3-1 contra o Chile no 3-4-3, com ambos os times
após as modificações no primeiro tempo: ambas as equipes
tentaram criar chances pelos lados, mas ninguém conseguia
transpor a marcação adversária, tornando o jogo bastante
amarrado (imagem obtida via this11.com).



Se a partida estava monótona no primeiro tempo, ganhou movimentação e emoção na etapa complementar. Os lances tornaram-se mais ríspidos, com muitas faltas cometidas por ambas as equipes.

Sampaoli tirou o apagado Valdívia para colocar Matías Fernández e liberou sua equipe para atacar mais, ao passo que Dunga recuou o Brasil em duas linhas de quatro. Willian, Hulk e Douglas Costa tentavam chegar ao gol de Bravo em contra-golpes, mas os chilenos voltavam rapidamente para recompor a defesa.

Já dizia aquela frase, "quem não faz, toma". E o Brasil, de tanto fazer jogadas infrutíferas em contra-golpes, acabou cedendo um escanteio que virou um gol em um arremate de primeira nos pés do carrasco Vargas. Justamente aquele pequeno Vargas que sempre se agiganta quando enfrenta a nossa Seleção.



Chile foi mais agudo com a troca de Valdívia por Matías
Fernández. Brasil recua e apenas seus três atacantes
avançam em contra-golpes, mas o trio peca nas finalizações
(imagem obtida via this11.com).



O Chile, que estava à frente no placar, recuou. Mas não para se defender, e sim para jogar em cima do nervosismo do Brasil. A Roja sabia que seus adversários viriam para cima e dariam espaços para contra-golpes. Vargas e Alexis Sánches ainda permaneciam à frente para pressionar a saída de bola brasileira.

Dunga, como previa Sampaoli, escancarou o time em busca do gol de empate. Tricou Luiz Gustavo por Lucas Lima e Hulk por Ricardo Oliveira. Mas o Brasil acabou caindo na armadilha chilena e cedeu o segundo gol. E, por pouco, não leva o terceiro.



Brasil vai para o "tudo ou nada" no 4-1-4-1, mas perde a bola
para o Chile compacto no 3-5-2 e cede contra-ataques,
principalmente no lado esquerdo da defesa, por onde Vidal e
Isla criavam chances de gol (obtido via this11.com).



O Brasil acaba derrotado em sua estréia nas Eliminatórias da Copa 2018. Uma derrota diante do Chile, que estava em um melhor momento, era até esperada.

Nossa Seleção, contudo, pecou pela falta de ousadia. A Roja foi superior em campo, mas tinha fraquezas que poderiam ter sido exploradas pelo Brasil, como expliquei no post de ontem. Uma pressão bem feita na saída de bola ou jogadas aéreas melhor trabalhadas poderiam, ao menos, ter nos dado um empate em Santiago.

Nossos atletas, não obstante, se desesperaram após o gol sofrido, assim, como acontecera na Copa do Mundo e na Copa América. A cobrança excessiva por resultados e a falta de preparo psicológico pesaram, mais uma vez, contra nossa Seleção.

Caberia ao treinador Dunga tranquilizar seus homens e liderá-los, tal qual ele fizera em seus tempos de jogador. Um técnico excessivamente pressionado e adepto do estilo "guerreiro", contudo, só consegue colocar mais pilha em seus comandados. Como resultado, o Brasil não consegue manter a cabeça no lugar nos momentos mais críticos.

E acaba deixando o gramado vermelho de raiva.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/SeleccionChilena/



ALEMANHA

Foi injusta a derrota da Alemanha para a República da Irlanda. A Mannschaft teve mais posse de bola e criou mais chances de gol, mas se deparou com uma Irlanda covarde e que achou seu gol em um contra-golpe que nasceu de um chutão de seu goleiro.



ARGENTINA

Inacreditável a Argentina, que perdeu em casa diante de um Equador desfalcado. Do pouco que eu vi do jogo, que aconteceu em paralelo ao do Brasil, apenas Tévez, Mascherano e Di María pareciam ter vontade de jogar bola. O time parece ter sentido a pressão de jogar junto de seu torcedor após meses fazendo amistosos fora do país. Imagino como estão agora os críticos de Messi, quando afirmavam que a Pulga "não fazia falta para a Argentina".



URUGUAI

O Uruguai, mesmo jogando na altitude de La Paz, não teve dificuldades em bater a desfalcada Bolívia pelo placar de 2x0. Os donos da casa foram se irritando com a superioridade da Celeste e começaram a bater, ao ponto de um jogador ser expulso. Foi um grande resultado para o Uruguai, que vai tentando se reerguer das campanhas ruins nas últimas competições disputadas.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Vermelho de Raiva

Imagem extraída de https://www.facebook.com/aufoficial



Antes de mais nada: o Chile ganhou com méritos, afinal teve mais iniciativa, foi mais leal em campo e buscou mais o jogo, enquanto o Uruguai bateu mais nos adversários do que na bola. Mas as duas expulsões, a meu ver, foram equivocadas e tiveram influência direta no resultado.

Cavani, que levou um cartão bobo ao discutir com o bandeirinha, caiu na provocação de Jara, mas não vi agressão por parte do atacante uruguaio e, portanto, não havia necessidade do segundo amarelo naquele lance que terminou com o jogador do PSG tendo de ser contido pelos companheiros.

Fucile também não mereceu o segundo amarelo. A câmera deixou evidente que o lateral foi na bola e o auxiliar tinha visão privilegiada do lance, mas o atleta do Nacional também foi mais cedo para o chuveiro e outra confusão teve início.

O primeiro tempo ocorreu como previsto, com o Chile buscando jogo no toque de bola e o Uruguai tentando tirar os espaços dos rivais. Alguns lances ríspidos ocorreram na primeira etapa, mas nada muito grave.



Chile no 3-5-2 contra Uruguai no 4-4-2: a Roja avança e tenta trocar
passe no campo de ataque, mas as duas linhas de quatro uruguaias
facilitam o trabalho de Muslera. Celeste contra-ataca com Rolán
e Cavani, mas a dupla de atacantes não cria muitas chances de
gol e Uruguai só leva perigo em lances de bola parada (imagem
obtida via this11.com).



Se o primeiro tempo foi relativamente tranquilo, o mesmo não se pode dizer do segundo. Muitas reclamações e lances duros cometidos pelos dois lados. O Chile pressiona, mas dá espaço para o Uruguai contra-atacar. A Celeste tenta superar os donos da casa no jogo aéreo com Godín e também utilizando seus dois atacantes para pressionar a saída de bola chilena.

A temperatura do jogo foi subindo até que um lance envolvendo o zagueiro Gonzalo Jara e o atacante Edinson Cavani culmina com a expulsão do uruguaio. Em princípio, tratava-se de uma provocação do defensor, mas algumas imagens divulgadas após a partida mostram que o chileno teria feito muito mais do que uma simples provocação.

O Chile, com um a mais, teve mais espaço para jogar, mas se precipitava em demasia nos lances. O gol de Isla só saiu quando a Roja se acalmou e voltou a trocar passes ao invés de insistir nos chuveirinhos.



Chile, com um a mais, pressiona em busca do gol, principalmente
pela direita nas costas de Fucile, mas falta tranquilidade para a
Roja trabalhar as jogadas. Uruguai fica todo recuado e contra-
ataca com chutões em direção a Abel Hernández
(obtido via this11.com).



O Uruguai ainda tentou uma última cartada e tenta uma tática suicida em direção ao gol de Bravo, que dá alguns sustos em seu torcedor. Tudo veio abaixo para a Celeste com a expulsão de Fucile. O Chile recua completamente e deixa os adversários pressionarem, mas faltavam nervos e qualidade técnica para uma Seleção Uruguaia com apenas nove atletas em campo. A vitória chilena era iminente nessas condições.

O Chile, pelo bem do futebol-arte, segue adiante na Copa América, mas as expulsões duvidosas tiram um pouco o brilho deste grande feito. O Uruguai deixa a competição mostrando que seu estilo de "jogar por uma bola" precisa ser repensado e que a equipe precisa melhorar nos fundamentos, principalmente passe e finalização.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/aufoficial


sábado, 20 de junho de 2015

Coitada da Bola

Imagem extraída de https://www.facebook.com/aufoficial



Os dois jogos da tarde de hoje foram de doer. Tivemos este pavoroso jogo entre Uruguai e Paraguai na tarde de hoje, partida com muitas faltas e pouco futebol.

De cara, já comecei lamentando a formação inicial do Uruguai: o treinador Óscar Tabárez foi a campo com três atacantes, mas não colocou nenhum meia sequer para armar o jogo. Será que a Celeste, sabendo que o Equador dificilmente teria condições de superá-la, estava satisfeita com a terceira colocação?

O Paraguai não tinha grandes aspirações na partida, entrou com time misto e ficou esperando o rival jogar.

Até tivemos um jogo movimentado, mas muito pegado, com muitas faltas e com muitos passes errados. Parecia até Libertadores...



Uruguai no 4-3-3 e Paraguai no 4-2-3-1: sem criatividade no
meio-de-campo, coube ao lateral-direito Maxi Pereira criar as
jogadas da Celeste. Os paraguaios apenas esperaram e
fizeram um ou outro contra-ataque (obtido via this11.com).



Tivemos um gol para cada lado no primeiro tempo, ambos em bola parada, e só. Os treinadores mexeram em suas equipes, mas o panorama do jogo não mudou. O Uruguai buscou o jogo um pouco mais, mas faltava criatividade no meio-de-campo e também qualidade técnica para trabalhar as jogadas. Alguns comentaristas afirmaram que a qualidade da Celeste era jogar "sem a bola" e, pelo jeito, a equipe pagou o preço hoje por não saber atuar com ela.

O Paraguai, satisfeito com o empate, apenas se defende, mas dá azar e perde dois jogadores, Ortigoza e Barrios, por lesão e é obrigado a queimar duas substituições.



Uruguai pressiona no segundo tempo, mas falta qualidade no
passe e nas finalizações. Paraguai se defende e continua
criando algumas poucas chances em contra-ataques
(imagem obtida via this11.com).



Fiquei muito desapontado com as duas equipes. O Uruguai, que precisava do resultado, poderia ter arriscado e entrado com uma dupla de armadores (De Arrascaeta e  Lodeiro) para organizar o meio-de-campo e facilitar o trabalho dos homens da frente. Pode ter certeza que Cavani, Abel Hernández e Rolán teriam estufado as redes se os meias os ajudassem na construção de jogadas. O Paraguai me decepciona com sua falta de ambição, afinal a equipe Guaraní poderia ter trabalhado mais as jogadas -havia jogadores com qualidade para isto- e golear seus rivais, podendo até roubar a liderança da Argentina, mas preferiram jogar pelo resultado mínimo.

De qualquer forma, o empate ficou de bom tamanho para ambas as equipes e as duas vão juntas para as quartas-de-final.

Ah! O Equador, que estava torcendo por uma vitória paraguaia por dois ou mais gols de diferença, ainda tem chances: precisa torcer para que hajam vencedores os confrontos de amanhã e também para que as vitórias sejam todas por dois ou mais gols de diferença. Será que dá?



Imagem extraída de https://www.facebook.com/aufoficial


terça-feira, 16 de junho de 2015

Fazendo Água

Imagem extraída de https://www.facebook.com/AFASeleccionArgentina



O que podemos esperar de um jogo entre Argentina e Uruguai? Rivalidade, muita rivalidade. Era mais do que esperado que os jogadores entrassem nervosos em campo (em ambos os sentidos) e que a temperatura da partida pudesse se elevar a níveis alarmantes em algum momento.

Os dois times, aparentemente, não jogaram em sua plenitude. Não vi aquela Argentina encantadora e trocando passes como na estreia, assim como o Uruguai parecia cauteloso demais em campo. Provavelmente, havia tanta expectativa com relação ao clássico que a equipes se respeitaram até demais no começo do jogo.

A Argentina, com mais qualidade técnica, tomou a iniciativa e procurou jogar no ataque. Não havia muito espaço para trocar passes e Muslera não teve muito trabalho na primeira etapa. O Uruguai, que jogava "por uma bola", usou o velho truque do "ônibus" para impedir o rival de trocar passes e tentou jogar nos contra-ataques. Pena que a Celeste errava passes, finalizações e teve uma saída de bola ruim. O goleiro Romero também pouco precisou se preocupar com Cavani, único jogador uruguaio mais adiantado.



O 3-4-3 argentino (com o volante Mascherano recuando para
liberar Zabaleta e Rojo) contra o 4-1-4-1 uruguaio: Argentina
vai ao ataque, mas não consegue criar nada devido à falta de
espaço. Uruguai rouba a bola no campo de defesa e tenta
acionar Cavani usando seus meias ofensivo, mas erra muitos
lançamentos e o atacante do PSG parece ter entrado em campo
com a mira descalibrada (obtido via this11.com).



O Uruguai tenta sair um pouco mais para o jogo no segundo tempo com os laterais Maxi Pereira e Álvaro Pereira. Mas a Celeste erra muitos passes e perde a bola facilmente para os meias argentinos, além de deixar espaços para Di María e Agüero chegarem à linha de fundo. Cavani e Rolán erram finalizações nas poucas vezes em que conseguem chegar à área de Romero.

A Argentina, com mais espaço para trocar passes, consegue envolver a defesa uruguaia e obriga os rivais a cometerem muitas faltas. Algumas dessas divididas, obviamente, fazem a temperatura da partida subir. Foi num desses espaços deixados pelos laterais uruguaios que Agüero penetra pela direita para receber um cruzamento de Di María e fuzilar Muslera de cabeça.



Uruguai, no 4-2-3-1, tenta atacar com ajuda dos laterais, mas
não consegue manter a posse da bola e deixa alguns espaços
que não deveria (obtido via this11.com)...



Sem outra opção, restou ao treinador Óscar Tabárez escancarar a equipe e tentar o gol na raça. O Uruguai adiantou sua maração e coloca três atacante em jogo. Argentina recua e tenta criar chances em contra-ataques, mas o goleiro Muslera consegue abafar.

Os uruguaios tentam alçar bolas à esmo em direção ao gol de Romero e obrigam o arqueiro da Sampdoria a fazer algumas defesas. Faltou, no entanto, trabalhar melhor as jogadas e os atacantes uruguaios erram muitas finalizações.



Uruguai ataca em 4-3-3 enquanto Argentina se defende em
4-4-2 "losango". Os uruguaios criam suas melhores oportunidades
pelos lados, principalmente com Maxi Pereira na direita, mas
pecam nas finalizações. Messi e Tévez ainda conseguem
incomodar Muslera, mas o arqueiro do Galatasaray continua
salvando a Celeste (obtido via this11.com).



A Argentina, com o resultado, divide a liderança do Grupo B com o Paraguai, sendo que ambos os times têm o mesmo número de pontos (4), de tentos anotados (3) e de saldo de gols (1). Já o Uruguai afunda e despenca para a terceira colocação, precisando vencer a Albirroja na última rodada para não depender da sorte.

O gol de Agüero fez com que o Uruguai fizesse água na tabela...



Imagem extraída de https://www.facebook.com/AFASeleccionArgentina


sábado, 13 de junho de 2015

Doeu até no Espectador

Imagem extraída de https://www.facebook.com/aufoficial



O Uruguai jogou sem alguns dos atletas que fizeram parte de geração 2010. Gargano, Suárez, Lugano e Forlán entre eles. O atacante do Barcelona ainda não pode disputar jogos oficiais por sua seleção devido àquela mordida desferida em Chiellini durante a Copa de 2014 enquanto os demais estão dando espaço para que atletas mais jovens (De Arrascaeta, Rolán, Giménez e Jonathan Rodríguez) tivessem oportunidade na Celeste. Era esperado, portanto, que o time uruguaio ainda não atuasse em sua plenitude, mas o time capitaneado por Diego Godín ainda era mas time do que a Jamaica.

Não era esperado, no entanto, que os jamaicanos entrassem em campo dispostos a ganhar. A equipe da América Central jogou como convidado e tinha como prioridade a Gold Cup, a competição continental de sua confederação. Os Reggae Boyz eram tecnicamente mais fracos que os uruguaios, mas foram muito esforçados em campo e buscaram jogo do primeiro ao último minuto.

O Uruguai, em contrapartida, carecia de criatividade no meio-de-campo, errava muitos passes e ainda apresentava uma marcação muito desorganizada. Só não levou um gol porque os adversários apresentavam muitas deficiências em campo.



Uruguai no 4-3-3 contra a Jamaica no 4-4-2: a falta de criatividade
no meio-de-campo obriga os laterais uruguaios a subir para o
ataque, mas a Celeste não consegue fazer a bola chegar até
Cavani. Jamaica aproveita espaços deixados pelo rival, mas
peca nas finalizações e nos passes (obtido via this11.com).



A Celeste melhorou no segundo tempo adiantando a zaga e jogando mais compacto na frente. Com isso, os uruguaios erraram menos passes e criaram mais chances de gol. A marcação, no entanto, ainda apresentava problemas e o Uruguai ainda cometia muitas faltas próximas à área de Muslera, obrigando o arqueiro a fazer muitas defesas.



Jogando mais adiantado e compacto, Uruguai tem mais posse de
bola, erra menos passes, cria mais chances e encurrala a
Jamaica. O time da América Central joga em conta-ataques e,
eventualmente consegue algumas faltas perto da área de
Muslera (obtido via this11.com).



O meia Cristian "Cebolla" Rodríguez fez o único gol do jogo em lance de bola parada. O Uruguai limitou-se a administrar o resultado enquanto a Jamaica ainda conseguia incomodar Muslera em alguns lances de bola parada, mas os Reggae Boyz não conseguiram levar perigo real à Celeste apesar de todo o seu esforço.

O Uruguai consegue o resultado esperado, afinal era fundamental conquistar os três pontos diante de um rival que não tem a Copa América como prioridade, sobretudo em uma chave tão complicada como o Grupo B. A Celeste, contudo, ainda precisa organizar melhor sua marcação para não dar tanto espaço aos rivais e obrigar seus atletas a cometerem tantas faltas. A ausência de criatividade no meio-de-campo também prejudicou muito o desempenho da equipe, que tinha dificuldades para fazer a bola chegar até Cavani. Gostaria de ver Lodeiro fazendo dupla com De Arrascaeta nas próximas partidas.

A Jamaica, por outro lado, jogou muito melhor do que eu esperava. Se não eram brilhantes com a bola nos pés, demonstraram empenho em campo e respeito ao espectador que pagou ingresso para ver o time jogar.

Espero melhoras por parte de ambas as equipes nos próximos jogos, afinal tivemos uma partida sofrível, com muitas faltas e o nível técnico doeu até no espectador...



Imagem extraída de https://www.facebook.com/aufoficial


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Grupo B: O "Grupo da Morte"

Imagem extraída de https://www.facebook.com/copaamerica



O Grupo B da Copa América 2015 é composto por Argentina, Uruguai, Paraguai e Jamaica, ou seja: três seleções que já foram campeãs irão brigar pelas vagas disponíveis para as quartas-de-final. Felizmente, os dois melhores terceiros colocados terão o direito de avançar, portanto será crucial que as equipes não desperdicem pontos contra a Jamaica, que virá apenas a passeio.

Os jogos desta chave prometem ser bastante disputados e equilibrados. É bastante provável que tenhamos partidas muito pegadas, com muito mais raça do que técnica e até mesmo muitas faltas. A rivalidade entre as três seleções sul-americanas deve elevar a temperatura das disputas.

Felizmente, a presença alguns bons jogadores como Messi, Cavani, Di María e Lodeiro deve compensar o excesso de brutalidade das partidas com lances bonitos, dribles e passes bem executados.



ARGENTINA- PELO FIM DO JEJUM

Imagem extraída de https://www.facebook.com/AFASeleccionArgentina/

Messi, Tévez, Di María, Agüero, Higuaín, ... Fica difícil imaginar como um time com tantos atletas de talento nunca conquistou um título pela seleção principal de seu país. Alguns ainda tiveram a oportunidade de erguerem troféus pela Seleção Olímpica ou pelas categorias de base, mas a Albiceleste vive um jejum de títulos que se arrasta desde 1993, quando conquistou a própria Copa América. A Argentina bateu na trave no último mundial quando foi vice-campeã. A Albiceleste chegou a ter o controle do jogo e, por muito pouco, não consegue alguns gols no começo da partida.

A conquista do título, obviamente, é questão de honra para esta geração. A maioria dos atletas que disputaram a última Copa do Mundo foi mantida, mas foram convocados mais meias criativos (Banega e Pastore) para que Messi tenha de buscar a bola menos vezes. Tévez, que não foi convocado injustamente para o mundial, também retorna. O bom zagueiro Nicolás Otamendi também marca presença para aumentar a segurança da fraca zaga albiceleste.

A Argentina, contudo, possui dois problemas na busca pelo troféu. O primeiro, obviamente, é a defesa que ainda não demonstra muita solidez, principalmente pela lateral esquerda. O segundo é o treinador Gerardo Martino, que não deixou saudades no Barcelona e ainda não me convenceu no comando da Albiceleste.

Se os argentinos conseguirem superar seus pontos fracos, o jejum de títulos terá um fim em 2015.


DESTAQUE E CAPITÃO- Lionel Messi (atacante): a Pulga dispensa apresentações. É o melhor jogador dos últimos anos, sendo eleito melhor jogador do mundo quatro vezes -e deve conquistar sua quinta Bola de Ouro neste ano. Pode desempenhar qualquer função no ataque -meia-armador, "falso nove", centroavante, segundo atacante ou atuar nas duas pontas. É craque, mas nunca conseguiu fazer pela Argentina a diferença que faz pelo Barcelona.

TÉCNICO: Gerardo Martino

CONVOCADOS:

Goleiros: Sergio Romero (Sampdoria), Nahuel Guzmán (Tigres) e Mariano Andújar (Napoli)

Defensores: Ezequiel Garay (Zenit), Facundo Roncaglia (Genoa), Pablo Zabaleta (Manchester City), Milton Casco (Newell's), Martín Demichelis (Manchester City), Marcos Rojo (Manchester United) e Nicolás Otamendi (Valencia)

Meio-Campistas: Fernando Gago (Boca Juniors), Lucas Biglia (Lazio), Ángel Di María (Manchester United), Roberto Pereyra (Juventus), Javier Mascherano (Barcelona), Éver Banega (Sevilla) e Javier Pastore (PSG)

Atacantes: Gonzalo Higuaín (Napoli), Lionel Messi (Barcelona), Sergio Agüero (Manchester City), Carlos Tévez (Juventus), Erik Lamela (Tottenham) e Ezequiel Lavezzi (PSG)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: 14

EXPECTATIVA: favorito ao título

PALPITE: vice-campeão

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-4-2

Argentina 4-4-2 football formation
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URUGUAI- A MORDIDA QUE CUSTOU CARO

Imagem extraída de https://www.facebook.com/aufoficial/

Você ficou impressionado com as grandes exibições de Luisito Suárez durante a temporada 2014-15 pelo Barcelona? Esqueça. O atacante ainda está suspenso pela seleção de seu país devido à mordida desferida em Chiellini e o Uruguai terá de disputar a Copa América sem seu principal craque. Além dele, os "velhinhos" Lugano e Forlán também não irão jogar a competição. Era necessário, afinal a Celeste estava envelhecendo e os jogadores mais jovens mereciam chances para que uma renovação no elenco acontecesse.

Ainda assim, boa parte do elenco que disputou a Copa do Mundo 2014 e o treinador Óscar Tabárez foram mantidos. O estilo de jogo, portanto, não deve sofrer muitas alterações com relação ao ano passado.

O Uruguai tem alguns bons jogadores à disposição, mas seu estilo de jogo é muito mais baseado em raça do que técnica. Algo que faz parte da cultura futebolísitca do país.

Resta saber como a Celeste irá atuar sem seu craque. Em 2011, quando o Uruguai conquistou seu último título na competição, Suárez fez toda a diferença em campo. Será que Cavani, Lodeiro e Godín conseguirão compensar a ausência do ídolo?


DESTAQUE E CAPITÃO- Diego Godín (zagueiro): Godín herdou a faixa de capitão do xará Diego Lugano ainda durante a última Copa do Mundo. Tem feito grandes exibições pelo Atlético de Madrid e pela própria Seleção Uruguaia nos últimos anos. É um zagueiro seguro pelo alto, por baixo e comete poucas faltas. É também um exímio cabeceador.

TÉCNICO: Óscar Tabárez

CONVOCADOS:

Goleiros: Fernando Muslera (Galatasaray), Rodrigo Muñoz (Libertad) e Martín Silva (Vasco)

Defensores: José María Giménez (Atlético de Madrid), Diego Godín (Atlético de Madrid), Jorge Fucile (Nacional-URU), Álvaro Pereira (Estudiantes), Gastón Silva (Torino), Maximiliano Pereira (Benfica), Mathías Corujo (Universidad de Chile) e Sebastián Coates (Sunderland)

Meio-Campistas: Carlos Sánchez (River Plate), Cristian Rodríguez (sem clube), Giorgian De Arrascaeta (Cruzeiro), Nicolás Lodeiro (Boca Juniors), Guzmán Pereira (Universidad de Chile), Egidio Arévalo Ríos (Tigres) e Álvaro González (Torino)

Atacantes: Abel Hernández (Hull City), Diego Rolan (Bordeaux), Cristhian Stuani (Espanyol), Edinson Cavani (PSG) e Jonathan Rodríguez (Benfica)

TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: 15

EXPECTATIVA: favorito ao título

PALPITE: quartas-de-final

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-3-3

Uruguay 4-3-3 football formation
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PARAGUAI- APENAS EFICIENTE

Imagem extraída do Facebook oficial de Lucas Barrios- https://www.facebook.com/LucasBarriosOfficial/

O Paraguai foi vice-campeão da última Copa América jogando apenas em função do regulamento. A equipe Guaraní classificou-se ao mata-mata com três empates e chegou à final decidindo os seus jogos nos pênaltis. Só não ficou com o troféu porque Luis Suárez estragou a festa dos paraguaios na final.

A julgar pelo estilo de jogo dos times paraguaios na Libertadores, é provável que a seleção do país atue da mesma forma, priorizando a defesa, a marcação e tentando jogar em função do regulamento. A maioria dos jogadores da seleção se vale muito mais de raça do que técnica.

Tecnicamente falando, o Paraguai está abaixo dos rivais Argentina e Uruguai, mas o time Guaraní provou durante a última Copa América que pode fazer frente aos adversários na base da raça e da eficiência. Os paraguaios têm boas chances de chegarem novamente ao mata-mata, mas será muito difícil repetir o bom desempenho de 2011 levando-se em conta a grande quantidade de boas equipes disputando a competição. O desempenho pífio do Paraguai durante as Eliminatórias da Copa 2014 é uma prova cabal de que a estratégia pode não dar certo desta vez.


DESTAQUE- Lucas Barrios (atacante): atualmente no Montpellier da França, Barrios já não é mais aquele jogador de sucesso no Borussia Dortmund (ele esteve presente nas campanhas de 2010-11 e 2011-12), mas ainda é um jogador de respeito. Ao lado do experiente Roque Santa Cruz, deve formar um ataque temível e dar muito trabalho aos goleiros adversários.

TÉCNICO: Ramón Díaz

CAPITÃO: Roque Santa Cruz (atacante)

CONVOCADOS:

Goleiros:  Justo Villar (Colo Colo), Antony Silva (Independiente de Medellín) e Alfredo Aguilar (Guaraní)

Defensores: Iván Píris (Udinese), Marcos Cáceres (Newell's), Pablo Aguilar (América-MEX), Bruno Valdez (Cerro Porteño), Miguel Samudio (América-MEX), Paulo Da Silva (Toluca) e Fabián Balbuena (Libertad)

Meio-Campistas: Richard Ortíz (Toluca), Víctor Cáceres (Flamengo), Osmar Molinas (Libertad), Osvaldo Martínez (América-MEX), Néstor Ortigoza (San Lorenzo), Óscar Romero (Racing) e Eduardo Aranda (Olimpia)

Atacantes: Raúl Bobadilla (Augsburg), Lucas Barrios (Montpellier), Roque Santa Cruz (Cruz Azul), Derlis González (FC Basel), Edgar Benítez (Toluca) e Nelson Valdéz (Eintracht Frankfurt)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: 2

EXPECTATIVA: chegar às semifinais

PALPITE: quartas-de-final

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-3-3

Paraguay 4-3-3 football formation
Imagem obtida via footballuser.com



JAMAICA- OUTRAS PRIORIDADES

Imagem extraída de https://www.facebook.com/JamaicaFootballFederation/

A Jamaica, a exemplo do México, disputa a Copa América como seleção convidada. Os jamaicanos também estão de olho na Gold Cup e devem vir ao Chile apenas a passeio. O fato de terem caído em um grupo muito difícil diminui ainda mais as pretensões da Seleção Jamaicana.

A equipe da América Central disputa a competição sul-americana com o intuito de divulgar o futebol do país em outro continente, além de trocar experiências ao enfrentar rivais famosos como Messi, Cavani, Santa Cruz, ...

Quem sabe a Copa América não sirva como experiência para que estes atletas possam aprimorar o futebol de seu país.


DESTAQUE- Wes Morgan (zagueiro): acabou de vir de boa temporada pelo Leicester City, ajudando a equipe inglesa a fugir do rebaixamento. Suas atuações lhe renderam muitos elogios e premiações individuais.

TÉCNICO: Winfried Schäfer

CAPITÃO: Rodolph Austin (volante)

CONVOCADOS:

Goleiros:  Duwayne Kerr (Sarpsborg 08), Dwayne Miller (Syrianska) e Ryan Thompson (Pittsburgh Riverhounds)

Defensores: Daniel Gordon (Karlsruher), Michael Hector (Reading), Wes Morgan (Leicester City), Adrian Mariappa (Crystal Palace), Jermaine Taylor (Houston Dynamo) e Kemar Lawrence (NY Red Bulls)

Meio-Campistas: Lance Laing (FC Edmonton), Hughan Gray (Waterhouse FC), Joel McAnuff (Leyton Orient), Je-Vaughn Watson (FC Dallas), Joel Grant (Yeovil), Rodolph Austin (Leeds United) e Garath McCleary (Reading)

Atacantes: Deshorn Brown (Valarenga), Romeo Parkes (Isidro Metapan), Giles Barnes (Houston Dynamo), Darren Mattocks (Vancouver Whitecaps), Dino Williams (Mobay United), Allan Ottey (Mobay United) e Simon Dawkins (Derby County)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: nenhum

EXPECTATIVA: vem a passeio

PALPITE: fica na fase de grupos

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-2-3-1

Dream Team 4-2-3-1 football formation
Imagem obtida via footballuser.com



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Novos Ares

Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc/



O treinador Óscar Tabárez soltou ontem a lista de convocados que defenderão a Seleção Uruguaia nos amistosos contra a Costa Rica (dia 13 de novembro) e contra o Chile (dia 18). Os adversários, aliás, foram boas escolhas dado o bom desempenho destes no último mundial e também a qualidade técnica dos times. O atrevimento de Joel Campbell (da Costa Rica) e o toque de bola chileno serão desafios perfeitos para que a Celeste se aprimore neste ciclo.

O treinador convocou o lateral-esquerdo Álvaro Pereira (foto -titular no São Paulo), o goleiro Martín Silva (titular no Vasco) e o meia Nicolás Lodeiro (reserva no Corinthians), além dos já conhecidos Muslera, Martín Cáceres, Maxi Pereira, Arévalo, Godín, Cebolla Rodríguez, Suárez e Cavani.

As demais convocações, no entanto, me surpreenderam no bom sentido e me deixaram animado. São quase todos atletas com 25 anos ou menos, sendo alguns atuantes aqui mesmo na América do Sul.

Eu estava preocupado com a maneira como o Uruguai faria sua preparação para este ciclo, afinal a Celeste mudou pouquíssimo a equipe que disputou a Copa 2014 em relação ao mundial anterior, o de 2010.

O Uruguai ainda conseguiu conquistar o título da Copa América em 2011, mas a equipe chegou em 2014 visivelmente envelhecida, praticando um futebol de muito mais raça do que técnica e, claro, distribuindo faltas à rodo. Era evidente a necessidade de se renovar a Seleção Uruguaia.

Espero que a renovação no elenco também implique em mudanças no estilo de jogo. Os uruguaios, por natureza, exaltam a determinação de seu elenco, mas uma grande equipe não pode viver apenas de raça.

Boa sorte ao Uruguai!



Imagem extraída de https://www.facebook.com/pages/Asociación-Uruguaya-de-Fútbol-Página-Oficial/

domingo, 17 de agosto de 2014

Clubes Paulistas = Seleções

Imagem extraída de https://www.facebook.com/BelgianRedDevils/



Eu tenho utilizado a Seleção da Bélgica (foto acima) para fazer críticas ao meu São Paulo. Motivo? São dois times que têm muita posse da bola, mas não sabem o que fazer quando a tem nos pés.

Analisando tal crítica, comecei a encontrar semelhanças entre os clubes paulistas e outras seleções que disputaram a última Copa do Mundo. Observem:



SÃO PAULO = BÉLGICA:



Ambos são times com jogadores badalados, trocam muitos passes e possuem muita posse de bola. No entanto, as duas equipes apresentam pouca objetividade, têm problemas nas finalizações e ambos têm laterais que vivem dando calafrios aos seus torcedores (Douglas no São Paulo e Vertonghen na Bélgica).



CORINTHIANS = MÉXICO:



Os dois times têm meio-campistas de qualidade, mas os seus treinadores não aproveitam todo o potencial que os seus jogadores têm a oferecer, acham que empate ou vitória por 1x0 é um "grande resultado" e seus "professores" recuam totalmente suas equipes quando se dão por satisfeitos, causando muita angústia a seus torcedores.



PALMEIRAS = URUGUAI:



Dois times onde a raça é muito mais empregada do que a técnica. As duas equipes cometem muitas faltas, não apresentam futebol bonito, possuem desempenho irregular e dependem muito que seus poucos craques resolvam em campo.



SANTOS = BRASIL:



As duas equipes têm jogadores muito bons sob o ponto de vista individual. Os dois times, no entanto, não funcionam coletivamente, são taticamente desorganizadas, cometem erros de posicionamento, não trocam passes e há uma dependência absurda de seus principais craques.


E, antes que alguém me pergunte: sim, o futebol brasileiro tem uma equipe que pode ser comparada à Alemanha, campeã da última Copa do Mundo. Trata-se do Cruzeiro. Ambos os times têm poucos destaques individuais com o coletivo se sobressaindo, versatilidade (ambos pode jogar desde o pragmatismo defensivo até o toque de bola típico da Espanha) e ambos possuem uma vastidão de opções no banco caso haja desfalques ou necessidade de se alterar o desenho tático da equipe.

Concorda? Discorda? Tem outras sugestões? Escreva nos comentários!

sábado, 28 de junho de 2014

Aprendendo com os Vizinhos

Imagem extraída de https://www.facebook.com/SeleccionUruguayadeFutbol


O Brasil jogou muito mal hoje a despeito de ter conseguido sua vaga para as quartas-de-final, mas pode utilizar a partida entre Colômbia e Uruguai para sanar alguns de seus problemas.

Começando pelos Cafeteros: trata-se de uma equipe muito bem organizada, com jogo coletivo, leve, ofensivo sem, contudo, perder a eficiência defensiva. Armada em um 4-4-2 bem ortodoxo (linha de quatro na zaga, dois volantes centralizados, dois meias abertos e dois atacantes), a Colômbia consegue fazer a bola chegar rapidamente aos seus atacantes e os jogadores se posicionam de tal forma que podem voltar rapidamente para fecharem os espaços caso percam a bola. E eles cometem pouquíssimas faltas.

A Celeste, por outro lado, é uma seleção pouquíssimo organizada, articula suas jogadas na base da correria, atua muito mais na raça do que estratégia, tem um meio-de-campo pouco criativo e é dependente demais de seus craques, Suárez e Cavani. Sem Luisito, suspenso pela mordida em Chiellini, o Uruguai perdeu um de seus alicerces e praticamente não incomodou a Colômbia.

Foi impossível não lembrar dos quatro últimos jogos do Brasil ao ver o vizinho Uruguai jogar. Nossa Seleção está atuando de maneira desorganizada e ainda jogamos toda a responsabilidade nas costas de Neymar. E se o ex-menino da Vila se lesionar ou for suspenso, assim como aconteceu com Suárez? Vamos perder a copa simplesmente porque o principal jogador não entrou em campo?


O 4-4-2 colombiano "encaixa" o 4-3-3 "falso nove" uruguaio e
ainda permite que James e Cuadrado avancem, inutilizando a linha
de quatro defensores da Celeste. Sem Suárez e com um meio-de-
campo pouco criativo, Uruguai obriga os atacantes a virem buscar
a bola no campo de defesa (obtido via this11.com).


Outro grande problema do Uruguai: sem ter como articular jogadas, os laterais Maxi e Cáceres avançam para tentar ajudar. Péssima ideia, sabendo-se que os dois principais articuladores da Colômbia, James Rodríguez e Juan Cuadrado, atuam abertos e tudo o que eles precisavam para matar o jogo era que os laterais oferecessem espaço. E foi o que aconteceu.


Um gol no primeiro tempo e outro no segundo: James e Cuadrado,
além de sobrecarregarem a linha de quatro defensores do Uruguai,
aproveitam o desespero dos rivais para articular jogadas e ocupam
os vazios deixados pelos laterais (obtido via this11.com).


Mono Pereira, Pelado Cáceres e Palito são laterais que voltam para marcar e, mesmo assim, deixaram espaço suficiente para Cuadrado e James matarem o jogo. Imagine, então, o que a dupla de wingers colombianos poderia fazer nas costas de Dani Alves e Marcelo, que são pouco defensivos.

A Colômbia, além de ter um ataque eficiente, sofreu apenas dois gols em quatro jogos (um da Costa do Marfim e outro do Japão). Se o Brasil atuar como no jogo de hoje contra o Chile, dificilmente fará um gol e vai cair fácil diante dos Cafeteros. A Roja tinha uma defesa bastante vulnerável e só conseguimos superá-la uma vez com um gol contra de bola parada.

Felipão e seus comandados terão uma semana para acertarem o time. A Colômbia e um dos melhores times deste mundial, joga um futebol bonito, organizado e merecem muita atenção do Escrete Canarinho para que não transformem a nossa festa em uma tragédia.