terça-feira, 11 de junho de 2013

Agora Vocês Têm Orgulho, Não É?

Vendo alguns sites relacionados ao meu Tricolor, vi que muitos estão orgulhosos que "três jogadores formados no CT de Cotia fizeram os gols contra a França no último domingo e quebraram o tabu que durava quase trinta anos". Os "três garotos" em questão são Hernanes, Lucas e Oscar.

Confesso que fiquei pasmado em ler o nome de Oscar entre os atletas do qual sites ligados ao São Paulo dizem se orgulhar. Para quem não sabe ou não se lembra, o meia do Chelsea deixou o Tricolor no fim da década passada pela porta dos fundos após desentendimentos entre atleta, dirigentes e empresários do jogador. Na ocasião, Oscar foi hostilizado após conseguir se transferir para o Internacional de Porto Alegre, onde se destacou e ganhou projeção para ir à Seleção Brasileira e, posteriormente, ao Chelsea.

Até hoje me lembro quando Oscar surgiu no meu Tricolor. Ele até foi escalado para algumas partidas em que o São Paulo só cumpria tabela, mas teve poucas chances a despeito do Soberano necessitar de meio-campistas para organizar e armar jogada pelo centro. Aquele setor, aliás, havia ficado órfão com as saídas de Souza e Leandro. Passaram por lá nomes como Hugo, Marlos e Léo Lima. Até Dagoberto, Éder Luis (atacantes) e Hernanes (volante) chegaram a ser improvisados no setor. Sem sucesso.

O São Paulo, aliás, revela muitos bons atletas. Aquele CT de Cotia foi um grande investimento -foi ideia do atual mandatário Juvenal Juvêncio, devo reconhecer- com excelente infra-estrutura. Mas na hora de efetivar os garotos, observo que poucos acabam tendo chances reais a despeito de haver carências para as posições onde jogam ou para o banco de reservas. E, ao invés disso, aparecem medalhões ou atletas de times de divisões inferiores. Será que um time que revela tantos talentos como o São Paulo precisa mesmo recorrer a esse tipo de recurso? Depois, o clube perde um atleta do nível do Oscar, que hoje está fazendo sucesso no Chelsea.

Eu estou muito feliz com o sucesso de Oscar, ao mesmo tempo que fico desapontado com a maneira como ele foi tratado por dirigentes e torcedores. E agora, ele é "motivo de orgulho" para o CT de Cotia.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Uns Pedidos Para o Felipão

Agora que a "ressaca" da vitória de ontem sobre a França passou, gostaria de aproveitar e fazer uns pedidos para que o treinador da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, continue a nos presentear com placares como os de ontem.

Eu, como escrevi anteriormente, não achei a lista de convocados ruim, embora tenha sentido a ausência de nomes como Ronaldinho Gaúcho. Felipão, porém, é um treinador pouco flexível e dificilmente muda sua convicções. Se o time estivesse tão bem assim, o Brasil teria feito um estrago na Inglaterra, que é um time muito mais fraco que a França -acho que por lá, só Rooney, Walcott e o Oxlade-Chamberlain jogam bola. E o Roy Hodgson não levou o Danny Welbeck, que tem futebol para crescer e ajudar a renovar o English Team. E ontem contra a França, a equipe melhorou depois que ele mexeu no time.

Dessa forma, o primeiro pedido que faço ao Felipão: por que insistir com Hulk (que é apenas esforçado) e Gustavo (que é reserva do Bayern) como titulares? Li os jornais de hoje e comprovei que não fui apenas eu que critiquei o desempenho dos dois. O time melhorou muito ontem depois que Lucas e Hernanes os substituíram. E, ainda por cima, cada um deles deixou um gol.

Segundo pedido: se o senhor insiste em fazer o 4-2-3-1, com os dois atacantes abertos tendo de voltar para marcar, tudo bem. O Bayern e o Borussia Dortmund se dão bem fazendo isso. Mas libere os volantes para apoiar mais. O Paulinho salvou a sua pele no jogo contra a Inglaterra e o Hernanes anotou o dele ontem a despeito do senhor ter dito que "volante artilheiro só é bom na televisão". Os dois times alemães que eu mencionei têm qualidade no meio de campo porque os volantes participam do jogo, ajudando no ataque e na armação. Isso ajuda a diminuir a responsabilidade do meia central (Oscar, no nosso caso) na criação de jogadas e ainda dificulta a marcação do adversário.

Por fim, gostaria que o time jogasse mais com a bola no chão. No segundo tempo de ontem, o Brasil trocou mais passes no campo de ataque e isso melhorou muito o desempenho do nosso time. E nós temos jogadores que sabem fazer isso. Esse negócio de jogar na correria e nas bolas altas só dá certo se você tem os jogadores certos para isso. Nossos atletas não são nem muito altos e nem muito musculosos pra jogar dessa forma. O Bayern, que joga em velocidade e nas bolas altas, não fica só nesse esquema e o time sabe muito bem trocar passes quando precisa confundir a marcação adversária.

E é bom o Brasil se preparar, pois nossa chave tem a Itália (que joga trocando passes) e o México (time em evolução e que tem jogo coletivo e marcação eficientes). É muito importante não desperdiçar pontos nem chances de gol.

Não Existe Verdade Absoluta

Estive presente, durante a última sexta-feira, em uma festa na faculdade onde me graduei. Revi alguns amigos e fiz alguns novos. Na ocasião, muitos amigos meus vieram me cumprimentar por este blog que eu escrevo para você, querido leitor ou leitora. Recebi muitos elogios por este trabalho.

Um dos meus amigos, no entanto, me disse que não concordava com meu ponto de vista mas que preferia evitar a crítica.

Eu prontamente lhe respondi:

- "Pode escrever à vontade, mano! O mundo é democrático"!

Este blog nada mais é do que a exposição de um ponto de vista. Tenho minhas próprias opiniões e convicções, mas sempre dou ouvidos a outras vozes.

Você lê o meu blog. Você tem o direito de opinar, elogiar e criticar, desde que isso seja feito cordialmente e com argumentos, e não com ataques pessoais ou palavras de baixo calão.

Eu encorajo você a emitir sua opinião, afinal, como posso melhorar meu blog se você não der o seu feedback? Você, como consumidor do meu produto, tem o direito de exigir melhorias, bem como apontar o que lhe agrada ou o que não lhe agrada. Além disso, você tem todo o direito de discordar do que escrevo, afinal não sou o dono da verdade e nem inventei o futebol.

Para terminar, gostaria de compartilhar com você, querido leitor ou leitora, uma história: certa vez, o instituto onde estagiava promoveu um debate entre um cientista que defende o evolucionismo e outro cientista que acreditava no criacionismo.

Eu acredito no evolucionismo, a teoria descrita por Darwin, mas fiquei impressionado como o cientista criacionista defendia seu ponto de vista, rebatendo com precisão os argumentos do evolucionista e utilizando-se também, devo ponderar, de uma lábia excelente.

Na ciência toda e qualquer teoria pode ser refutada, desde que a réplica seja feita com provas palpáveis e com bons argumentos. E foi disso que o debatedor criacionista se utilizou na ocasião, sobressaindo-se no debate.

domingo, 9 de junho de 2013

Rapidinhas- 09/06/2013

HERMANOS AFIADOS

O Vitória vem conseguindo acumular uma boa "gordura" neste começo de Brasileirão. E a dupla de argentinos Maxi Biancucchi (ex-Flamengo) e Damián Escudero (ex-Grêmio e Atlético-MG) tem sido fundamental para as vitórias do Nego -hoje, cada um deles anotou um gol sobre o Furacão. Vou assistir aos próximos jogos do time baiano depois da Copa das Confederações e ver o desempenho da dupla.

INCOERÊNCIAS

Alguém pode me explicar por que o senhor Ney Franco deixava o Cícero (esforçado, versátil e que sabe tocar a bola) e o Casemiro (ofensivo e habilidoso) no banco e agora faz uma grande força para que o Tricolor segure o Denílson (que, praticamente, leva um cartão por jogo)? Resolveu deixar o toque de bola de lado e vai partir para o "futebol eficiente"?

VETTEL VENCE MAIS UMA!

Estou ansioso para que o alemão Sebastian Vettel chegue ao tetracampeonato e dê um "calaboca" nos seus chefes da Red Bull, que tanto interferem em suas provas. Hoje o piloto deu mais um passo em direção à essa meta com uma vitória no Canadá. Gosto de Vettel por ser um piloto talentoso. E o admiro ainda mais por ter personalidade e não ficar se submetendo a esse "jogo de equipe" que tanto prejudica o espírito esportivo das corridas.

Vissotto Resolve

Embora o melhor jogador em quadra hoje tenha sido Bruninho Rezende, prefiro destacar a atuação do oposto Leandro Vissotto. Motivo? O carioca foi mal na partida da última sexta-feira contra a própria Polônia, errando muitas defesas e recepções. Hoje, no entanto, o camisa 6 foi um monstro, tanto no ataque quanto nos bloqueios. Sua atuação foi muito satisfatória e Vissotto se redimiu da atuação ruim da última sexta-feira.

Claro, não podemos deixar de destacar a boa fase do levantador Bruninho -que mostra cada vez mais que não depende da fama do pai famoso para se destacar- e a boa atuação do garotão Isac -que tem apenas 22 anos.

A Polônia, mais uma vez, fez valer a força de sua torcida e demonstrou porque é a atual campeã da Liga Mundial. Com muita força e precisão no ataque, Bartman e seus companheiros souberam explorar bem os espaços deixados na quadra pelo Brasil, bem como os bloqueios.

O Brasil começou melhor e venceu os dois primeiros sets (apertado, mas foi), mas os poloneses engrossaram e conseguiram levar o jogo para o tie-break. O gás dos donos da casa, no entanto, acabou no quinto set e o Brasil prevaleceu mais uma vez. As parciais foram de 28/26, 25/22, 23/25, 20/25 e 15/10.

Parabéns ao técnico Bernardinho e aos meninos! Vocês têm muito futuro e demonstraram isso ao superar uma seleção tão forte quanto a Polônia!

AS MENINAS CONQUISTAM ALASSIO

O domingo terminou bem também para o vôlei feminino. Disputando o torneio de Alassio, na Itália, o Brasil venceu as donas da casa por 3 sets a 0 (25/18, 25/17 e 25/10) e conquistaram o título. Nossa Seleção segue firme na preparação para o Grand Prix, em agosto.

Parabéns ao técnico Zé Roberto e às meninas por mais este título!

Vamos com Calma

A vitória brasileira sobre a França dá fim a um tabu que dura anos e deve, sim, ser comemorada.

Devemos, no entanto, levantar algumas ressalvas.

Pelo lado da França, Ribéry e Nasri não estavam em campo. Ademais, faltou alguém para organizar o meio-de-campo como cérebro do time. E atentem também ao fato do senhor Didier Deschamps recuar o time toda vez que enfrenta uma seleção grande -ele sempre lança mão de caras como Cabaye e Matuidi toda vez que enfrenta times como Alemanha, Brasil e Espanha para fechar o meio-de-campo e tentar fazer gols no contra-ataque ou na bola parada.

Pelo lado do Brasil, admito que o time melhorou e trocou mais passes no campo de ataque, é verdade. Mas o Felipão errou ao tirar Oscar e colocar Fernando após o gol do camisa 11. Quando o adversário toma um gol, ele tende a perder o equilíbrio emocional e se torna uma presa fácil. Tanto é verdade que a França levou mais um gol -marcado por Hernanes- e cometeu um pênalti em seguida -convertido por Lucas.

Parabéns ao Brasil pelo resultado convincente, mas ainda acho que o Felipão precisa diminuir o número de marcadores no meio-de-campo e colocar mais criadores. Os seus atacantes agradecem.

sábado, 8 de junho de 2013

Rapidinhas- 08/06/2013

NERVOSO

Era para ser um grande espetáculo. A Argentina de Alejandro Sabella recebia a Colômbia comandada pelo argentino José Pekerman (que já foi técnico da Albiceleste). Em campo, Higuaín e Agüero (Messi começou no banco) enfrentavam Falcao Garcia e James Rodríguez. O jogo, no entanto, foi muito nervoso, com muitas faltas e duas expulsões -Higuaín e Zapata. A partida de ontem não fez jus à grandeza dos atletas que estavam em campo. Uma pena.

MAIS RESULTADOS ESTRANHOS

A sensação que tenho é de que a Portuguesa tem um time e tanto. Quarta-feira passada, a Lusa, com um a menos, arrancou o empate por 1x1 contra o Internacional -que tem D'Alessandro, Dátolo, Kleber e Juan no elenco. Hoje, a Portuguesa segurou outro empate com o Corinthians em pleno Pacaembu. Com todo respeito à Lusa e à sua tradição no futebol, a Portuguesa nem de longe é mais aquele time que foi vice-campeão brasileiro em 1996 e que sempre conseguia terminar entre os oito primeiros colocados do Brasileirão. O Timão e o Inter, mesmo com os desfalques, têm muito mais elenco que a Lusa e cometem tropeços desses? Os pontos desperdiçado contra adversários fracos dificilmente serão recuperados contra adversários mais fortes. Vamos fazer o favor de colocar os times no ataque?

AGORA, EU QUERO VER!

Amanhã, Felipão vai encarar seu primeiro grande desafio em seu retorno frente a Seleção Brasileira. A França não está lá essas coisas, é verdade: os Bleus ainda estão órfãos da geração de Zidane e Henry mostrando desempenho irregular, e estarão desfalcados de Nasri (machucado) e Ribéry (poupado). Ainda assim, o técnico Didier Deschamps tem bons jogadores à disposição, como o centroavante Karim Benzema, e o time tem atletas que sabem trocar passes e jogar no ataque. E, pra completar, o Brasil não vence a França há anos. Nós até temos elenco para vencer, mas será que Luis Felipe Scolari vai ter um pouco de ousadia e colocar o Brasil para pressionar os franceses? Eu duvido muito.