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quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Deste Mattos Sai Coelho?

Imagem extraída de twitter.com/VascodaGama



O Vasco, após se safar do rebaixamento na última rodada, promoveu mudanças radicais na gerência do futebol: saiu Paulo Bracks a assumiu Alexandre Mattos (à direita na foto acima), bastante lembrado por seus trabalhos no Cruzeiro e no Palmeiras. O dirigente, que estava no Athletico Paranaense, não tardou a mostrar suas garras e declarou que o Cruzmaltino tem interesse no meia Gustavo Scarpa, também pretendido por Atlético Mineiro, Flamengo e Internacional.

O modus operandi de Mattos é bastante conhecido dos torcedores de Palmeiras e Atlético Mineiro: o dirigente sempre busca por contratações de impacto para manter o time em evidência. Se o jogador em questão estiver sendo disputado, melhor ainda visto que isto também atingiria os rivais. Foi assim quando o Verdão venceu a concorrência de São Paulo e Corinthians por Dudu em 2015.

Mattos, aliás, mudou bastante seu perfil desde os tempos quando foi bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro em 2013 e 2014. O dirigente, em seus dois anos de Raposa, montou elencos com jogadores consagrados mas que estavam em baixa no mercado. Casos de Dagoberto, Júlio Baptista, Borges, Marcelo Moreno e outros.



Imagem extraída de twitter.com/VascodaGama



As atitudes de Mattos desde a sua saída da Raposa, porém, beiraram à megalomania. No Palmeiras recém-fortalecido com o dinheiro da Crefisa, o dirigente montou elencos inchados e com algumas contratações de impacto que não vingaram, casos de Barrios, Borja, Guerra e Diogo Barbosa. O cartola, porém, só conseguiu três títulos (dois Brasileiros e uma Copa do Brasil) durante o período em que esteve no Porco (2015 a 2019).

Mattos também teve uma passagem pelo Atlético Mineiro durante o vitorioso ano de 2021 quando o Galo foi campeão brasileiro e da Copa do Brasil. Na ocasião, o dirigente usou o dinheiro injetado pelos mecenas "4R" para inchar o elenco novamente com muitas contratações, incluindo o atacante Hulk. O gerente, porém, acabou desligado após as eleições do clube ao final da temporada.

O gerente, agora contando com os recursos da 777 Partners, fornece pistas de que repetirá a fórmula que o consagrou no Palmeiras. Cabe lembrar, porém, que o antecessor Paulo Bracks também fora ao mercado no início de 2023 e contratou muito mais por quantidade do que qualidade. Ter um elenco robusto é muito bom mas a experiência de Mattos no Palmeiras e o próprio Vasco na temporada anterior demonstraram que não é bem assim.



Imagem extraída de twitter.com/VascodaGama




sábado, 2 de dezembro de 2023

Nau à Deriva

Imagem extraída de www.facebook.com/vascodagama



América Mineiro e Coritiba já haviam caído. O Goiás foi rebaixado na última quinta-feira e resta apenas uma vaga no Z-4 do Campeonato Brasileiro 2023. Corinthians, Cruzeiro, Santos, Vasco e Bahia lutam para evitar o trágico descenso nos dois jogos restantes. O Timão e a Raposa têm apenas chances matemáticas de queda -teriam de perder as próximas duas partidas e ainda dependeriam de uma combinação de resultados para irem à Série B. Isso significa que a disputa deve ficar mesmo entre as três equipes restantes.

O Bahia, matematicamente, é o time corre mais riscos visto que não depende apenas de si para permanecer na Série A -precisa vencer pelo menos um dos jogos e torcer para que algum dos dois concorrentes tropece. O Vasco, porém, terá a tabela mais complicada a cumprir visto que visitará o Grêmio (que luta por vaga no G-4 e ainda sonha com o título) amanhã e depois receberá o Red Bull Bragantino (que deseja fugir dos playoffs da Libertadores).

O Tricolor e o Peixe, por sua vez, terão partidas mais tranquilas na tabela. Os baianos visitam o já rebaixado América Mineiro e depois recebem o Atlético Mineiro, que pode vir mais "relaxado" caso o Palmeiras confirme o título hoje. Os santistas, por sua vez, enfrentam o Athletico Paranaense (na Ligga Arena) e o Fortaleza (na Vila Belmiro) que, apesar de serem adversários fortes, não aspiram por mais nada no Brasileirão.



Imagem extraída de www.facebook.com/vascodagama



É possível que o Gigante da Colina tenha confirmado seu descenso na última terça-feira após perder em casa para o Corinthians. O Timão era um rival direto na luta contra o Z-4 e se mostrava um adversário bem mais acessível que os dois próximos. O Cruzmaltino começou até bem o confronto contra o Timão e teve o apoio de sua torcida mas acabou sucumbindo aos paulistas na segunda etapa.

O Cruzmaltino, porém possui uma vantagem em relação aos seus dois concorrentes: o Vasco conta com um elenco muito melhor que os adversários e também com um treinador mais vivido, o argentino Ramón Díaz. E o Gigante da Colina já conseguiu arrancar alguns resultados surpreendentes incluindo vitórias sobre os grandes rivais Fluminense e Botafogo.

Resta ao Vasco jogar a vida contra os dois últimos adversários. As dificuldades serão muitas mas o futebol é fascinante justamente porque é imprevisível. Por mais que as chances estejam contra o Cruzmaltino, o time reúne condições para terminar o ano em um final feliz -ou menos triste dependendo do ponto de vista.



Imagem extraída de www.facebook.com/vascodagama




domingo, 30 de agosto de 2015

Basileia, Lá Vamos Nós!

Imagem extraída de https://www.facebook.com/uefaeuropaleague



Foi realizado na última sexta-feira o sorteio para a fase de grupos da Europa League (ou "Liga Europa"). Os 48 times foram divididos em 12 grupos de quatro equipes, sendo que as duas melhores avançam à próxima fase. A essas equipes, juntam-se mais oito times oriundos da fase de grupos da Champions League.

Teremos novidades na transmissão da Europa League nesta temporada. O canal pago Fox Sports irá exibir a competição, além dos já conhecidos ESPN e Esporte Interativo. Quem ganha com isso é o espectador, que terá mais opções de canais e jogos.

Muitas equipes tradicionais participarão da edição 2015-15 desta Europa League, incluindo Ajax, Liverpool, Tottenham, Saint-Étienne, Marseille, Monaco, Borussia Dortmund, Schalke 04, Napoli, Athletic Bilbao, Fenerbahçe, ... Não faltam times bons nesta temporada.

Acredito que a tradição e o poder aquisitivo dos times devem pesar na competição, além da qualidade técnica dos elencos. Assim sendo, palpito os seguintes classificados em cada grupo:



GRUPO A: Ajax e Fenerbahçe

GRUPO B: Liverpool e Rubin Kazan

GRUPO C: Borussia Dortmund e Krasnodar

GRUPO D: Napoli e Club Brugge

GRUPO E: Villarreal e Viktoria Plzeň

GRUPO F: Marseille e Braga

GRUPO G: Lazio e Dnipro

GRUPO H: Sporting e Beşiktaş

GRUPO I: Basel e Fiorentina

GRUPO J: Monaco e Tottenham

GRUPO K: Schalke 04 e APOEL

GRUPO L: Athletic Bilbao e Augsburg



As partidas válidas pela fase de grupos terão início no dia 17 de setembro (quinta-feira). Se você é fã de futebol bem jogado, não deixe de conferir! Os times participantes desta temporada prometem!



À BEIRA DO ABISMO

Acompanhei a partida entre Vasco e Figueirense e fiquei impressionado com o resultado final. O Cruz-Maltino não jogou exatamente mal e buscou o gol de todas as maneiras, mas cometeu um vacilo fatal nos acréscimos e foi derrotado no apagar das luzes. Com isso, o time carioca se mantem na lanterna e se vê cada vez mais próximo do rebaixamento, mesmo faltando 17 rodadas para o fim do Brasileirão. Quando a fase não é boa...



UMA HORA A CASA CAI

A retranca do Málaga segurou o poderoso trio de ataque do Barcelona, mas não contava com o zagueiro Thomas Vermaelen, que retornou aos gramados após ficar mais de um ano parado. Valeu a persistência catalã diante do pragmatismo andaluz. Ainda bem!



RETRANCA COM ALEGRIA

O West Ham United também se fechou diante do Liverpool no Anfield Road e aproveitou as falhas defensivas do time da casa para golear os Reds. Mas, ao contrário do Málaga, os Hammers tinham jogadores ágeis e habilidosos que me alegraram com seus dribles, como o meia argentino Lanzini (aquele que passou pelo Fluminense), o lateral senegalês Kouyaté e o centroavante senegalês Diafra Sakho (não confundir com o zagueiro de mesmo sobrenome do Liverpool). Os três alegraram a minha hora de almoço com todo aquele gingado.


domingo, 14 de junho de 2015

Lado a Lado

Imagem extraída de https://www.facebook.com/AFASeleccionArgentina



Era esperado que Argentina e Paraguai fizessem um duelo duro, com a Albiceleste tomando a iniciativa e a Albirroja se defendendo para tirar os espaços dos rivais. Diante das expectativas, um empate até era considerado um resultado possível, mas por 0x0, e não da maneira como ocorreu com os Guaranís reagindo após saírem atrás no placar.

Quem assistiu ao primeiro tempo, viu a Argentina trocando passes e engolindo a frágil marcação paraguaia. O time albirrojo jogou recuado e, mesmo assim, deu espaços para os argentinos atacarem, principalmente pelas laterais. Os ofensivos Marcos Cáceres e Samudio subiam muito para o ataque e davam espaços para Di María e Agüero cruzarem bolas à vontade.

O meio-de-campo argentino, que era pouco criativo na Copa do Mundo, ganhou qualidade com Pastore e Banega. A dupla fazia a ligação da zaga para o ataque e, com isso, Messi precisava voltar menos vezes para buscar a bola. O camisa 10 fez uma exibição muito melhor do que mundial, entrando na área com mais frequência e finalizando mais vezes. Messi, porém, não deixou de ser o "falso nove" e continuou articulando as jogadas, como no lance que culminou no gol de Agüero.

O melhor do mundo também deixou o seu na sequência, ao converter um pênalti. A Argentina já havia feito 2x0 no primeiro tempo e muitos já davam o jogo como "resolvido". Será que estava mesmo?



Argentina no 4-3-3 contra o Paraguai no 4-4-2: Di María e Agüero
não tiveram dificuldades para chegar à linha de fundo aproveitando
as subidas de Samudio e Cáceres. A zaga paraguaia ainda tentou
cercar Messi, mas as presenças de Pastore e Banega
sobrecarregaram a marcação e a Pulga jogou à vontade na
primeira etapa (imagem obtida via this11.com).



O treinador Ramón Díaz, porém, tomou uma atitude ousada: preservando o 4-4-2, substituiu os wingers Bobadilla e Ortiz pelos atacantes González e Benítez. A linha de quatro atacantes foi postada próximo à zaga argentina para pressionar a saída de bola rival. Otamendi e Garay ainda conseguiam aliviar para a Albiceleste, mas Rojo e, principalmente, Roncaglia não conseguiam negar espaços aos rivais. Samudio e Marcos Cáceres subiam ao ataque com frequência e dificultavam ainda mais o trabalho dos laterais argentinos.

Sem ter como recompor as jogadas, a Argentina precisou correr mais para criar chances de gol, mas Samudio e Marcos Cáceres, que eram verdadeiras avenidas no primeiro tempo, voltavam para recompor a defesa.

O treinador Gerardo Martino cometeu um erro ao trocar Agüero por Higuaín, que voltava menos para marcar. Com isso, Samudio teve ainda mais liberdade para subir ao ataque para azar do ofensivo Roncaglia. Tévez entrou no lugar de Pastore e Messi, com isso, voltava para o meio-de-campo. A Argentina criava chances de gol, mas os atletas precisavam correr tanto que chegavam cansados à área de Silva e não tinham forças para finalizar.

A persistência paraguaia foi recompensada com dois gols -um de Haedo Valdez e outro de Lucas Barrios- e os Guaranís chegaram a um improvável empate por 2x2.



Com uma linha de quatro atacantes, o Paraguai dificultou a
recomposição de bola argentina, além de sobrecarregar a
defesa rival. A troca de Agüero por Higuaín complicou as coisas
para Roncaglia, que ficou sozinho enfrentando Samudio e
Benítez (imagem obtida via this11.com).



O resultado acabou ficando de ótimo tamanho para o Paraguai, que comemorou o empate como se fosse uma vitória. Pior para os argentinos, que desperdiçam dois pontos preciosos após saírem na frente no placar e vêem a liderança do grupo ser ameaçada pelo Uruguai. Tornou-se obrigação vencer o rival celeste na próxima terça-feira, sob o risco de pegar um adversário complicado nas quartas-de-final.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/AFASeleccionArgentina



MURICYBOL 2.0?

Paralelo ao jogo do Uruguai, acompanhei o meu São Paulo em partida válida pela 7ª rodada do Brasileirão. O Tricolor foi visitar a Chapecoense e conseguiu sua primeira vitória fora de casa com um golaço do volante Souza. Mas o gol do meio-campista foi o único lance bonito dos paulistas, que se retrancaram após o tento marcado e cometeram um monte de faltas para segurar a Chape. O treinador Juan Carlos Osorio até colocou Pato para fazer dupla com Luís Fabiano e dar mais ofensividade à sua equipe, mas o São Paulo continuou jogando feio e tomando sufoco dos catarinenses. Mais me lembrou muito aqueles times que o Muricy montava em 2007 pelo próprio Tricolor.



ELE RESOLVE

Cristiano Ronaldo mostrou, mais uma vez, porque ele faz a diferença em campo. A Seleção Portuguesa começou perdendo para a Armênia, mas o craque lusitano fez os três gols da virada que garantiram mais três pontos nas Eliminatórias para a Euro 2016. Só não deu para fazer mais porque a Seleção das Quinas teve um jogador expulso e o time precisou recuar.



NAUFRÁGIO

Os campeonatos estaduais, realmente, não servem como parâmetro para se avaliar a qualidade de um time no Brasileirão. O Vasco faturou o Campeonato Carioca e dava sinais de que poderia fazer um 2015 muito melhor do que os últimos anos. Mas a equipe cruz-maltina perdeu em casa para um Cruzeiro ainda em construção, segue sem vencer na competição e permanece na zona de rebaixamento. Ainda há muito tempo para reagir, afinal restam longas 31 rodadas, mas alguma atitude precisa ser tomada, ou o Gigante da Colina vai amargar seu terceiro rebaixamento só nesta década.


terça-feira, 5 de maio de 2015

Mais uma Semana de Champions

Imagem extraída do Facebook oficial do Real Madrid- https://www.facebook.com/RealMadrid



Sempre fico ansioso quando há uma rodada da Champions League na semana. Mesmo quando os meus times preferidos não jogam, é sempre uma satisfação muito grande ver os melhores times e jogadores do mundo em campo. Mesmo as equipes consideradas coadjuvantes na competição sempre jogam muito melhor que a maioria dos times brasileiros, que estão se destacando muito mais pelos aspectos físicos do que pelos técnicos ou pelo talento. É uma tristeza o que vemos na maioria das partidas dos estaduais ou da Libertadores.

Hoje a Juventus terá a difícil missão de recolocar o futebol da Itália novamente em seu lugar de destaque. Não será uma tarefa fácil, afinal à frente da Vecchia Signora estará nada menos que o poderoso Real Madrid, o maior vencedor da Champions com dez troféus conquistados e atual defensor do título.

O Real jogará com alguns desfalques, mas mostrou que tem boas opções no banco para suprir as ausências e que pode passar pela Juve mesmo com time misto. O Atlético de Madrid, que está mais ou menos no mesmo patamar técnico que a Juventus, sucumbiu diante dos Merengues, que não contavam com Marcelo, Bale e Modrić. O favoritismo ainda é todo dos espanhóis.



Imagem extraída do Facebook oficial da Juventus- https://www.facebook.com/Juventus/



Mas há alguma chance para a Juventus superar o Real? Sim, há. Como disse um blogueiro, a Juve já é campeã italiana antecipada e só cumpre tabela nas próximas rodadas, não tendo mais a necessidade de desgastar os titulares nos jogos restantes da Serie A, enquanto o Real ainda está em perseguição ao líder e arquirrival Barcelona no Campeonato Espanhol. Os italianos estarão, portanto, mais descansados para as partidas da Champions enquanto os espanhóis ainda não podem se dar ao luxo de poupar seus titulares em La Liga.

Outro detalhe é que o mando do jogo de hoje será da Juventus. Boas chances para a equipe de Turim jogar com a força de sua torcida e construir uma bela vantagem para o jogo de volta.

Um último ponto a favor da Juve é o fato dos italianos estarem acostumados a jogar no 3-5-2, esquema perfeito para anular o 4-4-2 do Real. Há, inclusive, a possibilidade da Juventus usar um falso esquema de três zagueiros com Pirlo alternando as funções de volante e de zagueiro central conforme a necessidade. E o veterano meio-campista se saiu muito bem na temporada fazendo este papel.



Imagem extraída do Facebook oficial do Barcelona- https://www.facebook.com/fcbarcelona/



Amanhã, o Barcelona reencontra o Bayern München no Camp Nou. Da última vez que os bávaros visitaram a Catalunha em 2013, a equipe de Jupp Heynckes goleou os donos da casa por 3x0 e carimbaram o passaporte para a final em Wembley.

O Barcelona mudou bastante em relação àquela época. Vieram Suárez, Neymar, Rakitić e Ter Stegen. E o quarteto já está bem integrado aos "veteranos" (Messi, Dani Alves, Iniesta, Jordi Alba, ...), fazendo com que o Barça volte a ser aquele time respeitável de temporadas anteriores, lembrando que a sessão anterior foi decepcionante para o time catalão.

A equipe está mais veloz e vertical, diferente dos tempos de Guardiola quando a bola corria mais do que os atletas. Os jogadores ainda trocam muitos passes, mas agora há mais espaço para jogadas individuais.

Contra o Barcelona, pesam o fato da equipe ainda não poder poupar seus titulares em outros jogos por ainda estar disputando o título espanhol com o Real Madrid e também a defesa pouco segura, em especial os laterais Dani Alves e Jordi Alba, que são fracos na marcação.



Imagem extraída do Facebook oficial do Bayern München- https://www.facebook.com/fcbayern



Do outro lado, estará um Bayern com praticamente o mesmo elenco de 2013 -dos titulares, apenas Mandžukić deixou a equipe. O estilo de jogo, contudo, é bem diferente com os bávaros adotando o estilo que consagrou Guardiola no próprio Barça.

O Bayern é um time muito mais completo e versátil do que o Barcelona, além de ter melhores opções no banco de reservas para suprir eventuais desfalques. Mas, ao contrário do que alguns comentaristas e ex-atletas disseram, eu acho que as ausências de Robben e Ribéry serão, sim, sentidas diante do Barça. Se fosse uma equipe de um nível técnico inferior, diria que os bávaros triunfariam mesmo com os reservas, mas estamos falando de um rival "do mesmo tamanho que o Bayern".

O favoritismo continua sendo do Bayern, mas se as estrelas do time bávaro não puderem jogar, acho que o Barcelona vai à final em Berlim.

As partidas serão exibidas nos canais Esporte Interativo, ESPN e Band às 15:45h (horário de Brasília). Se você curte futebol bem jogado, não deixe de assistir!



BELEZA E REVOLTA

Assisti ontem à partida do Arsenal contra o Hull City e fiquei maravilhado com o futebol da equipe de Arsène Wenger. Que espetáculo! Os Gunners erram pouquíssimos passes, a equipe valoriza a posse da bola e o jogo coletivo é praticado à risca. Mesmo jogando na casa dos Tigers, o Arsenal estava fazendo gato e sapato dos seus rivais, já estava ganhando por 3x0 na primeira etapa e só não meteu uma sacolada porque tirou o pé no segundo tempo. Ver o Arsenal jogando também me revolta. Por que nós brasileiros não seguimos o exemplo e passamos a valorizar mais o jogo coletivo? Vale lembrar que Espanha e Alemanha ganharam os dois últimos mundiais graças ao trabalho em equipe enquanto nós fizemos feio.



GAROTO-PROBLEMA?

O atacante Dudu cometeu dois erros graves nas finais do Paulistão 2015: errou o pênalti no jogo de ida (que poderia ter dado o título ao Palmeiras) e foi expulso de maneira infantil na partida de volta após agredir um adversário e o árbitro. No entanto, não podemos considerá-lo como o único responsável pela perda do título estadual. Ele é apenas um menino (tem 23 anos) e isto pode ter pesado para um atleta tão jovem. Espero, no entanto, que os dirigentes e o treinador Oswaldo de Oliveira fiquem de olho no atleta: o temperamento explosivo de Dudu pode prejudicar o Palmeiras e também o próprio jogador.



A DOBRADINHA DE DORIVA

Após surpreender no Paulistão de 2014 ao faturar o título com o modesto Ituano, o ex-volante Doriva conquista seu segundo estadual consecutivo, desta treinando o Vasco no Rio de Janeiro. Doriva faz parte de uma nova safra de treinadores jovens com novas ideias. E ele ainda tem experiência nos gramados por ter sido jogador no passado. Um raio até pode cair duas vezes no mesmo lugar, mas eu acredito que a mão de Doriva foi fundamental em ambos os títulos.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O Título Que Ninguém Quis Ganhar

Imagem extraída de https://www.facebook.com/JECoficial/



Terminou neste final de semana o Campeonato Brasileiro da Série B, cujo título só foi decidido na última rodada por pura falta de vontade e consistência das equipes.

Quando o campeonato teve seu início, credenciei o favoritismo ao Vasco e coloquei a Lusa e a Macaca como candidatas a surpresas. A Portuguesa fez uma campanha pavorosa, enquanto a Ponte e o Vasco apresentaram apenas lampejos além de carecerem de poder de decisão na reta final. O título acabou caindo no colo do Joinville, que nem de longe fez uma campanha exemplar, com muitos tropeços na reta final. O time catarinense perdeu para o fraco Oeste na última rodada e só não perdeu o troféu porque a Ponte Preta não passou de um empate contra o Náutico.

O troféu deveria ser o objetivo das equipes. Os times não têm a obrigação de vencer sempre, mas têm o dever profissional de, ao menos, tentar buscar o resultado. O título pareceu ser algo supérfluo para as equipes na Série B. Mais parecia que o acesso para a Primeira Divisão ou a permanência na Segundona já estava de bom tamanho para todas elas.

O pior é que isso não acontece apenas na Série B. O Cruzeiro foi campeão por antecipação na Série A por méritos próprios mas também porque foi muito ajudado pela falta de vontade e competência dos rivais, que desperdiçavam pontos em jogos fáceis e atuavam sempre de maneira conservadora ao invés de buscarem resultados melhores. O que se tem, como resultado disso, são campeonatos nivelados por baixo e os poucos times que demonstram um pouco de ousadia acabam se destacando.

O Botafogo e o Criciúma já caíram para a Série B em 2015, e devem ganhar a companhia de mais dois times, podendo ser o Bahia, o Vitória ou o Palmeiras. Independente de quem for rebaixado, a obrigação desses times não é apenas regressar ao lugar de onde nunca deveriam ter saído, como também lutar pelo título. Essas equipes são grandes demais para se deixarem nivelar com os rivais da Segundona e deveriam demonstrar isso em campo, goleando os adversários, jogando um futebol bonito e ficando com a bola o tempo todo.

São essas coisas que separam os times grandes dos pequenos e eu gostaria muito que as equipes que se consideram pertencentes à elite do futebol demonstrassem tais méritos em campo.

Parabéns ao Joinville, Ponte Preta, Vasco e Avaí pelo acesso. Boa sorte a todos na Série A em 2015. Um desafio muito maior que subir de divisão será a manutenção das vagas na próxima temporada.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/JECoficial/

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Treinadores do Brasil, Uni-Vos!

Imagem extraída do Facebook oficial do Santos- https://www.facebook.com/santosfc/



Mais três treinadores foram demitidos de grandes clubes nesta semana.

Oswaldo de Oliveira (foto acima) deixou o Santos por motivo após a derrota para o Botafogo no último domingo. O Peixe faz campanha irregular no Brasileirão (é o 11º com seis vitórias, cinco empates e sete derrotas), mas havia acabado de conquistar bom resultado na Copa do Brasil ao vencer o Grêmio por 2x0 em plena Arena do Grêmio.

Ricardo Gareca caiu na última segunda-feira após os seguidos fracassos pelo Palmeiras. Desde que assumiu após o final da Copa do Mundo, ele conseguiu apenas duas vitórias (uma na Copa do Brasil e outra no Brasileirão). Para completar, suas constantes mudanças nas escalações e falta de padrão de jogo dificultavam que o Verdão ganhasse entrosamento.

Adílson Baptista, por fim, caiu após a goleada sofrida pelo Avaí em pleno São Januário. O Vasco acabou saindo do G-4 com a derrota e o time vinha oscilando muito na Série B.

Não farei comentários a respeito dos trabalhos dos técnicos e nem dos desempenhos neste post. Mas é impressionante como os treinadores do Brasil são pouco valorizados, mesmo nos grandes clubes.

O treinador é sempre o lado mais fraco da corda em uma crise. Nenhum dirigente assume a culpa e os cartolas raramente dispensam um jogador. Sobra para o técnico.

Alguns comentaristas já se utilizaram do "planejamento dos clubes" como argumento. Os dirigentes contratam técnicos e falam em "grandes projetos", mas quase sempre acabam demitindo seus treinadores ao menor sinal de crise. Querem que o técnico chegue, faça um "milagre" nos times e resolva o problema a curto prazo. Quando o treinador não consegue, é demitido sem piedade e, muitas vezes, sai do clube com o rótulo de "burro".

Os treinadores deveriam dar um basta nesse cenário lamentável. Deveriam exigir mais estabilidade em seus cargos. Ninguém merece ser considerado culpado por crises das quais não são os responsáveis. Quando o técnico é dispensado após um fracasso, dá a entender que ele é o culpado pela crise, algo que raramente é verdade.

Ninguém consegue executar um trabalho se não tiver tranquilidade e estabilidade. Os treinadores quase sempre têm de lidar com pressões de dirigentes, torcedores e imprensa. Raramente têm bons elencos à disposição e acabam recorrendo ao "futebol eficiente" em decorrência disto.

Os técnicos precisam exigir melhores condições de trabalho, ou jamais conseguirão executar seus projetos. Sem falar que serão sempre taxados de "burros" a cada demissão acumulada.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/oficialvasco/

sexta-feira, 21 de março de 2014

Adeus, Capitão

Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc

Triste notícia para o futebol brasileiro e também para os amantes do futebol-arte. Faleceu na tarde de ontem o ex-zagueiro e capitão da Seleção Brasileira de 1958, Hilderaldo Bellini.

O ex-defensor estava internado há alguns dias. Bellini sofria do Mal de Alzheimer há cerca de dez anos e vinha lutando contra a doença neste período.

Nascido em Itapira (cidade do Interior de São Paulo, próximo a Mogi Mirim), Bellini jogou pelo Vasco da Gama, São Paulo e Atlético Paranaense, por onde encerrou sua carreira. Não conquistou muitos títulos pelos clubes onde jogou, dos quais destacam-se os três Campeonatos Cariocas pelo Gigante da Colina.

Pela nossa seleção, contudo, Bellini foi bicampeão mundial ao vencer as Copas de 1958 e 1962, tendo sido capitão desta primeira. Jogou ainda pela Seleção de 1966, que não teve êxito em conquistar o tri na Inglaterra.

Foi Bellini quem eternizou o gesto de erguer a taça sobre a cabeça, ação que é repetida por todos os capitães ao conquistarem títulos.

Assim como escrevi nas resenhas sobre os falecimentos de Gylmar dos Santos Neves, Djalminha e De Sordi (que também integraram a Seleção de 58), fica aqui registrado que Bellini foi um dos grandes responsáveis por colocar o nosso futebol no mapa. Ele e seus companheiros das Copas de 58 e 62 (e também os atletas da fantástica Seleção de 1970) foram os grandes responsáveis por tornar a nossa Seleção temida pelo seu ataque devastador e admirada pelo seu futebol artístico, algo que, infelizmente, poucos atletas brasileiros da atual geração são capazes de fazer.

Bellini será enterrado em sua cidade natal. Ele tinha 83 anos.

Vai em paz, Capitão. Sua contribuição para o nosso futebol foi muito maior do que qualquer volante brucutu da atual geração ou qualquer dirigente que nunca chutou uma laranja na vida.


Leia mais:

Lance- Campeão do mundo em 58 e 62, Bellini morre aos 83 anos: http://www.lancenet.com.br/futebol/Campeao-mundo-Bellini-morre_0_1105089676.html

Globo Esporte- Capitão da seleção brasileira em 58, Bellini morre na capital paulista: http://globoesporte.globo.com/sp/noticia/2014/03/capitao-da-selecao-brasileira-em-58-bellini-morre-na-capital-paulista.html



Imagem extraída de https://www.facebook.com/CBF

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Brasileirão Ainda Não Acabou

Imagem extraída de http://www.facebook.com/FluminenseFC

O Campeonato Brasileiro 2013 se encerrou no último domingo, dia 8 de dezembro, com o Cruzeiro campeão antecipado, o Grêmio, o Atlético-PR e o Botafogo (este último ainda terá de secar a Ponte Preta amanhã) classificados para a Libertadores 2013, e com o Fluminense, Vasco, Ponte Preta e Náutico rebaixados. Ou ao menos, era assim que se pensava.

Agora há pouco, foi divulgada a possibilidade a Portuguesa perder 4 pontos por ter atuado com um atleta irregular. O meia Héverton, da Lusa, foi expulso contra o Bahia e não poderia jogar contra o Grêmio no último domingo.

Enquanto isso, a barbárie ocorrida no último domingo na Arena Joinville promete esquentar o duelo entre Atlético-PR e Vasco. Motivo? O Cruz-Maltino pretende ir à justiça alegando que foi prejudicado no jogo do último domingo.

Compreendo a dor de vascaínos e fluminenses, e também acredito que se o Furacão e a Lusa cometeram irregularidades, os dois clubes devem, então, ser punidos como manda a justiça desportiva. No entanto, uma eventual vitória dos cariocas deve ser comemorada com ressalva, uma vez que foi a própria incompetência dos clubes do Rio de Janeiro que os levaram ao rebaixamento. Não adianta nada reverter o rebaixamento nos tribunais agora se os dois times continuarem apresentando desempenho pífio em campo. Só estariam adiando por mais um ano o inevitável.

Se houve um erro, que se faça justiça. Mas uma vitória nos tribunais não pode encobrir o desempenho ruim dos times nos gramados.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Fim da Linha

Imagem extraída de http://www.facebook.com/FluminenseFC

Finalmente acabou o sofrível Campeonato Brasileiro 2013. Com exceções que eu cansei de mencionar aqui, o nível técnico dos jogos foi de ruim a pior, com equipes burocráticas, violentas e pouco criativas. E a imprensa tem coragem de dizer que esses jogos são "emocionantes" e que os jogadores são "craques".

O nível do campeonato estava tão baixo que as grandes equipes se deixaram equiparar aos times de divisões inferiores e disputaram uma vaga na Série B até a última rodada. Os "felizardos" foram o Fluminense e o Vasco, que morreram abraçados e terão de disputar juntos a Segunda Divisão em 2014.

Será que ninguém aprendeu a lição com as temporadas anteriores? Nos últimos dez anos, caíram Grêmio, Atlético Mineiro, Corinthians, Vasco, Coritiba, Atlético Paranaense e Palmeiras. Dirigentes, treinadores e atletas já deveriam ter se conscientizado de que clube grande também cai.

Aos dois clubes, resta aceitar a situação, colar os cacos e planejar a temporada 2014. O Vasco e o Fluminense terão uma longa jornada no próximo ano até voltarem ao lugar de onde nunca deveriam ter saído.

E os demais clubes que se conscientizem: nenhum time é invencível, por mais dinheiro ou bons atletas que tenham.

Time grande cai, sim.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

À Beira do Precipício

Imagem extraída de http://www.facebook.com/FluminenseFC

Uma vaga para a Série B nunca foi tão disputada pelos grandes clubes como em 2013. Primeiro era o meu Tricolor que estava com vontade de cair com um recorde de derrotas consecutivas. Depois, o Corinthians e o Flamengo ofereceram fortes emoções ao seu torcedor ao colecionarem tantos resultados ruins. Agora, Vasco e Fluminense irão passar a semana no Z-4 graças a combinação de resultados da 37ª rodada. E apenas um dos dois poderá escapar do rebaixamento.

Não entendo por que as grandes equipes se permitem nivelar por baixo e se equiparam aos rivais de divisões inferiores. Os clubes insistem na mesmice com futebol covarde, treinadores retranqueiros e atletas burocráticos. O tal "equilíbrio" no Campeonato Brasileiro, que a imprensa insiste em provar, não existe: a realidade é que o Brasileirão está nivelado por baixo e isto não é de hoje.

Quando alguém vai se tocar de que o futebol brasileiro precisa de mudanças? Será que é mais importante evitar uma derrota do que buscar um resultado?  Será que encher o time de volantes e zagueiros garante algum título? Será que trocar de treinador rodada após rodada melhora o clima nos times?

Vasco e Fluminense chegarão à última rodada em situação complicadíssima. Ambos não dependem apenas de suas próprias forças para escapar, terão de vencer e torcer para que os rivais acima colaborem. Há, portanto, chances dos dois cariocas morrerem abraçados.

Espero que o Brasileirão de 2013 sirva de lição, não apenas a Vasco e Fluminense, mas a todas as equipes.

Time grande cai, sim.

Leia mais:

Globoesporte- Guia: risco de Vasco e Fluminense serem rebaixados juntos é de 43,5%: http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2013/12/guia-risco-de-vasco-e-fluminense-serem-rebaixados-juntos-e-de-435.html

sábado, 2 de novembro de 2013

O Reizinho e seus Súditos Ingratos

Imagem extraída de http://www.facebook.com/juninho.official

Não me esqueço quando o meu São Paulo estava em crise durante este ano. Na ocasião, muitos culparam o capitão Rogério Ceni pela fase ruim, inclusive torcedores do Tricolor. Diziam que o goleiro mandava e desmandava no time, o que estaria prejudicando o trabalho de treinadores e jogadores. Passado o período de turbulência, Rogério voltou a ser idolatrado e chamado novamente de "Mito" até mesmo por torcedores rivais.

Passado algum tempo, quem ocupou o espaço deixado pelo meu Tricolor foi o Vasco da Gama. O Cruz-Maltino, que estava brigando por títulos nos dois últimos anos, passou a fazer uma campanha horrível neste semestre e aparenta estar com saudades da Segunda Divisão -o Gigante da Colina já caiu em 2008.

Vi no Vasco um caso muito parecido com o de Rogério Ceni. Um atleta veterano, profundamente identificado com o clube passou a ser contestado pelos próprios torcedores que um dia o reverenciaram.

Juninho Pernambucano está com 38 anos. Em seu currículo constam passagens vitoriosas pelo Lyon na década de 2000 e pelo próprio Vasco nos anos 90. A idade e os problemas físicos têm sido um entrave no desempenho do Reizinho, é verdade, mas ele nunca deixa de se empenhar em campo. Ouso dizer que ele é o único atleta que sabe jogar bola no elenco.

A gota d'água com o meio-campista foi aquele suposto gesto obsceno durante o clássico contra o Flamengo. Uma câmera teria flagrado Juninho erguendo o dedo do meio a uma torcida organizada. Eu assisti ao vídeo e não vi nada demais. Não acredito que o Reizinho tenha agido de má-fé.

A suspensão foi o gatilho para que o atleta fosse afastado do time e passasse a frequentar o banco de reservas. A medida não surtiu efeito, o Vasco continuou frequentando o Z-4 e a diretoria cruz-maltina trocou o treinador Dorival Júnior por Adílson Batista.


Imagem extraída de http://www.facebook.com/juninho.official

Ninguém é santo, todos nós cometemos erros em maior ou menor nível. Mas por que sempre procura-se atribuir a culpa por uma fase ruim a uma única pessoa? Por que a culpa foi dirigida a um atleta que poderia continuar ganhando milhões nos Estados Unidos ou no Oriente Médio mas que optou por deixar os lucros de lado para ajudar seu time de coração? Por que ninguém faz uma análise racional ara detectar erros que vão desde a escolha de um atleta inadequado até falhas na administração? Os fatos falam por si próprios e o afastamento de Juninho do elenco em nada melhorou a situação do time na tabela.

Juninho tem quase dez anos de história no Vasco. É um atleta com profunda identificação com o clube, seja pelos seus títulos, pelo seu bom futebol, pelas suas atitudes. Ninguém tem o direito de apagar sua longa e magnífica história no Cruz-Maltino por causa de um instante de turbulência.