domingo, 11 de junho de 2023

Camisa Amaldiçoada




Quando eu defendi o meu mestrado, resolvi me dar um presente para comemorar: uma camisa do Borussia Dortmund. Sim, afinal eu adorava a equipe de Jürgen Klopp e seu futebol leve que havia acabado com a hegemonia do Bayern München na Alemanha. Eu não conseguia comprar o uniforme nem pela internet até que eu o encontrei em um shopping na zona sul de São Paulo e não hesitei.

Meus amigos diziam que camisas de time precisavam ser "batizadas": teria de assistir a uma vitória da equipe enquanto eu vestia o uniforme para que a roupa trouxesse "bons fluidos" ao usuário. Eu fui ver um jogo com a roupa do Dortmund mas acho que escolhi mal a partida...

Um amigo me convidou para assistir à final da Champions League em 2013 que seria justamente o tira-teima entre o Bayern München e o Borussia Dortmund. Os Schwarzgelben dominaram o futebol alemão nas temporadas 2010-11 e 2011-12, mas os Roten atravessavam uma fase arrasadora com seu futebol vistoso que combinava a força física da Alemanha com influências da Espanha e Holanda.

Eu, honestamente, também estava duvidando que o Borussia Dortmund venceria a Champions mas para um time que conseguira anotar quatro gols sobre o poderoso Real Madrid nas semifinais não parecia impossível superar o Bayern mais uma vez. Meus amigos até organizaram um bolão mas preferi não participar.






O Borussia Dortmund não sofreu uma derrota acachapante -o placar foi apenas de 2x1- mas, segundo a crendice dos meus amigos, a camisa foi "amaldiçoada" pelo resultado do jogo! Até lamentei o resultado da partida mas eu reconhecia que o troféu estava em boas mãos.

Ainda ficamos algum tempo na casa do meu amigo após a partida. Tiramos alguns "contras" de Street Fighter IV (onde fui derrotado inapelavelmente) e o pessoal se organizou depois para assistir a algumas lutas de UFC. Fui embora por volta da meia-noite.

Eu, obviamente, não levei a sério a história da "camisa amaldiçoada", tanto que eu ainda a utilizei em outros compromissos. Mas sem dúvida foi uma péssima escolha do autor vestir o uniforme justamente para ver uma partida em que o rival era franco favorito!

O Borussia Dortmund, coincidentemente, desandou após aquela temporada e conquistou pouquíssimos títulos desde então. Todos os seus melhores jogadores foram negociados com equipes de maior poder aquisitivo e os Schwarzgelben voltaram a ser uma equipe coadjuvante na Europa. É possível que meus amigos tivessem alguma razão com aquela crendice e a "zica" tenha passado para o time aurinegro...







sábado, 10 de junho de 2023

Cidadãos da Europa

Com este chute de fora da área, Rodri garantiu o primeiro título para o City na
história da Champions (imagem extraída de www.facebook.com/ChampionsLeague).



O Manchester City, enfim, ergue seu primeiro troféu na Champions League. Os investidores emiráticos, que adquiriram o clube em 2008, finalmente conseguem o sonhado título que coroou todos estes anos de investimento. E foi em uma boa hora visto que os acionistas mudaram a postura no mercado durante os últimos anos e passaram a ser mais agressivos em contratações ao trazerem nomes de peso como Haaland, Grealish, De Bruyne e Mahrez.

Não houve grandes surpresas nas escalações e ambos os treinadores foram a campo com os as formações que costumam adotar rotineiramente. Simone Inzaghi repetiu o 3-5-2 mas com Brozović no lugar de Mkhitaryan visando melhorar a marcação no meio-de-campo. Pep Guardiola, por sua vez, foi de 3-4-3 com Aké, recuperado de lesão, no lugar de Walker.

A Inter repetiu a estratégia das partidas anteriores e travou o City com os cinco homens no meio-de-campo além de usar linhas altas para dificultar a saída de bola dos ingleses. Os Citizens, então, foram obrigados a arriscar bolas longas na direção de Haaland sem muito sucesso.

Os Nerazzurri, porém, levaram pouco perigo nas finalizações e Ederson pouco trabalhou no primeiro tempo. Os Citizens deram a resposta com De Bruyne, que achou espaços na parte central e serviu Haaland que finalizou em cima de Onana. Foi, porém, o último grande feito do belga que precisou ser substituído por lesão.



Inter, em 3-5-2, tranca os ingleses e força os Citizens a
tentar bolas longas. City, em 3-4-3, encontra a alternativa
pelo meio com Kevin de Bruyne, antes do belga ser
substituído por lesão (imagem obtida via this11.com).



O City aproveita o cansaço da Inter e consegue se impor mais no segundo tempo. Os ingleses conseguem adiantar as linhas e encontram mais espaços aproveitando que os italianos não conseguiam mais manter a pressão agressiva da primeira etapa. Inzaghi até tenta revigorar sua equipe com Lukaku no lugar de Džeko mas o restante da equipe não acompanha o ritmo da mudança. 

Os Citizens conseguem levar a melhor nas divididas e conseguem jogar mais nas laterais, principalmente sobre Dimarco que visivelmente não tinha mais fôlego para marcar. Foi justamente em cima do camisa 32 da Inter que saiu a jogada que culminou no gol de Rodri que acertou um belo petardo de fora da área.

Inzaghi fez mais substituições para tentar ao menos o empate mas seus atacantes visivelmente se afobavam na tomada de decisões, principalmente Lukaku. O City "soube sofrer" e o goleiro Ederson fez defesas sensacionais na segunda metade da etapa complementar. Os Nerazzurri foram se desesperando ainda mais conforme o tempo passava e viram o sonho do tetra ser adiado.



City aproveita o cansaço adversário para adiantar suas linhas
e jogar principalmente pela direita sobre o exausto Dimarco.
Inter tenta responder com o grandão Lukaku mas o belga toma
decisões infelizes na área (imagem obtida via this11.com).



City conquista seu primeiro título na Champions League (e também a Tríplice Coroa) graças ao elenco robusto e, principalmente, porque Guardiola abandonou suas convicções ao apostar em um estilo de jogo compatível com a realidade do futebol. Nada do ultrapassado Tiki-Taka ou da teimosia em insistir em linhas altas desnecessariamente.

Inter perde pela questão física. Seus envelhecidos jogadores não suportaram jogar 90 minutos contra um elenco mais jovem e com mais intensidade, tanto que Guardiola sequer precisou queimar as cinco alterações a que tinha direito. Talvez também tenha faltado experiência ao treinador Simone Inzaghi que estava apenas em sua primeira decisão na Champions.

Os Citizens, enfim, têm o direito de comemorar seu primeiro título na Champions. Foram anos de frustrações e de muitos ajustes no elenco até que o lado azul de Manchester adquirisse maturidade para erguer sua primeira "Orelhuda" da história.



Imagem extraída de twitter.com/ChampionsLeague




sexta-feira, 9 de junho de 2023

Tudo Azul em Istambul

Imagem extraída de www.facebook.com/ChampionsLeague



Será realizada amanhã a esperada final da edição 2022-23 da Champions League. E, finalmente, a cidade de Istambul terá a honra de sediar novamente a grande decisão -o município turco havia sido anunciado para receber a partida em 2020 (transferida para Lisboa devido à COVID-19) e em 2021 (movida para Porto pelo mesmo motivo).

A partida confrontará o "novo rico" Manchester City (que luta pelo seu primeiro troféu em busca de afirmação) contra a tradicional Internazionale Milano (que busca o tetracampeonato para reaver as glórias do passado). Espera-se mais um jogo de ataque (por parte dos Citizens) contra defesa (por parte dos Nerazzurri), embora as duas equipes azuis tenham recursos e elenco para atuar de outras maneiras.

Guardiola chega à sua quarta decisão como treinador trazendo consigo a experiência obtida no futebol espanhol e também no alemão. O toque de bola que o consagrou ainda existe mas o City atualmente mais se assemelha às equipes holandesas do que as espanholas com jogadores versáteis e movimentação intensa. O treinador catalão enfim se rendeu ao futebol moderno e seu time agora lança mão da imposição física e das bolas altas -muito para acomodar o grandão Haaland no ataque.

O City adota um 4-4-2 variando para 3-4-3 como zagueiro Stones subindo ao meio-de-campo como primeiro volante e o meia Bernardo Silva revezando com Kevin de Bruyne no lado direito do ataque. Os outros meio-campistas, Gündoğan e Rodri, também não "guardam" posição e podem atuar na armação ou na marcação conforme a necessidade.



City em 3-4-3 (imagem obtida via www.footballuser.com).



Simone Inzaghi, por sua vez, chega apenas à sua primeira decisão continental. Este, aliás, é apenas o segundo trabalho do ex-atacante no banco de reservas -antes ele comandou a Lazio. Sua equipe é mais defensiva mas a Internazionale adota uma marcação agressiva com linhas altas e utilizando o meio-de-campo para atacar ou travar o adversário conforme a necessidade.

Inzaghi utiliza o 3-5-2 com dois meias (Mkhitaryan e Barella) e um volante (Brozović) ou três armadores (Çalhanoğlu no lugar do croata). Os atacantes grandões Džeko ou Lukaku utilizam da imposição física para abrir espaços para os companheiro mais velozes se infiltrarem.



Inter em 3-5-2 (imagem obtida via www.footballuser.com).



Os torcedores do City certamente estarão de olho no atacante Haaland mas o zagueiro John Stones chama a atenção por sua versatilidade ao jogar no miolo da zaga, na lateral direita ou mesmo como volante subindo para ajudar nas triangulações com Bernardo e De Bruyne. A Inter, por sua vez, tem o goleiro André Onana como principal destaque. O camaronês esbanja reflexos nas defesas e ainda sabe jogar com os pés, como todo bom arqueiro formado pelo Barcelona.

Qual dos times azuis levará a melhor? Descobriremos amanhã às 16h nos canais SBT (TV aberta) TNT  (TV paga) e HBO Max (streaming). A taça estará a espera da equipe vencedora em Istambul.



Imagem extraída de www.facebook.com/ChampionsLeague




quinta-feira, 8 de junho de 2023

E os Clubes-Empresas, Hein?

Imagem extraída de www.facebook.com/vascodagama



Quando dirigentes anunciaram que seus clubes adotariam os modelos de "Sociedades Anônimas de Futebol" (SAFs), a imaginação dos torcedores certamente voou longe. Os fãs sonhavam com aqueles esquadrões estrelados como os do Chelsea e os do PSG acreditando que algum magnata compraria as instituições e fariam dos títulos uma rotina nos times.

A realidade, contudo, é de que nenhum dos clubes-empresa empolgou até o presente momento. O caso mais grave é o do Vasco que foi eliminado da Copa do Brasil e, atualmente, está na zona de rebaixamento. Cruzeiro e Bahia estão apenas no meio da tabela. O Botafogo lidera o Brasileirão mas transmite aquela desconfortável sensação de que não passa de um elefante em cima de uma árvore: ninguém sabe como subiu mas todos sabem que uma hora irá cair de lá.

É necessário deixar evidente que a transformação em SAF nem de longe era o desejo da grande maioria dos dirigentes visto que a mudança significaria o fim de seus privilégios nos clubes. A maior parte dos cartolas aprovou os clubes-empresas porque suas instituições se encontravam pesadamente endividadas (talvez até em processo falimentar) e não tiveram outra alternativa senão adotar o modelo.

A instabilidade inicial destes times, em parte, se deve justamente à "herança maldita" deixada pelas gestões anteriores, afinal os novos proprietários não apenas se comprometeram a realizar investimentos nos clubes como também assumiram as enormes dívidas contraídas em nome das instituições.



Imagem extraída de www.facebook.com/vascodagama



Cabe mencionar como foi o início da parceria entre Palmeiras e Crefisa em 2015, embora o Verdão não seja um clube-empresa mas passou por um processo muito semelhante o das SAFs. O Porco era um time com um elenco inchado e seu desempenho oscilou bastante durante primeiro ano dos investimentos. O Alviverde venceu a Copa do Brasil mas não convenceu em nenhuma partida a despeito do dinheiro em caixa e dos muitos jogadores à disposição. Apenas a partir de 2016 o clube adquiriu estabilidade e passou a brigar efetivamente pelos troféus. Ou seja, a instabilidade inicial pode ser considerada algo normal.

O clube-empresa, por fim, não é infalível e eu mesmo já apontei possíveis problemas relacionados ao modelo. Ter dinheiro em caixa e muitos jogadores no elenco aumentam as chances de conquistas mas não oferecem garantias de título. O futebol, ademais, envolve o fator humano e, como me disse um professor de história, "nesse tipo de ciência 1+1 pode dar 5". Ou seja, infelizmente há a possibilidade de insucesso por mais que os dirigentes ou acionistas façam tudo "certo".

Os torcedores, portanto, precisam compreender que clube-empresa não é um milagre econômico que irá transformar os times em um Chelsea ou em um PSG. O modelo, como disse o jornalista VSR, foi adotado para salvar as instituições da falência, e não necessariamente para tornar as equipes competitivas. Se terão condições de lutar efetivamente por troféus, só descobriremos depois que este período inicial de instabilidade passar.



Imagem extraída de www.facebook.com/vascodagama




quarta-feira, 7 de junho de 2023

Mundialito

Imagem extraída de www.facebook.com/EuropaLeague



Estava assistindo à Europa League durante a última semana e comecei a pensar: por que a FIFA, ao invés de aumentar o número de vagas na Copa do Mundo, não poderia criar um segundo torneio paralelo a ser disputado por seleções que não se classificaram ao Mundial nos mesmos moldes da Liga Europa?

A competição poderia acomodar outras 32 seleções (ou menos para que o nível técnico não seja baixo demais) com mais vagas destinadas aos times africanos, asiáticos e oceânicos, semelhante ao que ocorre na Conference League. Ademais, as equipes que ficarem em 3º lugar na fase de grupos da Copa do Mundo poderiam disputar um playoff contra selecionados que ficarem em 2º lugar no "Mundialito" e os vencedores dos confrontos avançariam aos mata-matas do torneio secundário.

As vantagens seriam inúmeras: o nível técnico da Copa do Mundo seria preservado com poucas partidas consideradas "desinteressantes", haveria a chance de seleções consideradas "coadjuvantes" erguerem um troféu e a FIFA teria a possibilidade de lucrar com este torneio secundário. Poderia, ainda, haver uma "Recopa" ou "Supercopa" entre o vencedor do Mundial contra o campeão do "Mundialito".



Imagem extraída de www.facebook.com/EuropaLeague



O "Mundialito", inicialmente, teria partidas menos interessantes se comparado à Copa do Mundo nas fases de grupo, como ocorre na Sulamericana ou na própria Europa League. A longo prazo, porém, restariam apenas as equipes fortes e teríamos muitas partidas de excelente nível técnico que compensariam o investimento. Argélia, Chile, Colômbia, Itália, Noruega e outras seleções que não se classificaram para o último Mundial poderiam protagonizar confrontos épicos mesmo em uma competição secundária.

A possibilidade de título, ademais, valorizaria demais o torneio. Basta observarmos a festa que o Sevilla realizou após a conquista de sua sétima Europa League. O troféu foi tão celebrado que a cidade parou e os jogadores foram recebidos como heróis ainda que a competição seja vista por muitos como um "prêmio de consolação" para a Champions League.

A FIFA poderia realmente considerar a criação de um "Mundialito". A atitude impediria a desvalorização da Copa do Mundo e ainda abriria a possibilidade de lucrar em cima de seleções que não conseguirem se classificar ao Mundial. E os torcedores certamente agradeceriam a possibilidade de equipes tidas como "coadjuvantes" erguerem um troféu.



Imagem extraída de www.facebook.com/EuropaLeague




terça-feira, 6 de junho de 2023

Alerta de Treta 2!

Imagem extraída de twitter.com/CopaDoBrasilCBF



Foram definidos agora há pouco os confrontos válidos pelas quartas-de-final da Copa do Brasil e também os chaveamentos até a grande final. O destaque desta fase será o clássico paulista entre São Paulo e Palmeiras que terão o tira-teima após a eliminação polêmica do Alviverde na edição anterior.

Cinco dos oito classificados para esta fase precisaram enfrentar a loteria dos pênaltis para avançar: América-MG, Athletico-PR, Bahia, Corinthians e São Paulo. Isto serve de aviso para que as equipes consideradas "favoritas" não se acomodem visto que em confrontos de mata-mata o menor erro pode significar a eliminação de um time.

Faremos, como é tradição no blog, uma breve análise dos confrontos e daremos palpites para os duelos. Cabe sempre mencionar que trata-se de possibilidades/probabilidades, e não de "certezas" visto que o futebol envolve o fator humano e, portanto, sempre há chances de zebras.



 
Imagem extraída de twitter.com/CopaDoBrasilCBF



AMÉRICA (MG) X CORINTHIANS (SP): Coelho e Timão, que acabaram de se enfrentar no último final de semana, terão sua revanche. Mesmo em crise, o Corinthians possui mais elenco que o América e ainda terá o mando de volta a seu favor.

Palpite: Corinthians



SÃO PAULO (SP) X PALMEIRAS (SP): o Choque-Rei será a principal atração destas quartas-de-final. O Palmeiras leva vantagem por ter mais elenco, contar com um treinador que sabe jogar com o regulamento e ter o mando da volta a seu favor.

Palpite: Palmeiras



BAHIA (BA) X GRÊMIO (RS): mesmo com os recursos do Grupo City, o Bahia dificilmente superará o Grêmio. Os gaúchos possuem mais elenco, contam com um treinador que sabe jogar com o regulamento debaixo do braço e ainda decidirão em casa.

Palpite: Grêmio



FLAMENGO (RJ) X ATHLETICO (PR): talvez o duelo mais imprevisível desta fase. O Flamengo possui mais elenco mas ainda se mostra instável em campo. O Athletico, por sua vez, possui um treinador que sabe jogar com o regulamento e ainda terá a Arena da Baixada a seu favor na volta.

Palpite: Flamengo



O chaveamento dos times até a final (imagem
extraída de twitter.com/CopaDoBrasilCBF).




segunda-feira, 5 de junho de 2023

CBF, Esqueça o Ancelotti e Contrate o Zidane

Imagem extraída de www.facebook.com/ChampionsLeague



A Seleção Brasileira está prestes a completar seis meses sem treinador efetivo -o técnico do sub-20, Ramon Menezes, segue no comando como interino. Os dirigentes da CBF seguem acreditando em um acerto com Carlo Ancelotti a despeito do italiano ter declarado que seguirá no Real Madrid na próxima temporada.

Não seria necessário ter muita pressa visto que o Brasil dificilmente ficará fora da Copa 2026 devido ao aumento do número de vagas para o Mundial e também pelo fato das Eliminatórias Sul-Americanas serem bastante fáceis dado o grande número de equipes fracas.

Os dirigentes da CBF, por outro lado, deveriam se atentar a outros detalhes além da conquista da vaga para o Mundial, sobretudo se o próximo treinador da Seleção for um estrangeiro. O novo técnico precisaria se adaptar aos costumes do Brasil (incluindo o idioma), conhecer os jogadores, montar uma comissão técnica e negociar outros detalhes burocráticos com os cartolas.

A CBF ainda não trabalha com com um "plano B" -Abel Ferreira (do Palmeiras) e Fernando Diniz (do Fluminense) tiveram seus nomes ventilados pela imprensa. Se os dirigentes não conseguirem um improvável acerto com Ancelotti, há uma opção com o perfil semelhante e que está livre no mercado: o francês Zinedine Zidane.



Imagem extraída de www.facebook.com/RealMadrid



Eu já sugeri a contratação de Zidane em outro post e, portanto, é desnecessário explanar o trabalho do francês. O ex-meia já foi auxiliar técnico do próprio Ancelotti no Real Madrid e o estilo de Zizou foi bastante influenciado pelo seu mentor em decorrência disto. Ademais, o ex-jogador tem o desejado "perfil vitorioso" com três Champions Leagues e diversas outras conquistas, incluindo aquelas em seus tempos de atleta.

Zidane, ao contrário de Ancelotti, está sem time no momento e a CBF só precisaria acertar salários com o francês para contratá-lo. Zizou já declarou que só dirigiria quatro equipes (Real Madrid, Juventus, Marseille e Seleção Francesa) por "razões afetivas" mas o ex-meia seria uma opção mais viável do que tentar tirar o italiano dos Merengues sem pagar a multa rescisória. Ademais, ex-armador dificilmente conseguiria realizar o seu sonho de comandar os Bleus neste ciclo visto que Didier Deschamps segue prestigiado no banco de reservas.

É compreensível a insistência da CBF por Ancelotti visto que seu estilo casaria muito bem com os jogadores brasileiros mas os cartolas não podem seguir dando murro em ponta de faca. Zidane, desempregado e com um perfil semelhante ao do italiano, seria uma alternativa perfeita caso o treinador do Real Madrid cumpra com sua palavra em permanecer na Espanha.



Imagem extraída de www.facebook.com/RealMadrid