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| Imagem extraída do Facebook oficial do Bayern München- https://www.facebook.com/FCBayern |
Uma das críticas feitas à Seleção Alemã por alguns comentaristas foi a seguinte: a Alemanha teria perdido a objetividade ao seguir a escola espanhola de futebol, preocupando-se muito mais em manter a posse de bola em detrimento às finalizações.
O treinador Joachim Löw, de fato, parece ter sido bastante influenciado pelo Bayern de Guardiola, com Lahm improvisado como volante, colocando vários meio-campistas para manter a posse de bola e a ausência de um centroavante de ofício -Müller atuou como "falso nove" assim como ele tem feito no time bávaro desde a vinda do treinador catalão.
Sou fã e defensor da escola espanhola de futebol e acredito que o time que tem a bola impede o rival de jogar. Mas a Seleção Ganesa, contudo, soube explorar as fraquezas do estilo espanhol e colocou isso em prática contra a Mannschaft na partida de hoje. Marcação adiantada, superioridade numérica no campo de defesa e uso da força (cometendo poucas faltas, no entanto) fizeram os africanos terem uma partida bastante equilibrada contra os alemães. Em muitos momentos, eram os ganeses quem estavam encurralando os rivais.
| Alemanha mantem a posse de bola e o controle da partida ao disponibilizar seis meio-campistas. Gana contra-ataca com as armas "anti-Guardiola": vantagem numérica no campo de defesa, marcação por pressão no campo de ataque e uso moderado da força física (imagem obtida via this11.com). |
O gol anotado por Mario Götze logo no começo do segundo tempo não abalou a determinação dos ganeses, muito pelo contrário: os Estrelas Negras foram ainda mais verticais e incisivos no ataque. Souberam aproveitar as subidas de Mustafi e Höwedes e criaram pelas pontas suas melhores chances de gol.
| Pressão total: mesmo com a desvantagem no placar, o treinador James Appiah não se intimidou e colocou seu time no ataque. Articulando jogadas pelos flancos, Gana chegou ao empate e depois à virada (obtido via this11.com). |
Com a desvantagem no placar, Joachim Löw deixou de ser "Barcelona" e voltou a ser "Bayern". Tirou Khedira e Götze para as entradas de Schweinsteiger e Klose. A Alemanha passou a jogar mais em velocidade e agressividade. A movimentação e a pressão intensa dos alemães obrigou os ganeses a recuarem. Klose empatou e, por muito pouco, a Mannschaft não consolida a virada.
| Mais "Bayern" do que nunca, Alemanha dá uma prensa nos ganeses, arranca o empate com Klose e, por pouco, não chega à virada (obtido via this11.com). |

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