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sábado, 17 de junho de 2023

Plot Twist

Imagem extraída de www.facebook.com/atletico



Luiz Felipe Scolari, após uma boa campanha pelo Athletico Paranaense em 2022 (ele fora vice-campeão na Libertadores), anunciara sua aposentadoria do banco de reservas e trabalharia como dirigente no Furacão enquanto seu auxiliar, Paulo Turra, seria efetivado como treinador. Felipão, porém, não resistiu a uma nova oportunidade de comandar um grande time e prontamente aceitou o convite do Atlético Mineiro ontem. Turra também acabou desligado do Rubro-Negro na sequência. 

Felipão não precisaria voltar a trabalhar. Ele já é um treinador vitorioso com uma Copa do Mundo (de 2002 pela Seleção Brasileira) e duas Libertadores (1996 pelo Grêmio e 1999 pelo Palmeiras) no currículo, além de estar com a vida financeira resolvida. Mas o gaúcho certamente ainda deseja apagar as lembranças amargas que deixou no futebol (em especial, a derrota por 7x1 diante da Alemanha) além de se livrar do rótulo de "ultrapassado" que seus críticos passaram a lhe atribuir.

O gaúcho, justiça seja feita, ainda conseguiu montar equipes competitivas durante os últimos anos (foi campeão brasileiro pelo Palmeiras em 2018 e também vice na Libertadores pelo Athletico em 2022) mas nada que lembrasse os seus grandes trabalhos realizados durante os anos 90 e 2000.



Imagem extraída de www.facebook.com/clubathleticoparanaense



O ego, porém, sempre fala muito alto em situações como esta. Telê Santana, mesmo com problemas de saúde durante a década de 90, queria provar que ainda reunia condições de trabalhar e acertou com o Palmeiras em 1997, mas seu fragilizado corpo o obrigou a renunciar ao cargo antes de assumir. Ou Vanderlei Luxemburgo, que estava aposentado mas não resistiu à oportunidade de voltar ao Corinthians e calar a boca dos críticos que o chamam de "ultrapassado".

Felipão terá um gordo salário no Galo (estimado em R$ 1,2 milhões) e um elenco robusto à sua disposição, dois belos incentivos para voltar ao trabalho. Porém, precisará motivar o elenco que está com atrasos nos vencimentos e também buscar por resultados a curto prazo visto que as dívidas do Galo estão na casa de R$ 2 bilhões.

A escolha do Galo por Felipão pode dar certo ou errado visto que o futebol não é uma ciência exata mas o gaúcho não precisa provar a sua grandeza visto os títulos que conquistou falam por ele. Mais do que isso, uma eventual campanha ruim pode manchar ainda mais a sua imagem e oferecer ainda mais argumentos para os críticos atestarem que o técnico está realmente ultrapassado. Isso sem mencionar que o treinador não cumpriu a sua palavra de que não mais voltaria à casamata.


 

Imagem extraída de www.facebook.com/atletico




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Gostaria de Não Ter Razão

O Botafogo acabou rebaixado com quatro rodadas de
antecedência (imagem extraída de www.facebook.com/Botafogo)



Há muitos meses atrás, mais precisamente no início do Campeonato Brasileiro 2020, eu escrevi um texto mencionando os ousadíssimos projetos do Botafogo e do Atlético Mineiro. Os clubes, mesmo bastante endividados e até apresentando problemas de atrasos nos salários dos jogadores, decidiram apostar alto em objetivos bastante ambiciosos mas viram a temporada terminar de forma melancólica.

O caso mais grave foi o do Botafogo. A instituição estava contando com o sucesso do projeto clube-empresa em 2020 que há anos esteve só na promessa. Tanto que trouxe dois jogadores caríssimos, o meia japonês Keisuke Honda e o atacante marfinense Salomon Kalou.

O projeto contaria com a colaboração e o apoio financeiro de torcedores ilustres, incluindo os banqueiros Moreira Salles e o influenciador Felipe Neto. Houve até a nomeação de um diretor-executivo para conduzir o andamento do que seria a salvação do Botafogo.

O projeto, porém, desandou mais uma vez após desentendimentos entre os dirigentes botafoguenses e os investidores. Felipe Neto, inclusive, expôs boa parte dos motivos de discórdia entre os envolvidos. No dia seguinte ao ocorrido, o presidente do clube sentenciou que "o Botafogo estava falido".

O time pouco pôde ajudar para melhorar a situação. As constantes mudanças de treinador, os salários atrasados e a falta de opções do elenco eram indícios de a luta do Fogão seria muito mais contra o rebaixamento do que pelos títulos. Honda e Kalou, já em final de carreira, pouco contribuíram em campo e já estão de saída do clube -o japonês já foi embora enquanto o marfinense deve acertar uma rescisão ao término da temporada.



Mesmo o treinador Jorge Sampaoli e seu elenco milionário não foram suficientes
para levar o Galo até os troféus (imagem extraída de www.facebook.com/atletico)



O Atlético Mineiro também apostou alto demais em metas ambiciosas. Trouxe o treinador venezuelano Rafael Dudamel e diversos reforços a pedido do comandante. Técnico e jogadores, porém, passaram a se desentender nos vestiários segundo jornalistas, o que teria levado à eliminação do Galo na Copa do Brasil, à queda na na Sulamericana e à consequente demissão do estrangeiro.

Dirigentes atleticanos, dispostos a conquistar o Brasileirão a todo custo, contrataram o treinador Jorge Sampaoli oferecendo a quantia que o Palmeiras não quis pagar ao argentino. Outros vários jogadores -praticamente um time inteiro- foram contratado a pedido do técnico.

O começo foi empolgante com o Galo exibindo um futebol vistoso, vibrante e intenso. Com o tempo, porém, o jogo de Sampaoli foi se tornando previsível aos adversários, os resultados minguaram e o treinador passou a externar seu descontentamento. O argentino pedia ainda mais reforços e chegou a expor os salários atrasados do elenco durante entrevistas. Jornalistas explicaram que os parceiros do Atlético bancavam apenas as contratações mas não os vencimentos dos atletas o que teria levado a tal situação.

O Galo termina a temporada fora da disputa do título mas ainda acreditava no treinador. Tanto que mais reforços milionários -o atacante Hulk e o meia Nacho Fernández- foram contratados. Sampaoli, porém, recebeu uma proposta do Olympique de Marseille e a tendência é de saída após o último jogo do Brasileirão.



Imagem extraída de www.facebook.com/Botafogo



A maioria das pessoas se sente orgulhosa em ter razão de algo, independente do assunto ou da situação. Eu, porém, gostaria muito de ter mordido a língua pelo que escrevi no post de agosto de 2020. Adoraria que os ambiciosos projetos de Fogão e Galo fossem chamados de "ousadia" e não de "irresponsabilidade".

Estava bastante claro que os dois alvinegros estavam dando um passo maior do que as pernas ao apostarem o que não tinham em projetos tão audaciosos. Havia a certeza de que os objetivos dos dois clubes seriam alcançados e, com isso, eventuais dívidas poderiam ser sanadas.

Pior para o Botafogo que terá de passar 2021 na Série B e as perspectivas não são boas visto que a situação do Fogão está tão ruim quanto a do Cruzeiro, que sequer conseguiu o acesso durante a última temporada. Utilizando-se a Raposa como exemplo, as previsões em General Severiano são de pessimismo.

O Atlético poderá, ao menos, sonhar com o bicampeonato da Libertadores. O elenco é forte, robusto e o treinador (que não se sabe se será Sampaoli, Cuca, Renato Gaúcho ou outro) terá em mãos ótimo grupo para buscar os troféus em 2021. A questão dos salários atrasados, porém, precisa ser resolvido a todo custo. A equipe precisa estar motivada e concentrada em todos os sentidos se o clube realmente quiser os títulos.

Botafogo e Atlético Mineiro foram duas demonstrações de que o limiar entre ousadia e irresponsabilidade é muito tênue. É preciso ser arrojado para se ter sucesso, mas também é preciso manter os pés no chão antes de se investir tão alto em algo que não oferece certeza de retorno.

E eu gostaria de estar errado em tudo o que escrevi neste texto e também no de agosto de 2020.



Imagem extraída de www.facebook.com/atletico




quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Tudo ou Nada


Imagem extraída de www.facebook.com/atletico/



Atlético Mineiro e Botafogo estão adotando estratégias semelhantes para colocar fim em suas respectivas crises: apostar tudo em grandes (e ousados) projetos na esperança que os títulos e lucros obtidos com um eventual sucesso ajudem os clubes a sair do vermelho.

O Galo vinha apresentando dificuldades financeiras (incluindo atrasos nos salários dos jogadores) desde o ano passado e sofreu duas eliminações já no primeiro semestre (caiu diante do Afogados na Copa do Brasil e diante do Union Santa Fe na Sulamericana). O clube decidiu demitir o treinador Rafael Dudamel (que estaria tendo atritos com o elenco) para apostar em Jorge Sampaoli (foto acima). O clube concedeu autonomia praticamente total ao argentino que tratou de dispensar medalhões (Ricardo Oliveira e Franco Di Santo, entre eles) e de solicitar contratações que foram prontamente atendidas (Keno e Alan Franco, entre eles).

O Botafogo, por sua vez, vem contratando muitas estrelas de nível internacional como o meia japonês Keisuke Honda, tentou o volante marfinense Yaya Touré (que também fora pretendido pelo rival Vasco) e agora trouxe o atacante marfinense Salomon Kalou (foto abaixo). Fora isso, o clube tenta a qualquer custo viabilizar seu projeto de "clube-empresa" visto por muitos dirigentes como tábua de salvação para o endividado Glorioso.



Imagem extraída de www.facebook.com/Salomon-Kalou-689448334458423/



As contratações feitas pelos dois clubes foram muito interessantes, afinal bons jogadores e treinadores sempre tem algo a acrescentar ao nosso futebol, os adversários sempre temem atletas de renome e os torcedores gostam.

Os clubes, no entanto, ficaram situados em um limite muito perigoso que separa a ousadia da irresponsabilidade. Não é nenhuma novidade que ambas as instituições enfrentam dificuldades financeiras e, mesmo assim, seus dirigentes decidiram investir altos valores em seus respectivos projetos.

O futebol, como escrevem muitos jornalistas e analistas econômicos, não apresenta nenhuma garantia de sucesso financeiro na forma de títulos, sobretudo no cenário atual onde clubes como Flamengo e Palmeiras elevaram bastante o patamar técnico e financeiro em nosso esporte. Ademais, vivemos em um cenário de crise econômica generalizada em virtude da pandemia o que aumenta ainda mais o risco dos investimentos.

Talvez Atlético e Botafogo consigam ter êxito com suas ousadas apostas e, com isso, consigam melhorar suas respectivas situações financeiras. Ou, talvez, aprendam da pior forma que certos limites jamais devem ser ultrapassados.



Imagem extraída de www.facebook.com/Botafogo/




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Profissional Contra Moral

Imagem extraída do Facebook oficial de Robinho- www.facebook.com/robinho



Olá, leitores e leitoras!

Tirei alguns dias de férias e, em decorrência disto, não tivemos atualizações no blog! Mas agora nós vamos voltar com tudo para cobrir os grandes eventos vindouros, como o retorno da Champions League, a Libertadores, a Euro 2016, a Copa América Centenário e as Olimpíadas.


Um assunto bastante comentado nos últimos dias foi o polêmico acerto do atacante Robinho (foto acima). com o Atlético Mineiro. O atleta vinha sendo disputado por Santos (clube que o revelou), Grêmio e pelo próprio Galo. Os mineiros, ajudados pela nova fornecedora de material esportivo, acabaram levando a melhor e o jogador vai defender o clube de Minas Gerais.

O desfecho do caso causou indignação por parte dos torcedores santistas e levantou novamente a discussão sobre o que é mais importante: o dinheiro ou o amor à camisa?

O jogador não cometeu nenhum erro quando analisamos o caso pelo âmbito legal e profissional, conforme expliquei no post "Não Existe Jogador Mercenário". A maior parte dos trabalhadores dificilmente recusaria uma proposta de emprego considerada "mais vantajosa". O futebol, embora não pareça, é um emprego formal e o jogadores, como profissionais, têm o pleno direito de trocar de clube em busca de melhores salários, melhores condições de trabalho e mais chances de obterem projeção.

O atacante, contudo, cometeu um grande erro pelo ponto de vista moral. O Santos revelou e projetou Robinho no mundo do futebol. Não obstante, o time sempre foi um porto seguro para o jogador nos momentos em que ele ficou encostado no Manchester City e no Milan. Foi graças ao Peixe, inclusive, que o atleta retornou à Seleção Brasileira.

O torcedor, portanto, tem o pleno direito de se sentir magoado com o jogador. Ficou muito óbvio que o "amor" que o atleta declarava nas entrevistas não era tão grande assim.

O mesmo torcedor, contudo, deve compreender que Robinho não infligiu a lei e, portanto, não cometeu crime em momento algum. Nenhum profissional deixaria de balançar ao receber uma proposta igual à que foi oferecida ao atleta pelo Galo.

A diferença é que Robinho, assim como a maioria dos futebolistas, é uma pessoa pública e, portanto, suas atitudes fica muito expostas na mídia e a repercussão é sempre maior.

E, claro, tais fatos sempre acirram a velha discussão do que é mais importante: o lado moral ou o lado profissional.



Imagem extraída do Facebook oficial de
Robinho- 
www.facebook.com/robinho



SELEÇÃO BRASILEIRA

Algo que passou desapercebido por muitos dos comentaristas foi a possibilidade de Robinho disputar a Libertadores novamente e, com isso, recuperar seu espaço na mídia e na Seleção Brasileira. O jogador sabe o quanto Dunga confia nele e que mercados como Ásia e América do Norte não seriam capazes de fazer o Rei das Pedaladas vestir a Amarelinha novamente. O Galo, em melhor fase e com chances de faturar o bicampeonato na competição sul-americana, seriam o melhor caminho para isto. Se Robinho acertou em sua escolha? Só o tempo responderá.



LUCÃO

Não dá para negar que o grandalhão Lucão é esforçado, mas ele continua falhando com frequência e seus erros foram cruciais no clássico de ontem contra o Corinthians. Volto a repetir o que sugeri no começo do ano: emprestá-lo para algum clube que esteja disputando alguma divisão inferior e que tenha chances de título, como Portuguesa, Bragantino e Guarani. Isto preservaria o atleta da mídia e também ajudaria a recuperar a moral do jogador com a conquista de um título.



PALMEIRAS

Outra zaga que não vem transmitindo confiança é do Palmeiras e a defesa alviverde voltou a comprometer na derrota diante do Linense, no sábado. Os problemas ainda são os mesmos do ano passado, com a falta de jogo coletivo e de compactação. Minhas sugestões para a equipe continuam as mesmas: usar os pontas Mouche e Allione para dar proteção aos laterais e colocar o time em 4-2-3-1 ou 4-4-2 para que o meio-de-campo ofereça cobertura à zaga. 



PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO

Embora o torcedor são-paulino tenha sentido o gosto amargo da derrota para o arquirrival Corinthians, houve motivo para comemorar ainda ontem. Os garotos da equipe Sub-20 do São Paulo confirmaram a boa fase e conquistaram o inédito título da Libertadores Sub-20, disputado no Paraguai. A equipe comandada pelo treinador André Jardine venceu o Liverpool do Uruguai por 1x0 (gol do meia Lucas Fernandes) e foi o primeira equipe brasileira a erguer o troféu. Parabéns, meninos e boa sorte a todos na categoria principal.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Os 23 de Dunga

Imagem extraída de https://www.facebook.com/CBF/



Olá, queridos leitores e leitoras!

Fui dar uma volta hoje pela manhã e, quando voltei para casa, fui noticiado que o treinador Dunga anunciou os 23 jogadores que irão defender a Seleção Brasileira nos jogos contra o Chile (dia 8 de outubro, em Santiago) e contra a Venezuela (dia 13 de outubro, em Fortaleza).

Neymar estará fora devido à confusão após o jogo contra a Colômbia na última Copa América. Mais uma vez, o Brasil terá de se virar em campo sem o seu principal craque. Talvez, o fato ajude a Seleção a depender menos do atacante.

Os jogos desta vez serão pra valer. Serão 18 longas rodadas no sistema de pontos corridos. Os quatro primeiros colocados garantem vaga direta para a Copa na Rússia, enquanto o quinto lugar passará por repescagem.

O Brasil tem se saído bem nos amistosos, mas o psicológico tem pesado quando há algo em disputa nas partidas. Basta nos lembrarmos que nossa Seleção estava com 100% de aproveitamento nos amistosos e vinha jogando um futebol relativamente bom. Mas quando começou a Copa América, nossos jogadores estavam visivelmente ansiosos em campo mesmo diante de rivais teoricamente mais fracos e o jogamos uma bolinha indigna de nossa tradição.

A cobrança por resultados será grande e há muita desconfiança com relação ao desempenho da Seleção neste ciclo. Como consolo, o sistema de pontos corridos permite que o time cometa alguns erros e eventuais tentos perdidos podem ser recuperados.

O elenco não me agradou totalmente. Continuo insistindo que jogadores que terão mais de 30 anos em 2018 deveriam dar espaço a atletas mais jovens. Ademais, alguns dos atletas se destacam muito mais pela força do que pela habilidade com a bola. Dunga, muito provavelmente, vai continuar apostando na correria e na truculência, exatamente como os antecessores Mano Menezes e Felipão faziam.

Vamos aos comentários a respeito das convocações:


Goleiros- Jefferson (Botafogo), Marcelo Grohe (Grêmio) e Alisson (Internacional): Jefferson é um bom goleiro, mas já tem 32 anos e teve um desempenho apenas regular na Copa América. OK para Marcelo Grohe e Alisson.


Laterais- Fabinho (Monaco), Rafinha (Bayern München), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid): a convocação de Rafinha me causou estranhamento, afinal ele estava esquecido desde 2014 e o jogador estava até cogitando em defender a Seleção Alemã. Medo de um novo Diego Costa? OK para os demais.


Zagueiros- David Luiz (PSG), Miranda (Inter de Milão), Marquinhos (PSG) e Gil (Corinthians): Miranda é um bom zagueiro e está em boa fase, mas terá 34 anos em 2018. Marquinhos ainda é reserva no PSG e, em princípio, deveria fazer parte apenas da Seleção Olímpica. OK para os demais.


Volantes- Luiz Gustavo (Wolfsburg), Fernandinho (Manchester City) e Elias (Corinthians): o único que eu gostei dos convocados foi o Elias. Fernandinho é um bom volante no City, mas pela Seleção tem batido mais nos adversários do que na bola. Luiz Gustavo também é outro que se destaca muito mais pela força do que pela saída de bola.


Meias e Wingers- Renato Augusto (Corinthians), Lucas Lima (Santos), Lucas Moura (PSG), Willian (Chelsea), Philippe Coutinho (Liverpool), Oscar (Chelsea) e Douglas Costa (Bayern de Munique): o meio-de-campo me agradou bastante, com jogadores que sabem tratar bem uma bola. Mas são todos meias velozes e a tendência é que Dunga aposte na correria em detrimento à troca de passes. Será?


Atacantes- Roberto Firmino (Liverpool) e Hulk (Zenit): não gosto do estilo de Hulk, mas admito que ele fez boas exibições na Champions League. Já o Firmino anda apagado no Liverpool e ainda não fez um gol sequer pelos Reds. Nenhum dos dois é um centroavante típico -Hulk é winger de origem e Firmino faz o estilo "falso nove". Será que o Brasil consegue jogar sem uma referência na área?



Imagem extraída de https://www.facebook.com/CBF/



É PERMITIDO TROPEÇAR

O Timão e o Galo perderam suas respectivas partidas em jogos válidos pela 26ª rodada do Brasileirão. Os tropeços, contudo, podem ser considerados como "aceitáveis" dadas as circunstâncias, afinal tanto o Inter quanto o Santos são equipes que estão em boa fase e reagindo bem após um inicio ruim na competição. E os jogos foram na casa dos rivais. O Atlético, contudo, deve ter lamentado um pouco mais pela goleada sofrida e também por ter perdido a chance de se aproximar dos paulistas.



ZEBRAS À SOLTA

Imagem extraída de https://www.facebook.com/mundoespn/

Estes foram os placares dos jogos de ontem, todos válidos pela 1ª rodada da fase de grupos da Champions League. Muitos dos favoritos tropeçaram a despeito de terem mais time e recursos financeiros à disposição. Como escrevi mais acima, o sistema de pontos corridos dá ao time a chance de se redimir de um tropeço, mas é sempre bom lembrar que esses pontos perdidos no início podem fazer falta lá na reta final.



NÚMERO DA SORTE

Que noite teve o atacante paraguaio Lucas Barrios! O Palmeiras estava jogando mal e começou perdendo para o Fluminense no Maracanã. E o estrago poderia ter sido maior se Fred não tivesse perdido pênalti no começo do segundo tempo. Mas o Verdão voltou com outra atitude na segunda etapa e o camisa 8 resolveu a parada com três gols. Detalhe: Barrios, no dia anterior ao jogo, anunciou que havia trocado de número com  o meia Cleiton Xavier. Pelo jeito, a tal superstição funcionou bem! Pior para o treinador Enderson Moreira, que não resistiu a mais uma derrota e foi demitido ainda ontem.


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Que Tal Klopp na Seleção Brasleira?

Imagem extraída do Facebook oficial do Borussia Dortmund- https://www.facebook.com/BVB



A entrevista de Daniel Alves ao canal pago ESPN causou furor quando o lateral do Barcelona revelou que o treinador Josep Guardiola estaria interessado em treinar a Seleção Brasileira. O treinador catalão, hoje no Bayern München, estaria disposto a abrir mão de seu "ano sabático" em 2012 e teria até mesmo um esquema tático pronto.

Guardiola revolucionou o futebol graças ao seu Tiki-Taka (que nada mais é do que um upgrade do Totaal Voetbal de Rinus Michels e de Johan Cruyff) e fez o Barcelona ganhar praticamente tudo o que disputou. Suas ideias também foram aproveitadas pela Seleção Espanhola, o que levou a Furia a conquistar a Eurocopa em 2008 e 2012, e também a Copa do Mundo de 2010.

O treinador catalão talvez até aceitasse trocar o Bayern pelo desafio de comandar a Seleção Brasileira, algo que nenhum treinador estrangeiro teve a honra (ou a loucura) de fazer até o momento.

Eu, no entanto, penso em uma opção mais barata e igualmente inteligente: o alemão Jürgen Klopp, que está desempregado no momento e, portanto, não haveria necessidade de se pagar uma multa rescisória para contratá-lo.

Klopp, assim como Guardiola, é um treinador que aprecia futebol bem jogando, com a bola no chão e com troca de passes. Ele dirigiu o Borussia Dortmund entre 2008 e 2014 apostando em um jogo leve e coletivo, lembrando o próprio estilo do Barcelona.

Mais do que isso, Klopp também conhece o futebol alemão como ninguém, justamente aquele que nos causou a mais dolorosa derrota de nossa história futebolística. O Borussia de Klopp possuía a leveza típica da Espanha combinada à velocidade e à eficiência alemã. Seus defensores, apesar de não serem muito fortes, sabiam como negar espaços aos rivais grandões. E os meio-campistas, na base da correria ou do toque de bola, faziam a redonda chegar facilmente ao atacante Lewandowski, o único grandão da equipe -isso quando o grandalhão polonês não vinha buscar a bola sozinho no campo de defesa



Borussia Dortmund 4-2-3-1 football formation
O Borussia Dortmund na temporada 2012-13 escalada em
4-2-3-1: a equipe combina troca de passes com a eficiência
alemã fazendo bom uso do tamanho e da agilidade de
seus atletas (imagem obtida via footballuser.com).



O 4-2-3-1 de Klopp seria facilmente adaptável à Seleção Brasileira, com algumas mudanças: jogadores mais físicos dariam espaço a atletas mais técnicos e com melhor qualidade no passe. Os volantes teriam de sair mais para o jogo ao invés de apenas marcar. Os wingers teriam de voltar mais vezes para cobrir os laterais quando a equipe joga sem a bola: os laterais do Brasil nunca primaram pela qualidade na marcação, algo que também ocorre no Borussia, mas Reus e Błaszczykowski voltavam para ajudar Schmelzer e Piszczek na marcação.



Brazil 4-2-3-1 football formation
Um esboço de como seria uma possível Seleção sob a
batuta de Klopp: time em 4-2-3-1, com dois volantes com
qualidades ofensivas (Elias e Hernanes são os atletas que
melhor representam o modelo adotado por Klopp), dois
wingers e um centroavante (optei por Pato por falta de
opções -obtida via footballuser.com).



O principal problema com Klopp seria o idioma, afinal o técnico só fala alemão e trabalhou com pouquíssimos jogadores brasileiros. A presença de atletas que já atuaram no país -Rafinha, Dante, Luiz Gustavo e Firmino- poderia ajudar o treinador. Talvez, também fosse interessante a escolha de algum atleta ou ex-atleta brasileiro que tenha atuado por anos na Alemanha (Lúcio, Juan Silveira, Zé Roberto, Élber, ...) para trabalhar como auxiliar de Klopp e ajudar a "traduzir" as ordens do técnico.

Ele também jamais dirigiu uma seleção, mas Dunga foi escolhido em 2006 sem jamais ter comandado uma equipe sequer e obteve algum êxito em sua primeira passagem com dois títulos. Valeria a aposta.

Por enquanto, é uma utopia ver um treinador estrangeiro à frente da Seleção Brasileira, mas como nosso futebol anda decadente e há cada vez mais pressão por mudanças, o nome de Jürgen Klopp pode muito bem ser ventilado no Escrete Canarinho em algum momento.

Façam suas apostas.



Imagem extraída do Facebook oficial do Borussia Dortmund- https://www.facebook.com/BVB




LUCAS PRATTO

Oportunista, raçudo e talentoso. Assim vejo o centroavante argentino Lucas Pratto, que está cada vez mais à vontade no Atlético Mineiro e fazendo muitos gols. O treinador Levir Culpi até brincou e cantou o nome do hermano na Seleção Brasileira. Claro que é só brincadeira, mas como há muitas opções de qualidade na Seleção Argentina (Messi, Agüero, Tévez, ...) e estamos em uma verdadeira seca de bons centroavantes, acho que vale considerar tal opção. Como dizem por aí, "toda brincadeira tem um pouco de verdade".



CALMA!

Alguns colunistas estão fazendo verdadeiros alardes em cima da derrota que o Palmeiras sofreu em casa diante do Atlético Paranaense. Claro que o Verdão poderia ter feito muito mais, dada a quantidade de opções que possui e a qualidade de seus jogadores. Eu, no entanto, penso que ainda não há motivo para pânico e basta uma boa conversa no vestiário para se resolver o problema. E, claro, não podemos deixar de apontar os méritos do Furacão, que conquistou três pontos importantes na busca por uma vaga na Libertadores- título, por enquanto, é utopia.



DORIVAL JÚNIOR

Após tantos equívocos cometidos nos últimos anos, os dirigentes santistas deram uma dentro e trouxeram de volta o treinador Dorival Júnior. Dorival (ainda) não é o melhor treinador do Brasil, mas ele é tudo o que o Peixe precisa, devido à sua mentalidade ofensiva e sua facilidade de lidar com garotos da base. Ele soube ousar diante do Flamengo, tranquilizar seus atletas em um momento complicado e fazer o time praiano voltar do Rio de Janeiro com um ponto importante. Detalhe: o Santos terminou o primeiro tempo perdendo por 2x0.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Somos Brasileiros e Não Desistimos Nunca

Imagem extraída do Facebook oficial do São Paulo- https://www.facebook.com/saopaulofc/



Os cinco times brasileiros que disputam a Libertadores estão nas oitavas e seguem vivos em busca do título. O Corinthians, já classificado, poderia se dar ao luxo de perder e até mesmo de escolher seu próximo adversário. São Paulo, Cruzeiro, Internacional e Atlético Mineiro, por outro lado, ainda não tinham a classificação assegurada e precisavam vencer para não dependerem da sorte. Era preciso buscar o resultado.

O meu Tricolor começou a semana pressionado com a eliminação do Paulistão diante do Santos. Precisava vencer o grande rival Corinthians que havia prometido jogar com força total. O São Paulo, contudo, apresentou uma disposição em campo como há muito tempo não se via. Deu sorte com a expulsão de Emerson, que revidou uma agressão cometida por Rafael Tolói. Aproveitou a vantagem numérica e o recuo do adversário para controlar o jogo, a bola e, enfim, vencer o rival. Não obstante, viu o rival direto pela vaga, San Lorenzo, dar vexame em casa diante do já eliminado Danubio.



Imagem extraída do Facebook oficial do Cruzeiro- https://www.facebook.com/cruzeirooficial/



O Cruzeiro tinha tudo para assegurar sua vaga de forma antecipada. Havia caído em um grupo sem rivais de peso e estava embalado com seu futebol que combinava beleza e eficiência. A Raposa, contudo, pagou o preço por vender tantos titulares na última janela de transferências. A equipe mineira cometeu alguns tropeços na competição, foi goleado pelo Huracán na penúltima rodada e ainda teve um final de semana amargo ao ser eliminado pelo grande rival, Atlético, nas semifinais do Campeonato Mineiro. Felizmente, o Universitario de Sucre, sem a ajuda da altitude, não teve como resistir à força do time celeste e os mineiros puderam avançar às oitavas.



Imagem extraída do Facebook oficial do Internacional- https://www.facebook.com/SCInternacional.Oficial



O Internacional fez boa campanha, mas caiu em um grupo bastante equilibrado e cheio de adversários fortes. Os dez pontos conquistados em cinco jogos não eram suficientes para colocar o Colorado nas oitavas e era necessário vencer o Strongest para não implorar por um tropeço do Emelec. Os bolivianos, sem a ajuda da altitude, seguraram os gaúchos no Beira Rio o quanto puderam, mas acabaram derrotados pelo gol solitário de Valdívia, joia revelada no próprio Inter.



Imagem extraída do Facebook oficial do Atlético Mineiro- https://www.facebook.com/atletico



O Atlético Mineiro também tinha um grupo muito difícil para superar e precisava vencer o forte Colo Colo por dois gols de diferença para carimbar seu passaporte. Diante de sua torcida, o Galo se impôs diante de um apático Cacique e foi buscar sua vaga em um misto de talento e raça. Como disse Juca Kfouri, o Atlético foi mais Galo do que nunca no Horto.

A semana que poderia ser de festa ou tragédia para os clubes brasileiros terminou bem para os representantes de nosso futebol na Libertadores.

Nem todos os times apresentaram um futebol brilhante, mas bato palmas para a determinação das equipes que foram buscar suas respectivas vagas mesmo diante de tamanha pressão pelos resultados.



MEXICANO REAL

Diante de um Atlético retrancado e violento, o Real Madrid buscou o jogo do primeiro ao último minuto. A equipe merengue precisou superar os desfalques de Marcelo, Bale, Modrić e Benzema. Conseguiu graças à expulsão de Arda Turan e a um gol de Chicharito. Encostado no Manchester United, o mexicano foi emprestado ao Real onde também era pouco aproveitado. Encontrou sua oportunidade de renascimento após um passe de Cristiano Ronaldo e a abraçou. As lágrimas do mexicano traduziram seu estado emocional. Desprezado, Chicharito superou o goleirão Jan Oblak e classificou o Real a mais uma semifinal da Champions. Era tudo o que ele precisava para dar uma virada em sua contestada carreira.



PAREDÃO BIANCONERO

O Monaco bem que tentou se valer do mando de campo, mas a eficiente defesa da Juventus segurou a pressão dos franceses e assegurou o 0x0, placar suficiente para colocar os Bianconeri nas semifinais da Champions. Irônico notar que a defesa fortíssima era justamente uma das especialidades da equipe do principado.



FALAR AGORA É FÁCIL

Choveram críticas ao Corinthians e ao treinador Tite após dois revezes seguidos em clássicos. Concordo que faltou ousadia ao Timão nas duas partidas e que o treinador poderia ter se planejado melhor -a meu ver, ele errou ao não poupar atletas diante do San Lorenzo em partida realizada na semana passada. As falhas, porém, não servem como argumento para afirmar que o Coringão "não era tudo aquilo que falavam". Tite faz um excelente trabalho em sua terceira passagem pelo Timão e o Corinthians joga um futebol exemplar. Mais uma vez, tudo isso não passa de sensacionalismo barato. Ademais, muitas das críticas foram injustas e exageradas.


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Por Que Considero Gündoğan o Melhor Volante do Mundo?

Imagem extraída do Facebook oficial de İlkay Gündoğan-
https://www.facebook.com/IlkayGuendogan



Talvez você nunca tenha ouvido falar de İlkay Gündoğan, meio-campista jovem (apenas 24 anos) e que defende o Borussia Dortmund desde 2011. Mas quando este volante está em campo, ele dificilmente passa desapercebido pela genialidade de seus lances.

Gündoğan nasceu na Alemanha, mas possui ascendência turca, assim como Mesut Özil, Emre Can, Nuri Şahin e Hamit Altıntop (os dois últimos optaram por defender a Turquia). Mesmo assim, o camisa 8 do Borussia não esquece as suas origens, como se vê na foto acima.

Gündoğan nem de longe lembra os volantes daqui no Brasil. Ele não é muito alto (tem 1,80m de altura), não é muito forte e comete poucas faltas.  Ele não faz o estilo "cão de guarda", típico dos volantes de contenção (Mascherano, Sandro, Rômulo, Luiz Gustavo, Ralf, ...) e, provavelmente, não seria considerado um meio-campista defensivo pelos "professores" daqui.



Imagem extraída do Facebook oficial de İlkay Gündoğan- https://www.facebook.com/IlkayGuendogan



O que Gündoğan não tem de tamanho ou força, ele compensa com técnica e elegância. Dizer que ele tem boa saída de bola é pouco para descrever seu estilo de jogo. Gündoğan tem muita qualidade no passe, uma excelente movimentação em campo e sobe muito bem para o ataque. Isso sem falar que ele é um bom cobrador de faltas. Claro que ele também ajuda nas funções defensivas -senão, ele não seria um volante- e o faz de maneira elegante e segura. Raramente eu o vejo dar carrinhos em campo e ele ainda facilita os contra-ataques com suas bolas muito bem colocadas.

Gündoğan era presença certa aqui no Brasil para a última Copa do Mundo. Infelizmente, ele se lesionou ao final da temporada 2013-14 e desfalcou o Borussia por um bom tempo. A equipe aurinegra sentiu tanto a sua falta que o time não foi mais o mesmo sem o camisa 8. Como azar pouco é bobagem, o seu parceiro Sven Bender (outro volante que se notabiliza pela leveza) também se machucou na mesma época. Sem os dois, o meio-de-campo do Dortmund perdeu qualidade e o time está ameaçado de rebaixamento.

Se Gündoğan tivesse vindo para o Brasil, eu tenho certeza que ele roubaria fácil a vaga de um dos titulares da Seleção Alemã, Schweinsteiger ou Khedira. Os dois também são bons de bola, mas Gündoğan se encaixa muito mais no estilo de jogo de do treinador Joachim Löw. Ele faria uma excelente dupla com Kroos na Mannshcaft, ambos volantes com muita elegância e qualidade no passe.

É uma pena que o ano de 2014 tenha acabado tão cedo para Gündoğan -ele só voltou aos gramados já em 2015. Se estivesse em condições de jogo, tenho quase certeza de que teria brilhado na Copa do Mundo e estaria entre os melhores do mundo de sua posição. Ele tem talento para isso.

Isso sem falar que os gramados brasileiros teriam o privilégio de receber o elegante futebol de Gündoğan.



Imagem extraída do Facebook oficial de İlkay Gündoğan- https://www.facebook.com/IlkayGuendogan



SEMANA QUENTE

A semana do Carnaval vai ter muitas atrações para os fãs de futebol. Serão realizados os jogos da primeira rodada da fase de grupos da Libertadores (faremos análises e palpites na terça-feira) e também quatro jogos válidos pelas oitavas-de-final da Champions League (veja no link análise e palpites para os jogos). Boas opções para fugir um pouco do marasmo dos fraquíssimos campeonatos estaduais e também para curar a sua ressaca do carnaval.



MARTINO, CONVOQUE O DÁTOLO

Imagem extraída do Facebook oficial do Atlético Mineiro-
https://www.facebook.com/atletico/

O meia Jesús Dátolo (foto acima) já merecia uma nova chance na Seleção Argentina desde o ano passado. Dátolo está em excelente fase no Atlético Mineiro, com qualidade na marcação, muitas assistências e, claro, gols. Ele poderia ser usado perfeitamente como volante ou meia-armador -faltam jogadores para esta última função na Albiceleste- e melhoraria muito a qualidade no meio-de-campo argentino, algo que faltou durante a última Copa do Mundo. O único porém é que Dátolo já está com 30 anos e ele dificilmente chegaria em condições de disputar a Copa de 2018, mas poderia ser de grande utilidade para a Copa América, jogando no auge de sua forma física.



COMPLICOU

Quando as coisas pareciam melhorar para Anderson Silva, o lutador sofreu mais um duro golpe em sua carreira. Após o segundo exame ter acusado negativo para qualquer substância proibida no corpo do lutador, um terceiro teste, realizado após a luta contra Nick Diaz, acusou a presença de compostos não divulgados pelos organizadores. O lutador ainda não se pronunciou sobre o caso, mas que ele tenha consciência: isto pode encerrar para sempre a sua carreira.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Negócio da China

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Ao que parece, dois dos destaques do futebol brasileiro estão de malas prontas para o futebol chinês, o meia Ricardo Goulart (foto acima) e o atacante Diego Tardelli (foto abaixo).

O futebol chinês é um mercado emergente que tem como atrativo os grandes investimentos na modalidade, incluindo os salários dos jogadores. No entanto, o futebol asiático tem pouca repercussão na mídia aqui no ocidente e os jogadores correm o risco de "sumirem" na China.

Os dois jogadores estavam passando por uma boa fase aqui no Brasil e vinham sendo presenças constantes na Seleção de Dunga. A possibilidade da dupla "desaparecer" na China poderia prejudicar sua evolução com a camisa amarela, embora eu duvide que os jogadores deixem de serem convocados uma vez que Dunga não tem o hábito de mudar a base de sua equipe.

Goulart, em especial, deveria reconsiderar sua ida para o futebol chinês. O jogador tem potencial para evoluir e, eventualmente, chegar ao futebol europeu. Ele é jovem (apenas 23 anos) e possui o perfil desejado no Velho Continente por ter pouca idade, jogar bem e potencial de crescimento.

No caso de Tardelli, ele completará 30 anos em 2015 e está entrando na fase final de sua carreira. O atacante ainda tem lenha para queimar mas dificilmente jogaria a Copa de 2018, embora Dunga não se importe de montar um elenco de trintões para o Mundial, como havia feito em 2010. Eu consideraria manter o camisa 9 até o meio do ano, visando a Libertadores e, talvez, uma maior valorização do jogador com a Copa América -se mantiver a boa fase, ele deve ser o centroavante titular.



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domingo, 7 de dezembro de 2014

Reciclagem de Jogador

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Leandro Damião no Cruzeiro e Emerson Sheik no Atlético Mineiro. Caso as duas especulações se confirmem, os dois clubes mineiros darão continuidade à fórmula que os consagrou nestes dois últimos anos ao oferecer oportunidades a atletas consagrados mas que andam em baixa em seus respectivos clubes.

Damião estava badalado no Internacional -clube que o revelou- até 2012, quando teve passagens pela Seleção e era frequentemente especulado no Tottenham. Mas de 2013 pra cá, sofreu com muitas lesões, caiu de rendimento e foi parar no Santos onde custou muito e rendeu pouco.

Emerson teve passagens vitoriosas por Flamengo (2009), Fluminense (2010) e Corinthians (2011 a 2013). Ele, inclusive, foi fundamental para a "temporada perfeita" do Timão, com a conquista da Libertadores e do Mundial Interclubes de 2012. Porém, seu rendimento caiu vertiginosamente no segundo semestre de 2013. Acabou cedido ao Botafogo onde alternou bons e maus momentos. Dispensado do Glorioso após desentendimentos com os dirigentes, Sheik está sem jogar e apenas aguarda até janeiro, quando deve se reapresentar ao Coringão. Se ele será reintegrado ao elenco, dependerá de quem for o próximo treinador.

Raposa e Galo estruturaram seus grandes elencos contratando jogadores de sucesso, mas que estavam em má fase em seus respectivos clubes. Quem não se lembra quando o Atlético trouxe Richarlyson em 2011 (que estava em má fase no São Paulo) e Ronaldinho Gaúcho em 2012 (lembrado mais pelas polêmicas do que pelo futebol no Flamengo)? O arquirrival Cruzeiro foi ainda mais longe e "reaproveitou" ainda mais jogadores em baixa, como Dagoberto (em baixa no São Paulo e depois no Inter), Borges (em decadência no Santos), Júlio Baptista (pouco aproveitado no Málaga) e Marcelo Moreno (encostado no Grêmio).

Penso que não há clubes mais apropriados para que Damião e Emerson possam se reerguer. Os clubes têm a filosofia adequada para que a dupla recupere seu futebol e, quem sabe, possa reviver seus dias de glória. Ademais, Raposa e Galo disputarão a Libertadores e os dois jogadores têm experiência na competição. Damião foi campeão em 2010 pelo Inter e Emerson ergueu uma taça em 2012 pelo Timão.

Ainda não é certeza que Damião e Emerson mudarão de clubes na próxima temporada, mas que isso teria grandes chances de dar certo, com certeza teria, baseando-se nos sucessos anteriores de Raposa e Galo.



Imagem extraída de https://www.facebook.com/BotafogoOficial/

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Supremacia Mineira

Imagem extraída de https://www.facebook.com/cruzeirooficial/



Bom dia, queridos leitores e leitoras.

Em decorrência de problemas pessoais, o autor não atualizou o blog neste período de sete dias. Peço imensas desculpas ao querido leitor e leitora pelos dias de ausência.

Para marcar o nosso retorno, nada mais justo do que parabenizar o Cruzeiro pelo segundo título brasileiro consecutivo -e quarto do clube- e o Atlético Mineiro pelo seu primeiro título na Copa do Brasil. Mais do que isso, gostaria de parabenizar o futebol mineiro pelos excelentes times, afinal Galo e Raposa fizeram grandes campanhas em 2013 e não deixaram a peteca cair neste ano, mostrando que os clubes tiveram competência para se manterem no topo.

Tanto Cruzeiro quanto Atlético jogam um futebol magnífico, possuem atletas inteligentes no meio-de-campo, priorizam o ataque e fogem da covardia praticada por outros times brasileiros. Há diferenças entre os estilos, mas bato palmas para ambos.

O triunfo merecido dos dois clubes mineiros me alegra, mas também me revolta. Os dois times mostram que ainda temos espaço para a ousadia e para o futebol bonito, mas a maioria das equipes reluta em aceitar isto e continua apostando nos volantes brucutus, incluindo a nossa Seleção.

Está mais do que na hora de olharmos um pouco para os exemplos oferecidos pelos dois grandes times mineiros e repensarmos o nosso futebol. Vale lembrar, aliás, que a nossa Seleção cometeu o maior vexame de sua história justamente em Minas Gerais, palco do 7x1 para a Alemanha. Deveríamos aproveitar o momento e utilizar a Raposa e o Galo como modelos para reconstruir o nosso futebol como um todo.

Tadelli, Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro já vêm sendo convocados para a Seleção. Já é um começo, mas não basta apenas levar os jogadores, é necessário levar também o estilo. É necessário se desprender do conservadorismo que impregnou nosso futebol.

Que o Galo e a Raposa sejam o "algo mais" que falta para que nosso futebol volte a ser o que era em seus tempos áureos.

Parabéns, Cruzeiro e Atlético Mineiro!



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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A Salvação de Jesús

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Jesús Dátolo (foto acima) não era um nome totalmente desconhecido antes de chegar ao Brasil. Ele chegou a atuar no final da década passada pelo Boca Juniors, quando o clube xeneize conquistou sua última Libertadores antes de passar por um jejum de títulos. Neste período, o meia argentino teve algumas passagens pela seleção de seu país e, inclusive, marcou um gol contra a nossa Seleção em 2009.

Ele teve passagens por alguns clubes da Europa como o Espanyol da Espanha e o Napoli da Itália, mas não se firmou por lá e "sumiu" no Velho Continente. Foi "resgatado" pelo Internacional de Porto Alegre em 2012 onde viveu alguns dias de glória. Dátolo até foi nomeado como melhor jogador do Gauchão 2012, mas a alegria do argentino não duraria muito no clube colorado e ele logo amargaria o banco de reservas novamente.

O argentino chegou ao Atlético Mineiro em 2013, inicialmente para repor a saída de Bernard. Ficou a maior parte do tempo no banco novamente durante o comando de Cuca e de Paulo Autuori. Ele até chegou a ser improvisado na lateral-esquerda durante a gestão de Autuori, mas ainda não era titular absoluto.

A grande virada na carreira de Dátolo se deu com o retorno do treinador Levir Culpi, em sua quarta passagem pelo Galo. O técnico paranaense colocou o meia argentino para fazer dupla com Luan (à direita na foto abaixo) no meio-de-campo. Luan atuaria com mais liberdade enquanto Dátolo seria uma espécie de meia central, alternando as funções na marcação e na armação.

A parceria deu certo e a atuação da dupla rendeu elogios de Levir após a boa atuação da dupla no jogo de ida contra o Cruzeiro. Cada um deles deixou um gol na vitória por 2x0 em cima do arquirrival e o gol do argentino se deu graças a uma jogada de Luan.

Independente de conseguir o título da Copa do Brasil, o retorno do Galo à Libertadores é iminente e Dátolo terá a grande oportunidade de desfilar seu talento na competição continental e, quem sabe, reviver suas glórias dos tempos de Boca Juniors.

E o que virá depois disso? Seleção? Dátolo já está com 30 anos e dificilmente chegaria em forma para 2018, mas a ausência de meias criativos na Argentina e a proximidade da Copa América poderiam lhe abrir as portas da Albiceleste novamente. Europa? O argentino, pela idade, dificilmente teria mercado por lá, mas as boas exibições no Atlético e um possível retorno à Seleção Argentina poderiam levá-lo de volta ao Velho Continente. Fazer história no Galo? Se mantiver a regularidade, as lesões não o tirarem de campo novamente e os títulos vierem, ele poderá deixar seu nome no clube.



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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Quem Vai Ficar com a Taça?

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Começa hoje a decisão da Copa do Brasil 2014. E os eternos rivais Atlético Mineiro e Cruzeiro vão se enfrentar nos dias 12 e 26 de novembro para saber quem ficará com a taça. A Raposa terá o mando de volta.

O Cruzeiro vive um momento melhor que o rival no Brasileirão e joga um futebol baseado em troca de passes e de posições, lembrando um pouco o jogo da Holanda. É uma equipe que dispõe também de um melhor conjunto, possuindo bons jogadores em todas as posições, além de contar com mais opções no banco em relação ao rival.

A Raposa, em compensação, vem sentindo muito o desgaste da sequência de jogos. Isto ficou evidente nas partidas recentes, seja pelos placares magros, seja pela dificuldade do time em bater alguns rivais da parte de baixo da tabela.

O Cruzeiro tem apenas um desfalque considerado importante, o zagueiro Dedé que se lesionou no jogo contra o Santos na quarta-feira passada.



Cruzeiro EC 4-2-3-1 football formation
Possível escalação do Cruzeiro: equipe no 4-2-3-1, com
muito toque de bola, troca de posições e jogo coletivo
(imagem obtida via footballuser.com).



O Atlético, por sua vez, é um time mais explosivo, veloz e vertical, lembrando um pouco o Bayern München durante a temporada 2012-13. A equipe se vale das jogadas individuais de seus atletas ofensivos.

O Galo é um time mais aguerrido que o rival azul e o lado emocional pesa muito para Tardelli e seus companheiros. Se a Raposa se destaca pela regularidade, o Atlético pode muito bem golear o arquirrival como também pode sair com a sacola cheia. Depende se o time que entrará em campo for o mesmo que goleou Mengo e Timão nos jogos de volta, ou se será aquele que tomou 2x0 dos mesmos rivais durante as partidas de ida.

O time de Levir Culpi não terá o capitão Réver nem o meia-atacante Guilherme, ambos afastados há algum tempo.



C Atlético Mineiro 4-3-3 football formation
Possível formação do Atlético: time no 4-3-3/4-2-3-1
dependendo do posicionamento de Dátolo, que pode
jogar de volante ou meia (obtido via footballuser.com).



Difícil prever um vencedor para o duelo. Ambos os times são muito bons, jogam um futebol bonito e a rivalidade torna o resultado imprevisível.

Acredito que o Atlético dará as cartas para o jogo. Se estiver motivado, o Galo pode comemorar seu primeiro título na competição. Se estiver apático, o troféu vai para a Toca da Raposa.

Boa sorte a ambos os times e que vença o melhor!



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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O Brasil É Mineiro

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Minas Gerais, mais uma vez, será o palco de uma grande decisão em 2014.

Cruzeiro e Atlético Mineiro se classificaram para a grande final da Copa do Brasil 2014 e prometem dois grandes jogos na grande decisão, ambos recheados de rivalidade, futebol bonito e ofensivo.

A Raposa, que estava perdendo por 3x1 do Santos, não abaixou a cabeça diante da pressão santista e reagiu com dois gols do atacante Willian (foto acima) e conseguiu a vaga por ter vencido o primeiro jogo por 1x0. Isto, no entanto, não tira os méritos do Santos que possui uma grande equipe, muitos jogadores talentosos e um futebol muito agradável de se ver. O empate ficou muito justo para estas duas equipes que fogem do maldito futebol de resultados e animaram a noite do torcedor nesta quarta.

A classificação na Vila Belmiro seria justa para qualquer um dos dois times, mas prevaleceu o Cruzeiro que possui um conjunto um pouco melhor e superou o Peixe nos detalhes. Tanto que a vantagem adquirida pela Raposa no jogo de ida foi mínima, mas suficiente para o clube mineiro avançar.

Espero, no entanto, que o revés não faça o Santos se render ao futebol de resultados. O Peixe possui um ótimo time e uma grande vocação ofensiva. Abrir mão de tudo isto seria um grande retrocesso.



Imagem extraída do Facebook oficial do Atlético Mineiro- https://www.facebook.com/atletico/



No Mineirão, prevaleceu o jogo vertical (que Tostão chama de "Galo Doido") do Atlético sobre o Flamengo. Empurrado por sua torcida, o Galo saiu atrás no placar novamente, mas os donos da casa também não abaixaram a cabeça diante das adversidades e buscaram uma nova virada por 4x1, assim como haviam feito contra o Corinthians nas quartas-de-final.

O Mengão deveria ter sido mais ousado e buscado o segundo, mas pouco pôde fazer diante do Galo que estava visivelmente melhor na partida. O Atlético teve mais posse de bola, criou mais chances de gols e, principalmente, teve atitude em campo ao não se render. Cabe ainda mencionar que o Galo teve uma semana turbulenta com o afastamento de três atletas por indisciplina, mas isto não perece ter afetado o clima no vestiário pelo que vimos em campo. Os mineiros mereceram a classificação com louvor.

Os eternos rivais irão, agora, se encontrar novamente. Pela qualidade do futebol que os times estão apresentando, acho que teremos dois grandes espetáculos alimentando pela rivalidade entre Raposa e Galo.

Farei, em breve, meus palpites para a grande final, mas confesso que estou ansioso para ver esta partida que fará o Estado de Minas Gerais tremer.



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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O Trio que Salvou o Domingo

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Quando a 14ª rodada do Brasileirão teve início, lamentei que dois dos times que apresentam lampejos de bom futebol, Cruzeiro e Fluminense, não venceram diante de rivais considerados fáceis. Criciúma e Coritiba, infelizmente, conseguiram arrancar empates contra Raposa e Flu ao se retrancarem e buscarem pouquíssimo jogo. O futebol brasileiro lamenta que times de pouca ousadia continuem tirando pontos das equipes que buscam jogo. Triste ver isso.

O clássico entre Peixe e Timão foi um festival de faltas e cartões. Os "professores" tinham de dar uma dura em seus atletas e deixar bem claro a diferença entre "rivalidade" e "deslealdade", mas poucos sabem distinguir o significado das duas palavras e batem a rodo. E os torcedores dos dois times também deram um grande mau exemplo ao brigarem do lado de fora do estádio. Pelo menos, o jogo não foi tão ruim tecnicamente falando.


Imagem extraída de https://www.facebook.com/SCInternacional.Oficial/



Quando eu achava que a rodada terminaria com o anti-futebol triunfando mais uma vez, fiquei sabendo que o Inter -que tem os ofensivos D'Alessandro, Aránguiz e Alex Raphael- derrotou o Grêmio por 2x0. Eu não tenho nada contra o Imortal,  mas o futebol apresentado pelo Tricolor está muito longe do meu agrado. E os cartolas gremistas ainda trocam o Enderson Moreira pelo Felipão...

Meu ânimo melhorou ainda mais quando vi a boa atuação do Galo derrotando o Palmeiras. O time de Minas joga no ataque, não rifa a bola e conta com os bonzinhos Dátolo e Tardelli que, por sinal, fizeram os dois gols da vitória atleticana. E o Verdão, hein? Achou um empate e, ao invés de buscar a virada, se encolheu para segurar a igualdade. Acabou levando um merecido castigo.

E o meu São Paulo finalmente voltou a vencer bem depois daquelas demonstrações de apatia nas últimas rodadas e ser comparado à Seleção da Bélgica -ambos têm muita posse de bola mas não sabem o que fazer com ela nos pés. Pato, Ganso, Osvaldo e Kaká são jogadores de bola e encantam o torcedor quando estão inspirados. O que falta ao quarteto é manter a regularidade e as boas atuações como a de ontem. Kardec também merece ser citado pelo gol anotado.

Agradeço ao Inter, Galo e Tricolor por terem salvado meu final de semana e restaurarem um pouco da minha esperança no futebol brasileiro.



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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Missão Frustrada

Imagem extraída do Facebook oficial do Atlético Mineiro- https://www.facebook.com/atletico


Alguns atletas, sem espaço em seus respectivos clubes na Europa, vieram ao Brasil por empréstimo visando se manterem em evidência e, com isso, não perderem suas vagas em suas seleções correspondentes. Por aqui, eles teriam mais oportunidades de manterem a titularidade e ainda jogariam no Brasil, país-sede da Copa do Mundo 2014.

Alguns desses atletas tiveram sucesso por aqui. Foi o caso do lateral uruguaio Álvaro Pereira pelo São Paulo e do volante chileno Charles Aránguiz pelo Inter. Outros, como o atacante colombiano Dorlán Pabón, não tiveram êxito em nossos gramados e já foram embora.

O caso do zagueiro argentino Nicolás Otamendi (foto) foi, no mínimo, curioso. O defensor, que pertence ao Valencia, desembarcou em Minas gerais para defender as cores do Atlético Mineiro na Libertadores. Suas atuações renderam-lhe muitos elogios da crítica. Mostrou segurança na zaga e boa saída de bola. Mesmo assim, não conseguiu evitar a eliminação do Galo pelo Atlético Nacional da competição sul-americana.

Otamendi esteve presente na pré-lista de convocados da Seleção Argentina para a copa, junto com o volante Éver Banega, também pertencente ao Valencia e que jogou emprestado pelo Newell's Old Boys pelo mesmo motivo que o zagueiro pelo Galo. Inexplicavelmente, a dupla ficou fora da lista final.

Cortado da Albiceleste e sem chances de conseguir o título da Libertadores, Otamendi deixou o Galo. Houve chances do atleta permanecer em Minas devido a problemas com seu passaporte europeu, mas tal possibilidade foi rechaçada.

Eu achei uma pena que os objetivos de Otamendi tenham sido frustrados. Ele havia demonstrado no Galo que um zagueiro não vive apenas de chutões e carrinhos. Ele também merecia jogar a copa -e o seu colega Banega também- afinal a defesa da Argentina foi um dos pontos fracos da equipe e tal fragilidade obrigou o treinador Alejandro Sabella a ter de recuar todo o time e os atacantes (principalmente Messi) eram obrigados a terem de buscar a bola lá atrás.

A despeito disso, a Albiceleste foi muito bem no mundial, mas penso que se houvessem as opções de Otamendi e também a de Banega, talvez a Argentina tivesse chegado ao lugar onde mais desejava...