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| Imagem extraída de www.facebook.com/NazionaleCalcio |
Deu Azzurra (ou seria Bianca pelo fato de terem jogado com o uniforme nº2?) no duelo entre os talentos individuais da Bélgica e a força coletiva da Itália. Os italianos, com um time mais equilibrado, souberam explorar as fraquezas belgas e estão nas semifinais.
A Bélgica foi obrigada a atuar sem Eden Hazard, cortado por lesão -o atacante Jérémy Doku entrou em seu lugar. Os Diables Rouges foram a campo em 3-4-3/3-5-2 com De Bruyne ora atuando como atacante esquerdo, ora recuando para o meio-de-campo para servir os atacantes.
A Itália manteve o 4-3-3 com mais uma chance para Verratti no lugar de Locatelli e com Chiesa atuando no lado direito do ataque no lugar de Berardi.
A Azzurra tratou de explorar a principal fraqueza dos belgas que era justamente a insegura zaga. Os italianos adiantaram linhas, dificultando a saída de bola e obrigando os Diables Rouges a tentar os chutões.
A Bélgica foi obrigada a jogar nos contra-ataques. Os laterais Meunier e Thorgan Hazard tiveram menos espaço, mas Doku pela direita e De Bruyne (revezando com Lukaku pela esquerda) conseguiam criar algumas chances para os Diables Rouges.
A Itália conseguiu colocar uma bola na rede com Chiellini em cobrança de falta, mas o zagueiro foi flagrado em impedimento. Aos 30 minutos, a marcação alta da Azzurra força um erro de Vertonghen e Barella abre o placar para os italianos. Dez minutos depois, Insigne, em um chutaço de fora da área, aumenta. Ainda houve tempo para Lukaku descontar de pênalti no final do primeiro tempo.
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| Itália, em 4-3-3, asfixia a frágil defesa belga com linhas altas. Bélgica, em 3-4-3/3-5-2 (com De Bruyne alternando as funções de atacante e meia) tenta contra-atacar pelas pontas mas a recomposição italiana tira os espaços (imagem obtida via this11.com). |
A Bélgica até consegue equilibrar um pouco a partida durante o segundo tempo, em especial pela direita com as jogadas individuais de Doku mas os Diables Rouges não conseguem furar a defesa italiana. A Itália diminui um pouco o ritmo e recua, mas ainda consegue dificultar a saída de bola belga.
Ambos os times passam a sofrer com muitas lesões ao longo do segundo tempo. Vários jogadores caem no gramado pedindo atendimento ou substituição. A temperatura da partida também sobe com mais faltas e alguns princípios de confusão, mas a arbitragem consegue controlar.
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| Bélgica, em 3-4-3, vai para o "tudo ou nada" e tenta forçar jogadas pela direita com Doku. Itália "fecha a casinha" mas ainda mantém a estratégia de tirar os espaços dos belgas (imagem obtida via this11.com). |
Itália está nas semifinais com méritos. A geração atual une a eficiência com um futebol empolgante. E ainda mantém a invencibilidade que dura desde 2019. Bélgica se despede da Eurocopa prejudicada pelas lesões e também por ter menos opções no banco de reservas. O treinador Roberto Martínez terá de buscar alternativas atuar sem suas estrelas -hoje apenas Eden Hazard não entrou mas ele poderia ter feito a diferença. E terá de fazer isto o quanto antes, afinal Courtois, De Bruyne e o próprio Hazard já estão na faixa dos 30 anos e devem começar a sentir o peso da idade a partir do próximo ciclo. A conferir.
A Azzurra (ou seria Bianca?) se candidata ao título ao derrotar um adversário tão forte. O treinador Roberto Mancini, porém, terá de controlar a euforia de seus comandados, afinal o elenco ainda é predominantemente jovem e há o risco de se perder o foco após uma vitória tão grandiosa. A poderosa Espanha está no caminho e adversários fortíssimos estarão em uma eventual final.
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| Imagem extraída de www.facebook.com/EURO2020 |




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