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| Imagem extraída de http://worldgrandprix.2015.fivb.com/ |
Olá, queridos leitores e leitoras!
Gostaria, em primeiro lugar, de pedir desculpas pelo tempo em que seu blog ficou sem receber atualizações. O autor, neste exato momento, está resolvendo algumas questões pessoais -não se tratam de problemas, que fique claro- e, portanto, não tem tido muito tempo para acompanhar os jogos.
Neste final de semana, o vôlei brasileiro encarou três decisões: tivemos as duas finais dos Jogos Panamericanos de Toronto (vou falar do evento com mais detalhes em outro post) e também a fase final do Grand Prix Feminino.
A equipe masculina deu prioridade à Liga Mundial e optou por levar uma equipe reserva aos jogos no Canadá. Mas o time feminino enviou a maioria de suas titulares aos jogos em Toronto, à exceção da levantadora Dani Lins, e as reservas foram aos Estados Unidos para a disputa da fase final do Grand Prix. Para este post, vamos nos ater apenas ao desempenho das meninas.
Não podemos deixar de aplaudir a boa campanha das meninas na etapa classificatória, mas também não podemos deixar de criticar as exibições fracas da Seleção nesta fase final. Nas partidas contra a Rússia e contra os Estados Unidos, o Brasil atuou com uma apatia inexplicável apesar da qualidade comprovada de suas atletas. A ponta Natália foi muito mal nas partidas errando quase todos os fundamentos. As jogadas da levantadora Dani Lins foram muito previsíveis. A outra ponteira, Gabi, foi muito marcada e pouco pôde fazer para ajudar o time. E a central Carol, que foi pouquíssimo acionada? Ela poderia ser muito bem utilizada como alternativa para o ataque. Salvou-se a central Juciely, que está em excelente fase e foi a melhor jogadora do Brasil no campeonato.
O grande responsável, porém, foi o auxiliar Paulo Coco, que substituiu o treinador Zé Roberto (que estava no Pan). Paulo foi muito mal em todos os jogos desta fase: insistiu com jogadoras que estavam mal na partida, não parou o jogo nos momentos oportunos e só tomou alguma atitude quando a vaca já havia ido para o brejo. Se quer fazer testes ou dar moral para alguma jogadora, que o fizesse na fase classificatória. Uma decisão não é o momento ideal para inventar e, muito menos, passar a mão na cabeça de atletas. O bronze acabou sendo lucro para o time.
Discordei, aliás, da opção de priorizar o Pan. O Grand Prix é um torneio de maior relevância em relação aos Jogos Panamericanos e conta pontos no ranking da FIVB, ao contrário do torneio que foi realizado em Toronto. A meu ver, o Pan é que deveria ser utilizado para a realização de testes ou para dar quilometragem às jogadoras mais jovens.
Por falar no Pan, a Seleção foi bem, mas os problemas da equipe titular ficaram evidentes na derrota por 3x0 sets diante dos Estados Unidos. O Brasil é muito forte no bloqueio, mas o ataque foi mal na disputa pelo ouro. Sem Thaísa (lesionada) e Fabiana (poupada), nossa Seleção perdeu os alicerces de seu melhor fundamento. Jaque, lesionada, teve de atuar no sacrifício para ajudar Fernanda Garay no ataque, mas a dupla de ponteiras não conseguiu melhorar os números do Brasil neste fundamento. Não acho que tenha sido "imaturidade" o problema do Brasil na final, como disse Jaque.
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| Imagem extraída de http://worldgrandprix.2015.fivb.com/ |
O Brasil, ainda assim, conseguiu emplacar duas atletas na Seleção do Grand Prix 2015. As jogadoras eleitas para o o time foram:
Levantadora: Kreklow (Estados Unidos)
Ponteiras: Natália (Brasil) e Robinsion (Estados Unidos)
Centrais: Juciely (Brasil) e Dietzen (Estados Unidos)
Oposta: Goncharova (Rússia)
Líbero: Malova (Rússia)
MVP: Lowe (Estados Unidos)
Nossa Seleção também teve jogadoras eleitas para a seleção do Pan:
Levantadora: Carli Lloyd (Estados Unidos)
Ponteiras: Krista Vansant (Estados Unidos) e Melissa Vargas (Cuba)
Centrais: Adenízia da Silva (Brasil) e Rachael Adams (Estados Unidos)
Oposta: Nicole Fawcett (Estados Unidos)
Líbero: Camila Brait (Brasil)
Maior Pontuadora: Karina Ocasio (Porto Rico)
Melhor Saque: Gina Mambru (República Dominicana)
Melhor Defesa: Camila Brait (Brasil)
Melhor Recepção: Camila Brait (Brasil)
MVP: Carli Lloyd (Estados Unidos)
O Brasil fica de parabéns pelas medalhas conquistadas, mas acho que o planejamento deveria ter sido repensado em função da relevância dos campeonatos e as falhas dos times precisam ser corrigidas. No próximo ano teremos as olimpíadas em casa e a pressão pelo ouro será imensa.
Não é obrigação das equipes vencer, mas as falhas cometidas, principalmente as da fase final do Grand Prix, foram comparáveis às do futebol diante da Alemanha na Copa de 2014.
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| Imagem extraída de http://worldgrandprix.2015.fivb.com/ |
Leia mais:
Lance- Em Omaha, deu a lógica. Mas Brasil ficou devendo: http://blogs.lancenet.com.br/volei/2015/07/25/em-omaha-deu-a-logica-mas-brasil-ficou-devendo/
Lance- E deu EUA também no Pan: http://blogs.lancenet.com.br/volei/2015/07/25/e-deu-eua-tambem-no-pan/
ADEUS, BIANCHI
Foram quase nove meses de luta, mas o piloto francês Julio Bianchi não resistiu e morreu no dia 17 de julho, em sua casa em Nice. Ele havia sofrido um acidente no dia 5 de outubro do ano passado e passou todos esses meses em coma até a data de seu falecimento. A morte de Bianchi é a primeira na Fórmula 1 desde a tragédia que custou a vida de nosso Ayrton Senna em 1994 e reabre novamente a discussão sobre a segurança na modalidade.
VERMELHO DE VERGONHA
A eliminação do Inter diante do Tigres teve muita culpa do time gaúcho. A equipe colorada havia feito dois gols no primeiro tempo e estava com o jogo na mão, mas relaxou e quase cedeu o empate. No jogo de volta, a equipe vermelha quis jogar com o resultado, preocupou-se só em se defender e levou um castigo. 3x1 ficou até barato para os gaúchos.
ADEUS, BIANCHI
Foram quase nove meses de luta, mas o piloto francês Julio Bianchi não resistiu e morreu no dia 17 de julho, em sua casa em Nice. Ele havia sofrido um acidente no dia 5 de outubro do ano passado e passou todos esses meses em coma até a data de seu falecimento. A morte de Bianchi é a primeira na Fórmula 1 desde a tragédia que custou a vida de nosso Ayrton Senna em 1994 e reabre novamente a discussão sobre a segurança na modalidade.
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A eliminação do Inter diante do Tigres teve muita culpa do time gaúcho. A equipe colorada havia feito dois gols no primeiro tempo e estava com o jogo na mão, mas relaxou e quase cedeu o empate. No jogo de volta, a equipe vermelha quis jogar com o resultado, preocupou-se só em se defender e levou um castigo. 3x1 ficou até barato para os gaúchos.



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