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| Imagem extraída de www.facebook.com/PSG |
Quando Neymar deixou o Barcelona para assinar com o Paris Saint-Germain em 2017, ele certamente considerou todas as vantagens que a mudança de ares lhe traria. O salário seria muito maior que na Catalunha, o brasileiro sairia da sombra de Messi para ter um time todo "seu" na França e ele poderia fazer história ao levar o clube a uma inédita conquista na Champions League.
Não há, contudo, bônus sem ônus e Neymar não pensou que ser o jogador mais caro da história (na época ele custou 222 milhões de Euros aos cofres do PSG) também lhe traria tantas responsabilidades para arcar. O atleta passou a ser muito mais cobrado em campo para que justificasse todo o investimento realizado.
O brasileiro passou a ser muito mais vigiado e exigido em relação às suas passagens em clubes anteriores. A tolerância com seus erros foi diminuindo com o passar das temporadas e os aplausos foram substituídos por vaias. O sonhado protagonismo na Europa havia cobrado o seu preço a Neymar.
As críticas passaram a beirar a perseguição sendo que muitas foram injustas visto que o brasileiro não havia sido responsável por todas as derrotas ou eliminações sofridas pelo PSG. Pesavam contra Neymar, porém, as festas em seus dias de folga e as simulações de falta (que são toleráveis no Brasil mas condenáveis na Europa), entre outras atitudes do atacante.
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| Imagem extraída de www.facebook.com/PSG |
Neymar, portanto, sentiu o quão pesado é ser o protagonista de uma equipe europeia. Não bastava apenas jogar bem, ele precisava justificar o status e o salário em todos os sentidos. Ainda que tivesse direito a se divertir nas horas de folga como bem entendesse, isto era visto com maus olhos pela imprensa ou torcedores e também como um péssimo exemplo para o restante do time.
O jogador, recentemente, recebeu uma sondagem do Chelsea para jogar na Inglaterra. O novo proprietário dos Blues, Todd Boehly, vem buscando desesperadamente por estrelas para seu clube reagir "na marra" -o norte-americano já trouxe João Félix e Enzo Fernández nesta janela de inverno, além de atravessar o rival Arsenal e assinar com o ucraniano Mykhailo Mudryk.
Uma mudança de ares poderia fazer bem a Neymar: ele reencontraria o "parça" Thiago Silva no Stamford Bridge, poderia ser o líder de um time predominantemente jovem e teria uma folha em branco para recomeçar sua carreira longe da perseguição sofrida na França. O brasileiro, porém, ativou a cláusula de renovação com o PSG até 2027 e dificilmente abriria mão de seus altíssimos vencimentos.
Neymar então pode escolher: tentar salvar sua imagem na França e manter seus polpudos salários, ou recomeçar sua carreira na Inglaterra onde ele teria um pouco de paz, longe da pesada responsabilidade que ele possui atualmente no PSG.
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