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| Imagem extraída de www.facebook.com/ChampionsLeague |
"Vou trazer essa vitória de qualquer jeito, nem que seja morto" -disse Neymar em vídeo divulgado pelas redes sociais do Paris Saint-Germain às vésperas da decisão contra o Manchester City, realizada hoje no Etihad Stadium.
O treinador Mauricio Pochettino pertenceu a uma geração de atletas argentinos determinados, guerreiros. O ex-zagueiro e seus companheiros lutavam em campo até o último minuto. Se não podiam ganhar na técnica ou no talento, tentavam na raça. O técnico trouxe muito dessa filosofia para os times que dirige e as palavras de Neymar, o principal jogador do PSG, deixavam isto muito evidente.
Neymar não estava blefando quando declarou tais palavras. O Paris Saint-Germain, precisando reverter uma desvantagem de 2x1 sofrida no Parc des Princes, foi para cima do City, adiantando suas linhas, marcando alto e tentando buscar o gol de todas as maneiras possíveis. A atitude foi tão corajosa quanto afobada, afinal os franceses pressionavam mas erravam muitas finalizações. E ainda sentiam falta de Mbappé, lesionado.
O City apenas administrava o jogo, com duas linhas de quatro e articulando contra-ataques, seja com subidas de Zinchenko pela esquerda, com Mahrez pela direita ou com bolas longas tentando acionar De Bruyne ou Bernardo Silva. E foi desse jeito "eficiente" que os donos da casa abriram o placar, com o argelino aproveitando jogada do ucraniano.
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| PSG em 4-2-3-1/4-3-3 tenta encurralar o City, mas se afoba na tomada de decisões. Di María e Neymar trocam de lado, movimentam- se na área e criam chances, mas sentem a falta de Mbappé nas conclusões. City, em 4-4-2 articula contra-ataques com Mahrez ou Zinchenko acionando os "falsos noves" De Bruyne ou Bernardo às costas da zaga (imagem obtida via this11.com) |
O gol sofrido abalou o emocional do Paris Saint-Germain que passou o final do primeiro tempo e o início do segundo entregue à marcação do City. Os donos da casa preencheram todos os espaços e, pouco a pouco, encurralaram os franceses que levaram mais um gol de Mahrez.
A derrota iminente transformou o abatimento do PSG em raiva e os franceses apelaram para o anti-jogo, com muita catimba e faltas. Di María, após uma discussão com Fernandinho, acabou sendo expulso ao agredir o brasileiro fora de campo. Mais atletas dos visitantes como Verrati, Kimpembe e Danilo também exageraram nos lances e escaparam de ser expulsos. Zinchenko, que estava entrando na provocação rival, também escapou de um vermelho após se descontrolar.
O Paris Saint-Germain até ensaiou uma reação com as entradas de Kean e Draxler mas os franceses já estavam emocionalmente derrotados. Guardiola se limitou a tirar jogadores amarelados e colocar alguns atacantes para jogarem alguns minutos.
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| City preenche os espaços e imobiliza o abalado PSG. Aos poucos, ingleses imprensam os visitantes e dão o golpe final com Mahrez pela direita novamente (imagem obtida via this11.com) |
City alcança a primeira final da Champions em sua história. O investimento dos magnatas, enfim, começa a dar frutos após tantos anos de frustrações desde a aquisição do clube pelo grupo em 2008. Tanto o time quanto o projeto de seus proprietários parece, finalmente, alcançar a maturidade necessária para erguer a taça.
Paris Saint-Germain vê o sonho de vencer a Champions adiado novamente. O time "emocional" de Mauricio Pochettino esbarrou na estratégia "racional" de Josep Guardiola. A ideia de "pilhar" os jogadores se voltou contra a própria equipe quando os franceses se deixaram abalar diante da situação irreversível.
No confronto entre os novos ricos, triunfou aquele que soube manter os nervos no lugar.
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| Imagem extraída de www.facebook.com/ChampionsLeague |




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