sexta-feira, 12 de junho de 2015

Jogo Morno, Jogadores Quentes

Imagem extraída de https://www.facebook.com/SeleccionChilena/



O jogo de abertura da Copa América 2015 foi marcado por uma linda festa. Os chilenos deram um belo espetáculo na abertura do evento. Não obstante, o torcedor chileno compareceu em peso no Estadio Nacional para prestigiar o time da casa. Era o cenário perfeito para um grande espetáculo. Mas quando a bola começou a rolar...

O Chile colocou em campo o que havia de melhor em seu elenco, mas com duas surpresas: Valdívia foi mantido no time principal apesar da irregularidade demonstrada no Palmeiras e Beausejour foi escalado no lugar de Vargas. O Equador, como um bom visitante, armou sua equipe para se defender e resistir à pressão da Roja.

Os equatorianos dificultaram bastante para os chilenos no primeiro tempo: ocuparam todo o meio-de-campo para impedir os rivais de trocarem passes, adiantaram a marcação para pressionar a fraca defesa chilena e apostaram na bola aérea sabendo que os rivais teriam dificuldades nesse tipo de jogada devido a baixa estatura de seus atletas.

Sem espaço, o Chile teve de correr ou tentar bolas longas para criar chances de gol. Os chilenos tinham atletas muito mais técnicos e habilidosos do que os equatorianos, mas a marcação bem feita dos visitantes e o bom goleiro Alexander Domínguez aliviavam para o Equador.

Valdívia demonstrava suas qualidade e visão de jogo. Os laterais Mena e Isla subiam para o ataque. Vidal e Aránguiz apareciam na área. Sánchez corria, driblava e chutava ao gol. Mas a pressão chilena não era suficiente para furar a defesa equatoriana. E o jogo foi ficando cada vez mais amarrado e monótono...



Chile ataca pelo lado direito com Isla e Vidal subindo ao ataque
para ajudar Sánchez, enquanto Mena e Beausejour vigiavam o
lado esquerdo onde Valencia atacava. A Roja atacava em 3-5-2
e defendia em 4-4-2, com Medel voltando para ajudar Jara.
Equador defende com duas linhas de quatro, sendo a primeira
mais avançada para pressionar a saída de bola chilena
(imagem obtida via this11.com). 



O treinador Jorge Sampaoli trocou o apagado Beausejour pelo velocista Vargas no intervalo. Os donos da casa pressionaram com mais intensidade, mas davam muito espaço para os visitantes contra-atacarem. O Equador utilizou a tática do "ônibus" e articulava contra-golpes velozes com Valencia, que não abre o placar por muito pouco o jogador do West Ham chegou a carimbar o travessão do goleiro Bravo.

Tudo levava a crer que o Equador abriria o placar. Mas o atacante Bolaños cometeu uma bobagem e puxou a camisa de Vidal na área. O lance foi quase imperceptível, mas foi uma falta dentro da área. Pênalti para a Roja, convertido pelo próprio Vidal.



Com a entrada de Vargas, Sánchez atua mais pela esquerda.
Equador recua com duas linhas de quatro próximas à área de
Domínguez e contra-ataca com seus laterais velozes. O atacante
Bolaños também ajuda na marcação. Tudo ia bem para o
Equador, até o camisa 8 cometer pênalti desnecessário
em Vidal (imagem obtida via this11.com).



Com o gol de Vidal, a temperatura do jogo esquentou. E a dos jogadores ainda mais, afinal tivemos muiti mais faltas e cartões. O Equador saiu mais para o ataque e conseguiu algumas faltas próximas à área de Bravo. O Chile recuou e tirou proveito do nervosismo equatoriano para articular contra-golpes.

Em uma bola mal recuada do Equador, Vargas achou Sánchez livre e o jogador do Arsenal deu números finais à partida: 2x0. Um bom placar para o Chile, mas o futebol apresentado ainda não foi dos melhores. É verdade que os visitantes tiveram êxito em tirar os espaços dos donos da casa, mas a Roja tinha recursos para fazer melhor diante de um adversário que apresenta muitas limitações.

Não obstante, Matías Fernández, que entrou no lugar de Valdívia, deu um carrinho imprudente em Paredes no final do jogo e foi expulso merecidamente. Pelo visto, o nervosismo da estreia também pesou em campo...



Imagem extraída de https://www.facebook.com/SeleccionChilena/



DANÇA DOS TÉCNICOS

O Palmeiras anunciou nesta semana a saída do treinador Oswaldo de Oliveira após a derrota para o Figueirense no domingo. O técnico havia feito uma boa campanha no Paulistão, mas o treinador carioca precisa rever alguns conceitos -Zé Roberto na lateral-esquerda, Rafael Marques na ponta direita e Cleiton Xavier no banco são coisas que não dão para engolir. O excelente Marcelo Oliveira, ex-Cruzeiro, deve ser anunciado para o lugar de Oswaldo. O treinador carioca, contudo, não deve ficar muito tempo desempregado: o Santos cogita seu retorno à Vila Belmiro.



NÃO É SÓ NO BRASIL QUE TREINADOR DANÇA...

Ainda não me conformo com a demissão injusta de Carlo Ancelotti do Real Madrid. É verdade que o treinador italiano não conseguiu títulos de expressão na temporada, mas Ancelotti melhorou muito a equipe merengue e foi um dos grandes responsáveis pela conquista de La Decima. Isso sem falar que ele era muito querido pelos jogadores. O treinador espanhol Rafa Benítez deve ser oficialmente anunciado em brave para o seu lugar. É verdade que Benítez tem seus méritos, mas sou muito mais Ancelotti do que o espanhol, tanto pelo currículo (o italiano já foi campeão cinco vezes da Champions, sendo duas como jogador e três como técnico), quanto pelo estilo de jogo.


Grupo C: Armadilhas À Vista

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Olá, queridos leitores e leitoras!

A esta altura do campeonato, a Copa América 2015 já começou com uma boa vitória do anfitrião Chile sobre o razoável Equador em partida morna. Faremos análises das partidas assim como fizemos durante a Copa do Mundo.

O Grupo C é o último a ser analisado e é composto por Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela.

A nossa Seleção não deve ter grandes dificuldades em avançar em primeiro lugar, afinal a Colômbia é o único adversário da chave que representa alguma ameaça, embora os Cafeteros respeitem em demasia o Brasil. Basta ver como os colombianos jogaram com medo nas duas últimas ocasiões que nos enfrentaram em 2014. Peru e Venezuela, com poucos recursos, vão brigar pela terceira vaga e secar os rivais das outras chaves.

Uma análise do retrospecto recente dos times, contudo, mostra que pode haver surpresas nesta chave. Peru e Venezuela, embora não tenham muita tradição no futebol, conseguiram chegar às semifinais da edição anterior da Copa América, à frente do Brasil e da Colômbia que foram eliminados nas quartas-de-final.

É inegável que brasileiros e colombianos sejam francos favoritos a avançarem, mas não devem subestimar os "coadjuvantes" em hipótese alguma. A edição anterior da competição é uma prova cabal de que jogar de salto alto pode ser fatal.



BRASIL- A VIDA APÓS O 7x1

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Quase um ano se passou desde a maior humilhação sofrida pela Seleção Brasileira. O Brasil foi goleado pela Alemanha em pleno Mineirão e o acontecimento arranhou para sempre a imagem do futebol brasileiro. Os problemas em nosso esporte vieram à tona com os 7x1.

Algo precisava ser feito e a Seleção que irá ao Chile está bastante modificada em relação àquela que disputou a Copa do Mundo. Jefferson, David Luiz, Thiago Silva, Fernandinho, Willian e Neymar são os únicos remanescentes daquela equipe. O treinador Dunga ganhou uma segunda chance no comando da Seleção e tem a missão de renovar a equipe.

O meio-de-campo brasileiro, que havia sido o grande problema de 2014, agora conta com mais atletas criativos, como Firmino, Philippe Coutinho e Everton Ribeiro. Estes atletas, porém, são muito mais carregadores de piano do que armadores. Isto significa que Dunga vai apostar na correria e em contra-ataques velozes para criar chances de gol para o Brasil. Falta um jogador inteligente com qualidade no passe e capaz de organizar o meio-de-campo mas, ainda assim, é muito melhor do que apostar nos chutões e na ligação direta como a equipe de Felipão fazia.

Robinho e Tardelli retornam para dar mais experiência à equipe e também para tirar um pouco da responsabilidade de Neymar no ataque. Ao menos, não teremos mais aquela dependência absurda de nosso principal jogador.


DESTAQUE E CAPITÃO- Neymar (atacante): o ex-menino da Vila acabou de fazer a "temporada perfeita" pelo Barcelona e ainda foi um dos artilheiros da Champions League. Neymar dispensa apresentações, é a principal esperança de gols e de lances bonitos em nossa Seleção.

TÉCNICO: Dunga

CONVOCADOS:

Goleiros: Jefferson (Botafogo), Neto (Fiorentina) e Marcelo Grohe (Grêmio)

Defensores: Daniel Alves (Barcelona), Miranda (Atlético de Madrid), David Luiz (PSG), Filipe Luís (Chelsea), Marquinhos (PSG), Thiago Silva (PSG), Geferson (Internacional) e Fabinho (Monaco)

Meio-Campistas: Fernandinho (Manchester City), Douglas Costa (Shakhtar Donetsk), Elias (Corinthians), Fred (Shakhtar), Everton Ribeiro (Al Ahli), Willian (Chelsea), Philippe Coutinho (Liverpool) e Casemiro (Porto)

Atacantes: Diego Tardelli (Shandong Luneng), Neymar (Barcelona), Roberto Firmino (Hoffenheim) e Robinho (Santos)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: 8

EXPECTATIVA: favorito ao título

PALPITE: campeão

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-3-3

Brazil 4-3-3 football formation
Imagem obtida via www.footballuser.com/



COLÔMBIA- MAS MANTENHA O RESPEITO

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Se analisarmos todos os elencos, a Seleção Colombiana é o time mais completo por contar com boas opções em todas as posições. Os Cafeteros possuem bons goleiros, defensores, meio-campistas e atacantes. Não obstante, seu 4-4-2 oferece um equilíbrio perfeito entre ataque e defesa.

O que, então, poderia minar as pretensões de um time como este?

Simples: a Seleção Colombiana respeita em demasia os rivais de peso. Como descrito no começo do texto, a Colômbia enfrentou o Brasil duas vezes em 2014 e perdeu nas duas porque faltou ousadia à equipe em ambas as ocasiões. Preferiram recuar e tentar contra-ataques ao invés de jogarem bola.

Se a Colômbia quiser o troféu, terá de aprender a diferenciar "respeito" de "medo". A probabilidade de se encontrar um rival de peso nas quartas-de-final (Argentina, Uruguai ou Chile) é grande e os Cafeteros podem cair novamente se não tiverem ousadia para buscar o resultado.


DESTAQUE- James Rodríguez (winger): artilheiro da última Copa do Mundo, James chegou com pompas ao Real Madrid no começo da temporada. O jovem colombiano é habilidoso, tem presença de área e cruza muito bem a bola.

TÉCNICO: José Pékerman

CAPITÃO: Falcao García (atacante)

CONVOCADOS:

Goleiros: David Ospina (Arsenal), Camilo Vargas (Atlético Nacional) e Cristian Bonilla (La Equidad)

Defensores: Cristian Zapata (Milan), Pedro Franco (Besiktas), Santiago Arias (PSV), Pablo Armero (Flamengo), Darwin Andrade (Standard Liége), Carlos Valdés (Nacional), Jeison Murillo (Granada) e Juan Camilo Zúñiga (Napoli)

Meio-Campistas: Edwin Valencia (Santos), Carlos Sánchez (Aston Villa), Edwin Cardona (Monterrey), James Rodríguez (Real Madrid), Juan Guillermo Cuadrado (Chelsea) e Alexander Mejía (Monterrey) 

Atacantes: Radamel Falcao García (Manchester United), Victor Ibarbo (Roma), Carlos Bacca (Sevilla), Teófilo Gutiérrez (River Plate), Luis Fernando Muriel (Sampdoria) e Jackson Martínez (Porto)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: 1

EXPECTATIVA: favorito ao título

PALPITE: quarto colocado

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-4-2

Colombia 4-4-2 football formation
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PERU-  A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE

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Será difícil repetir a boa atuação da Copa América 2011, afinal o Peru caiu em uma chave difícil e muitos de seus astros já estão com mais de 30 anos ou, então, em dificuldades para se firmarem em algum time. O desempenho ruim nas Eliminatórias da Copa 2014 só serviu para aumentar a desconfiança em relação aos Incas.

O Peru é mais uma daquelas seleções que apostam no fôlego e na velocidade de seus atletas, mas é uma equipe que joga um futebol um pouco mais leve e ofensivo se comparado aos rivais andinos. E um time tecnicamente razoável e com alguns atletas que sabem jogar bola.

Outro problema é que o treinador, o argentino Ricardo Gareca, assumiu o time há poucos meses atrás e ele mal teve tempo de conhecer seus jogadores.

O Peru vai brigar com a Venezuela pela terceira vaga e, então, tentar arrancar pontos (leia-se, "empatar") com os outros rivais para assegurar sua classificação. O que vier depois disso, é lucro.


DESTAQUE- Paolo Guerrero (atacante): forte, raçudo e goleador. Assim é Paolo Guerrero, bastante conhecido aqui no Brasil e também na Alemanha. Os corinthianos sabem como o camisa 9 pode fazer a diferença na equipe, e a Seleção Peruana espera o mesmo do atacante.

TÉCNICO: Ricardo Gareca

CAPITÃO: Claudio Pizarro (atacante)

CONVOCADOS:

Goleiros: Pedro Gallese (Juan Aurich), Diego Penny (Sporting Cristal) e Salomón Libman (Universidad Cesar Vallejo)

Defensores:  Luís Advíncula (Vitória de Setúbal), Carlos Zambrano (Eintracht Frankfurt), Pedro Requena (Universidad Cesar Vallejo), Hansell Riojas (Universidad Cesar Vallejo), Christian Ramos (Juan Aurich), Yoshimar Yotún (Malmo) e Jair Céspedes (Juan Aurich)

Meio-Campistas: Josepmir Ballón (Sporting Cristal), Edwin Retamoso (Real Garcilaso), Carlos Lobatón (Sporting Cristal), Carlos Ascues (Melgar), Joel Sánchez (Universidad San Martin de Porres), Paolo Hurtado (Paços de Ferreira), Juan Manuel Vargas (Fiorentina), Christian Cueva (Alianza Lima) e André Carrillo (Sporting)

Atacantes: Jefferson Farfán (Schalke 04), Yordy Reyna (Red Bull Leipzig), Paolo Guerrero (Flamengo) e Claudio Pizarro (Bayern de Munique)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: 2

EXPECTATIVA: chegar ao mata-mata

PALPITE: quartas-de-final

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-3-3

Peru 4-3-3 football formation
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VENEZUELA- O FRANCO-ATIRADOR

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A Venezuela também surpreendeu em 2011 ao ficar com a quarta colocação na Copa América daquele ano. As pretensões para 2015, contudo, serão bastante modestas.

A Vinotinto tem pouquíssima tradição no futebol, sendo a única seleção sul-americana que nunca disputou uma Copa do Mundo. O desempenho recente também não é muito animador, incluindo uma derrota para a Jamaica em amistoso. Sendo bastante franco, a Venezuela é a seleção mais fraca desta chave.

Os venezuelanos têm de fazer apenas uma coisa na competição: superar o Peru, que será o grande rival pela terceira vaga. Chegar ao mata-mata já terá sido um grande feito.


DESTAQUE- Fernando Amorebieta (zagueiro): Amorebieta fez parte do Athletic Bilbao na temproada 2011-12. Na ocasião, o defensor foi vice-campeão da Copa Del Rey e também da Europa League pelo time basco. Aquela equipe, que era comandada por Marcelo Bielsa, destacava-se pela elegância e pelo toque de bola. Com este currículo, acredito que Amorebieta dará um toque de classe à Seleção Venezuelana.

TÉCNICO: Noel Sanvicente

CAPITÃO: Juan Arengo (meia)

CONVOCADOS:

Goleiros: Alain Baroja (Caracas), Dani Hernández (Tenerife) e Wuilker Fariñez (Caracas)

Defensores:  Wilker Ángel (Deportivo Táchira), Andrés Túñez (Buriram United), Oswaldo Vizcarrondo (Nantes), Fernando Amorebieta (Middlesbrough), Gabriel Cichero (Mineros), Roberto Rosales (Málaga) e Grenddy Perozo (Ajaccio)

Meio-Campistas: Tomás Rincón (Genoa), Ronald Vargas (Baliskesipor), César González (Deportivo Táchira), Luis Manuel Seijas (Santa Fe), Franklin Lucena (Deportivo La Guaira), Alejandro Guerra (Atlético Nacional), Juan Arango (Xolos) e Rafael Acosta (Mineros)

Atacantes: Nicolás Fedor (Rayo Vallecano), José Salomón Rondón (Zenit), Josef Alexander Martínez (Torino), Gelmín Rivas (Deportivo Táchira) e John Murillo (Zamora)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: nenhum

EXPECTATIVA: chegar ao mata-mata

PALPITE: fica na fase de grupos

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-4-2

Champions League Team 4-4-2 football formation
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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Grupo B: O "Grupo da Morte"

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O Grupo B da Copa América 2015 é composto por Argentina, Uruguai, Paraguai e Jamaica, ou seja: três seleções que já foram campeãs irão brigar pelas vagas disponíveis para as quartas-de-final. Felizmente, os dois melhores terceiros colocados terão o direito de avançar, portanto será crucial que as equipes não desperdicem pontos contra a Jamaica, que virá apenas a passeio.

Os jogos desta chave prometem ser bastante disputados e equilibrados. É bastante provável que tenhamos partidas muito pegadas, com muito mais raça do que técnica e até mesmo muitas faltas. A rivalidade entre as três seleções sul-americanas deve elevar a temperatura das disputas.

Felizmente, a presença alguns bons jogadores como Messi, Cavani, Di María e Lodeiro deve compensar o excesso de brutalidade das partidas com lances bonitos, dribles e passes bem executados.



ARGENTINA- PELO FIM DO JEJUM

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Messi, Tévez, Di María, Agüero, Higuaín, ... Fica difícil imaginar como um time com tantos atletas de talento nunca conquistou um título pela seleção principal de seu país. Alguns ainda tiveram a oportunidade de erguerem troféus pela Seleção Olímpica ou pelas categorias de base, mas a Albiceleste vive um jejum de títulos que se arrasta desde 1993, quando conquistou a própria Copa América. A Argentina bateu na trave no último mundial quando foi vice-campeã. A Albiceleste chegou a ter o controle do jogo e, por muito pouco, não consegue alguns gols no começo da partida.

A conquista do título, obviamente, é questão de honra para esta geração. A maioria dos atletas que disputaram a última Copa do Mundo foi mantida, mas foram convocados mais meias criativos (Banega e Pastore) para que Messi tenha de buscar a bola menos vezes. Tévez, que não foi convocado injustamente para o mundial, também retorna. O bom zagueiro Nicolás Otamendi também marca presença para aumentar a segurança da fraca zaga albiceleste.

A Argentina, contudo, possui dois problemas na busca pelo troféu. O primeiro, obviamente, é a defesa que ainda não demonstra muita solidez, principalmente pela lateral esquerda. O segundo é o treinador Gerardo Martino, que não deixou saudades no Barcelona e ainda não me convenceu no comando da Albiceleste.

Se os argentinos conseguirem superar seus pontos fracos, o jejum de títulos terá um fim em 2015.


DESTAQUE E CAPITÃO- Lionel Messi (atacante): a Pulga dispensa apresentações. É o melhor jogador dos últimos anos, sendo eleito melhor jogador do mundo quatro vezes -e deve conquistar sua quinta Bola de Ouro neste ano. Pode desempenhar qualquer função no ataque -meia-armador, "falso nove", centroavante, segundo atacante ou atuar nas duas pontas. É craque, mas nunca conseguiu fazer pela Argentina a diferença que faz pelo Barcelona.

TÉCNICO: Gerardo Martino

CONVOCADOS:

Goleiros: Sergio Romero (Sampdoria), Nahuel Guzmán (Tigres) e Mariano Andújar (Napoli)

Defensores: Ezequiel Garay (Zenit), Facundo Roncaglia (Genoa), Pablo Zabaleta (Manchester City), Milton Casco (Newell's), Martín Demichelis (Manchester City), Marcos Rojo (Manchester United) e Nicolás Otamendi (Valencia)

Meio-Campistas: Fernando Gago (Boca Juniors), Lucas Biglia (Lazio), Ángel Di María (Manchester United), Roberto Pereyra (Juventus), Javier Mascherano (Barcelona), Éver Banega (Sevilla) e Javier Pastore (PSG)

Atacantes: Gonzalo Higuaín (Napoli), Lionel Messi (Barcelona), Sergio Agüero (Manchester City), Carlos Tévez (Juventus), Erik Lamela (Tottenham) e Ezequiel Lavezzi (PSG)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: 14

EXPECTATIVA: favorito ao título

PALPITE: vice-campeão

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-4-2

Argentina 4-4-2 football formation
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URUGUAI- A MORDIDA QUE CUSTOU CARO

Imagem extraída de https://www.facebook.com/aufoficial/

Você ficou impressionado com as grandes exibições de Luisito Suárez durante a temporada 2014-15 pelo Barcelona? Esqueça. O atacante ainda está suspenso pela seleção de seu país devido à mordida desferida em Chiellini e o Uruguai terá de disputar a Copa América sem seu principal craque. Além dele, os "velhinhos" Lugano e Forlán também não irão jogar a competição. Era necessário, afinal a Celeste estava envelhecendo e os jogadores mais jovens mereciam chances para que uma renovação no elenco acontecesse.

Ainda assim, boa parte do elenco que disputou a Copa do Mundo 2014 e o treinador Óscar Tabárez foram mantidos. O estilo de jogo, portanto, não deve sofrer muitas alterações com relação ao ano passado.

O Uruguai tem alguns bons jogadores à disposição, mas seu estilo de jogo é muito mais baseado em raça do que técnica. Algo que faz parte da cultura futebolísitca do país.

Resta saber como a Celeste irá atuar sem seu craque. Em 2011, quando o Uruguai conquistou seu último título na competição, Suárez fez toda a diferença em campo. Será que Cavani, Lodeiro e Godín conseguirão compensar a ausência do ídolo?


DESTAQUE E CAPITÃO- Diego Godín (zagueiro): Godín herdou a faixa de capitão do xará Diego Lugano ainda durante a última Copa do Mundo. Tem feito grandes exibições pelo Atlético de Madrid e pela própria Seleção Uruguaia nos últimos anos. É um zagueiro seguro pelo alto, por baixo e comete poucas faltas. É também um exímio cabeceador.

TÉCNICO: Óscar Tabárez

CONVOCADOS:

Goleiros: Fernando Muslera (Galatasaray), Rodrigo Muñoz (Libertad) e Martín Silva (Vasco)

Defensores: José María Giménez (Atlético de Madrid), Diego Godín (Atlético de Madrid), Jorge Fucile (Nacional-URU), Álvaro Pereira (Estudiantes), Gastón Silva (Torino), Maximiliano Pereira (Benfica), Mathías Corujo (Universidad de Chile) e Sebastián Coates (Sunderland)

Meio-Campistas: Carlos Sánchez (River Plate), Cristian Rodríguez (sem clube), Giorgian De Arrascaeta (Cruzeiro), Nicolás Lodeiro (Boca Juniors), Guzmán Pereira (Universidad de Chile), Egidio Arévalo Ríos (Tigres) e Álvaro González (Torino)

Atacantes: Abel Hernández (Hull City), Diego Rolan (Bordeaux), Cristhian Stuani (Espanyol), Edinson Cavani (PSG) e Jonathan Rodríguez (Benfica)

TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: 15

EXPECTATIVA: favorito ao título

PALPITE: quartas-de-final

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-3-3

Uruguay 4-3-3 football formation
Imagem obtida via footballuser.com




PARAGUAI- APENAS EFICIENTE

Imagem extraída do Facebook oficial de Lucas Barrios- https://www.facebook.com/LucasBarriosOfficial/

O Paraguai foi vice-campeão da última Copa América jogando apenas em função do regulamento. A equipe Guaraní classificou-se ao mata-mata com três empates e chegou à final decidindo os seus jogos nos pênaltis. Só não ficou com o troféu porque Luis Suárez estragou a festa dos paraguaios na final.

A julgar pelo estilo de jogo dos times paraguaios na Libertadores, é provável que a seleção do país atue da mesma forma, priorizando a defesa, a marcação e tentando jogar em função do regulamento. A maioria dos jogadores da seleção se vale muito mais de raça do que técnica.

Tecnicamente falando, o Paraguai está abaixo dos rivais Argentina e Uruguai, mas o time Guaraní provou durante a última Copa América que pode fazer frente aos adversários na base da raça e da eficiência. Os paraguaios têm boas chances de chegarem novamente ao mata-mata, mas será muito difícil repetir o bom desempenho de 2011 levando-se em conta a grande quantidade de boas equipes disputando a competição. O desempenho pífio do Paraguai durante as Eliminatórias da Copa 2014 é uma prova cabal de que a estratégia pode não dar certo desta vez.


DESTAQUE- Lucas Barrios (atacante): atualmente no Montpellier da França, Barrios já não é mais aquele jogador de sucesso no Borussia Dortmund (ele esteve presente nas campanhas de 2010-11 e 2011-12), mas ainda é um jogador de respeito. Ao lado do experiente Roque Santa Cruz, deve formar um ataque temível e dar muito trabalho aos goleiros adversários.

TÉCNICO: Ramón Díaz

CAPITÃO: Roque Santa Cruz (atacante)

CONVOCADOS:

Goleiros:  Justo Villar (Colo Colo), Antony Silva (Independiente de Medellín) e Alfredo Aguilar (Guaraní)

Defensores: Iván Píris (Udinese), Marcos Cáceres (Newell's), Pablo Aguilar (América-MEX), Bruno Valdez (Cerro Porteño), Miguel Samudio (América-MEX), Paulo Da Silva (Toluca) e Fabián Balbuena (Libertad)

Meio-Campistas: Richard Ortíz (Toluca), Víctor Cáceres (Flamengo), Osmar Molinas (Libertad), Osvaldo Martínez (América-MEX), Néstor Ortigoza (San Lorenzo), Óscar Romero (Racing) e Eduardo Aranda (Olimpia)

Atacantes: Raúl Bobadilla (Augsburg), Lucas Barrios (Montpellier), Roque Santa Cruz (Cruz Azul), Derlis González (FC Basel), Edgar Benítez (Toluca) e Nelson Valdéz (Eintracht Frankfurt)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: 2

EXPECTATIVA: chegar às semifinais

PALPITE: quartas-de-final

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-3-3

Paraguay 4-3-3 football formation
Imagem obtida via footballuser.com



JAMAICA- OUTRAS PRIORIDADES

Imagem extraída de https://www.facebook.com/JamaicaFootballFederation/

A Jamaica, a exemplo do México, disputa a Copa América como seleção convidada. Os jamaicanos também estão de olho na Gold Cup e devem vir ao Chile apenas a passeio. O fato de terem caído em um grupo muito difícil diminui ainda mais as pretensões da Seleção Jamaicana.

A equipe da América Central disputa a competição sul-americana com o intuito de divulgar o futebol do país em outro continente, além de trocar experiências ao enfrentar rivais famosos como Messi, Cavani, Santa Cruz, ...

Quem sabe a Copa América não sirva como experiência para que estes atletas possam aprimorar o futebol de seu país.


DESTAQUE- Wes Morgan (zagueiro): acabou de vir de boa temporada pelo Leicester City, ajudando a equipe inglesa a fugir do rebaixamento. Suas atuações lhe renderam muitos elogios e premiações individuais.

TÉCNICO: Winfried Schäfer

CAPITÃO: Rodolph Austin (volante)

CONVOCADOS:

Goleiros:  Duwayne Kerr (Sarpsborg 08), Dwayne Miller (Syrianska) e Ryan Thompson (Pittsburgh Riverhounds)

Defensores: Daniel Gordon (Karlsruher), Michael Hector (Reading), Wes Morgan (Leicester City), Adrian Mariappa (Crystal Palace), Jermaine Taylor (Houston Dynamo) e Kemar Lawrence (NY Red Bulls)

Meio-Campistas: Lance Laing (FC Edmonton), Hughan Gray (Waterhouse FC), Joel McAnuff (Leyton Orient), Je-Vaughn Watson (FC Dallas), Joel Grant (Yeovil), Rodolph Austin (Leeds United) e Garath McCleary (Reading)

Atacantes: Deshorn Brown (Valarenga), Romeo Parkes (Isidro Metapan), Giles Barnes (Houston Dynamo), Darren Mattocks (Vancouver Whitecaps), Dino Williams (Mobay United), Allan Ottey (Mobay United) e Simon Dawkins (Derby County)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: nenhum

EXPECTATIVA: vem a passeio

PALPITE: fica na fase de grupos

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-2-3-1

Dream Team 4-2-3-1 football formation
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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Grupo A: Chile e Mais Três

Imagem extraída de https://www.facebook.com/copaamerica



Bom dia, queridos leitores e leitoras!

Como prometido, iremos analisar as seleções que irão disputar a Copa América 2015, a ser realizada no Chile e cujo início se dará no dia 11 de junho, quinta-feira.

Dez seleções sul-americanas mais duas convidadas (Jamaica e México) disputarão o troféu, que será entregue no dia 4 de julho, domingo.

Começaremos a análise pelo Grupo A, composto pelo anfitrião Chile além de México, Equador e Bolívia.

Este grupo deve ter um roteiro mais ou menos previsível, com os chilenos se classificando junto com o esforçado Equador. O México, como convidado, irá disputar a competição com um time formado quase totalmente por jogadores reservas, enquanto a Bolívia entra como azarão neste grupo.

Vale lembrar que os dois melhores terceiros colocados têm direito de avançar ao mata-mata, mas as outras chaves possuem seleções muito mais fortes e, portanto, acho pouco provável que haja um terceiro classificado deste grupo.

Vamos analisar as quatro seleções que compõe o Grupo A e dar os palpites para os times.



CHILE- FAZENDO AS HONRAS DA CASA

Imagem extraída de https://www.facebook.com/SeleccionChilena

O Chile manteve a base que disputou o último mundial pelo fato da equipe ter feito boas exibições na ocasião. Os chilenos valorizaram demais o desempenho da última Copa, tanto que o atacante Pinilla (aquele que acertou a trave de Júlio César) tatuou o feito. O treinador Jorge Sampaoli também foi mantido.

A Roja é um bom time, que valoriza a posse da bola, conta com atletas velozes e sabe muito bem como tirar os espaços dos adversários, apesar de seus zagueiros não serem muito altos e nem muito fortes.

O Chile, como anfitrião, terá o apoio de sua torcida. Isto será uma grande ajuda mas, ao mesmo tempo, pode ser um problema, afinal haverá muita pressão para que o time da casa obtenha um bom desempenho. O Brasil, que foi o país-sede da última Copa, sabe muito bem como é.


DESTAQUE- Alexis Sánchez (atacante): Sánchez trocou o Barcelona pelo Arsenal na última temporada e não tardou a se firmar nos Gunners. O "baixinho" é veloz, tem qualidade no passe e faz muitos gols. Suas qualidades foram fundamentais para que o time londrino fizesse uma boa temporada em 2014-15. Pode atuar como centroavante, "falso nove", segundo atacante ou winger.

TÉCNICO: Jorge Sampaoli

CAPITÃO: Claudio Bravo (goleiro)

CONVOCADOS:

Goleiros: Claudio Bravo (Barcelona), Paulo Garcés (Colo Colo) e Johnny Herrera (Universidad de Chile)

Defensores: Miiko Albornoz (Hannover), Mauricio Isla (Queens Park Rangers), Gonzalo Jara (Mainz), Gary Medel (Inter), Eugenio Mena (Cruzeiro) e José Rojas (Universidad de Chile)

Meio-Campistas: Charles Aránguiz (Internacional), Jean Beausejour (Colo Colo), Carlos Carmona (Atalanta), Marcelo Díaz (Hamburgo), Matías Fernández (Fiorentina), Felipe Gutiérrez (Twente), Arturo Vidal (Juventus), David Pizarro (Fiorentina) e Jorge Valdivia (Palmeiras)

Atacantes: Alexis Sánchez (Arsenal), Eduardo Vargas (Queens Park Rangers), Ángelo Henríquez (Dinamo Zagreb), Mauricio Pinilla (Atalanta) e Edson Puch (Huracán)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: nenhum

EXPECTATIVA: favorito ao título

PALPITE: termina em terceiro colocado

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 3-5-2

Chile 3-5-2 football formation
Imagem obtida via footballuser.com



MÉXICO- SEM OS ASTROS

Imagem extraída de https://www.facebook.com/MiSeleccionMX/

Esqueça Chicharito, Carlos Vela, Ochoa e outros astros que você conhece dos campeonatos europeus. O México, como convidado, irá disputar a Copa América com seu time reserva, lembrando que os mexicanos pertencem a outra confederação (CONCACAF) e estão priorizando um outro campeonato continental.

O treinador Miguel Herrera foi mantido no cargo. Podemos esperar, portanto, um time bastante defensivo como no último mundial. Alguns poucos atletas que estiveram no Brasil no ano passado também irão ao Chile, como Rafael Márquez, Raúl Jiménez e Rafael Aquino.

O México é um time muito bom sob o ponto de vista técnico: sabe trocar passes, é bem organizado em campo e sabe atuar coletivamente. Pecou no último mundial por atuar demais em função do regulamento. Os mexicanos devem vir apenas a passeio em princípio, mas esta equipe costuma ser uma pedra no sapato dos rivais e tem um razoável potencial para surpreender.


DESTAQUE E CAPITÃO- Rafael Márquez (zagueiro): com passagens pelo Barcelona e com uma Champions League no currículo, Rafael Márquez não é mais aquele zagueiro que fez história na Catalunha há nove anos atrás. Sua qualidade técnica e talento, contudo, continuam apurados como pudemos ver no último mundial. Desarma bem, comete poucas faltas e ainda aparece bem na área nos lances de bola parada.

TÉCNICO: Miguel Herrera

CONVOCADOS:

Goleiros: Jesús Corona (Cruz Azul), Alfredo Tala (Toluca) e Melitón Hernández (Veracruz)

Defensores: Rafael Márquez (Hellas Verona), Gerardo Flores (Cruz Azul), Hugo Ayala (Tigres), Efraín Velarde (Monterrey), Julio César Domínguez (Cruz Azul), Carlos Salcedo (Guadalajara), Adrián Aldrete (Santos Laguna), Miguel Herrera (Pachuca) e George Corral (Querétaro)

Meio-Campistas: Mario Osuna (Querétaro), Juan Carlos Medina (Atlas), Javier Güémez (Tijuana), Jesús Corona Ruiz (Twente), Javier Aquino (Rayo Vallecano), Luis Montes (León) e Marco Fabián (Guadalajara)

Atacantes: Raúl Jiménez (Atlético de Madrid), Eduardo Herrera (Pumas), Enrique Esqueda (Tigres) e Matías Vuoso (Chiapas)   


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: nenhum

EXPECTATIVA: vem a passeio

PALPITE: fica na fase de grupos

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-4-2

Mexico 4-4-2 football formation
Imagem obtida via footballuser.com



EQUADOR- PARA NÃO DEIXAR A PETECA CAIR

Imagem extraída de https://www.facebook.com/fefecuador

O Equador surpreendeu na última eliminatória para a Copa do Mundo ao deixar para trás equipes como Uruguai, Paraguai e Peru. Muitos dos jogadores que vieram ao Brasil em 2014 foram mantidos na Seleção Equatoriana. Infelizmente, o principal atleta do time, o winger Antonio Valencia, se lesionou e não disputará a competição. O treinador mudou em relação ao mundial: saiu Reinaldo Rueda e assumiu Gustavo Quinteros.

Na ausência de rivais mais fortes, há chances razoáveis para a Tri fazer um bom desempenho na competição. O Equador não é uma equipe tecnicamente brilhante ao atuar muito mais na correria do que na técnica ou talento, mas sabe utilizar a velocidade dos atletas a seu favor, tanto no ataque quanto na defesa.

A base do Equador é o Emelec -sete atletas da equipe foram convocados e o entrosamento entre eles pode ser mais um ponto a favor dos equatorianos.


DESTAQUE- Enner Valencia (atacante): Valencia foi o destaque do Equador no último mundial e chamou a atenção do West Ham United, que contratou o atacante junto ao Pachuca do México. Espera-se que Valencia tenha aprimorado suas aptidões após sua primeira temporada na Premier League.

TÉCNICO: Gustavo Quinteros

CAPITÃO: Walter Ayoví (lateral)

CONVOCADOS:

Goleiros: Alexander Domínguez (LDU), Esteban Dreer (Emelec) e Librado Azcona (Independiente del Valle)

Defensores: Gabriel Achilier (Emelec), Frickson Erazo (Grêmio), Oscar Bagüi (Emelec), Arturo Mina (Independiente del Valle), Walter Ayoví (Pachuca), Juan Carlos Paredes (Watford), Mario Pineida (Independiente del Valle) e Jhon Narvárez (Emelec)

Meio-Campistas: Cristhian Noboa (PAOK), Fidel Martínez (Leones Negros), Osbaldo Lastra (Emelec), Michael Arroyo (América-MEX), Juan Cazares (Banfield), Jonathan González (Leones Negros), Renato Ibarra (Vitesse) e Pedro Quiñonez (Emelec)

Atacantes: Miler Bolaños (Emelec), Jaime Ayoví (Godoy Cruz), Enner Valencia (West Ham) e Jefferson Montero (Emelec)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: nenhum

EXPECTATIVA: chegar às semifinais

PALPITE: quartas-de-final

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 4-4-2

Ecuador 4-4-2 football formation
Imagem obtida via footballuser.com



BOLÍVIA- AO NÍVEL DO MAR

(sem imagem disponível)

Quando se fala em futebol na Bolívia, imediatamente associamos a equipe verde à altitude andina, fator que quase sempre favorece as equipes locais. Os bolivianos têm um único título na Copa América, conquistado justamente em sua casa.

A última boa geração da Seleção Boliviana foi a dos anos 90, que conseguiu se classificar à Copa de 94, além de ter sido vice-campeã na Copa América de 97 (que também foi disputada em solo boliviano).

Diante deste retrospecto, fica difícil criar uma boa expectativa com relação à Verde. A maioria de seus atletas atuam no futebol local, cujos times também não vêm apresentando bons desempenhos na Copa Libertadores.

A esperança, portanto, será conquistar a terceira colocação na chave e secar os rivais dos outros grupos para que a Bolívia, ao menos, consiga chegar ao mata-mata.


DESTAQUE- Marcelo Moreno (atacante): filho de pai brasileiro e com passagens por clubes daqui, Marcelo Moreno é um jogador bastante conhecido no Brasil, principalmente pelos cruzeirenses graças às suas boas exibições em 2008 e 2014. Ele não se movimenta muito em campo, mas sabe se posicionar bem dentro da área e é um "centroavante matador".

TÉCNICO: Mauricio Soria

CAPITÃO: Ronald Raldes (zagueiro)

CONVOCADOS:

Goleiros: Romel Quiñonez (Bolívar), Hugo Suárez (Blooming) e José Peñarrieta  (Petrolero de Yacuiba)

Defensores: Ronald Raldes (Oriente Petrolero), Edwar Zenteno (Wilstermann), Ronald Eguino (Bolívar), Edemir Rodríguez (Bolívar), Cristian Coimbra (Blooming), Miguel Hurtado (Blooming), Marvin Bejarano (Oriente Petrolero) e Leonel Morales (Blooming)

Meio-Campistas: Damir Miranda (Bolívar), Wálter Veizaga (The Strongest), Alejandro Chumacero (The Strongest), Sebastián Gamarra (Milan), Danny Bejarano (Oriente Petrolero), Martin Smedberg (IFK Göteborg), Damián Lizio (O’Higgins) e Alcides Peña (Oriente Petrolero)

Atacantes: Marcelo Moreno (Changchun Yatai), Ricardo Pedriel (Mersin), Jhasmani Campos (Bolívar) e Pablo Escobar (The Strongest)


TÍTULOS NA COMPETIÇÃO: um

EXPECTATIVA: chegar às quartas-de-final

PALPITE: fica na fase de grupos

POSSÍVEL FORMAÇÃO: 3-5-2

Bolivia 3-5-2 football formation
Imagem obtida via footballuser.com


terça-feira, 9 de junho de 2015

Um É Pouco, Dois É Bom, Três É Demais!

Imagem extraída do site oficial do Barcelona- http://www.fcbarcelona.cat/



Olá, queridos leitores e leitoras!

Estive ausente neste feriado. Aproveitei os dias de folga para viajar e descansar do estresse que é a cidade de São Paulo.


Mesmo em viagem, não deixei de acompanhar a partida de futebol mais importante do ano, a final da Champions League, realizada no último sábado. E para o bem do futebol, o Barcelona triunfou diante de uma Juventus que tentou ser apenas eficiente. Ambos os times mereciam o troféu pelas grandes campanhas que fizeram na temporada, mas a equipe catalã tem mais posse de bola, joga no ataque e comete menos faltas. Foi justo que o Barça levasse o troféu para o Camp Nou.

A Juve, sabendo que o Barcelona teria mais posse de bola e atacaria muito mais, tentou fazer o óbvio: recuou a equipe para roubar a redonda e tentar criar chances no contra-ataque. Porém, os italianos tiveram de jogar sem Chiellini -lesionado- e o substituto Barzagli não se mostrou à altura do titular, tanto que dois dos três gols (o de Rakitić e o de Suárez) saíram pelo seu setor. A adoção do meio-de-campo em losango ao invés da linha também deu espaços para os catalães jogarem.



Barcelona no 4-3-3 contra a Juventus no 4-4-2 "losango": Pirlo
tinha a missão de parar Messi, mas o lado direito da defesa com
os "velhinhos" Evra e Barzagli não teve como segurar os velozes
Rakitić e Suárez, autores dos dois primeiros gols do Barça. Iniesta,
com sua tradicional visão de jogo, não tardou a encontrar a dupla
livre no outro lado (obtido via this11.com).



A Juve melhorou no segundo tempo mudando sua formação de 4-4-2 para uma espécie de 4-2-3-1, com Tévez um pouco mais recuado. Os italianos passaram a pressionar a saída de bola catalã e conseguiram, desta forma, chegar ao empate com Morata.

A Juventus, com a igualdade, passou a criar mais e teve a chance de virar o jogo em um suposto pênalti não marcado, mas o Barcelona não demoraria a retomar as rédeas da partida.



Em uma espécie de 4-2-3-1, a Juventus pressionou a saída de bola
do Barcelona, empatou o jogo e se aproximou da virada. Os
italianos, contudo, não conseguiram aproveitar as chances criadas,
cederam um contra-ataque e permitiram que Suárez colocasse
os catalães na frente de novo (obtido via this11.com).



O segundo gol catalão atingiu o psicológico da Juventus e os atletas bianconeri se desesperaram em campo. A equipe italiana estava ainda mais faltosa e o treinador Massimiliano Allegri adiantou seu time para tentar, ao menos, o empate.

O Barcelona apenas administrou a vantagem trocando passes e dando alguns sustos em Buffon. O treinador Luis Enrique colocou Xavi em campo para uma última e merecida homenagem, ao mesmo tempo em que recuava o time com as entradas de Pedro e Mathieu nos lugares de Suárez e Rakitić.

A Juventus não conseguiu aproveitar o recuo catalão e viu Neymar anotar duas vezes para sacramentar o penta do Barça. Um o juiz anulou alegando mão na bola por parte do brasileiro, mas o segundo não teve choro.

Estava consolidado o pentacampeonato do Barcelona na Champions League, e também a segunda Tríplice Coroa do clube (a primeira foi em 2008-09).

O maestro Xavi, novamente, era o centro das atenções. Teria o direito de levantar seu último troféu pelo time catalão e encerraria sua passagem de 24 anos pelo Barcelona. O capitão, que esteve presente em quatro das cinco conquistas europeias do Barça, não poderia terminar de forma melhor a sua história no clube blaugrana.

Um título na temporada foi pouco. Dois foram bons. Três foram demais.

O futebol-arte agradece por mais esta conquista do Barcelona.



Imagem extraída do Facebook oficial do Barcelona- https://www.facebook.com/fcbarcelona/



FÁCIL, FÁCIL

A Austrália se esforçou, deu um susto no jogo de sexta-feira, mas não foi páreo para o Brasil. Nossa Seleção de Vôlei fez o dever de casa e venceu os dois jogos realizados em São Bernardo do Campo. O próximo compromisso do Brasil será a Sérvia, agora na casa dos rivais. Será que nossos meninos vão se dar bem nos Balcãs? Os sérvios nos deram muito trabalho na estreia, jogam muita bola e correm por fora na briga pelo título. É bom ficar de olho neles, Brasil!



CALMA!

O treinador colombiano Juan Carlos Osorio estreou bem pelo São Paulo diante de um Grêmio medroso e que em nada lembrava aquela equipe que goleou o Corinthians na quarta-feira. O Tricolor aproveitou os espaços deixados pelo rival, foi ofensivo e teve posse de bola, como todo time que deseja ser campeão deveria ser. Mas ainda é cedo para dizer que o colombiano acertou a equipe. Não se pode avaliar o desempenho do treinador com apenas uma partida realizada. Daqui a um mês, nós teremos um parâmetro um pouco mais seguro para afirmarmos se Osorio pode ou não levar o Tricolor ao hepta.



AGORA É PRA VALER

Os reservas do México não foram páreo para o Brasil no amistoso realizado no Allianz Parque. Dunga, aliás, ostenta a impressionante marca de 100% de aproveitamento em todos os amistosos realizados desde o seu retorno à Seleção Brasileira. O próximo amistoso contra Honduras, aliás, também deve terminar em vitória brasileira. Espero, contudo, que nossa Seleção não se deixe empolgar pelos resultados, afinal a Copa América 2015 será a nossa primeira competição oficial e será muito difícil ficarmos com este troféu devido ao nível dos adversários. A partir de amanhã, faremos uma análise de todos os times que disputarão a competição, apontando seus pontos fortes e fracos. Não percam!


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Espanha X Itália

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefaeuro



Não, eu não errei a foto. Já faz algum tempo que Barcelona e Juventus não se enfrentam, mas o duelo pode ser tranquilamente comparado a um encontro entre Espanha e Itália. Motivo? A base da Seleção Espanhola entre 2008 e 2014 era composta quase que totalmente por atletas do Barcelona (Xavi, Iniesta, Busquets, Piqué, Alba e Pedro, além de Puyol, Villa e Fàbregas, que não jogam mais pelo clube) enquanto a base da Itália entre 2010 e 2014 era a própria Juve (Buffon, Bonucci, Barzagli, Chiellini, Pirlo e Marchisio, além de Giaccherini que já deixou o clube).

Os estilos, contudo, mudaram um pouco em decorrência da troca de treinadores. O Barcelona ainda troca muitos passes, mas demonstra mais eficiência na marcação e há mais espaço para as jogadas individuais sob a batuta de Luis Enrique. A Juventus, por sua vez, é um time menos elegante e mais "eficiente" sob o comando de Massimiliano Allegri: não há mais toque de bola como nos tempos de Antonio Conte, a marcação é mais forte e a equipe se movimenta mais em campo.

O Barcelona, sob o ponto de vista tático, ainda atua no 4-3-3, mas há mais jogadores voltando para marcar quando o time fica sem a bola, incluindo Lionel Messi atuando na função de "falso nove". O meia Rakitić, alternando as funções de armador e de volante, contribui com as funções defensivas além de ser o principal articulador dos contra-ataques catalães.



F.C. Barcelona 4-3-3 football formation
Possível formação do Barcelona: time atuando no 4-3-3, com
Messi mais recuado e com Rakitić alternando as funções de
volante e meia. Há, ainda, a possibilidade de Mascherano ser
adiantado para o meio-de-campo mudando o esquema para
3-4-3 (obtido via www.footballuser.com).



A Juventus, por sua vez, trocou o 3-5-2 de Conte pelo 4-4-2. O meio-de-campo, aliás, é formado apenas por volantes de ofício (Vidal, Marchisio, Pirlo e Pogba).O quarteto, porém, possui boa saída de bola e consegue muito bem carregar o piano (exceto o já veterano Pirlo) para que Tévez ou Morata completem o serviço. Os volantes podem ser dispostos em linha (como foi feito contra o Real Madrid) ou em losango, com Pirlo atuando centralizado entre os zagueiros, Marchisio ou Pogba jogando como "trequartistas" e os demais abertos pelos lados.



Juventus 4-4-2 football formation
Juventus no 4-4-2: os meio-campistas estão dispostos em
linha, mas Pirlo pode recuar e ficar centralizado entre os
zagueiros, enquanto Marchisio ou Pogba podem ser
 adiantados e atuarem como "falsos noves" ou "trequartistas".
Tévez pode, ainda, recuar um pouco e buscar a
bola enquanto Morata fica como referência na área
(obtido via www.footballuser.com).



Os destaques das duas equipes, coincidentemente, são dois atacantes argentinos. Messi, do Barcelona, dispensa comentários, enquanto Tévez, após muitas passagens frustrantes por clubes ingleses, finalmente se acertou em um time Europeu e vive o auge de sua carreira aos 30 anos. Messi se destaca mais pelo talento e técnica, enquanto Tévez é mais raça. Dois estilos distintos para dois jogadores oriundos de um mesmo país.

Quem vai levar a melhor? Eu, como sempre, estou na torcida pelo melhor futebol, que é representado pelo Barcelona. Analisando-se os desempenhos das duas equipes, contudo, fica difícil desmerecer qualquer uma delas, afinal ambos os times fizeram grandes campanhas, faturaram todos os troféus possíveis da temporada até o momento e ambos têm a chance de conquistar a Tríplice Coroa.

O Barça, a meu ver, leva a melhor sob o ponto de vista técnico, enquanto a Juve tem atletas melhores sob o ponto de vista físico. Penso que os catalães tomarão a iniciativa enquanto os italianos devem jogar mais nos contra-ataques. É bom lembrar, no entanto, que o Tiki-Taka e o "ônibus" já são técnicas manjadas e os treinadores terão de acrescentar variedade de jogo em seus times se não quiserem perder o troféu.

Que vença o melhor.



Leia mais:

ESPN- Especial Barcelona x Juventus - Trio 'MSN' dos 120 gols não é só talento, mas sintonia e jogo coletivo: http://espn.uol.com.br/post/515064_especial-barcelona-x-juventus-trio-msn-dos-120-gols-nao-e-so-talento-mas-sintonia-e-jogo-coletivo


terça-feira, 2 de junho de 2015

Universidade nas Trevas




Já escrevi em outro post que eu nunca me importei com festas na faculdade enquanto estava na graduação. Achava uma verdadeira perda de tempo e de dinheiro, além de acreditar que esse tipo de evento em nada acrescentaria no desenvolvimento acadêmico de um universitário.

Ledo engano.

A importância das festas na universidade parte do discurso básico de que tais eventos promovem a integração dos alunos. O relacionamento dos estudantes em sala de aula é menos frio do que em empresas, mas ainda nem sempre é suficiente para que reais laços de amizade sejam formados. Muitas vezes, o convívio em sala de aula se dá muito mais pela obrigação de se dividir um espaço com outrem do que pelo prazer de se ter um amigo.

Empresas, sabendo disto, promovem festas, jantares e happy hours entre seus funcionários justamente para que possam se conhecer fora do viciado ambiente de trabalho. Isto faz com que estereótipos e pré-conceitos entre as pessoas sejam quebrados.

O aluno universitário, porém, nem sempre dispõe de recursos financeiros para ir a um bar ou restaurante, ao contrário do que acontece com funcionários de uma empresa. O melhor que conseguem em seus primeiros anos de faculdade, geralmente, é uma bolsa de iniciação científica com valor estimado em R$ 500,00. Muito pouco para cobrir as despesas de um happy hour, que podem chegar facilmente a R$ 100,00 por pessoa em uma cidade como São Paulo.

As festas promovidas nos próprios campi das universidades surgem como alternativas aos altos custos para a realização desse tipo de evento: não é necessário alugar um espaço caro porque o próprio campus é utilizado e os custos de deslocamento também são amenizados (o aluno pode ficar direto nas festas após as aulas).






As festas nas universidades, infelizmente, podem ter seu fim anunciado devido a incidentes ocorridos em eventos anteriores, todos devidamente amplificados pelo sensacionalismo da imprensa. Casos de abusos sexuais, uso abusivo de drogas (lícitas e ilícitas) e até mortes já foram registrados nesses tipos de eventos.

Opta-se pela solução "mais fácil" que era a proibição das festas nos campi. Afirmaram, inclusive, que a universidade "é local para estudar, e não para festejar". Tudo para evitar algum escândalo propagado pela mídia sensacionalista.

Esquecem-se, no entanto, que a universidade não é uma escola. Não se ensina apenas conceitos em sala de aula. Na faculdade, não lidamos mais com adolescentes considerados "irresponsáveis" e "inconsequentes", e sim com adultos que tem a obrigação de responder pelos seus atos.

As festas na universidade não têm apenas o propósito da diversão. São muito importantes na preparação dos alunos para a vida fora da sala de aula. A própria organização dos eventos, por exemplo, envolve dezenas de alunos, que precisam realizar orçamento, providenciar espaço, decoração, contratar empresas de segurança, alimentação, atrações (bandas e DJs, por exemplo), divulgar e fazer o balanço da festa. Os frequentadores, por sua vez, têm a oportunidade de conhecer melhor seus colegas e passam a desfrutar da universidade em outros aspectos. Há, ainda, o lado das atléticas, brilhantemente abordado no texto mencionado neste link.

Acabar com as festas nas universidades seria o mesmo que lançar a instituição nas trevas, tornando-a fria e voltada meramente para o trabalho. E sabemos muito bem que a formação dos alunos não se dá apenas através de aulas ou estágios, mas também pelo convívio em sociedade.






2 DE 3

O Barcelona não deu chances ao Athletic Bilbao e goleou os bascos por 3x1, ficando com o título da Copa Del Rey 2014-15. Desta forma, os catalães conquistam o segundo título possível da temporada e ficam muito próximos da sonhada Tríplice Coroa. O único destaque negativo do jogo de sábado foi a reclamação do Athletic contra o drible de Neymar. Reconheço que o brasileiro é abusado, mas reclamar de tomar drible é assinar atestado de incompetência. Se Neymar tivesse sido desleal, teria dado toda a razão aos bascos. Não houve deslealdade e muito menos desrespeito por parte do brasileiro.



A CRISE MUDOU DE PARQUE?

O Palmeiras entrou em campo ameaçado após a sequência ruim de jogos, mas surpreendeu o mutilado Corinthians (que não conta mais com Guerrero e Sheik) e derrotou os rivais em pleno Itaquerão. Com o resultado, o treinador Oswaldo de Oliveira, que era assombrado por Luxa e Felipão, ganha sobrevida enquanto o Timão passa a ser questionado pela derrota em casa.



FESTA EM LONDRES

O Arsenal também não deu moleza para o Aston Villa na final da FA Cup 2014-15, conquistou seu segundo título seguido na competição e, de quebra, tornou-se o recordista de troféus no campeonato com 12 conquistas, uma a mais que o Manchester United. O futebol bonito dos Gunners envolveu o Villa e os londrinos não tiveram trabalho para golear por 4x0. O clube organizou uma grande festa nas ruas de Londres para comemorar o feito -merecido, diga-se de passagem!



BEM-VINDOS À LIGA MUNDIAL

Como previsto, o Brasil teve muito trabalho contra a Sérvia em sua estreia na Liga Mundial 2015. Venceu os visitantes por 3x2 sets na sexta (parciais de 24/26, 25/17, 25/22, 26/28 e 15/11) e por 3x1 sets ontem (parciais de 25/18, 25/20, 19/25 e 25/22). Nossa Seleção não pode contar com o treinador Bernardinho e alguns atletas, todos suspensos após confusão no Mundial realizado ano passado na Polônia. Mesmo assim, o Brasil fez valer o mando de quadra e conquistou cinco pontos muito importantes para começar a competição com o pé direito. O próximo adversário será a Austrália, com o mando de quadra brasileiro novamente. Os jogos serão realizados sexta-feira dia 5 às 14h (horário de Brasília) e domingo às 10h.